Latest / Logosofia no Dia a Dia / O Livro dos Imortais — Por Que Sua Vida Importa Mais do Que Você Pensa
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Ah, se a gente fosse como as abelhas, hein? Vocês já pensaram nisso? Não? E também não queria ser como as abelhas, né? Não falei que iria ser abelhas, né? Falei como as abelhas, mas em que sentido? As abelhas são algo incrível, né? Aliás, não é à toa que toda criança na escola, alguma hora, aprende sobre as abelhas. E por que será que a gente aprende sobre as abelhas? Por que que esse é uma matéria, não sei, obviamente não é obrigatória. Mas por que que toda escola acaba usando, em algum momento, as abelhas como motivo de estudo e de aprendizado? Obviamente não é para mostrar como é que são os insetos, ou enfim, não é só por isso, não é só um exemplo qualquer. Eu penso que é uma razão muito grande para a gente, para o ser humano, ter um olhar diferenciado para esse e para muitas outras espécies de seres que a natureza tem, porque eu acho que eu e você, nós dois, e todos nós que estamos ouvindo e estamos aqui nesse conjunto, assim como eu acho que bastante, não são poucos seres humanos nós, tem uma quantidade boa, embora não é a totalidade, claro, muito pelo contrário, talvez a gente ainda seja minoria, mas eu entendo que há um conjunto de seres humanos que busca aprender uma lição que a natureza, assim, ela dá o tempo todo de exemplo. E a gente tem uma hora para entender que, assim, a gente não vê nenhuma espécie que é glorificada pela natureza, a gente não recorda de nenhuma espécie na natureza que tem um comportamento egoísta. Se a gente recordou alguma vez, é naquele conto da formiga e da cigarra, coitada da cigarra, coitada não, mas ficou infame, virou um nome infame, porque a história conta que ela era uma aproveitadora, ou pelo menos ela queria viver do benefício ou da ajuda dos outros quando deveria ter trabalhado para guardar o seu próprio sustento, para ter o seu próprio sustento quando chegasse o inverno. Agora, as formigas, as abelhas, a gente sempre se recorda delas como trabalhadoras incansáveis, e as abelhas ainda como uma função, todo ser tem uma função no ecossistema, mas as abelhas com uma função, sim, importantíssima para nós, porque elas são as grandes polinizadoras de tudo, de nossas plantações, de pomares, enfim, de tudo. E aí quando você olha para isso e fala legal Ronny, super bacana isso daí, mas o que isso tem a ver com a gente? Bom, vamos voltar ao ponto de que as abelhas, você não vê nenhuma abelha passando a vida delas, que não tem muita duração física, a duração é curta, quer dizer, você não vê nenhuma abelha guardando para si alguma coisa que ela colhe na natureza, o néctar, por exemplo, das flores, ou pegando o mel que elas produzem nas colmeias e guardando para si, preocupada em encher a pança de mel, e de guardar o mel, guardar alguma riqueza material que ela tem acesso para se engrandecer como vaidade, como uma figura artificial. Claro que não. Ah, Ronny, que óbvio. Mas por que não? Óbvio que não porque ela não tem nem a possibilidade de fazer isso de fato, mas vamos pensar o que está por trás disso. O pensamento de Deus, ou seja, o pensamento criador, ele determinou para todas as espécies de seres que cumprissem uma missão que não é uma missão individual, não é uma missão de assim, olha, cuide e guarde para que você tenha muito. A missão de todas as espécies, ainda que algumas, por exemplo, cumpram papéis que a gente acha até, nossa, mas aí tem os predadores que matam os outros bichos. Bom, mas os predadores como os leões e outros, eles obviamente cumprem uma função importantíssima que é de pegar os indivíduos doentes ou indivíduos que têm biologicamente, geneticamente um problema, são os primeiros que são presos nos ataques. Então, acaba cumprindo uma limpeza genética nas espécies todas de herbívoros, por exemplo, porque não são os mais fortes nem mais rápidos que são pegos pelos leões e leoas. São aqueles que estão doentes ou já são muito velhos, e isso vai limpando o genoma. É assim que a natureza, é assim que o pensamento de Deus determinou. Então, sim, os predadores também cumprem um papel muito importante, não estão ali como cruéis predadores. Então, tudo na natureza cumpre uma função que não é individual. Veja, não há um acúmulo de riqueza, de