Latest / Logosofia no Dia a Dia / As 3 Etapas Para Transformar Sua Vida Numa Obra de Arte (Método Comprovado)
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- Oi, é o Ronny. Tudo bem? Eu estava lembrando aqui da minha avó materna. Minha avó materna era uma pessoa muito interessante. Eu a conheci, acho que como todos nós, né? Os avós que a gente conheceu, a gente conheceu uma parte daquele ser, né? Porque o ser, quando se torna avô, avó, é uma relação tão... deve ser um negócio tão especial com netos que... a gente tem uma imagem de avô, avó que é de perfeição, né? Os avós eram perfeitos. E eram muito... sempre uma relação muito agradável, né? Sempre muito feliz, sempre com muita comida, sempre. E minha avó, imagina, minha avó, essa daí lá do materno, era filha de sírios e libaneses. Então, imagina, comida é parte da cultura do... do amor, né? O amor é expressado na comida, na... na insistência de comer mais, comer mais, não estar precisando de mais comida, "tem isso, tem aquilo". Então, eu tenho muitas recordações dessa parte de como é que a minha avó cuidava da gente. Mas eu tenho também uma outra recordação dela que é muito curiosa, porque é muito apropriada para esse nosso estudo aqui. Então, minha avó pintava, minha avó pintava, mas é uma coisa que ela desenvolveu depois que ela ficou viúva, ela ficou viúva cedo, né? E... depois que ela estava com os filhos grandes e com os primeiros netos, eu fui o primeiro neto lá do materno, ela começou a fazer aula de pintura porque ela tinha aptidão, lá no Recife isso. E ela começou a pintar. Então, na casa de todo mundo da família, tem... todo mundo tem alguns quadros da minha avó. Minha avó ficou uma boa pintora, assim, para... amadora, fez exposições no Recife, vendeu quadros comercialmente também, no Recife também, nada muito especial, mas, sim, era uma boa pintura. E eu lembro quando eu já não morava mais em Recife, eu morava em São Paulo, isso tinha... eu vim para São Paulo, eu tinha seis anos, quando meus pais se mudaram, a gente se mudou para cá, porque o trabalho do meu pai. Mas eu voltava todo verão, nessa época, nessa idade, e até começo da adolescência, eu voltava todo verão, primeiro com minha mãe, e depois eu era, já com sete, oito anos, eu era enviado, botava na companhia aérea, minha tia, meus tios me pegavam lá, e eu ficava lá dois meses, porque as férias eram muito maiores, eu ficava dois meses lá e depois me mandavam de volta para São Paulo. Era uma delícia. E eu lembro desse período que eu ficava na casa da minha avó, minha avó morava ali em Boa Viagem, logo de frente para a praia, e ela pintava, ou de manhã ou à tarde, ela ia lá, porque tinha um quarto dela que era tipo ateliê, e ela pintava. O processo de pintar um quadro, e eu achava aqueles quadros lindos, mas eu não tinha ideia do processo de pintar um quadro lindo. Eu via o quadro bonito, os quadros na parede, mas eu não tinha nenhuma noção. E foi ficando lá com ela que eu fui vendo como é que é o processo de criação, porque é uma criação, ainda que às vezes o objeto, a razão da imagem seja um objeto que já existe, uma cena que já existe, um cenário, o que for, mas é uma criação, porque é a interpretação na própria tela de algo que existe fora, que existe em algum lugar, ou muitas vezes, como ela fez muitos quadros, era algo que ela imaginou, as situações que ela imaginou, as pessoas de um jeito X, de um jeito Y. Então, se a gente pensar que o processo de pintura é um processo de criação de uma obra de arte, a gente pode pensar que, de alguma maneira, ele deve se assemelhar ao processo de criação de uma nova vida, embora possa parecer uma comparação simplística, simplória, e é. Por outro lado, o processo que leva à criação, lógico, eu já pintei coisas, inclusive em tela, e o que eu fiz não tem nada a ver com o que eu estou falando, estou falando assim, o processo de quem sabe pintar de verdade, que é artista mesmo, assim, podia ser pintura, pode ser qualquer outra arte que faça. Esse processo de realizar, da