Latest / Logosofia no Dia a Dia / Navegando Sem Mapa: Por Que a Humanidade Enfrenta Ansiedade Generalizada
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Bom, agora eu vou entregar uma referência no tempo, muito clara para quem viveu. Quem não viveu, imagine a realidade. Quem lembra do Guia 4 Rodas que São Paulo e as grandes cidades tinham? Era um guia de ruas, um mapa, um livro enorme. Em São Paulo, era um livro bem grandinho com o mapa de todas as ruas e um índice com o nome de todas elas. Se você precisasse ir a uma rua X qualquer, você sabia onde era. Não tinha GPS, não tinha Waze, não tinha nada. Como a gente fazia? Ia no Guia 4 Rodas, procurava o nome da rua no índice, e ele dizia em que página e em qual coordenada do mapa ela estava, igual a uma batalha naval. Quando você achava a rua, precisava descobrir como chegar lá, então ia fazendo a ligação inversa, de uma página para outra, para entender o caminho inteiro. Era necessário fazer um bom planejamento para ir a um lugar desconhecido. Imagina que todo mundo naquela época tinha uma boa ideia de como se achar em São Paulo, porque dependia muito dessa imagem mental, de sentidos de direção e orientação. Para quem não conhece, era um livro no estilo da lista telefônica. Agora me entreguei de novo. Em São Paulo, era praticamente impossível navegar para um lugar desconhecido sem um guia desses. E, lógico, você não sabia como estava o trânsito; só a experiência ia dizer. Não tinha um aplicativo que recebesse informações em tempo real de todos os usuários, como o Waze faz hoje. Se essa era uma forma arcaica e hoje temos uma forma muito moderna, podemos entender que o conhecimento que um aplicativo desses tem é muito mais completo. Ele sabe onde todo mundo está, a que velocidade estão andando, para onde estão convergindo. Faz muita diferença ter esse conhecimento. Hoje em dia, usamos um aplicativo desses não só para saber onde fica uma rua, mas para saber qual o caminho mais rápido para chegar onde queremos, com a menor quantidade de problemas. Isso parece análogo a alguma coisa da nossa vida, não? Tem hora que eu preciso saber aonde ir, e tem hora que, mesmo sabendo, quero ir da forma mais tranquila possível. É como a vida. A gente precisa de um mapa. Quando começamos a vida adulta, nos damos conta de que o que está pela frente é um mistério. Há muita coisa desconhecida e incerta. Como navegamos uma situação dessas? Por um lado, é só olhar para o próprio passado e ver como cada um de nós navegou. Encaramos a navegação da vida com informações limitadas, muitas dúvidas e pouca condição interna para nos colocarmos melhor frente às experiências. E esse talvez seja o maior problema que vivemos como humanidade. Vamos entregando geração após geração à vida adulta com poucos conhecimentos e poucas condições para enfrentar o que vem pela frente. Preparamo-nos para a vida profissional, para o dia a dia, mas não há preparo para viver do ponto de vista da própria existência. O último parágrafo deste primeiro tópico do livro Exegese Logosófica, sobre o "Esquema Prévio", me tocou muito. Ele me fez pensar sobre o que significa passar pela vida sem o conhecimento necessário. É uma experiência dura, difícil, muitas vezes angustiante. Não é à toa que a humanidade sente os sintomas de muita angústia e ansiedade generalizada. O que a Logosofia propõe é que há, dentro de cada um de nós, a engrenagem perfeita para servir como esse aplicativo para navegar a vida, com muito mais segurança e uma imagem mais clara do caminho. E esse instrumento, essa engrenagem, é a consciência. Aí você pode dizer: "Ah, legal, Rony, então se temos consciência, por que não vivemos diferente?". Pois é, essa é a questão. A Logosofia delimita a consciência em dois planos de atuação. Há a consciência que atua para o conhecimento comum, aquela que usamos no automático, como para dirigir um carro. Essa está bem desenvolvida. O ponto é a consciência no plano do conhecimento transcendente. Essa consciência é como uma "bela adormecida". No meu caso, um "belo adormecido". Ela está dormindo há muito tempo na existência. E para despertá-la, são necessários conhecimentos que falem na sua linguagem, na sua frequência, que a toquem. É o beijo do príncipe. Ao despertá-la, o conhecimento superior, o conhecimento transcendente, coloca em ação essa que é a parte perfeita para nos guiar na navegação da vida. Obviamente, a capacidade da consciência é proporcional aos conhecimentos que a iluminam. A Logosofia vem despertar a consciência individual para que cada um de nós tenha a capacidade em si mesmo. Olha que legal isso. Para que ninguém dependa de um guia externo. Para que a gente comece a alcançar essa condição interna, individual, de guiar a si mesmo por entre todos os desafios da vida. Quanto mais conhecimentos sobre a realidade do mundo metafísico, sobre o mundo interno, a consciência puder assimilar, maior será a capacidade desse órgão de servir como guia. As regras do jogo começam a ficar claras, as opções de caminho se tornam mais óbvias, porque vamos ficando com menos dúvidas sobre o porquê de cada experiência. Enquanto a Logosofia ilustra a inteligência, percebo que minha consciência vai absorvendo pequenas porções de conhecimento que capacitam esse órgão interno para a longa navegação da vida terrena. A grande jornada não está em chegar a algum lugar; me parece que está em navegar, no caminho que todo dia precisamos percorrer. Espero que para você seja tão útil quanto é para mim este último ensinamento do "Esquema Prévio".