Latest / Logosofia no Dia a Dia / O Tecido do Tempo: O Que Você Está Bordando Na Sua Existência?
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Ontem à noite por causa de uma atividade, eu tava ontem à noite não, né? Mas durante o dia, especialmente, eu tava recordando de muita coisa que eu vivi nos últimos anos. Isso é uma coisa curiosa. Quando a gente recorda dos últimos anos da vida, né? Sim, os últimos anos que eu digo para trás. Quando a gente faz uma recordação de qualquer período da vida, como é que a gente recorda desse período? Como é que cada um de nós faz uma avaliação, né, de um período seja, sei lá, alguns anos, pode ser 1, 2, 3, 5 até 10. Que é o período que teoricamente a gente lembra mais do que aconteceu, né, tá mais fresco na memória. Como é que a gente se recorda da vida? O que que é que a gente recorda da vida? Bom, a gente sempre recorda primeiro das, assim, das viagens ou dos acontecimentos mais extraordinários do período, né? Aquilo que não é ordinário, aquilo que não é no dia a dia. Mais fácil lembrar as viagens que a gente fez, a, sei lá, às vezes conquistou alguma coisa, né, muito interessante, muito específica na vida do dia a dia, então às vezes comprou um imóvel, ou mudou de casa, né? Ou comprou um carro, não sei, trocou de carro, nasceu um filho ou às vezes, né, no meu caso, faleceu meu pai quase, não é nessa época, mas eu lembro desse fato no passado mais recente. Pode ser muita coisa. Ou mudou, né, a forma como tá organizada a vida de alguma maneira. Mas o que que é que tem de essência nessa? Se cada um olhar para trás nos últimos anos. O que que tem de essência nessa recordação? Ou seja, o que que é que de fato disso que a gente viveu nos últimos anos cada um tem que é essencial para a vida de hoje. Esse para mim é um ponto chave. Olha só. A vida se desenvolve nesse eu chamo de tecido, né? Nesse tecido do tempo. Ou seja, o tecido do tempo vai se desenrolando, né? Num, de um rolo infinito assim. E a gente vai andando por ele enquanto a vida enquanto a vida dura, né? Que a vida nossa, nessa configuração da parte humana tem dia, né? Data para acabar. Então a gente vai andando nesse tecido. E o que que é que vai ficando? Ou seja, o que que marca o tecido? Não é só nossas pegadas, né? Não é isso que eu me refiro. O que que é que a gente a gente está vivendo em cada ano desses últimos que se olhar para trás, né, para o tecido dos últimos anos, o que que a gente vê? O que que a gente enxerga disso? O que que ficou no tecido? Eu gosto de pensar que a gente vai bordando nesse tecido, né? Eu não sei bordar, mas eu gosto de pensar sobre isso. Então assim, é como se a gente fosse bordando alguma coisa, ou seja, a gente vai registrando alguma coisa nesse tecido. Conforme ele se desenrola, cada dia, é como se a gente manuseasse a agulha. Eu acho que não é a agulha, mas enfim, como se a gente manuseasse o instrumento que vai bordando mais alguma coisa nesse dia. Então, eu olho para trás nesse tecido e você olha para trás no tecido do tempo da sua vida, o que que você vê? E por que que eu estou perguntando isso? Porque eu fiquei me perguntando muito isso nos últimos dias. Aliás, por várias razões, não só pela atividade que eu tive ontem, só culminou com esse movimento, mas especialmente porque o que eu busco é poder olhar para trás a cada trecho desse tecido que se desenrolou e que eu já caminhei e eu preciso, eu tenho a necessidade disso. Eu preciso olhar e ver que eu dei ou esculpi algo que represente cada vez melhor o que eu sou e o que eu quero ser. Porque como eu falo sempre, né? Se eu não controlo aquilo que a vida me faz viver, experimentar, ou seja, se eu não controlo todas as circunstâncias e fatos da vida no dia a dia que vão aparecendo, né? As coisas que vão acontecendo, surgindo, o que que a gente controla? Isso para mim é uma imagem que é muito clara. Eu só controlo essa vamos dizer essa agulha, mas eu só controlo essa capacidade de esculpir, de bordar no tempo aquilo que eu queira. Porque independente do que tá acontecendo com a vida, o tecido tempo tá se desenrolando. E obviamente que isso não se refere a construir alguma coisa fora de si mesmo, né? Não é, ah, eu bordei a viagem, eu registrei aqui a conquista terreno. Não é isso. Por quê? Porque na verdade, isso não vai ficar no tecido tempo. Que tudo isso que a gente vive fora de nós é de essência circunstancial. É, tudo que tá fora de nós não tem a essência do permanente. Porque o que é material vai ficar, vai se desfazer. O que a gente tem hoje a gente não tem outro dia, enfim, aí tem várias razões para o que tá fora de nós não é permanente. Então, o que que eu tô querendo, é, que você pense para poder chegar nesse ponto que eu cheguei para ver se a gente tem uma reflexão similar. O que cada um de nós tá fazendo com a própria vida? O que cada um de nós tá construindo ou, vamos dizer melhor, tá esculpindo? Como é que cada um de nós tá bordando o tecido do tempo que vai se desenrolando sem parar e sem alterar sempre. E tudo isso quando a gente ao começar agora o começar de fato a leitura meditada reflexiva a leitura sempre que a gente faz buscando extrair algo valioso para a vida desse livro que a gente começou, o Mecanismo da Vida Consciente. O primeiro capítulo trata exatamente dessa questão. É como se a logosofia tivesse nos apresentando assim: "Olha, a história dos últimos séculos mostra que assim, o ser humano tentou e tem tentado encontrar esse veio do conhecimento