ideia até a criação completa daquela obra de arte, deve se assemelhar, ou se assemelha, na minha compreensão, se assemelha a essa possibilidade que o ser humano tem de transformar a vida num ateliê em que a própria vida se torna objeto de criação. Aí você fala, "ué, Ronny, mas a vida já existe, né? Deus já criou a vida, a vida está aí, né?" Sim, esta vida está aqui, a vida de cada ser humano está como está. Mas quando a gente olha para o ser humano como uma tela, dessas telas brancas de pintura, a gente pode entender que está por ser criada sempre em melhores condições, ou seja, independente de já ter um conteúdo na tela, ou de nós já sermos o que somos, o Pensamento do Criador, não fosse isso, nós não teríamos dotado de todo esse mecanismo maravilhoso do mundo interno, mente, sensibilidade, faculdades da mente, faculdades da sensibilidade, consciência. Não fosse para trabalhar nessa obra de arte sempre, a gente não teria essa estrutura, não teria essa capacidade, essa potência estática que nós temos. E onde eu vejo a semelhança entre esse trabalho que minha avó fazia e a minha vida? Porque eu comecei a ver as etapas que ela cumpria até a criação da obra final. Eu não sabia como era, então, obviamente, ela começava esboçando a ideia geral do que ela ia realizar, ela esboçava em papel, depois ela esboçava, ela transportava aquela imagem para a tela, uma tela branca, acho que era um lápis, tipo um carvão, um negócio que passava o dedo, às vezes fazia borrado, sei lá, não entendo nada disso. Mas ela transportava a ideia para a tela e, às vezes, na própria tela ela ia ajustando esse esboço, por quê? Porque na tela ela ia definindo as características específicas que ela queria dar àquela imagem. Mas ela não saía pintando, né? Então, assim, eu, quando eu pintava quando era criança, eu pegava uma telinha, aquelas telinhas que vendia para criança, eu metia tinta no pincel e saía pintando com o pincel, quer dizer, pintando, saía colocando tinta na telinha. Eu não tinha a menor noção do que estava fazendo e não planejava nada, né? Tipo assim, era, eu já vi criança que não tem aptidão pintando, criança vai dando pincelada de qualquer jeito e sai o que qualquer coisa, né? Era mais ou menos o que eu fazia, zero aptidão para a arte. Mas minha avó tinha muita aptidão, então ela esboçava, depois transportava para a tela a imagem ideal, já na forma ideal que ela queria realizar aquela obra, depois ela começava a aplicar as características específicas de cada uma daquelas partes, de cada uma daquelas linhas todas, com as tintas que eram meio que como se fossem uma base, né? A cor base. Eu não entendo, de novo, mas eu via que era um processo assim, não é só agora a pinta de azul aqui, de marrom aqui, não é isso, é um processo de compor cores também, de sobrepor tintas diferentes, aí é muito delicado, né? Por isso que chama arte, porque é um negócio extremamente complexo, tem que dominar a arte para assim fazê-la. Mas eu lembro de como ela fazia isso, um pouquinho por dia, eu via como ela ia trabalhando naquilo, todo dia um pouquinho e demorava semanas, às vezes para ela concluir, semanas, e eu passava, olhava e via que era uma obra em andamento, né? Uma obra em construção. E por que que eu falei que deve se assemelhar muito, eu entendo que se assemelha muito a isso que é a vida de cada um de nós, mas obviamente quando a gente começa a perceber que a vida, ela está preparada, vamos dizer assim, nós somos preparados para fazer da vida uma obra de arte, da criação de si mesmo. Só que a gente não sabia, e eu nunca soube disso antes da Logosofia, porque eu nem sabia que a gente tinha os instrumentos, os itens para isso. Especialmente eu não tinha o conhecimento sobre essa realização em mim mesmo, porque uma coisa é apontar nos outros, "cada um tem que melhorar", outra coisa é realizar em si mesmo. E aí começa a ficar claro e começa a ficar óbvio que se há um Conhecimento Transcendente, como esse que a Logosofia oferece, há também um método, um