Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Sua Mente Sem Controle é Como um Aeroporto Sem Torre de Comando
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que eu adoro avião, né? Adoro aviação e tudo que é correlacionado a isso. E sempre me interessei desde pequeno. Obviamente que, acho que, né, voar é uma coisa que todo mundo sente algum encantamento em algum momento da vida, né? E ainda que tem gente que eu sei que não fica confortável em voar, mas é sempre uma sensação interessantíssima, né? Quando a gente desafia, a gente realmente deixa pra trás as limitações, né, do ponto de vista físico. E acho que o avião é um grande exemplo disso, né? Quando a gente voa, a gente fala assim: nossa, como é que eu tô voando, né, numa máquina pesada que voa? E eu gosto muito de aviação porque, né, sempre desde pequeno eu voava entre Recife e São Paulo, então acabei também me tornando um aficionado aí pelo tema. E uma curiosidade — a gente tem aqui em São Paulo o aeroporto que é o mais movimentado do Brasil, é o aeroporto de Congonhas. A maioria das pessoas já pegou algum voo em Congonhas. Congonhas é lotado e cheio de voos daquele jeito. São hoje, acho que, são 650 movimentos diários, ou seja, pousos e decolagens no mesmo dia. Isso porque há uma limitação pra Congonhas, né? Não é que ele opera de acordo com a demanda que existe pra Congonhas — a demanda é muito maior do que isso. Mas por conta de organização de um aeroporto pequeno, de pista única praticamente, pra evitar qualquer problema... já tem os problemas naturais, que são chuvas de final de tarde no verão, enfim. Então há uma limitação. Muito bem, ainda assim é o aeroporto mais movimentado do Brasil. Então imagina o seguinte: como é que seria Congonhas, que é próximo, obviamente, de Guarulhos e que é próximo de Viracopos... Do ponto de vista de avião, São Paulo tem três aeroportos muito próximos, grandes, com grandes movimentos. Viracopos, Guarulhos e Congonhas — porque a velocidade no avião e tudo isso, é muito pertinho. Viracopos especializado muito ainda em carga, mas também bastante passageiro. Guarulhos mais passageiro do que carga, e Congonhas só praticamente passageiro. Como é que faz pra organizar, cada um deles com centenas de movimentos diários, como é que faz pra organizar o espaço aéreo, o ar, o movimento dos aviões no céu de São Paulo? Com esses três aeroportos. É obviamente uma tarefa enorme, que demanda um trabalho grande de muita gente e muitos sistemas operando — sistemas de controle de espaço aéreo, chama exatamente isso. Inclusive é um departamento da Força Aérea Brasileira que cuida disso: Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Por quê? Porque se não houvesse um controle, era o caos. Se não houvesse um controle e, mais, se esse controle não tivesse autoridade absoluta no espaço aéreo de São Paulo — e em qualquer espaço aéreo — era o caos, e não era só o caos, era um desastre. Além de não funcionar do ponto de vista de solução, quer dizer, você não ia poder falar "vou para o Recife, vou para o Recife" — não, não vai, porque você não vai conseguir. Não sabe se vai ter avião para você ir, não sabe se vai pousar, se vai ter avião disponível. Muito bem, se obviamente isso não acontece, e que obviamente não pode acontecer, é porque existe uma autoridade que controla o espaço aéreo. Então, ainda que haja milhares de movimentos, ou seja, pousos e decolagens em São Paulo em um desses três aeroportos ao longo de cada dia — são milhares de movimentos — todos eles, todos eles respeitam 100% a autoridade dos controles. É que são vários: tem o nível torre, quando está mais próximo do aeroporto, e tem o nível região, a área, a área de São Paulo. Existe um controle único para toda a área de São Paulo. Então, quando qualquer avião está se aproximando da capital e Campinas, onde tem Viracopos, obviamente que tem um controle único para todo esse fluxo que está chegando ou saindo dessa região. É um negócio sensacional quando você vai a fundo e vê como é que é isso — a estrutura, a lógica, a logística, os sistemas que operam. Tem um amigo meu, inclusive, que trabalha há anos vinculado a sistemas de controle aéreo. Já conversamos sobre isso, é muito bacana. Muito bem, então só funciona — e São Paulo, obviamente, é uma estrutura enorme de aviação, de pontos de pouso e decolagem — porque há uma autoridade central que... veja, não é que a autoridade discute a opinião de cada piloto. Os pilotos de todos os voos que pousam e decolam em qualquer lugar, mas estamos falando aqui dessa região de São Paulo, nessa área de São Paulo, eles não discutem com a torre. Olha que interessante: ninguém fala assim "mas eu quero pousar" — a menos que seja uma emergência declarada. Quem decide a ordem de