Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Sensação do Eureka: Como a Ignorância Se Torna Conhecimento
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tô rindo aqui com as coisas que eu tava lembrando. Uma delas, vou contar um fato engraçado. Você sabe, lembra daquela música? É uma seranda muito antiga, é uma música folclórica de origem portuguesa, da acho que das colheitas da zeitona, que é a seranda serandinha, vamos todos serandar, vamos dar meia volta, volta e meia, vamos dar, né? Aí, a continuação é: O anel que tu me deste, né? O anel que você me deu, era de vidro e se quebrou. O amor que tu me tinhas, que você tinha por mim, era pouco e se acabou, né? Bom, outro dia, sei lá, alguns anos, sei lá, uns 5, 6, 8 anos atrás, não lembro, mais ou menos há uns 10 anos, eu tava conversando com um amigo meu, mais ou menos da mesma idade, eh ele mora em Nova York e a gente e eu descobri que até então, ele achava que essa letra, que essa letra significava o seguinte, ó: "O amor que tu me tinhas". Ele achava que tu me era um nome próprio. Então, o amor que tu me tinha, sei lá, tô fulano, o amor que João, né, o que Luísa tinha, era pouco e se acabou. Aí eu falei assim: "Mas, cara, o amor que tu, você tinha por mim, tu me tinhas". Bom, eu sei que foi uma revelação para ele. Eu lembro da cara dele, porque sabe por quê? O que que é o que me chamou a atenção? Lógico, eu ri para caramba, né? Quase me caí no chão. Mas é um negócio tão bobo, obviamente, eu sei. Mas veja só, a cara dele de que daí de repente se iluminou algo que ele, sei lá, desde criança tinha compreendido errado. Eu achei tão ficou tão marcado em mim a cara dele, assim, de lógico, né? Realmente é um negócio que não tem nenhuma importância na vida, mas a sensação de jogar uma luz frente a alguma coisa ou em alguma coisa que tava meio escuro, né, no escuro ou nessa sombra da ignorância, é a sensação de assim, meu Deus, se revelou uma realidade, né? Uma verdade. Não é essas verdades que a gente tá querendo revelar cada vez mais, claro, né? De vez em quando a gente descobre, mas de vez em quando a gente descobre essas coisas que a gente não tinha entendido ainda. E o curioso é que assim, a sensação é real e talvez a sensação e a gente tem essa sensação ao longo da vida, né, quando a gente foi descobrindo tanta coisa, a gente era criança e aí eu tava lembrando de muitas coisas também, quando criança eu não entendia. Eu não entendia a letra em inglês de música, quando era pré criancinha, assim, 8, 9 anos, né? 10, quando eu comecei a ouvir músicas assim, em música estrangeira, geralmente era música americana, inglesa. Eu lembro de não ouvir, ouvi de não entender a letra. Então, eu cantava do meu jeito, que era imitando som. Mas eu não entendi as letras, as letras de música é difícil de entender, né? Porque é rápido, o cara canta na entonação própria, enfim, é mais difícil do que entender a conversação, claro. Então, mas depois de um tempo, com, né, alguns anos depois eu já estava mais familiarizado com o inglês e aí eu comecei a entender, eu lembro da sensação de entender a música, entender a letra da música. Aí eu falei assim: deixou de ser uma sequência de sons e passou a ser uma letra de música, porque antes não era uma letra de música, era uma sequência de sons é, de ruídos, né? Assim, o cara falando e mas eu não sabia o que ele tava falando, para mim era um é parte do como se por seu instrumento musical. E assim por diante, a gente foi revelando desde a infância uma série de coisas que antes a gente ignorava. E que assim, se você recordar de algumas coisas assim, você vai recordar que a sensação de uau, né? Que nem quando assim, comecei a ler. Quando eu comecei a ler, eu lembro da sensação também. As coisas que eram símbolos já na, antigamente, né, São Paulo já não tem mais outdoor, alguma, faz 20 anos, sei lá, por conta de lei. Mas antes, era uma cidade cheia de outdoor, né? Então, eu lembro de pequeno no carro com meus pais, andando na rua, de olhar os outdoors ou essas frentes de loja, né? Letreiros de loja, aquilo não significava nada para mim, eram símbolos, quando era pequenininho. E eu lembro de assim, olhar para aquelas coisas e começarem a fazer sentido e começar a decodificar nas, né, tanto nos livros, nos gibis que eu lia, né, revista em quadrinho que eu lia, como na rua, ou na televisão, começar a decodificar o que antes era um monte de símbolo sem sentido, passou a ser uma mensagem ou vários, né, passou a ser tudo mensagens que tinha um propósito, tinha um conteúdo por trás. Veja quantos exemplos. São muitos desses que a gente pode recordar e outros engraçados ou não, que a gente de repente fala assim: Ah! Né? É o