Latest / Logosofia no Dia a Dia / Sensações Metafísicas: Como o Método Logosófico Funciona Diferente de Qualquer Outro Aprendizado
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava lembrando aqui que eu já fiz cada curso legal na minha vida. Eu imagino que você também, né? E curso que eu digo, assim, diversos. Por exemplo, um dos cursos mais legais que eu fiz, eu fiz online, foi com um cara nos Estados Unidos, era um jovem há seis anos atrás, na época da pandemia, praticamente. Ele tem um curso sensacional para aprender a fazer pão de fermentação natural. E se quem estava aqui no canal a mais ou menos um ano, no final do ano passado, começo desse ano, né, época do verão ainda, primavera. Sabe que essas épocas mais quentes é quando eu aproveito para fazer bastante pão de fermentação natural. Porque eu preciso até da temperatura mais alta em geral, na média, para poder desenvolver o levain, que é a massa mãe do pão de fermentação natural — todo dia alimentar ela, desenvolver tudo. Na temperatura muito baixa, ela fica muito lenta, porque a ação das bactérias e fungos acaba ficando muito lenta. Então, dá muito mais trabalho, muda muito a agenda de preparação, porque são vários dias. Mas eu estou lembrando desse por quê? Porque o prazer de comer o pão de fermentação natural — a modéstia à parte — eu faço um pão muito gostoso. Então, assim, o prazer que eu tenho de comer esse pão é muito grande. E também, lógico, a galera que conhece sempre pede, né? E leva, essencialmente os filhos que cada dia da semana vem um. Aí os caras levam, vão levando o que tem de pão. Eu vou ficando tendo que fazer — parece uma padaria, uma padaria, porque eu produzo. Então, está chegando essa época de novo, então já estou super animado que vou comer pão com pimenta natural, né? E fiz outros cursos muito legais. Eu lembro do curso de mergulho, quando eu fiz, era adolescente, tinha 16 anos, 15 para 16, comecei a trabalhar. Eu trabalhava num banco. E eu lembro de finalmente ter um dinheirinho e eu estava namorando há muito tempo já a vitrine da loja de mergulho do bairro que eu morava no Itaim Bibi em São Paulo. Hoje não tem mais, lógico, essa loja, mas se chamava Aqua Mundo. Era muito legal. Eu passava desde pré-adolescente e ficava encantado com aqueles equipamentos, com as fotos, tudo. Eu sonhava em fazer um curso desse. E lógico, imagina, quando a gente vai mergulhar — é um outro mundo que a gente ganha acesso. É um mundo maravilhoso, um mundo assim que eu adoro. Faz — ah, já faz alguns anos que eu não mergulho. Mas eu adoro, adoro mergulhar. Mergulhei muito na minha vida, trabalhei com isso durante vários anos. Depois na sequência, quando era um jovem adulto, dei aula para muita gente. E depois virou só um hobby. Mas assim, a sensação — até hoje eu fecho os olhos, eu sei a sensação — e eu tenho muita recordação, muito desse mundo que eu fiquei muito intensamente nele. Outro curso que eu recordo sempre é o curso de paraquedismo e a época que eu soltava de paraquedas, que era muito legal. Nem existe mais também a escola de paraquedismo que eu fiz o curso — era em Campinas, no interior de São Paulo, chamava Equipe Azul do Vento. Era uma equipe de ponta no Brasil na época, tinha o mais moderno de instrução de paraquedismo. Mas depois eles, com o tempo, eles foram — os irmãos, eu acho que foram se separando e tal, cada um tocando uma escola diferente, sua vida. Eu não sei bem os detalhes, mas não existe mais. Mas eu olho tudo isso assim um pouco saudoso, porque também me proporcionou momentos incríveis. São muito intenso o ato, o esporte de paraquedismo é um esporte muito, muito intenso, assim, de emoções muito intensas, claro, mas de uma possibilidade também de experimentar sensações incríveis. E claro, tem outras coisas que são os cursos mais normais que a gente faz para aprender as coisas — as próprias escolas, a faculdade. Quem fez faculdade para de fato — eu acabei fazendo faculdade mais para ter um diploma, porque já era mais