recursos, de status no mundo da natureza, na criação, ou pelo menos no exemplo que a criação nos dá com os seres da natureza. Todas as espécies, os indivíduos trabalham pelo bem comum em todas as espécies. Os indivíduos trabalham para que o conjunto daquela comunidade sobreviva, se expanda e possa cumprir o fim que a espécie tem. Então, olha que ensinamento maravilhoso que é esse. Os indivíduos trabalham, ou seja, se esforçam, para que aquele conjunto de seres possa seguir cumprindo a função que é a missão que o próprio pensamento criador deu para eles. Não é que eles se esforçam para fazer a missão que eles escolheram. Aí você fala, Ronny, porque eles não têm livre-arbítrio. Então, as abelhas, os leões, não importa qual, você pode escolher formigas, eles cumprem obrigatoriamente aquela missão que está no DNA deles e que o pensamento de Deus manifestado no instinto animal determina para cada espécie. Então, assim, isso é verdade. Eles não têm escolha, eles realmente não têm escolha. Mas isso não muda a importância para nós desse ensinamento. Qual seja, a de que a gente, por alguma razão, acabou esquecendo que existe um pensamento criador e que a existência da própria espécie humana, dotada, como é, de um mecanismo maravilhoso interno, em especial de uma consciência que está esperando, a consciência do ponto de vista da atuação elevada, superior, está esperando esse despertar e essa capacitação para poder conduzir a vida do ser humano rumo à superação, a gente esqueceu, parece, que a gente não está aqui na Terra para acumular status. A gente não está aqui na Terra para acumular riqueza material. Porque isso daí, por mais que pareça que tem um valor enorme, o valor é circunstancial. Serve para algumas coisas interessantíssimas, mas depois um dia não vai ter valor nenhum. Porque a vida cessa, a vida terrena cessa, e esse estudo acumulado vai servir para os meus descendentes também. Vai, mas do mesmo jeito vai atrapalhar os descendentes, se eles não tiverem boas condições de aproveitar isso tudo. Porque, em geral, tende-se a se esforçar menos quando há menos necessidade. Esse é um problema sério. Voltando ao ponto, o que nos interessa? A gente olha para a vida hoje de que ponto de vista? A gente olha para a vida desse ponto de vista de que, assim, vamos continuar nessa corrida individual, cada um cuidando do seu ou dos seus apenas, achando que, de alguma forma, com isso estaria sendo cumprido o objetivo da vida. Ou, a gente vai olhar, por exemplo, o que a natureza nos dá em todos os sentidos, todos, e vamos tentar entender que o pensamento criador, na verdade, determina para cada ser humano que cada um de nós cumpra, assim como as demais espécies, um objetivo que serve à espécie. E que, por um lado, a gente vem cumprindo, inclusive com muito louvor. Então, vamos pegar aqui todos os nomes, vamos pegar os tantos nomes que cada um de nós pode recordar que, na história da humanidade, dignificaram a raça humana. Desde os cientistas todos, pesquisadores, descobridores, que foram tornando a vida na Terra uma maravilha. Ou seja, a gente foi ganhando vitórias contra as doenças, contra os micro-organismos. Enfim, vamos pensar na medicina, na biologia, na química, na física. O ser humano andava a pé e depois em lombo de bicho, de animal. Hoje o ser humano voa, até sai do planeta. Enfim, tem muitas áreas. O ser humano olhava o céu e não entendia nada. Hoje o ser humano entende uma parte do todo, já do universo visível. Então, em qualquer área que a gente pense, há muitos seres humanos que, ao longo da história, foram deixando seus nomes escritos no livro da história. Ou seja, foram imortalizando seus nomes no livro da história. Se a história fosse um livro, a gente poderia dizer que cada um deles foi realmente escrevendo seu nome nas páginas desse livro. Aí você fala, legal, mas e a gente? Nós somos seres que não somos famosos por ter criado algo, por ter inventado alguma coisa, descoberto alguma coisa, pesquisado alguma coisa, porque não é sobre isso apenas. Essa contribuição é sensacional. E esses nomes todos não são à toa, que são recordados continuamente por gerações e serão recordados sempre. Assim como, e eu estava lembrando do caso da formiga e da cigarra, assim como o nome dos que atuaram muito mal e atentaram contra a humanidade também tem seus