Latest / Logosofia no Dia a Dia / Invulnerabilidade Interior: Como a Vida Consciente Nos Protege das Intempéries
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava aqui contemplando uma série de reflexões. Agora na já assim revendo a parte final do livro. Na parte final do livro é um trecho bem curto. Mas eu falei: "Poxa, deve ser um convite a algo mais profundo, né?" Deixa eu ver que que eu tiro disso. E eu penso que logo no começo já vem essa uma dessas, talvez reflexões mais importantes a fazer. E por conta dela, eu tava pensando, quando eu tava observando aqui o… hoje amanheceu o dia desde ontem à noite com muito vento. Houve uma, sei lá, uma mudança de tempo super brusca. Tava muito quente ontem aqui em São Paulo e hoje o dia vai ser super fresco, muito diferente de temperatura. Embora acho que a partir de amanhã começa a esquentar de novo. Mas o vento tá muito forte e quando o vento tá muito muito forte, até o som dos passarinhos hoje está menor, né? Estou ouvindo eles aqui, mas assim, eles devem estar… as aves estão balançando muito. Então eles devem estar lutando para ficar nos lugares que eles estão, né? E por isso que estão cantando menos. A gente vai se adaptando tudo na natureza, né, na criação. A gente tem que ir se adaptando de alguma maneira a mudança das condições. De tudo, né, na vida. De tudo, né? Isso é constante. Por quê? Porque as condições, assim como o vento, né, mudam constantemente. E a gente é mais uma das coisas que a gente não controla, né? Em geral são essas forças que são maiores que a gente. E aí eu tava pensando: puxa, claro que causa um desconforto. Cada vez que a situação muda e exige que eu me adapte a alguma coisa, né? E só que, né, talvez, só que o poder dessa de adaptar-se a uma situação nova ou a mudança das condições do dia, se assim a gente puder falar, tem a ver com compreender o que é a vida. E essa parte final, ele com, né, o autor começa com uma reflexão exatamente sobre isso. Sobre assim, há que confrontar duas realidades. É isso que ele assim é esse é o convite que ele faz logo no começo. A realidade de como é que eu entendia a vida antes, por exemplo, de tomar contato com todos esses conceitos e esse caudal de conhecimentos que a gente encontrou num livro como esse e a vida que é descrita nesse livro, né, O Mecanismo da Vida Consciente. Quer dizer, aqui, eu tenho que confrontar essas duas realidades, né? Vai. Uma que é como é que eu estava vivendo a vida, ou como é que eu estou vivendo a vida com os conceitos que eu tinha antes. Perdão. E como é que seria viver essa mesma vida em que as condições mudam diariamente — isso não mudam diariamente, mudam constantemente — mas como é que seria viver a vida se eu vivesse essa vida que o livro descreve? Você percebe a sutileza? A sutileza assim, o livro descreve uma possibilidade real do que seria ou é uma vida consciente. E a realidade que o livro descreve é de uma vida que não se abala com essas mudanças, né, do tempo como a gente costuma se abalar. São vidas muito diferentes porque eu entendo que são vidas que tão alicerçadas ou tão baseadas em uma concepção muito diferente. Na parte da vida que a gente ainda vive para fora de nós mesmos, é essa parte da vida, é a forma de viver a vida em que a gente tá sujeito a essas intempéries todas. É como se a gente tivesse aqui essas árvores, nossas árvores tão balançando bem aqui fora. É como se a gente tivesse aqui nessas árvores, no galho da árvore e tendo que lutar para se equilibrar. E imagina o desespero, a ansiedade, a angústia, né? Logicamente os passarinhos não passam por isso, mas eu passo. Então, quando eu vivo a vida, os momentos, os instantes ou a época que eu vivo a vida, mais como eu vivia antigamente, eu fico sujeito a sofrer por essa incompreensão e incapacidade de entender o porquê dos acontecimentos, fatos e experiências que eu vivo. Por outro lado, essa vida descrita no Mecanismo da Vida Consciente, ela — quando a gente experimenta qualquer um desses aspectos dela, ou seja, quando a gente experimenta qualquer uma dessas faces em que ela se manifesta ou dessa qualquer proporção dessa realidade — a sensação de invulnerabilidade é muito presente. Porque quando a gente sai desse ponto de viver a vida de fora, né, fora da gente e a gente centra, centra mesmo, né, quer dizer, a gente vem para o centro. E no centro, dentro de nós, esses fatos e circunstâncias da vida terrena não existem. Eles só existem fora de nós. E essa consciência que vai, né, ao ir despertando sobre essa realidade da vida, da