Latest / Logosofia no Dia a Dia / Como Um Bebê Descobre as Mãos: Assim Você Descobre Sua Realidade Espiritual
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Com três meses de idade, geralmente, em geral, os bebês descobrem as mãos. Você já reparou nisso, já acompanhou um bebê vivendo isso? É muito engraçado, porque imagina, a gente passou por isso. Então, claro, a gente recém chegou a esse mundo. Sabendo até que a gente já chega com um conteúdo essencial incrível — esse que diferencia cada bebê um do outro. E essa acho que é a realidade mais fácil de observar — é quem tem filhos gêmeos ou trigêmeos ou, no caso, tem um atrás do outro, como eu tive. E tudo igual, do ponto de vista do terreno. A vida é toda igual, a rotina é igual, nasceu no mesmo lugar, mesmo o médico tirou da barriga da mãe, vive na mesma casa, mesmo dorme no mesmo lugar, enfim. Tudo é feito igual, mas os seres são diferentes demais, desde o nascimento, desde a maternidade. Isso é uma grande prova dessa linha da existência, da vida, do ponto de vista espiritual, ser algo muito longo. Essas etapas de vida física ocorrem ao longo dessa linha do tempo. Mas essa das características do nascimento de cada um e desenvolvimento de cada um é a grande e maior prova dessa realidade desde sempre. Mas estava falando que com três meses a gente, ainda que com esse conteúdo todo, com essa história e com essa da existência de muito tempo, mas a gente nessa versão atual, a gente era ninguém. E com três meses a gente descobriu as mãos. Aí fala assim: "Poxa, mas como assim? Você já tinha as mãos desde o nascimento?" Mas parece tão óbvio agora, olhando para esse exemplo, que nossa — a própria realidade da vida, no caso, era até com o físico, que é fácil de perceber, mais fácil. A própria realidade da constituição da vida de cada um de nós — do que somos — é um processo de descobrir o que somos, de descobrir como mover e como controlar, como aproveitar essa engrenagem, essa máquina que é o corpo humano. Estou falando no caso desse exemplo do desenvolvimento de um bebezinho. E tanto é que depois em todas outras coisas que vai descobrindo — tanto é que não sabe ficar em duas pernas, não sabe. E aí depois fica com dificuldade, todo desequilibrado. Coisa muito engraçada é ver bebê desequilibrado, como começa a ficar de pé. Engraçado. E a gente está sempre apavorado que vai cair e bater a cabeça. Mas olha que interessante — a nossa história é sempre uma história de descobrindo as capacidades do nosso próprio existir aqui na Terra. Lógico, dessa parte física motora. Além de ser muito engraçadinha e bonitinha nessa época, é uma parte muito limitada. Porque depois que a gente aprende, isso vira normal. Ninguém fica pensando: "Ah, como é que eu faço para colocar de pé?" Você fica de pé, óbvio. Então, essa parte é muito óbvia. Mas a gente não pode esquecer que a gente não sabia fazer isso de ficar de pé até uma certa idade em que a gente conseguiu controlar o sistema nervoso, conseguiu controlar e aprendeu a fazer o contrapeso, o centro de gravidade do corpo ficar de forma segura enquanto a gente se movimenta. Então, não é assim "take for granted". Não é assim leva isso como se fosse óbvio. É óbvio depois que se sabe. Porque quando fala com a gente é fácil quando se sabe. Depois a gente vai inclusive assim — a gente aprende a andar de bicicleta. Lembra de quem anda de bicicleta? Quase todo mundo anda de bicicleta, eu já andei de bicicleta. Mas assim tem aquela — é quase um obstáculo intransponível. Você sair do apoio da rodinha. Para quem usou rodinha, eu usei rodinha. E você largar as rodinhas e andar sem rodinhas e entender desse equilíbrio — mesma coisa. E a gente não era mais bebê. Mas você vê como é um desafio a mais depois. Aí depois tudo bem. Depois andar de bicicleta ou de moto não faz — você não pensa no — você sabe equilibrar. Não faz sentido mais ficar preocupado com isso. E assim por diante. Cada capacidade que a gente desenvolve, não é que a gente inventa a capacidade. Aquela capacidade é inerente à nossa condição de humano. A gente só não conseguia desenvolver, não sabia desenvolvê-lo. Ou a gente desenvolve naquele treino. Ninguém — eu acho que pouquíssimo — a gente não passou por um treinamento esse de andar de bicicleta. Por fases, várias fases de desenvolvimento do andar de bicicleta. Tem gente que já tudo bem, começa já andando. Acho que um outro caso sai andando sozinho sem rodinha. Mas eu não. Eu passei por essas fases de duas rodinhas, depois uma rodinha de um lado. Até que consegui — meu — eu consegui compreender como é que eu fazia, como é que o meu corpo fazia para dominar o assunto. Muito bem. Eu estou lembrando dessas coisas todas porque a gente esquece. Acho que a gente tem pouca consciência do que isso está ensinando ou entender isso ou observar que é assim. Há um ensinamento muito, muito claro nessa realidade. Eu entendo que é o de que a potência dessa engrenagem maravilhosa que é o ser humano é uma potência muito maior do que aquela que a gente já descobriu. E nisso, a importância do que trata a Logosofia nesse capítulo específico é determinante do ponto de vista mais elevado que a gente possa imaginar. A gente nunca foi ensinado e eu nunca tinha aprendido em nenhum outro lugar sobre essa potencialidade, sobre essa realidade de eu existir também do ponto de vista espiritual. Eu existo do ponto de vista físico, fisiológico. Estou vendo aqui, pegando aqui meu corpo. Eu existo do ponto de vista