Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Névoa Invisível Que Rouba Sua Capacidade de Escolher Seu Destino
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Te peguei já no finalzinho da sexta-feira, indo para o final de semana. Seja qual for seu final de semana, eu tenho certeza que esse tempo que a gente fica junto aqui vai valer, independente de quando você ouvir. Vai valer algo, vamos dizer assim, vital para nós, para nós dois. Eu estou sempre pensando... Quando eu converso com você, eu converso com você e comigo ao mesmo tempo. É uma conversa que não tem fronteira. E eu tô sempre pensando assim: o que que pode ser útil pra minha vida já? O que que desse conhecimento que eu tô estudando, desse tópico — seja o ponto que a gente tiver — o que que pode ser útil pra vida já? E a gente vai se mover pro próximo tópico agora. No próximo tópico, o González Pecotche, ele aborda um tema que me interessa muito. Porque é um tema que a gente experimenta sem entender, é um tema que a gente nem sabe quando tá nos afetando e influi diretamente de forma decisiva no sucesso ou não dessa jornada que a gente tá empreendendo, pelo menos que a gente se dispõe a empreender. E de novo, eu sempre recordo isso, porque essa é uma verdade. Não importa se você está começando a jornada agora, os primeiros passos com a Logosofia, ou se — como eu — você está já bastante tempo. Por quê? Porque essa jornada é individual. Essa jornada é uma jornada que cada um realiza dentro de si. Isso é maravilhoso, porque a gente pode ir realizando junto, mas cada um realiza dentro de si. Eu acho isso tão lindo, porque preserva a liberdade, valoriza muito essa individualidade e preserva a liberdade de cada um de nós de percorrer essa jornada de acordo com a nossa vida, com as nossas características, com a nossa psicologia, com a nossa força e com os nossos pontos a superar — as nossas deficiências, pontos negativos. Ou seja, esse método logosófico, esse processo, essa jornada maravilhosa, ela vai se adaptando a cada um de nós, de forma que a gente possa ir caminhando com o auxílio do conhecimento logosófico. A gente possa ir caminhando de forma decidida aonde a gente quer chegar. Agora, tem um ponto decisivo nessa história. Tem um ponto que é ponto crucial. E esse é um ponto que eu gosto de recordar a mim mesmo. E eu fico... Eu sinceramente fico tão estimulado quando eu penso nisso, porque é quando eu penso nisso que eu consigo voltar ao ponto mais importante da minha vida. Quando eu penso nessas coisas todas, quando eu estou estudando, é quando eu consigo sair do que a Logosofia chama de como se fosse uma cortina de fumaça que costuma obscurecer a nossa visão. Costuma nublar tudo, sabe? Na nossa mente. E essa descrição, a Logosofia faz em relação ao estado da inconsciência. E a inconsciência parece que é isso mesmo. É um estado assim de nuvem, nublado, sabe? Quando a mente está nublada. Então, nada que está acontecendo está sendo observado. Porque está tudo nublado, meio daquela névoa forte. Já acordou... Que em São Paulo no inverno é comum a gente acordar, olhar pela janela e está tudo branco, névoa branca, seca. Seca, seca na verdade, fria, nos dias de muito frio, que depois abre aquele solão enorme. Mas a inconsciência para nós é mais ou menos isso, a gente não enxerga nada. E isso é muito triste, porque quando eu não enxergo o que eu tô vivendo, o que tá acontecendo dentro de mim, eu não consigo enxergar as causas, nem consigo determinar o meu próprio destino pelas minhas próprias mãos, fazer minhas próprias opções a cada dia, a cada hora, a cada instante. E esse tópico fala da inconsciência, não como tema principal, porque o tópico tem um tema que eu falei, me interessa muito sempre, é a Firmeza na Determinação de Superar-se. Mas ele passa por uma questão que eu falei que é decisiva. É preciso olhar para isso, para essa afirmação e falar assim: eu quero alcançar algo mais que eu ainda não alcancei na minha vida, na minha existência. E eu nunca estou falando, claro, da parte material. Parte material é sempre um assunto — é, vamos dizer assim — ele é correlato, mas ele é um assunto menor. Ele é um assunto de alcance limitado para a vida. Tem alcance, tem importância, mas o alcance e importância são limitados. Então, quando eu me refiro a tudo isso, eu me refiro àquilo que cada um busca para a vida — que intui, que pressente, que anela, se sente profundamente. A gente estava falando de querer ser, de querer viver