transcendente que lhe permita, né, caminhar pelo tecido tempo e construir, esculpir, bordar o que seja permanente para a própria existência. O problema é que a gente não conseguiu, quando a gente olha para a história humana, a gente fala assim: "Nós estamos dando voltas e aí eu sempre me pergunto: o que é que falta, o que faltou nesse período anterior que a gente não conseguiu encontrar o veio desse conhecimento transcendente"? Mas independente do que seja, que a gente não conseguiu encontrar esse veio, quando eu me deparo com o conhecimento logosófico, eu tenho a sensação clara, porque é exatamente aquilo que tem me possibilitado mudar isso em mim, de que esse veio, essa linha de conhecimentos que tem como principal função explicar e nos ensinar a lidar com esse mecanismo interno é a chave, porque o resto da humanidade ainda passa a vida muito mais preocupado e olhando para fora de si mesmos do que para dentro. Há uma preocupação generalizada com o outro tá fazendo, com o que o outro tá dizendo, com o que que o outro fez para mim, que que o outro disse, que que o outro acha de mim, que que parece que o outro pensa sobre as coisas que eu faço. Há uma preocupação exagerada e totalmente desmedida na minha compreensão hoje em relação a colocar o peso e a importância da própria vida fora de si mesmo. Como se a gente fosse alcançar a felicidade e a plenitude da vida fora de nós, como se fosse dependente, isso tudo dependesse de que que as pessoas dizem de nós como é que elas estão nos julgando, como é que elas estão, o que que elas falam, o que que elas acham, o que que elas pensam sobre a vida de cada um de nós. O que me levou a pensar de forma clara que o grande, talvez o grande desvio que a gente incorreu como humanidade, não tô falando individualmente, mas como cultura, né, humana, foi a gente ter se afastado de nós mesmos. Foi ter permitido que a personalidade, essa capa, essa casca psicológica que a gente foi construindo para parecer mais do que ser. Por quê? Porque a preocupação desmedida com como é que os outros estão nos vendo, né? Foi construindo essa casca psicológica, que é quase uma máscara que quase como se fosse uma fantasia, né, que a gente veste para tentar e a gente tentou com isso encontrar o lugar no mundo. Quantas vezes a gente não tentou colocar essa fantasia e às vezes ainda coloca para tentar encontrar um lugar no mundo que seja respeitado que as pessoas admirem, que as pessoas reconheçam alguma coisa, que as pessoas nos, né, que a gente seja querido. E eu penso que o principal, a chave, né, o a razão porque a gente não encontrou isso antes, o veio dessa vida consciente, dessa vida verdadeiramente feliz, plena, é porque a gente realmente se afastou muito desse de nosso mundo interno. A gente se afastou de nós mesmos. Então, eu penso que esse livro começa e esse primeiro capítulo do livro é muito interessante, tem vários subtítulos, mas assim, na verdade eu gostei do último, mas como explicação é a logosofia assinala erros e anuncia o despertar de uma nova aurora para o ser humano. Então assim, a hora que a gente olha, né, para a humanidade os últimos séculos e ver como a gente deu voltas e só foi ficando pior do ponto de vista da convivência humana da vida, né? Cada vez mais angustiante, mais ansiosa, mais dura do ponto de vista de viver a vida, né? Não da parte tecnológica, essa tá melhorando muito. Eu fiquei me perguntando então, o que que eu preciso para poder olhar para trás a cada ano que passar e ver esculpido, pintado, bordado uma imagem clara de uma vida que seja construída, bordada, esculpida em essência eterna. E quando eu falo essência eterna é assim é aquilo que independe dos fatos instâncias, independe da opinião dos outros, independe de qualquer coisa. Porque aquilo que se constrói, que se vive, que se experimenta, aquilo que se faz em si mesmo e que vai nos tirando dessa vida de conteúdo circunstancial e nos trazendo mais para essa vida de conteúdo permanente, que é a vida consciente. Então, vai ficando claro, conforme essa reflexão se desenvolve, que o conhecimento transcendente ele permite ou ele entrega com efeitos reais e permanentes na vida. Diferente do conhecimento comum que serve geralmente para a circunstância, ocasião, ou serve para às vezes só ilustrar um pouquinho mais essa casca nessa personalidade. A logosofia realmente me parece que assim veio num ponto da minha vida ou, né? Eu encontrei a logosofia num ponto da minha vida em que eu consigo olhar para trás e falar assim: "Eu não vou mais viver a vida que se desenvolve nesse desenrolar do tecido tempo, sem que eu esteja buscando cada vez mais ser e viver aquilo que eu quero ser e viver. E não o que os fatos, circunstâncias ou os outros me levam a pensar ou a viver. Há muitas reflexões possíveis nesse primeiro capítulo porque ele mexe com esse olhar para si mesmo mesmo e para o nosso andar como humanidade e avaliar que é necessário trazer para a vida um conhecimento que possa mudar essa situação e essa realidade que a gente vem vivendo como humanidade a milênios. A partir do momento, obviamente cada um quer construir ou alcançar essa permanência, essa eternidade, essa plenitude da vida em si mesmos. Eu sei que você vai gostar de fazer a leitura do primeiro capítulo, porque vai surgir para você reflexões ainda mais úteis e este espero que você se beneficie muito do que tá aqui, como eu tenho feito. Boa leitura, bom estudo. Fique bem até o próximo podcast.