Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Internet da Alma — Conectando Sua Mente Superior ao Pensamento Criador
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que tem uma coisa que é frustrante quando a gente está... Certamente você já passou por isso, né? Quando a gente está trabalhando no computador ou fazendo alguma coisa, né? Ou, por exemplo, pedindo alguma instrução de caminho ou de informação de algum lugar que a gente está no celular, por exemplo, e a gente perde conexão ou a internet, como a gente fala, né? A internet cai. A internet cai, é ótimo, né? Ou seja, cai a nossa conexão com a internet. É frustrante, né? E, especialmente, causa dificuldade se a conexão for perdida por muito tempo. Por exemplo, um dia que eu trabalho de home office, teve época que acabava a luz naquelas tempestades muito fortes aqui em São Paulo e ficava sem luz, ou seja, ficava sem internet ainda que eu tivesse um laptop com bateria. E sem internet era complicado. Tinha que pegar, tentar pelo celular, fazer roteamento. Ou seja, a internet hoje, né? Para nós é como se fosse uma expansão. É como se fosse e é uma expansão real da nossa capacidade de estar em lugares diversos, que a gente não tem a capacidade física de estar em lugares diversos, né? Mas é uma capacidade estendida de chegar ou estar em lugares que a gente não chegaria e não estaria no tempo. Assim como encontrar informações e, agora mais do que nunca, contar com capacidades extras de processamento e de análise com o advento da inteligência artificial que antes não era disponível, não existia. Então, assim, quem viveu sem internet — e eu lembro da minha adolescência não tinha internet. A internet surgiu ali, mais ou menos eu já era um jovem adulto, um jovenzinho pelo menos. Mas quem viveu sem sabe o que é a diferença de contar com um instrumento desse. Embora, lógico, quando surgiu também tinha pouco uso útil. Mas hoje em dia, eu já virei assim quase dependente de ter uma conexão para trabalhar. Eu não consigo quase trabalhar sem computador e sem uma conexão boa de internet. Se a gente pensar que isso é uma realidade que com uma proporção maior ou menor todo mundo vive, nem que seja para checar os próprios e-mails, checar mensagens, checar os aplicativos de comunicação que usa-se muito, virou um negócio que a gente tornou praticamente parte da nossa vida. Obviamente tem a parte negativa, que é o tempo que a gente perde ainda, obviamente, em uma série de coisas que não trazem nenhum ganho para a vida, mas que estão lá à disposição e acabam atrapalhando bastante também a nossa vida. Mas, enfim, isso é uma questão muito mais de uso do que o problema da internet, obviamente. Então, se isso se tornou uma parte integrante da nossa vida, é como se a gente tivesse expandido, o raio de ação da vida tivesse se expandido com a internet para milhares de possibilidades que antes não existiam. Concorda comigo? Isso é um fato. Veja, não estou julgando, de novo, se o uso é bom, é ruim, é exagerado, está de bom tamanho. A ordem de magnitude que cada um de nós usa e como usa é uma questão, um desafio e um problema individual. Mas, do ponto de vista do acesso, quando a gente passou a ter acesso à informação como a internet trouxe, a gente ampliou enormemente a capacidade de realizar coisas no mundo, de entender o mundo. E, de novo, o que está acontecendo agora é um grande salto evolutivo, porque essa capacidade — que é a primeira vantagem, o primeiro benefício da inteligência artificial — é a capacidade de análise de dados, que é uma tarefa que sempre foi feita pela mente humana, ainda que de forma repetitiva e limitadíssima. E, veja, não estou pregando que a gente pare de se esforçar de fazer nenhum trabalho mental para fazer tudo com inteligência artificial, não é isso. Mas, assim, a capacidade de analisar muito mais dados de forma rotineira, repetitiva, ou de fazer cálculos de forma rotineira, repetitiva, a gente já viu que é um benefício extraordinário, desde também das planilhas. Antes mesmo do Excel, tinha Lotus 1, 2, 3. Enfim, qualquer dessas ferramentas que ampliem a capacidade da mente comum — que é essa mente que trata das coisas do dia a dia, da vida material, profissional, terrena — qualquer ampliação dessa capacidade é muito bem-vinda, porque, obviamente, a gente pode realizar muito mais coisas. Não é para a gente ficar sem fazer nada enquanto que o computador ou o algoritmo realiza para a gente, não é isso. Mas, ou seja, cada um de nós multiplicou a capacidade de realizar coisas no mundo por conta da ampliação e da conexão com esses recursos todos. Bom, nisso, de novo, estou trazendo fatos, não estou julgando, porque eu consinto e, sim, me preocupa