tarde na minha vida. Eu estava já no mundo profissional há bastante tempo e não precisava do diploma, tal. Já estava muito bem encaminhado, mas depois eu quis o diploma para não deixar de ter — até, por exemplo, para os filhos, que viriam depois. Mas assim, não foi para mim um ponto tão importante. Na verdade, não foi um ponto importante na minha vida acadêmica. E eu sei que em geral, para as pessoas, é um ponto que define profissão, define trabalho, tudo. O meu foi fora da curva, foi ao contrário. E por que que eu estou contando tudo isso para você? Primeiro que eu estava revivendo as sensações todas — desde a sensação de encher a boca de água pensando naquele pão de fermentação natural saindo do forno. Só que assim, vou te contar um segredo: não pode comer quando sai do forno. Eu sei que nem quando a gente vai na padaria, a gente tinha aquele desespero de pegar o pão. E geralmente, às vezes, quando o pão está muito quente, eu sempre tiro pelo menos um naco do pão francês. Faz muito tempo que eu compro pão francês — eu compro só quando vou fazer algum churrasquinho aqui no condomínio, tal. Mas assim, quando a gente faz pão em casa, não dá, não pode, não deixa você querer abrir o pão de fermentação natural assim que você tira do forno, por mais sensacional que seja o perfume e a aparência daquele negócio — parece um negócio dos deuses. Mas não pode porque o miolo, toda a parte interna — como a casca é dura, mais dura, crocante assim, diferente do pão normal — o miolo ainda está muito úmido e mole ainda. Então, ele precisa de pelo menos uma, de preferência duas horas, tomando um arzinho, fora assim numa grelha em cima de alguma coisa para respirar ao redor todo dele. E é o que a gente faz sempre para poder cortar. Se não, você vai cortar, vai ficar uma massa ainda meio disforme dentro. Então, só para dar um spoiler: não dá para comer do jeito que a gente come pão quando pega o saquinho na padaria. E por que eu estava recordando de cada uma delas? Porque são sensações, obviamente, todas essas — em geral, são sensações dos sentidos físicos do corpo. O fato, visão, tato — no caso do mergulho, sensações que impactam na pele, na visão, no ouvido, no perfume das coisas, o cheiro, o perfume. Aí você fala assim: "Ah, legal, Ronny, são experiências incríveis, né?" São experiências incríveis. Todas essas que eu citei são incríveis. Eu escolhi essas porque são as mais diferentes. E eu — mas aquelas que são mais comuns, como a nossa trajetória acadêmica e outros cursos que a gente, cada um de nós fez, se capacita, também dão sensações outras. Mas a gente agora, quando a gente vai olhando o que a gente está vendo aqui nesse livro — O Mecanismo da Vida Consciente — a gente vai percebendo que assim, a Logosofia trata de um negócio tão diferente que ao mesmo tempo trata da coisa mais básica e fácil de entender, que é da própria vida e existência de cada um de nós. Mas ela trata disso de uma forma tão diferente que fica uma sensação de assim: "Nossa, mas como é que a gente vai viver isso?" Como é que a gente vai experimentar isso de uma forma cada vez maior, porque eu não sei direito como é que eu estou, que se experimenta, quais são os resultados? E aí quando a gente se move agora para o capítulo 7 do livro. O capítulo 7 é sobre assim — é sobre não — mas ele trata, ele apresenta de uma forma muito detalhada, não cientificamente, como é que funciona, mas apresenta um método logosófico e os aspectos da sua aplicação, do processo, o processo de Evolução Consciente. Mas ela vai apresentar esse capítulo vai apresentar para a gente a imagem que apresenta assim um método de uma forma — você vai começando a perceber pelos sentidos, não sentidos do corpo, mas a gente começa a perceber que é na sensibilidade de cada um de nós e, obviamente, na mente que a gente vai começar a se dar conta desses — até o ensinamento chama de episódios íntimos que comovem a sensibilidade, por exemplo. Esse conhecimento transcendente que a gente está de frente