Latest / Logosofia no Dia a Dia / Galáxias Bebês e o Mundo Metafísico: O Que Sempre Existiu Mas Não Víamos
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Você sabe que eu sou fã de carteirinha de qualquer coisa relacionada às descobertas cosmológicas, não é? Recordo-me, desde criança, de olhar para o céu. Tive uma oportunidade muito boa, porque, como nasci em Recife e morei lá até os cinco anos, e depois voltei todos os verões até o começo da adolescência, eu via um céu impressionante. Quando viajávamos no fim de semana para alguma praia — estou falando do final da década de 70 —, os lugares eram muito menos desenvolvidos. Porto de Galinhas, por exemplo, não tinha nada, nem um hotel. Tínhamos que abrir a porteira de uma fazenda para chegar lá. À noite, você imagina o que era o céu em um lugar desses, sem nada, com poucas casas espalhadas e uma vila de pescadores distante. Eu olhava aquilo e ficava encantado. Ainda que os olhos físicos não enxerguem tudo, a intuição de que existia algo infinitamente grande por trás daquela visão era muito forte. Por conta disso, eu sempre senti que entendia pouco sobre o cosmo. No começo da década de 80, eu era um pré-adolescente e tinha na mão apenas enciclopédias, que eu devorava para ver as coisas do universo. Obviamente, o conhecimento era limitado naquela época. O desenvolvimento tecnológico que passamos nos últimos 40 anos é surreal. A humanidade deu saltos, especialmente na cosmologia, descobrindo nos últimos 40 anos o que não se descobriu durante milhares de anos. Quando Galileu inventou o telescópio no século XVII, as pessoas só viam o cosmo a olho nu. Imaginava-se muita coisa, viam-se as constelações e se achava que a Terra era o centro do universo. Isso parece absurdo hoje, mas coloque-se na posição de um ser humano antes do telescópio, olhando o céu e vendo o universo visível inteiro girar ao redor da Terra. Como não chegar a essa conclusão? É praticamente impossível. E por que estou falando sobre isso? Porque o telescópio James Webb está fazendo descobertas que seguem revolucionando o conhecimento sobre o cosmo. É emocionante. Cada novidade, cada observação que ele permite ver e que nunca tinha sido vista antes, me dá a sensação de que estamos em uma jornada maravilhosa pelo cosmo. Recentemente, o James Webb observou as "galáxias bebês", que se formaram logo depois do Big Bang, cerca de 500 milhões de anos após. O universo que conhecemos tem aproximadamente 13,5 bilhões de anos. Aí você pode dizer: "Rony, mas elas não são bebês, têm 13 bilhões de anos". Pois é, só que elas estão tão distantes que a luz delas, que é o que vemos, está chegando até nós somente agora. Na verdade, estamos observando como elas eram quando eram bebês. É lindo isso, não é? Agora, voltando ao ponto, porque este não é um podcast sobre cosmologia, mas sobre Logosofia. Por que eu gosto de falar do universo? Porque essa realidade é exatamente como eu entendo a Logosofia. Eu estava lendo o primeiro título do livro Exegese Logosófica, que se chama "Esquema Prévio". Ele estabelece uma arquitetura do conhecimento logosófico, e nisso eu me remeti automaticamente ao conhecimento sobre o universo e a Criação. Quando voltamos a essa realidade do cosmo, tudo o que estamos descobrindo agora sempre existiu; nós é que não sabíamos. Para mim, a imagem do conhecimento do cosmo funciona perfeitamente como analogia para entender o que o conhecimento logosófico pode realizar com cada ser humano. Nós estávamos praticamente alheios ao conhecimento da vida interna e do mundo metafísico. Na ausência de conhecimentos transcendentes que explicassem e alcançassem essa realidade — como um telescópio —, era como se essa parte da Criação que está em nós não existisse, embora ela nos impacte todos os dias. Ao não conhecer, não entender e não observar o mundo interno, essa engrenagem, as regras do mundo metafísico, é como se seguíssemos vivendo a vida sem nunca entender o porquê das coisas. E para mim, isso é inadmissível. Quando entendi isso, pensei: "Não posso abrir mão desse conhecimento". É um conhecimento que evoluciona a vida humana. A clareza e a simplicidade na forma de explicar algo tão complexo me encantam e me atraem todo dia para o ensinamento. O "Esquema Prévio" trata dessa originalidade da Logosofia. E eu penso: como eu me coloco frente a uma ciência que tem a possibilidade de funcionar como um James Webb para a própria consciência? Para que a consciência desperte para uma realidade, para que a inteligência compreenda enquanto a consciência enxerga cada vez mais fundo dentro de si mesma, e como essa realidade interna se conecta ao todo: à vida humana, à Terra, à Criação, ao pensamento de Deus. É sensacional. A sensação é de ir descobrindo as maravilhas de um universo que eu não tinha nem ideia que existia. O convite é para mergulharmos, através das lentes desse telescópio maravilhoso que é o conhecimento logosófico, com a garantia de que, todo dia, observaremos e descobriremos algo novo sobre nós mesmos. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.