Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Sua Mente Está Lenta: Identificando os Malwares Psicológicos
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Se eu tivesse um tempo maior para dedicar a este podcast, eu faria uma sonorização de fundo, sabe? Por enquanto, só temos, às vezes, os passarinhos e outros barulhos, mas para hoje eu colocaria um som de teclado, sabe? Aquele som de digitação, cliques de mouse e, não sei se você ouve, mas de vez em quando eu ouço aquele som da ventoinha do laptop funcionando bem acelerada para dissipar o calor. Nessa configuração sonora, já que estamos em uma era em que usamos o computador ou o celular todo dia, eu já vi muita gente reclamar — e é uma coisa supercomum — quando o aparelho fica inexplicavelmente lento. Não sei se você já experimentou isso, mas acontece muito. Você tenta abrir um programa e ele demora; a bateria do celular, que antes durava o dia todo, se esgota em poucas horas; às vezes, acontecem uns bugs, umas janelas que abrem sozinhas. O que a gente faz? Passa o antivírus. Às vezes, ele não acha nada, e acabamos nos conformando e dizendo: "Ah, é que o aparelho está ficando velho, está ficando lento. Tenho que trocar". Agora, se essa é uma situação normal, pegue essa mesma situação e vamos jogá-la para a nossa vida diária, para a nossa mente, para a vida interna. Você já sentiu sua mente operando assim? Lenta, cansada, gastando uma energia enorme para fazer coisas que, teoricamente, deveriam ser feitas de forma mais tranquila e rápida? É como se estivéssemos com erros de julgamento ou travamentos, como os de um computador. Um travamento do humor. Quem já não travou o humor? Estava feliz, tranquilo, e de repente algo trava aquela condição, e não conseguimos explicar por que a boa alegria que estávamos sentindo foi interrompida. Pois é, no caso dos computadores, existem programas com uma intenção muito má, chamados de malwares — softwares maliciosos. Eles rodam no nosso computador ou celular sem que a gente perceba, em segundo plano. Ou seja, as coisas estão acontecendo, você está fazendo uma tarefa, mas há programas mal-intencionados rodando sem que você veja. Eles atrapalham. No nosso caso, esses malwares na nossa mente drenam nossa energia e nossa capacidade mental sem que, às vezes, a gente perceba. Aí você fala: "Rony, como assim? Um software malicioso do computador na mente?". Pois é. A Logosofia joga uma luz nesses softwares maliciosos que rodam em nossa mente, no nosso "computador mental", e os chama de deficiências psicológicas. Esse é o tópico seguinte do livro. Voltando para a analogia do mundo físico, esses programinhas maliciosos são projetados para ficarem invisíveis. Eles não se anunciam, não dizem: "Estou rodando um programa que vai te atrapalhar ou roubar suas informações". Claro que não. Eles se disfarçam de algo útil ou se instalam secretamente e ficam lá, consumindo recursos preciosos do computador, como a CPU e a memória, que ficam tomadas por esse processamento secreto. É por isso que o aparelho fica lento. O usuário não vê o programa, ele só sente o efeito: a lentidão, o superaquecimento, a bateria que não dura. É como se houvesse um ou mais sabotadores dentro do sistema. O que a Logosofia, desde o início dos meus estudos, vem apresentando — e eu demorei para entender a importância do tema — é o desafio e a relevância de se conhecer as deficiências psicológicas que vivem na minha mente. Estou falando da vaidade, do egoísmo, da impaciência, da suscetibilidade; algumas que eram muito fortes em mim e cuja capacidade de atrapalhar o funcionamento da minha mente eu venho diminuindo. Essas deficiências funcionam exatamente como aqueles programas. São processos que ficam rodando em segundo plano na nossa psicologia. A vaidade, por exemplo, está constantemente processando o que os outros pensam de mim. A impaciência fica queimando minha energia mental à toa, querendo que tudo aconteça na velocidade que ela quer, queimando minha serenidade e minha paz. O egoísmo fica calculando o custo-benefício de cada coisa que eu faço. Nós não enxergamos essas deficiências diretamente, mas sentimos seus efeitos todos os dias, que podem ser devastadores: cansaço mental, conflitos, decisões equivocadas. E o pior é que começamos a culpar a "máquina", assim como fazemos com o celular: "Ah, está ficando velho, tenho que trocar". Só que o problema não é a máquina, é o software. A gente vive num modo contínuo de segurança, com performance problemática e a "bateria mental" durando pouco, sem conseguir identificar a causa raiz por desconhecimento. A solução não é formatar nosso HD ou trocar de computador. A Logosofia oferece algo muito mais poderoso: assumir a função de "administrador do sistema" com conhecimento. O conhecimento da própria mente funciona como o melhor dos antivírus: a consciência. Quando a consciência desperta e se amplia — e ela faz isso conforme absorvemos conhecimentos sobre o mundo metafísico dentro de nós —, ela pode iniciar um processo de monitoramento, um scan. A gente começa a ver aqueles processos que antes executavam sem percebermos. Por exemplo, um pico de irritação geralmente é a impaciência sendo executada. A consciência tem a capacidade de pegar esse momento e falar: "Opa, vamos encerrar esse programa agora". A vaidade, que consome a vida com a sensação de que o universo gira em torno de mim, é outro grande programa malicioso. Se eu não tenho esse antivírus para observar e interromper sua execução, sigo vivendo por horas ou dias acreditando nisso. São muitas deficiências. A Logosofia apresenta uma lista com 44 deficiências e 22 propensões, que, embora não sejam deficiências, podem nos empurrar para comportamentos difíceis. O exercício prático para hoje é começar a observar com mais atenção quais desses "programinhas" estão rodando na mente ao longo do dia. O primeiro passo é sempre esse. Mais para frente, no livro "Deficiências e Propensões do Ser Humano", veremos profundamente cada uma delas: como se manifestam, como atuam e como cortar a energia que as alimenta. Mas é importantíssimo começar agora a observar o que está rodando na minha mente e me causando mal sem que eu perceba. É um trabalho, exige esforço, mas é um trabalho que transforma a vida, que nos dá a sensação de que estamos assumindo o comando. É preciso tomar pé da situação da mente e começar a cortar as asinhas desses softwares mal-intencionados. A leitura será muito informativa e dará uma imagem clara de que estamos falando de um conjunto enorme de deficiências. Eu mesmo identifiquei que quase todas, de alguma maneira, participam da minha mente. É impressionante como esse esforço nos permite continuar a jornada nos sentindo cada vez mais livres dessa influência tão negativa. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.