Latest / Logosofia no Dia a Dia / Estamos em Obras: Como Refazer as Fundações da Sua Vida
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Esses dias eu estava com um pensamento na área da engenharia. Não porque eu sou engenheiro, muito pelo contrário, sei muito pouco disso, mas porque o meu filho mais novo passou no vestibular num ano que ele lutou muito, ano passado, e passou onde ele queria passar, para engenharia elétrica. E eu fiquei super feliz, comemorei com ele, e a gente tava conversando um pouquinho sobre engenharia, e eu tava fazendo com ele algumas analogias da engenharia com a vida. Mas, de novo, como eu não conheço engenharia, mas eu conheço o básico da vida, então eu consigo, de alguma maneira, pegar uma utilidade dessa realidade, né? E eu tava pensando aí, eu não falei com ele, mas eu tava pensando sobre… a gente tá muito acostumado a olhar prédio, né? Construções, especialmente prédios cada vez mais altos no mundo, e eles são lindos, eu acho, assim, esses arranha-céus, em geral, são muito bonitos, e alguns são impressionantes. Aquele Burj Khalifa, no Emirados Árabes, aquilo é impressionante, como é que… assim, eu ainda olho e me pergunto assim, "como é que é possível construir um negócio tão alto, né, e não cai?" Mas é óbvio que isso é possível por razões técnicas e muito conhecimento, né? Mas, como eu falei, a gente que não é da área, né, então você que é da área de engenharia civil acha tudo isso muito óbvio, mas, para mim e para maioria das pessoas, a gente olha um prédio, a gente se preocupa e repara no quê? A gente repara na parte visual, a gente repara quando a gente entra no prédio, como é que é a tecnologia do prédio, elevadores, catracas, e como é que é a fachada, se o prédio tem uma arquitetura bonita, né, linhas bonitas. Mas o ponto é que, assim, não adianta a gente viver no prédio que pode ser aparentemente lindo, ele pode ser cheio de tecnologia, ele pode ser, teoricamente, pode ter gente famosa, não importa. Se esse prédio não estiver fundamentalmente bem construído, esse prédio um dia cai. Quando a gente olha para a vida, eu entendo que a gente, de alguma maneira, a gente pode perceber que a humanidade construiu uma cultura, ou cultivou uma cultura, que é como se fosse um lindo prédio. A gente avançou em tecnologia, a gente avançou em arquitetura, a gente avançou em tipos de uso, especialmente avançou em altura. A nossa cultura, a cultura que a gente vive, que eu e você, a gente aprendeu a vida, é uma cultura voltada para as aparências, é uma cultura majoritariamente voltada para fora. E a gente aprendeu a olhar para essa cultura, olhar para a vida dessa forma externa. Mas qual o problema? Que esse prédio, que pode representar a cultura que a gente vive, a forma como a gente entende a vida e vive a vida, em qualquer parte do mundo tem as variações de cultura? Claro que tem. Mas quando a gente olha, os problemas são os mesmos. Por quê? E esse é o ponto que a Logosofia é muito clara, e eu sempre fiquei impressionado com essa clareza, porque a Logosofia faz um diagnóstico sobre a cultura atual que a gente vive, que é algo que me impressionou sempre. Por quê? Porque a Logosofia apresenta exatamente essa visão, ou nos leva a observar aquilo que não está visível, mas que, como no prédio, um engenheiro bem formado vai perguntar ou vai querer olhar, se for para examinar de fato o prédio. Quais são as fundações desse prédio? Ou seja, como é que foi feita a fundação que vai sustentar um prédio desse? Alto, bonito, cheio de coisa, tecnologia, vistoso, legal. Mas se a fundação falhar, se a fundação não for bem feita, se a fundação não for estável, um dia as paredes vão começar a apresentar rachaduras e esse prédio vai se condenar. Quando eu olho para o mundo que a gente vive, a sensação que eu tenho é que a gente está vendo um prédio rachar. E não é de hoje, não é dos últimos cinco anos, nem dos últimos 10. A história da humanidade mostra que a gente está insistindo em construir uma vida, uma sociedade, que está baseada em valores equivocados. Porque os valores materiais, esses valores externos da própria vida, essa ganância pelo que é físico, esse foco excessivo em parecer em vez de ser, tamanho o foco no material, por exemplo, e tamanho o foco nos outros em vez de si mesmo, que a gente perdeu quase completamente a condição de viver uma vida baseada na nossa realidade. Porque a gente acaba sendo levado a viver uma vida de aparências. E muita gente está preocupada com aparência. Não estou falando de aparência de "se estou bonito ou não estou bonito hoje", não é isso. Estou falando de aparência em que se vive uma vida que não reflete uma verdadeira vida interna equilibrada. Porque o sinal mais claro disso não está nas guerras apenas, não está na matança, não está nessa discórdia generalizada no mundo ao longo dos séculos. Não é isso. A grande prova disso está nesse desequilíbrio, nessa condição vulnerável que o ser humano se encontra em geral, de muita angústia e ansiedade em frente a uma