existência, do conteúdo espiritual da vida, vai substituindo uma vida que tava apoiada nos fatos externos e começa a ser a âncora que nos protege, nos garante essa posição, esse ponto de observação da vida, de viver a vida, de sentir a vida, independente das ondas, correntes e ventos. Eu penso que a gente tem que fazer essa confrontação, porque o livro descreve de fato uma realidade que muito difere da vida que eu vivia antes. E eu preciso olhar para aquela vida que eu vivia antes e para a vida que eu ainda vivo hoje na parte que ela ainda é inconsciente, né, e olhar e falar assim: "Eu quero me aproximar mais desta vida descrita nesse livro. Eu quero viver menos a vida inconsciente. Eu quero viver menos vulnerável e eu quero viver menos como passageiro, sabe?" Agora mais cedo, logo depois que eu acordei, eu estava pensando sobre isso, assim, a sensação de ser passageiro na vida me causa ansiedade, me causa angústia. Mas essa sensação, quando eu sinto, eu vejo que ela é um alerta mesmo, de assim: puxa, você se tornou… você se… você descuidou um pouquinho aqui ou ali, e se tornou passageiro de novo da vida, Roni. Eu falo: "Puxa, vida". Porque olha só, a sensação, quando acontecem coisas na vida, né, seja em que parte da vida que seja, acontecem coisas que não vão no sentido que a gente quer, a sensação é de ser passageiro. Lógico, eu queria outra coisa, né? Então, quando eu sou arrastado para por uma situação que eu não consigo encaminhar a resolver — e acredite, eu tô no meio de uma dessas situações já faz algum tempo e ela tá bem aguda assim — e quando… e nessa… e nessa situação, a sensação é de assim: putz, eu sou só passageiro, sabe? Pode… é assim, quando aquelas cenas de filme de corrida assim ou de… eu já vivi isso na prática já, na verdade. Do carro tá andando em piso molhado, isso eu lembro de viver isso há muito tempo atrás, quando não tinha nem ABS nos carros. Eu lembro de pisar no freio e o carro simplesmente começar a deslizar. É a sensação de assim: eu sou passageiro aqui, eu tô sendo… aqui não comando mais nada. É o que for. E essa sensação um pouco que eu tenho nesses momentos. Mas eu tenho procurado olhar para isso como um sinal claro de alerta desse mecanismo interno meu dizendo assim: "Olha, independente das circunstâncias e fatos que você tá vivendo, você se permitiu tá mais como passageiro do que como motorista". Mas aí você pergunta: "É, mas como é que eu vou assumir um papel de motorista se a imagem é exatamente essa que não tem controle do que tá acontecendo?" Muito bem. Então, não é sobre o que tá acontecendo fora da gente. A vida não é esse acontecer das coisas fora. Esse é o ponto para mim mais difícil de eu sintetizar para mim mesmo. Mas eu quando eu consigo é tão bom, porque assim, você fica falando como se fosse uma vida que não existe. Então, não é isso. Existe tudo que a gente tá vivendo no dia a dia, claro que existe. Mas é como se fosse sempre um alerta de que assim, não é para colocar a vida nessa porção das coisas que tão acontecendo fora. É para viver tudo isso com a consciência do que cada um de nós é, do existir individual dentro de cada um de nós, de encontrar-se consigo mesmo. E nós mesmos não estamos nessas coisas fora de nós. Por outro lado, elas servem muito bem como instrumento para nos mostrar algo sobre nós. Ela serve muito bem como espelho do que somos. Porque de acordo com essas circunstâncias que a gente vive, com as experiências que a gente tem que viver, vão aparecendo, vão surgindo, né, reações, coisas das sensações, você fala: "Puxa, olha só o que que eu tô vendo sobre mim mesmo aqui". O fato é que, né, com tudo tudo isso dito, o fato é que a concepção de vida, como a Logosofia apresenta, da vida consciente é uma realidade que quando eu a experimento nessa linha ou no sentido dessa vida que se apresenta nesse livro, a forma de viver, de sentir, de entender a vida, eu me sinto tão forte, tão seguro, independente daquilo que acontece fora de mim no dia a dia. E essa segurança, essa serenidade, essa plenitude são, assim, as coisas que eu valorizo mais da sensação de viver e existir. Então, sim. Por isso que eu fiz, né, eu fiz essa pergunta mais cedo hoje. É preciso confrontar. É preciso ver que, assim, olhar para esse conteúdo que o livro apresenta e falar assim: "Essa é uma vida que é possível viver". E olhar para a vida que a gente vive, em parte ainda e dizer assim: "Puxa, qual a vida melhor? Que vida cada um de nós quer viver mais?" Essa é uma boa reflexão. Fique bem e até o próximo podcast.