psicológico, mental. Eu, tudo bem, eu podia não conhecer os pensamentos como tal e como eu entendo hoje. Eu podia não entender que eles tinham vida própria, que eles circulam na minha mente como um monte de passarinho no meu espaço mental. Mas de alguma maneira, era uma coisa que eu percebia. A gente percebia os pensamentos se movendo da mente de um para o outro, as pessoas caindo — é, caindo que eu digo — se subjugando frente a pensamentos de massa que muitas vezes controlam a massa inteira de gente. E os pensamentos que a gente criou ao longo da vida para poder alcançar aquilo que a gente quer viver. Então, de certa maneira, a gente intuía ou fazia era mais fácil de perceber. Mas também é uma potência que a gente demora para desenvolver. E que a Logosofia coloca como de primordial a importância em entender essa realidade do mundo mental. Mas além do fisiológico, do físico e do psicológico, entender que a gente já é um ser espiritual também desde sempre. Não é que a Logosofia está inventando algo. Ela não está inventando essa possibilidade. O método logosófico tem como principal característica a comprovação na vida diária dos grandes conhecimentos que ele apresenta, que revela, que nos permite compreender. E esse processo é um processo que a gente vai compreendendo, se dando conta, como eu estava falando do bebê. Quando se dá conta aos três meses mais ou menos que tem mão. Parece coisa mais engraçada do mundo falar isso, porque claro, a gente tem mão. A mão já era do bebê antes, é. Mas não se dá conta. Não está capacitado a se dar conta. Eu penso que conosco é a mesma coisa em relação à realidade de sermos também um ser espiritual. Também, veja, não é que existe outro ser. Tem eu e tem o ser espiritual. Não, não. Somos nós. Já somos isso. Por isso que eu falo sempre, eu reitero — é a coisa mais natural do mundo. Por quê? Porque a gente já é. "Ah, mas eu não sei sobre isso." Eu falei: "Pois é." Ué, mas não é porque a gente não sabia que a gente tinha mão que elas não existiam quando a gente nasceu. As mãos já estavam lá. E elas também se moviam. Veja, não é que elas estavam lá e ficaram paradas. A gente já movia as mãos, mas a gente não tinha nenhuma percepção sobre isso. Mas ninguém poderia afirmar que a gente não tinha mão e que a mão só passou a existir com três meses de idade. Ué. Apesar que para o bebê é exatamente isso. Que engraçado. Para o bebê a mão só passa a existir quando ele se dá conta e percebe isso naquela condição de desenvolvimento do sistema nervoso dele — neural, motor, sei lá, eu não sou, eu não entendo disso. Psicomotor, sei lá. Mas vamos fazer essa analogia. Então que a gente se permita colocar na posição de um delicioso bebê de três meses. E a gente possa pensar que assim é a hora da gente se dar conta de uma realidade. Veja, não é que a gente vai inventar uma coisa que não existe. A gente vai se — é hora de se dar conta. É hora de tirar o véu, tirar a cobertura, descobrir. Descobrir, tirar. Quando eu acordei eu me descobri, para sair da cama, que eu estava lá com lençol e uma mantinha. Então, é hora de descobrir, tirar a coberta sobre uma realidade que até então a gente ignorou. É sobre isso. Olha que legal. Então, ninguém precisa ficar preocupado ou ficar — puxa, é um negócio tão diferente. Que que se a gente também é um ser espiritual? É exatamente isso que a gente vai replicar. O processo do bebê descobrir que tem mãos. Que coisa mais engraçada que tem. E também é tão fofo e tão engraçado quanto a gente se dá conta de que nós somos um ser também espiritual. É quase — acho sei lá, não lembro da sensação das mãos. Mas para mim é quase a mesma coisa. Eu falo assim: "Poxa, não é possível, olha que legal, eu sou isso também." Então, o convite para você. "Ah, lá, Ronny, eu já, já li Logosofia, já sei disso há muito tempo, já não é uma novidade." Ou é a primeira vez que você ouve um tema assim. Ou pior — a gente já ouviu sobre esse tema e com referências muito equivocadas colocadas. Então, meu, o convite que eu faço é assim: a leitura desse capítulo é algo que, por isso que eu falei no último podcast, é algo que assim muda completamente a percepção sobre a vida e a existência. Sério, é algo que vale a pena. E cada vez que eu releio — olha, porque eu já li isso muitas vezes na minha vida, esse capítulo, muitas vezes. A cada vez que eu mergulho nesse manancial de conhecimentos que está aqui. Ainda mais com essa sempre fácil forma da Logosofia de explicar as coisas complexas. Não é que as coisas são fáceis de entender, mas a forma de explicação é muito fácil, muito simples. Parece que está falando para um leigo como eu, que não tem nenhuma capacidade excepcional para entender. Mas esse capítulo 10, sobre a realidade da vida espiritual, eu penso que ele é um marco. Ele é assim um ponto de inflexão na vida. Minha sugestão é se dar. Vou aproveitar para quem está ouvindo esse podcast ainda no final de semana ou antes desse final de semana ou, enfim, não importa quando você está ouvindo e que dia hoje, especificamente para você. Aproveitar um momento que estiver assim tranquilo ou construir esse momento de paz, assim, tranquilidade, numa hora adequada. Dá uma mergulhada, toma um banho nesse capítulo que eu tenho certeza que vai te fazer um bem como está fazendo para mim. Rever mais uma vez esse tema e me confrontar com essa possibilidade de perceber e entender um pouco mais o que eu sou, quem eu sou. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.