uma vida diferente da que a gente vive, da que a gente é. Não porque a gente quer jogar fora o que a gente é, mas a gente quer superar, a gente quer melhor, a gente quer mais. Eu sempre quero mais. Eu não sei se é assim também com você, mas eu sempre quero mais. Mas não de coisas materiais. Não de chocolate que eu adoro, não de purê de batata que eu faço que é maravilhoso. Sempre quero mais também, e bolo de chocolate da minha mãe, nossa, meu brigadeiro... Tem uma pequena lista que eu sempre quero mais e geralmente eu perco um pouquinho o controle. Mas tô falando agora desse conhecimento, dessa possibilidade, dessa oportunidade que a Logosofia oferece a cada um de nós, de começar a iluminar a própria mente com conhecimentos que explicam os mecanismos que antes a gente relegava como se fossem coisas assim: "Ah, isso aqui não é para eu cuidar não, isso aqui não cabe a mim saber". Se a gente quer — como a gente quer — viver uma vida cada vez mais plena, mais consciente, mais ampla, mais significativa do ponto de vista da existência, da consciência, a gente vai precisar encontrar cada vez mais firmeza nesse querer. Para que isso não naufrague, esse projeto não naufrague frente qualquer nuvem, qualquer ondazinha maior, tempestade que passa, porque elas sempre vão vir e sempre vão passar. Isso é uma coisa que eu aprendi com muitos anos — que eu demorei para entender e comprovar — de que todas as coisas que são circunstanciais passam. Às vezes a gente não sabe quando, mas elas passam. Só fica o que é permanente, o que tem esse hálito do permanente, do eterno da vida humana. Mas voltando a esse ponto da inconsciência que eu tava falando no começo, é um ponto que eu considero realmente muito importante. Porque nesse tópico o González Pecotche começa a descrever como é que é o caminho então, como é que a gente começa. Como é que é, qual a postura eu devo adotar se eu quero realizar um Processo de Evolução Consciente, ou um processo consciente de evolução? E ele começa a falar e dá essa imagem — vai descrevendo essa explicação, essa imagem clara de como é que é esse movimento interno de cada um de nós. E aí ele chega na inconsciência para que a gente se dê conta desde já. E esse "já", você vê, desde que a gente começa ou desde o momento que a gente está hoje. Que a inconsciência, esse estado de névoa, essa cortina de fumaça que muitas vezes envolve nossa mente por muito tempo, ele precisa ser, vamos dizer assim, deslocado. É preciso jogar um raio de sol, muita luz, para que essa névoa se disperse, se disperse. E ao dispersar-se, ela revele a beleza do que tem por trás de tudo isso. E é muito bom quando a gente tem ensinamentos muito diretos sobre como realizar, como é que eu trato, como é que eu cuido, como é que eu resolvo esse problema aqui. Como é que eu resolvo o problema da inconsciência? De onde vem também — ele dá a explicação — fala como resolve, como é que é, qual é a conduta, qual é a atitude que a gente tem que ter frente a essa inconsciência. Para que ela não malogre essa determinação, essa vontade maior de superar-se. E a gente vai... Eu acho mais legal ainda quando a gente... Porque a gente vai unindo. O tópico passado já falava de um ateliê de escultura — eu falei, pelo menos entendi, como um ateliê de escultura. E vem vindo num tema depois do outro, um tópico depois do outro. E nosso trabalho é ir costurando, bordando. Ah, eu adoro essa palavra. É um negócio... Aí bordando no tecido do tempo da nossa vida. A gente bordando todos esses momentos, todos esses estudos, tópicos, tudo que a gente está aprendendo de Logosofia. Indo bordando isso para ir formando uma imagem única, una. Essa é a imagem que vai cada vez nortear de forma mais clara e forte, potente, a nossa vida nesse rumo. Eu sou um otimista, você sabe. A despeito das circunstâncias, fatos e, às vezes, o caos terreno que eu vivo. A despeito disso, eu me mantenho um otimista. Não daqueles otimistas sem noção, mas otimista apoiado na realidade e na estrutura de leis que governam tudo isso. Essa engrenagem, esse mecanismo todo. E essas leis, como pensamento expresso do Criador, estão aí para que a gente possa ir ajustando a vida a esse funcionamento, essa regra geral. Então, é por isso que eu tô sempre animado. Eu tô sempre animado a bordar com você no tecido do tempo das nossas vidas esses momentos em que a gente vai se dando conta de quem somos, o que somos, para onde iremos. Boa leitura. Fique bem e até o próximo podcast.