nomes recordados como motivo de repulsa. Até lembrar de nomes que não merecem nem ser ditos. Mas são nomes que, ao longo da história, foram tão desprezíveis que são seres humanos que certamente têm que se apagar do futuro da humanidade porque causaram mal, como alguns atualmente causam, ao conjunto todo, à civilização toda. Mas o ponto não é sobre esses. O ponto é sobre o que cabe a cada um de nós. Qual é o nosso papel nisso? Se a gente não vai ser, pelo menos eu não vou ser, eu não sou e nem você, descobridor de nada, inventor de nada, porque não é minha área de condições de conhecimento nem de aptidão, o que cabe a cada um de nós? Esse é o ponto. Qual é o nosso papel? Nessa lição, nesse ensinamento da criação ou nesse ensinamento que a criação nos dá olhando para a natureza, parece que a gente precisa ganhar consciência do que é, qual é o pensamento de Deus para a espécie humana. O que será que o pensamento criador quer? Qual é o mandato? Porque a gente, diferente das outras espécies, a gente tem um livre-arbítrio, deveria ser livre, mas infelizmente a gente anda, muitas vezes, por um bom tempo dominado por pensamentos que acabam fazendo a nossa vida espelho do que esses pensamentos querem. Mas quando a gente pensa nas possibilidades que realmente estão em nossas mãos, de fazer escolhas de forma consciente, de olhar para a vida e determinar um rumo de forma mais consciente, eu diria que, no fundo, é um ensinamento, é um exemplo que a gente tem na natureza que nos indica algo muito similar. Que a grande oportunidade humana não é acumular nada para si, mas é fazer a sua parte, fazer a diferença, pelo menos no campo que cada um de nós tem de relacionamento, fazer a diferença para o futuro espiritual, se tornando, cada um de nós, uma referência de superação. É como se cada um de nós pudesse dar para a humanidade um exemplo, e cada ser humano pudesse ser um exemplo de superação, como ser humano. Porque não tem melhor forma de dignificar a espécie do que a gente colaborar ativamente para que a estirpe de seres humanos, ou seja, essa raça, seja uma raça que cada vez possa buscar e viver mais a vida consciente, para que a gente possa ir se afastando dessas atrocidades, desses absurdos, desses desvios que consomem a gente como raça. Há tanto tempo a gente reclama da corrupção, a gente reclama dos desvios daqueles que se portam dessa forma muito mal, dos que se preocupam só em enriquecer e beneficiar a si mesmo, além dos que já provocaram, por conta desses pensamentos todos de ganância, já provocaram e provocam guerras. Enfim, é tanta gente perdida, e alguns impostos em posições que causam mal tão grande a humanidade. Então parece que fica claro, quando a gente olha para isso, que a humanidade precisa superar a condição atual. E quando a gente fala isso, parece que tem um ente terceiro, um terceiro ser que é tal da humanidade. Nem existe esse ente. Esse ente existe, mas ele é o conjunto dos seres humanos. Não é a um terceiro que a gente vai dar responsabilidade, mas alguém lá, a humanidade, tem que resolver esses problemas, tem que superar. E a gente olha para essa situação e às vezes fala assim, bom, o que eu posso fazer? Eu não posso fazer nada. A humanidade tem que superar a si mesma, como se fosse um terceiro responsável, que não existe separadamente da gente. Esse é o ponto. Parece que, e fica claro para mim, que assim vai surgindo, e isso é uma coisa que eu demorei para entender isso. O papel individual de cada ser humano parece que não faz diferença para a humanidade. E eu fiquei acreditando nisso durante um bom tempo, então eu seguia indiferente. Desde a juventude eu era muito indiferente ao que eu ia fazer, porque no final, o que diferença faz para a humanidade o que eu vou fazer? A menos que eu tivesse essas descobertas, ou fosse ser um ser importante que saísse nas notícias, e aí sim pudesse impactar a humanidade, que diferença eu ia fazer? Eu demorei para perceber que, assim como uma abelha trabalha sem se preocupar se o nome dela vai estar registrado em algum lugar da história, ela trabalha incansavelmente até o último segundo da vida dela, que é meio curta, mas enfim, ela trabalha em prol da colmeia. E aí a gente fala, legal, tem muitos seres humanos, assim como eu, que também colaboram com a humanidade. Quantas vezes a gente não doa