Latest / Logosofia no Dia a Dia / Os Pensamentos: O Sangue do Corpo Metafísico
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que uma das coisas mais curiosas é essa percepção que vou tendo, conforme conheço e entendo algo mais sobre o funcionamento da própria vida e existência. Geralmente, faço algumas descobertas sobre o aspecto fisiológico, e isso sempre me ajuda a compreender algo no aspecto metafísico. A analogia facilita muito o entendimento. Eu estava me recordando de um órgão do corpo muito importante. Eu bebo muita água por dia, cerca de quatro litros, quatro litros e meio, ou o equivalente em chá e outras coisas. Obviamente, todo esse líquido entra no corpo e é utilizado de alguma maneira. O que o corpo faz com ele? Uma parte repõe o suor — e não suamos apenas quando fazemos exercício. O corpo está constantemente liberando umidade, o dia inteiro, através da respiração e das células. Precisamos nos hidratar mesmo, especialmente em dias secos. Agora, o que é incrível? O corpo não faz algo apenas com os litros que eu ingiro. Nós temos os rins, que filtram o sangue. Eles são um órgão vital, e um problema nos rins é algo seríssimo. Ao filtrar o sangue, eles retiram tudo o que for toxina ou contaminação. Você acha que ele só filtra os quatro litros de água que eu coloco para dentro? Não. Eu não tinha ideia, mas os rins filtram praticamente duzentos litros por dia. Incrível, não é? Eu acho isso o máximo. Desses duzentos litros, ele elimina de um a dois litros por dia, pelo menos. Como eu ingiro mais do que a média, elimino um pouco mais de resíduos. A função desse órgão é garantir que o que é vital para o corpo, o sangue, permaneça saudável, rico em nutrientes e com o mínimo de toxinas. Isso é facílimo de entender no corpo, embora seja incrível. Fico imaginando como o rim filtra duzentos litros por dia. De verdade, o pessoal que criou o ser humano é sensacional. O Criador não é brincadeira. Agora, vamos pensar o seguinte. Existe uma realidade que se encaixa muito bem nessa analogia com o sangue e sua função de abastecer o corpo: a mente e, especialmente, os pensamentos. A Logosofia apresenta os pensamentos de uma forma que, para mim, foi um choque de realidade. E o tópico seguinte, obviamente, logo depois do tópico sobre a mente e o sistema mental, é o tópico sobre os pensamentos. Eu entendo que os pensamentos são como o sangue, só que para o corpo metafísico. Os pensamentos são essa essência que circula o tempo todo no organismo mental, como o sangue circula no corpo. O problema real surge quando entendemos o que são os pensamentos, especialmente quando a Logosofia revela que muitos deles têm vontade própria, são entidades autônomas. São como células mentais, cada uma com sua função, assim como no sangue. Vários pensamentos atendem a coisas úteis na vida, outros a coisas inúteis, e há aqueles que são extremamente negativos. A analogia é muito forte, porque a minha vida acaba se sustentando e espelhando as características dos pensamentos que circulam na minha mente. Você já observou isso? Que a nossa vida acaba espelhando os pensamentos que temos? Se isso faz sentido, qual é o risco que corremos todos os dias? Primeiro, há os pensamentos inúteis, que nos atrapalham, nos fazem perder tempo, energia e foco. Você certamente consegue identificar alguns. Mas o problema maior ainda são aqueles pensamentos que são nocivos à vida. Olha que coisa doida. Circulam em nossa mente pensamentos que são nocivos à felicidade, à paz interna, à saúde desse corpo metafísico. É como se tivéssemos um sangue com elementos nocivos e não tivéssemos um rim para filtrar. Se no órgão físico já temos esse sistema funcionando sozinho, como é possível que a mente, a causa da nossa vida, tenha esses elementos circulando sem um órgão para fazer a filtragem e a limpeza? Ou será que temos esse órgão? Bom, certamente não temos um rim na mente. Então, me parece que o primeiro desafio é entender o seguinte: como nós podemos cumprir e realizar, na própria vida interna, essa função de limpeza, seleção, filtragem e eliminação dos elementos mentais — ou seja, dos pensamentos — que são nocivos à vida e aos nossos objetivos? Isso é especialmente importante para preencher aquele vazio que sentimos, que nos impele a buscar o que está faltando na vida. E certamente não são coisas que estão fora de nós que vão preencher esse vazio. Eu já me enganei durante muitos anos, achando que ele seria preenchido com coisas materiais, viagens ou experiências. Por isso fui mergulhar, saltar de paraquedas, pilotar avião; fiz tanta coisa achando que finalmente encontraria a intensidade da vida. Ledo engano. Voltando ao ponto: o tópico são os pensamentos. E este tópico, no livro Exegese Logosófica, faz uma síntese que contém o essencial: entender os pensamentos como o sangue para a vida mental e espiritual. Se queremos viver uma vida de felicidade plena, com alegria e serenidade, independentemente das circunstâncias, parece-me que isso exige que comecemos a trabalhar em nosso mundo interno. Precisamos começar a cumprir essa função que o rim tem para o organismo físico. Precisamos descobrir como fazer isso no mundo metafísico. Qual é o órgão do nosso sistema mental que vai realizar esse controle, filtragem e seleção de pensamentos? Essa é a pergunta mais importante, eu penso, para a vida de um ser humano que quer deixar de ser o que é para viver uma vida cada vez mais ampla, plena e feliz. Como sempre, são tópicos pequenos neste livro, com poucos parágrafos, mas que oferecem uma síntese muito bem-feita de um tema vital. Que você possa extrair seus próprios insights e reflexões, para que possamos entender a Logosofia de uma forma cada vez mais ampla e determinante para a saúde espiritual de cada um de nós. Fique bem e até o próximo podcast.