pouso, obviamente, é a ordem estabelecida no sistema e na logística, ou seja, o controle. Os controladores de voos têm autoridade máxima sobre esse fluxo todo. O piloto não fica argumentando, cada piloto não argumenta com o controle: "eu gostaria de pousar porque estou cansado" ou "estou querendo ir para casa mais cedo, eu quero pousar logo porque não quero pegar o trânsito pesado para casa". Não existe isso, obviamente. O controle determina e os pilotos obedecem, e essa hierarquia garante a ordem e especialmente a segurança de uma operação extremamente complexa. Óbvio, a gente não vê isso acontecer toda hora, mas por trás do que a gente usufrui, do que a gente experimenta, há esse sistema estabelecido. Não é um experimento — ele é um sistema estabelecido já, comprovado no mundo inteiro há décadas e décadas e décadas. Muito bom. Então agora é legal: se isso é simples de entender, e para mim — eu que sou super fã de aviação — acho isso super legal e simples... Para mim está claríssima essa imagem, até porque eu fiz curso há 20 anos atrás, eu fiz curso para piloto. Não completei o curso, infelizmente, acabei não conseguindo dedicar a isso, mas fiz minhas horas de voo no aeroporto de Jundiaí, que é também perto de São Paulo também. Adoro. Então para mim essa é uma imagem extremamente lógica. Eu entendo o que é autoridade de controle de voo, das torres de controle, dos controles de área, e eu acho ótimo que todos os pilotos profissionais obedecem essa hierarquia, porque essa hierarquia garante a segurança e os benefícios todos — a gente ter esse meio de transporte à nossa disposição. Muito bem. Agora eu vou contar um segredo para você: eu passei a maior parte da minha vida, e ainda há momentos nos meus dias, em que na minha mente, no espaço aéreo da minha mente, é como se não existisse nenhuma autoridade de controle de voo. Olha, eu passei anos e anos e anos sem nem perceber isso. Imagina que a minha mente era um espaço aéreo que não tinha controle. Era mais ou menos assim — eu acho, eu acho, né, porque como eu não tinha controle, eu não conseguia... eu não tenho consciência de como é que era. Mas acho que a sensação era mais ou menos assim: cada um dos pilotos pegava o rádio, cada um dos pensamentos que orbitam minha mente, orbitavam minha mente, pegava, entrava no rádio e falava assim: "opa, dá licença que eu estou pousando agora na mente aí, agora é minha vez de ocupar o espaço principal na pista". E aí talvez eles ficavam discutindo entre eles, e aí iam forçando a barra, e pousava quem queria. Era os piores iam fazer bullying contra os melhores, enfim. Eu não sei como era a bagunça nessa parte da conversa entre eles para usar a pista na minha mente, mas eu sei como era o resultado. Eu passei uma parte razoável da minha vida sem nem acompanhar esse movimento. Então, assim, o que pousou na minha mente a cada dia, o que ocupou espaço na minha mente a cada dia, estava fora — fora do meu conhecimento. E o que que isso... o pior, ou o que que é o pior de tudo isso? Não estava servindo necessariamente a nenhum objetivo meu. Olha só: pensamentos de medo, pensamentos de dúvida, pensamentos de distração, pensamentos de sei lá, de atender... pensamentos bons, pensamentos positivos de atender todas as coisas, as tarefas do dia a dia da vida normal, pensamento de trabalho, de ganhar dinheiro, pensamento de... ah, tem outros péssimos. Pensamento de preocupação ou vaidade, por exemplo. Pensamento de impaciência, intolerância, incompreensão, indiferença em relação aos outros. Sei lá, um monte de pensamento que voou na minha mente sem nenhum controle meu durante muito, muito tempo da minha vida. Aí você fala assim: "ah, Ronny, mas isso é normal, né?". Vamos dizer o seguinte: isso é a situação corriqueira da mente da humanidade de cada um em geral. Quem não tem nenhuma ordem nesse espaço aéreo mental é mais ou menos isso — acaba tendo obviamente a predominância dos pensamentos que atendem as atividades do dia a dia. Esses são preponderantes. O que de certo modo você pode dizer: "ah, ok, né, Ronny? Pôs o pensamento aí da vamos trabalhar, vamos resolver os problemas, vamos correr atrás de tudo". Acho que esses são ok. O problema é que, primeiro, esses acabam ocupando maior parte do espaço da mente, e aí a vida se torna isso. Você fala: "tudo bem, né, Ronny, a vida se tornar isso?". Eu te pergunto: tudo bem a vida se resumir a viver as coisas terrenas? E o pior: fosse só isso. Fosse só o fato de a mente estar ocupada apenas com pensamentos bons das coisas terrenas, já seria uma questão. O problema é a quantidade de pensamento desconhecido e com más intenções que ou já orbitam minha mente, ou a gente vai para um ambiente qualquer e tem um monte de pensamento desses querendo entrar na