alguma coisa, não colabora, não ajuda alguém, outra pessoa, de várias formas. Sim, a gente ajudar com o que sobra é uma ótima ajuda, mas eu penso que o assunto aqui é mais elevado ainda que isso. É a questão da gente se transformar num ponto de mudança para aqueles que estão na órbita da nossa convivência. É muito impactante o exemplo, e eu lembro de muitos, de seres que eu fui observando ao longo da vida, e foram me inspirando a ser melhor. Muitos seres. Hoje em dia isso acontece direto. Algum convive com alguém, alguém que eu convivo, eu observo assim uma característica positiva. Às vezes é uma virtude muito claramente manifestada na convivência, no comportamento da pessoa, e eu olho aquilo com admiração e falo, poxa, que virtude linda, que comportamento joia, que característica deliciosa dessa pessoa, e eu falo, eu preciso ter isso também, eu preciso melhorar, eu posso ser assim também. Então assim, quantas pessoas não nos inspiraram, e ainda hoje em dia quantas pessoas não nos inspiram com um comportamento que de alguma forma é uma superação da nossa própria realidade, e que se tornam exemplos, de fato inspiram, pelo menos deveriam inspirar cada um de nós nesse sentido. Então vai ficando claro que existe a omissão, ou a missão mais elevada, quando a gente pensa na criação como um todo, que o ser humano pode cumprir, não tem nada a ver com passar a vida acumulando bens ou status social. Mas sim cumprir essa missão individual de se tornando um ponto de referência que inspire a superação daqueles que tomam contato com essa existência. E é lindo isso, porque é como se a gente cumprisse o que o ensinamento logosófico chama de escrever realmente o nome no livro dos imortais. É como se a gente fosse percebendo finalmente que a nossa missão é se tornar um expoente de superação. Nossa missão real não tem nada a ver com a parte material, tem a ver com a gente ir ajudando a moldar para a espécie humana um futuro muito melhor. Tudo aquilo que a gente lamenta hoje, quando a gente olha para a humanidade, e eu lamento muitas coisas, e eu imagino que você de alguma forma também olhe para muitas coisas e também lamente que elas existam, que sejam assim. Então, se a gente não consegue hoje mudar a humanidade como ela está, a gente tem o poder de ir inspirando, obviamente na nossa órbita, com a superação que cada um de nós vai alcançando, a gente pode ir inspirando que a raça humana, que a espécie humana do futuro, das próximas gerações, lamente muito menos coisas. Então, não é uma questão de resolver os problemas de agora, é uma questão de a gente ir esculpindo na imagem arquetípica do ser humano as características, qualidades, que vão, no seu tempo, diminuir a incidência de tantas malezas e tantas falhas na nossa cultura e na nossa vida. E aí surge, parece que aí... Aí eu me senti assim, quando eu fiz a reflexão, eu falei, puxa, agora dá para entender por que todas as espécies que não ser humano cumprem esse mandato de uma forma inequívoca. Porque esse é um pensamento que está na criação. Esse é o pensamento do criador se expressando em tudo. E que parece que a gente demora para perceber, tem muitos que nem percebem isso. Mas essa é uma propriedade, mais uma propriedade do conhecimento transcendente. Conhecimento como esse que a logosofia oferece. Que é ir abrindo o nosso entendimento e capacitando a nossa inteligência para ir compreendendo o que está por trás da aparente ordem ou desordem que a gente vê no mundo. É para a gente ir olhando e entendendo tudo isso para poder descobrir qual é a missão, qual é o papel individual, o que cabe a cada um de nós. Cabe, na minha compreensão, esse papel que se cumpre perante não só os demais, mas especialmente perante o pensamento criador. Abre outras perspectivas, não abre? Não dá uma sensação de que a gente pode, a vida pode ser de uma grandeza assim, que não tem dinheiro, status, cargo, que resolva, que chega aos pés disso. Essa, sim, é a verdadeira riqueza que me parece que está ao alcance de cada ser humano, independente do resto. Bora? Vamos se inspirar por tudo isso? É isso que eu tenho procurado fazer no estudo diário, me inspirar com essas imagens e que a inteligência possa ir compreendendo e me alinhando um pouquinho mais todo dia ao pensamento criador. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.