método para que esse conhecimento saia da onde está, ou seja, a gente consiga extrair o conhecimento da onde ele é apresentado e com ele como ferramenta, realizar essa obra de criação de um novo ser humano em cada um de nós. Quando eu falo novo ser humano, não quer dizer que a gente vai ser um ser humano que vai ser totalmente diferente do que a gente é, porque primeiro que não existe saltos na criação, nada evolui em saltos, tudo evolui em passos. As coisas que não têm consciência evoluem em passos lentíssimos, mas nós temos essa possibilidade de evoluir, de dar os passos constantemente, numa velocidade, numa intensidade própria de quem tem consciência. Mas o próprio despertar da consciência para isso, e o próprio trabalhar com esses elementos todos na consciência também, faz parte desse processo. Ou seja, eu não sabia fazer nada disso, eu nem sabia que eu tinha consciência, eu não entendi o que era isso, e muito menos eu sabia como é que eu fazia esse processo, como minha avó fez durante muito tempo, de esboçar algo na mente, depois transformar em criação realizada, palpável. No nosso caso, uma vida que vai se configurando de acordo com essa concepção, que no nosso caso é uma concepção que está sempre, vamos dizer assim, em aperfeiçoamento. No caso do quadro, depois de esboçada a imagem ideal, aquela imagem não ia mudar mais, porque dali era só completá-la com cores. E era uma imagem que refletia, vamos dizer que uma obra de arte dessa é uma foto de um momento da mente do artista. E, eventualmente, o artista pode fazer outros quadros como aquele e vão ser diferentes. Por quê? Porque ele já não vai ser o mesmo que ele era na época que ele fez a primeira versão. Então sempre vai ser diferente. Vamos pensar que na vida é mais ou menos a mesma coisa. O método logosófico propõe, e essa é a sequência desse tópico, como é que se estuda e pratica Logosofia e dá uma explicação muito clara sobre a didática do método logosófico. Ele começa explicando o estudo e praticando individual. E o método apresenta três etapas, por isso que eu lembrei muito da minha avó pintando. Porque as três etapas são meio que um passo a passo, de fato, para a gente partir desse momento em que a tela é branca, está na nossa frente, e a tinta e outros instrumentos, ferramentas que se usam estão na bancada, sei lá, até a concepção dessa imagem ideal que, por sua vez, no nosso caso, está sempre em movimento. Porque essa imagem ideal do que é a própria vida, do como é que a gente quer ser, o que a gente quer viver, o que a gente quer experimentar, ela vai se ampliando constantemente. Quanto mais conhecimento eu assimilo sobre a possibilidade que eu tenho como ser humano, a imagem da minha vida como ser humano vai se ampliando. E a primeira etapa é exatamente o que a gente faz aqui. Então não é à toa que a gente vai falando sobre a vida de forma prática e ligando o Conhecimento Logosófico às coisas simples da vida, de alguma forma, para compreendê-los. Porque a primeira etapa é isso, a gente tem uma imagem geral das possibilidades que a Logosofia apresenta como uma linha de conhecimento, como uma escola, um conjunto de conhecimentos que se destina a que cada um realize a obra da própria vida em si mesmo. Então a gente precisa, no mínimo, conhecer essa capacidade. E eu entendo que a primeira etapa é isso, é uma passagem geral pela concepção logosófica, pelos conceitos que a Logosofia apresenta sobre essa vida que cada um de nós tem à sua disposição para realizar em si mesmo. E é por isso que a gente passa pelos livros ao longo dessa jornada aqui no Logosofia, no dia a dia, a gente passa pelos livros, alguns dos livros fundamentais, talvez os livros mais fundamentais para o estudante de Logosofia, e a gente vai tentando extrair deles todo dia, pedaço a pedaço, etapa a etapa, extrair essa compreensão básica sobre as possibilidades que antes eu não considerava. E a gente sempre pode extrair, a cada passagem, a cada vez que a gente volta dos mesmos trechos, a gente pode