a ele, ele tem esse — ele é na verdade parte de um método. Esse método diferente de todos esses cursos que a gente fez, coisas que a gente aprendeu na vida, é muito diferente. Por quê? Porque o método logosófico é algo em movimento. É algo dinâmico. É uma força dinâmica que começa a nos apresentar as sensações — primeiro, porque a mente é sempre um pouquinho atrasada, ou às vezes bastante atrasada para compreender aquilo e tomar assim uma razão, tomar essa sinceridade daquilo que está acontecendo. Mas a sensibilidade de cada um de nós vai dando esses sinais assim super claros de que tem alguma coisa — "Ai, que delícia!" — e isso, a sensação que eu tenho muitas vezes é de que assim, é como se eu estivesse experimentando as sensações mais incríveis que não são físicas. E são metafísicas, porque isso é uma série contínua. Quando a gente se dá a chance de fazer essa leitura e de dar da leitura, interpretar o ensinamento logosófico para compreender, para formar uma imagem do que que ele está oferecendo, qual o conhecimento, qual é a pecinha do grande quebra-cabeça que a gente gostaria de montar, qual é a pecinha que esse ensinamento está oferecendo, esse trecho, esse capítulo que seja. E dessa compreensão, começam a surgir sensações de se aproximarmos de uma verdade ou de uma porção de verdade. E essa sensação é muito gostosa. Eu vivo essa sensação de várias formas. Ontem, por exemplo — ontem, por exemplo, no dia antes de eu gravar esse podcast, ontem à noite, eu vivi várias dessas sensações. Por estar até no ambiente — é o dia que eu vou à Fundação Logosófica para realmente me reunir com outros que estão seguindo as disciplinas do método logosófico. E a gente, poder realmente conversar entre si e começar a perceber que juntos a gente tem ainda — ou quando a gente está trocando essas compreensões, ideias, resultados, observações, experiências, a gente consegue muito avançar mais do que sozinho, estudando sozinho em casa. E por outras razões, assim, para mim é uma oportunidade que em geral é muito, muito especial — estar nesse ambiente semanalmente, viver isso semanalmente. Mas aí eu penso assim: "Poxa, as sensações são muito claras. A mente fica depois fazendo o trabalho de compreensão do que é que se experimenta, do que que se vive, do que que se observou, do que que aconteceu dentro no ambiente mental meu, que aconteceu no ambiente mental que eu estava. Mas as sensações — hum — essas são assim, a gente não precisa esperar nem segundos. Elas são imediatas. O método logosófico promove em cada um — se a gente permitir — essa aproximação. Se a gente realmente nos der essa aproximação, esse fazer esse esforço de buscar o ensinamento, de fazer a leitura reflexiva, meditada, sobre aquilo que se lê, sobre aquilo que está se apresentando. E aí a gente vai começar quase de forma imediata — só nesse trabalho inicial, já se sente, já se percebe que há algo de diferente, incrível, de outra qualidade acontecendo dentro de si mesmo. E eu entendo que são esses movimentos da engrenagem maravilhosa que a gente nem sabia que existia. Mas que cada um de nós já tem ela pronta — pronta em potência, pronta concebida na ideia, no pensamento criador. Essa engrenagem mental, sensível, espiritual, consciente do ser humano está pronta para ser movimentada. E essa é para mim assim a — esse é o resultado imediato inicial que o método logosófico realiza e oferece. Então, conhecimento mente. Essa leitura do capítulo 7, eu tenho certeza que vai encher, lotar a gente de estímulo para seguir entendendo cada vez melhor o que que é esse método e o que que é que ele promove dentro de cada um de nós. Uma boa leitura. Ah, mas cadê o Ronny? Ah, está ali em cima tem o PDF do livro. E obviamente quem não achou e pode sempre baixar direto no site logosofia.org.br, na sessão de livros lá gratuitamente. Mas o PDF está lá em cima um pouquinho, só encaminhar aqui na tela, está bom? Boa leitura, bom estudo, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.