nossa mente também. Então, assim, quando eu olho o que a Logosofia está indicando nesse trecho que a gente está sobre o próprio método logosófico — que é o trecho principal didático do método logosófico, especificamente no trecho do estudo e prática no individual — a Logosofia termina esse delineamento com uma instrução muito clara de que o objetivo da evolução consciente, que é razão de todo esse conhecimento que a Logosofia oferece... até porque não é uma ideia da Logosofia. A Logosofia oferece um conhecimento que possibilita a realização do que é o próprio plano do pensamento criador para cada um de nós, que é a evolução, como é para tudo que existe no universo. No nosso caso, como a gente foi dotado de consciência, a evolução precisa ser consciente. Senão a gente estaria nos colocando em um reino diferente do que o dos seres humanos. Nossa constituição é essa, é com a consciência. Nossa evolução precisa ser, tem que ser, tem tudo para ser consciente. Essa grande prerrogativa dessa raça maravilhosa que nós somos exemplares. Então, para esse plano, que é o plano da própria criação — no nosso caso, evolução consciente — esse objetivo precisa receber autoridade para colocar ordem nesse tráfego todo, nessa confusão do espaço aéreo mental de cada um de nós. E o que que a Logosofia foi possibilitando para mim ao longo do tempo foi percebendo a importância disso — que não dá para seguir vivendo com os pensamentos, cada um deles decidindo a prioridade que tem e o espaço que tem e o momento que tem na minha vida mental. Não dá, porque é o caos. Porque primeiro fica tudo na ordem que os pensamentos querem, fica sem espaço para o que seria mais importante, mais vital para minha vida, para minha existência. E fora a confusão que um monte de pensamento negativo fica fazendo, porque fica se intrometendo na minha mente e fica tentando ocupar o espaço maior possível. É literalmente um negócio caótico quando você pensa nessa situação. Não dá, né? Pois é, não dá. Mas é a situação que eu vivi a maior parte da minha vida praticamente, e que às vezes eu vivo durante meus dias ainda, infelizmente. Mas não é para ficar desanimado se você também vive ainda de vez em quando uma situação assim. Está tudo bem, não é para a gente se desanimar. Mas é para a gente olhar para isso com essa possibilidade de transformar realmente. Esse objetivo da evolução consciente, o que a Logosofia define em pensamento autoridade... e esse pensamento, é a função. A função dele é nos recordar a cada instante esse objetivo que a gente propôs a si mesmo. E nessa posição, ele deve cumprir esse objetivo, esse papel de torre, de controle de espaço aéreo, de ser autoridade que vai colocar ordem, né, que vai estabelecer propriedade sobre esse espaço aéreo. Vamos deixar de ser — nossa mente vai deixar de ser um espaço aéreo livre para qualquer pensamento e começa a ser um espaço aéreo controlado para servir a nossa vida, a nossa felicidade, a nossa realização em todos os campos da vida. E não é à toa que a advertência que o ensinamento logosófico faz nesse mesmo trecho é dizer que se a gente não instituir esse pensamento nessa função de dirigir o espaço aéreo da mente — ele não usa essa analogia, mas vamos seguir nela — os nossos esforços vão ser quase em vão. E eu vivi isso durante muito tempo. Dos primeiros anos, todos, durante quase uns 10 anos em que eu comecei a estudar Logosofia, eu estudava Logosofia, mas eu não tinha... eu não estava caminhando para estabelecer essa autoridade, dar essa autoridade a esse pensamento da evolução consciente na minha mente como controlador desse espaço aéreo. Então, assim, por um lado eu queria viver uma vida plena, consciente. Por outro lado, minha mente era esse espaço aéreo bagunçado de qualquer um. É incompatível. Você percebe que assim eu falei duas coisas que parece que não dava? Pois é, você acertou: não dava. Obviamente que a gente pode viver muitas melhorias de vida, a gente pode obviamente trazer e criar muitos pensamentos que a gente não era capaz de criar. Isso já é um benefício fantástico. Mas se o objetivo é evoluir conscientemente, cumprir esse ditado supremo do pensamento criador, de Deus, a gente precisa caminhar para estabelecer essa ordem na própria mente, por ser a mente o espaço causal da nossa vida. É um tema fascinante. Eu considero esse tema assim fascinante. Hoje em dia eu olho para ele e falo: isso é fascinante. Porque está nesses detalhes — parece detalhes — o segredo, cada uma das chaves que de fato empoderam cada um de nós para viver uma vida muito melhor do que a gente vive hoje. Então não são detalhes, são chaves. Essa, para mim, é uma das chaves principais que a Logosofia apresenta. Boa leitura, bom estudo, fique bem e até o próximo podcast.