extrair uma compreensão mais ampliada sobre aquela possibilidade. É como se a gente, como a gente tem uma tela que é em movimento, porque é a própria vida, a gente tem essa prerrogativa que minha avó não tinha. A gente tem a prerrogativa de não estar preso a uma mesma imagem. A gente não começa um esforço e acaba uma imagem que vai ficar como uma fotografia no tempo. A nossa imagem está sempre em movimento, sempre em superação, sempre sendo ampliada. Então, essa parte do livro sobre a didática do método logosófico, "Estudo e Prática no Individual", apresenta três etapas em que a gente realiza isso. E é muito interessante porque parece que são realmente passos que vão se dando um após o outro, reiteradamente, até que a gente possa compreender que eles são o próprio processo em si. Ou seja, a própria arte de pintar o quadro, de realizar o quadro, de realizar a obra, vai se misturando, vai se tornando, ou vai se entendendo que o método logosófico é a própria jornada em si. Porque na medida que a gente vai tendo essas compreensões, primeiro uma compreensão geral e ampla sobre o que a Logosofia propõe como Conhecimento Transcendente, a gente tem a possibilidade de, durante essa jornada, a gente ir aprofundando um pouquinho mais em cada tema que nos interessa, e é isso, é muito individual, né? Ou tem temas que estão mais correlacionados ao momento que a gente está vivendo. E nessa compreensão mais profunda, ou sim, uma compreensão mais detida sobre aquilo, a gente começa a ter nas mãos uma ferramenta cada vez mais útil e mais específica para poder experimentar e aplicar no dia a dia, na medida que as circunstâncias e fatos vão se apresentando para nós, todo dia. É possível conceber viver qualquer das experiências que a gente vive diariamente, mas sob a forma, sob a lente, que cada vez está um pouco mais completa, e a gente começa a perceber sutilezas dessa vida diária que a gente não percebia. Por exemplo, quando a gente compreende sobre a existência de pensamentos, e como os pensamentos são agentes da vida mental de cada um de nós, e aí se começa a observar que a conduta diária, as experiências que eu vivo diariamente, estão intimamente influenciadas pelos pensamentos que estão na minha mente naquele instante, naquele dia, naquela época da minha vida. E é por isso que tem tantas características que se repetem ao longo do tempo, porque os pensamentos, às vezes, ainda são os mesmos, né? E tem os pensamentos que são construtivos, positivos, e tem os negativos. Então, há uma influência positiva, uma influência negativa, nas minhas experiências diárias. Só esse aspecto, só essa realidade do Conhecimento Logosófico seria suficiente para mudar a vida inteira. Porque se começa a ter consciência de uma realidade da própria vida e existência, que impacta diariamente a vida de cada um de nós. Eu estou dando um exemplo de um conhecimento. E aí a terceira etapa dessa visão geral, esse aprofundamento como uma segunda etapa, esse foco nos conhecimentos que são mais acessíveis para cada um de nós em cada época, a terceira etapa é exatamente transformar esse conhecimento teórico, que é uma compreensão sobre algo que não se sabia antes, numa ferramenta útil para a vida. Que é essa incorporar esse conhecimento teórico, essa compreensão, à própria consciência. Na medida que a gente vai observando diariamente a realidade que a gente compreendeu e que antes a gente ignorava. É um processo incrível, lindo, porque é o processo de realizar a obra de arte da própria vida. Então eu espero que na forma que cada um puder ir compreendendo e estiver compreendendo esse estudo, essa aproximação ou esse aprofundamento no Conhecimento Logosófico, cada um possa ir extraindo melhor, compreendendo que há um método, há uma lógica na forma como a gente vai, desde tomando contato com Conhecimento Transcendente, incorporando nesse trabalho maravilhoso de ser o artista que vai construir a própria vida cada vez mais elevada. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.