Eureka, mas é o Eureka, talvez acho que é o mesmo Eureka do descobrimento de um, talvez seja a mesma sensação que esses grandes gênios da ciência da humanidade tiveram. Que a sensação de alguma coisa que era escuro, era um era realmente uma nuvem da ignorância, uma sombra da ignorância. Talvez seja isso, uma sombra da ignorância e de repente é como se a gente ligasse um holofote e iluminasse aquele canto, aquele lugar. E aí surge alguma coisa no lugar, né? A sensação é maravilhosa. Eu só posso imaginar como é que foram, né, essas revelações de tanta coisa que a ciência e o conhecimento humano foi revelando da verdade. Porque é isso, né? Não é que é inventado uma coisa, ninguém inventou alguma coisa, né? Se descobriu, se revelou, tirou o véu de alguma coisa que tava na penumbra da ignorância. Quando a gente entendeu algumas leis da física, a gente começou a voar, né, com máquinas. A gente começou a voar ao ponto de hoje voar para fora da atmosfera do planeta Terra, né? E voar para Lua e daqui a pouco para Marte, com gente, né? Já estamos voando com máquina faz tempo. Bom, você pegou o ponto, né? O ponto é a gente mesmo Deus se dá conta, primeiro, que a gente passou por um processo desde a infância, obviamente, muitos a gente nem vai recordar porque por conta da própria falta de condição que a gente tinha na época de entender tudo que estava vivendo, mas quantas vezes, quantos processos a gente, de cada um de nós, não viveu desde a infância em que o conhecimento foi se revelando e explicando ficando parte da vida, da criação, da experiência humana que a gente que era para a gente um mistério antes, que a gente ignorava. Às vezes coisas sutis, né? E às vezes coisas que, né? Certamente comoveram cada um de nós. E tem mais, né? Como eu falei, na vida, na medida que a gente vai se capacitando, se colocando em condições, e quando a gente fala, eu falo em colocar em condição, não é questão de ser melhor ou ser bom em alguma coisa, mas é questão de internamente colocar-se em condições e porções da verdade vão se revelando sem que a gente tivesse a menor vamos dizer assim, previsibilidade disso, né? Eu já falo assim, os últimos anos, eu venho vivendo eu tô vivendo experiências que são, nesse sentido, são muito elocuentes, muito elocuentes. E por que que eu tô contando eu recordei de tudo isso, dessa desses processos que a gente vai vivendo em que uma porção, né, da verdade, da realidade, porque a verdade é a realidade na sua manifestação mais fiel, né? Só que a gente ignora uma boa parte daquilo que a gente vê, né? O que a gente vê com os olhos, a gente ignora. Então, eu tô aqui olhando as minhas as plantas aqui da casa, tem a minha planta, né, e as da minha mãe, como eu já desde quando recordo desse assunto. Eu olho, eu vejo as folhas, os caules, legal, um pouquinho de raiz. Assim, eu não tenho conhecimento para ver mais do que isso. Mas certamente quem entende mais dessa parte de biologia, de plantas, né, de botânica, vê mais do que eu. Então, o que a gente vê com os olhos, seja essas coisas que tão fora de nós ou as experiências da vida, tá sempre dentro da capacidade de compreensão sobre aquilo que se vê, se experimenta, se vive, se sente. Com essa reflexão, é por que que essas reflexões surgiram? Porque a gente tá se movendo já para o próximo capítulo, que é o capítulo 6 do livro Mecanismo da Vida Consciente. Lembrando que o livro tá aqui em cima, né? Algumas só rodar um pouquinho a página para cima, tem eu postei acho que duas vezes já o PDF do livro completo. E esse capítulo chama "Três Zonas Acessíveis ao Homem". A zona do mundo interno, o mundo circundante e o mundo transcendente ou mundo mental. E a Logosofia vai descrever exatamente o que são essas três zonas ou esses três espaços, planos dimensionais em que cada um de nós pode viver a vida, são, é como se a gente vivesse a vida ao mesmo tempo nesses três planos dimensionais. É muito interessante esse conceito, porque vai revelar para cada um de nós essa uma parte dessa realidade que a gente, antes da Logosofia eu ignorava completamente. E como eu só tinha vivido minha vida mais no mundo circundante, que é esse mundo, né, da vida terrena, eu basicamente tinha quase nenhum conhecimento sobre os outros dois mundos ou zonas ou planos. Então, com as reflexões iniciais sobre as descobertas, né? Desde as coisas mais simples até as mais profundas, mas todas elas com a sensação de que puxa alguma coisa se revelou para mim. Eu tenho certeza que você vai fazer a leitura e vê se já tem lido esse capítulo antes. Agora talvez ele tenha te entregue uma impossibilidade alguma coisa a mais e a gente segue no próximo podcast. Boa leitura, bom estudo, fique bem. E até.