experiência de vida que a gente não entende. Eu sofri muito isso. Eu senti uma angústia profunda na minha juventude. E não era porque eu não entendia como é que ia ser a vida do ponto de vista terreno. Eu tinha entendido. Ou tinha entendido uma parte. Mas o ponto é que tinha uma parte disso que me agoniava muito, porque eu sofria muito pelas condições internas que eu tinha, pela minha psicologia, pelas minhas deficiências, pelos meus pensamentos, meus conceitos equivocados. Eu errava muito na vida. Na minha colocação, veja, eu errava na minha colocação. Não estou dizendo sobre as escolhas que a gente faz de profissão, isso aí são várias possibilidades. Mas eu errava muito na minha colocação, minha conduta frente àquilo que eu vivia e aos demais. Eu buscava ou apontava a causa dos meus problemas nos outros. Eu vivia fazendo isso. É muito triste, mas essa é uma realidade que eu vivi intensamente. E é claro que eu vivia angustiado, porque eu nunca encontrava nos outros a solução para o meu problema. Muito bem. Dito isso, vou voltar à imagem do prédio. A Logosofia aponta. Então, a gente está começando o Curso de Iniciação Logosófica, esse próximo livro. O primeiro capítulo, embora o livro não seja organizado em capítulos, mas são temas, títulos principais e parágrafos. O primeiro título é "Realidades Essenciais". E nessa "Realidades Essenciais", a Logosofia abre o livro afirmando que exatamente a cultura vigente falhou pela base. Por isso que eu pensei no prédio. E a base, ou seja, as fundações do prédio que a gente erigiu essa cultura, estão falhas, estão e são falhas. E aponta diretamente três causas. Que a gente não foi ensinado a conhecer a si mesmo, a gente não foi ensinado a conhecer o mundo mental, esse mundo causal que interpenetra a nossa vida, e a vida de tudo, e tudo o que acontece, pensamentos e deficiências, e especialmente as capacidades, as possibilidades que a gente tem com a inteligência, com a sensibilidade que a gente tem, de fazer uma transformação da vida. A gente não foi ensinado sobre isso. Eu não aprendi isso na escola, em lugar nenhum. E a gente não foi ensinado a se aproximar do Pensamento Criador, de Deus, pelo conhecimento. E aí é dificílimo compreender a vontade desse Pensamento Criador. As leis, expressas nessas leis que governam, não só o físico, não estou falando de leis físicas, estou falando das leis metafísicas também. A lei de causa e efeito, a lei de herança, a lei de equilíbrio, a lei de correspondência, especialmente as leis que determinam a evolução de tudo o que existe na criação. No nosso caso, com um plus, a evolução consciente. Então despertar a consciência de cada ser humano para o Conhecimento Transcendente, e para a realidade que se mostra, ou que se faz clara a partir desse instante, é imprescindível para que cada um de nós possa ir vivendo uma vida cada vez mais plena. E mais ou menos, na verdade. Eu ia falar mais longe, então é menos, no engano, das aparências. É preciso conhecer. O conhecimento é a chave para uma vida que a gente sempre, sempre ansiou, e ainda não encontrou. Especialmente, eu não encontrei totalmente. Eu estou nesse caminho, essa é a jornada que eu tenho realizado com Conhecimento Logosófico. É uma jornada que para mim se define por essa reconstrução da própria vida. Que acaba sendo, se a gente pensar, a hora que todos nós estivermos fazendo isso em grande número na humanidade, a gente vai reconstruir a própria cultura humana. Por quê? Porque enquanto a gente continuar nessa condição, vivendo uma cultura que estimula a vida para fora de si mesmo, que estimula o parecer em vez de ser, que estimula o material em vez de estimular o espiritual e a consciência, nós vamos continuar vivendo o que eu também vivi, como consequência disso, que é uma tendência a gente ir se fundindo na massa, na multidão. Sabe aquela sensação assim, "eu posso estar errado, mas pelo menos eu estou errado junto com todo mundo"? Pois é. Essa é uma triste consequência de uma cultura, de uma vida que tem bases, tem fundamentos, tem fundações nos frangalhos. O Conhecimento Logosófico, para mim, é claríssimo nesse sentido. Ele tem reconstruído, é quase como se fosse estar reestruturando a minha própria vida, a minha própria cultura, o que eu cultivo, para poder ter certeza que cada passo que eu dou, cada dia que eu avanço na vida, eu posso avançar cada vez com mais firmeza, com mais sustentação, ainda que eu continue vivendo os ventos e as pressões, terremotos, das circunstâncias e fatos que a vida apresenta. A gente não vai escapar das circunstâncias e fatos. A vida vai nos apresentar muitos, não os que a gente quer necessariamente. Mas para poder sustentar esses terremotos, esses ventos muito fortes, a gente precisa de uma vida que vá sendo construída, edificada em fundações extremamente sólidas. E eu tenho encontrado exatamente essa condição no Conhecimento Transcendente que a Logosofia oferece. Bora fazer uma reconstrução em obras? Vamos? Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.