muito, muito como a nossa mente e os pensamentos que ainda vivem nela querem e gostam de nos fazer praticamente sucumbir frente a atividades que são simplesmente para encher linguiça. Então, há uma atração muito grande de viver na inconsciência enquanto se, por exemplo, faz rolagem de tela para notícias, para curiosidades, para diversão, entretenimento sem nenhum objetivo maior. Esse é o lado negativo de ter acesso a tanta coisa porque não tem muito filtro. Tem de tudo e aí o filtro precisa estar na própria capacidade na mente e na própria vontade, na força que a vontade tem de determinar para que vai fazer uso e o que vai acessar. Isso é outra história. Eu estou focando aqui na reflexão sobre assim, ao nos conectar e, de novo, se a conexão é cortada porque, por exemplo, não tem energia elétrica ou o provedor de internet caiu e o celular não consegue rotear, por exemplo, está sem sinal. Ou seja, quando a gente realmente é cortado dessa conexão é uma situação que limita muito, hoje em dia limita muito. Por quê? Porque a gente já considerou essas capacidades como algo que é do dia a dia, é dado para a gente. Não é dado, mas é conquistado já e já é utilizado e contado com esses recursos. Muito bem. O que me parece que é tão claro e óbvio quanto mas que eu demorei para entender é que quando a gente se refere à vida e à existência consciente e, especialmente, à construção de dias futuros melhores, mais felizes, aquela busca pela paz, pela serenidade, pela felicidade real de viver e de existir — e de novo, independente das circunstâncias e fatos das experiências da vida e que a vida nos apresenta com muita alternância — é imprescindível nos conectar ou conectar nossa mente, especialmente a mente já agora, a parte dela configurada para isso, que é a mente superior. Conectar esse mecanismo, esse organismo mental não à internet, mas ao pensamento criador, ao pensamento mãe da criação e todos os pensamentos e todo o conhecimento, ou seja, conectar a própria mente à grande verdade da criação e de Deus. Aí você fala: Rony, mas não é isso que a gente faz, por exemplo, e se fez desde sempre buscando os cultos e tudo? Não, eu me refiro não a isso. Eu me refiro à capacidade que a mente pode desenvolver de se conectar pelo conhecimento e capacidade mental ampliada, conectada ou se conectar a esses conhecimentos superiores de forma cada vez mais ampliada. Ou seja, ao mesmo tempo que a gente vê que no corpo físico se treinar, se der os estímulos corretos e necessários, por exemplo, é possível desenvolver músculos, igualmente a mente — como a gente já sabe que a mente comum foi assim, a gente nasceu com a mente comum em formação e demorou anos para ela realmente ter capacidade e a gente poder aprender muitas coisas — a mente superior deve, pode, foi criada para igualmente se conectar e se capacitar para algo muito grande. Nesse caso é claríssimo que o objetivo, a função, ou seja, a razão de existir dessa capacidade mental voltada ao que é superior, ao que é elevado, ao que é transcendente, essa capacidade, independente da gente usá-la ou não, ela existe em potência. Você imagina que a gente passou uma parte da vida — eu vou dizer por mim — eu passei uma parte da minha vida alheio a isso. Puxa, é como se o ser hoje, imagina hoje, pegasse um ser humano que nascesse e a gente deixasse ele numa bolha sem internet. Você vai dizer: ah Rony, vai ter muitas vantagens se ele crescer e viver numa comunidade, por exemplo, sem internet, como se fosse um show de Truman, assim, onde vive numa bolha artificial que não tem internet. Vai ter muitos benefícios do ponto de vista de não perder tanto tempo e não causar tanto mal a quantidade de bobagem e perda de tempo que a gente faz às vezes na internet. Isso é verdade. Por outro lado, as capacidades de desenvolvimento do conhecimento e da produção iam, como a gente sabe, sofrer enormemente. Então, a gente tem uma parte da mente que é configurada exatamente pra gente se conectar a essa grande rede de pensamentos elevados, a grande verdade da criação. O conhecimento transcendente, o conhecimento que a Logosofia apresenta é pra mim exatamente o treino, o mecanismo, é a conexão, ou seja, é a capacidade de me conectar e de ir tornando minha mente cada vez mais conectada ao que há de mais elevado para a própria existência humana. Veja, olha só, a gente busca algo e se busca isso há milênios, se busca a felicidade, a paz, a perfeição, se busca muitas coisas. Há milênios, se intui que há que se encontrar algo que ainda não foi descoberto pelo ser humano e que ronda as alturas dos deuses, das coisas elevadas. Não é à toa que isso é falado, contado, narrado de diversas formas pelas histórias que vêm no tempo. Essa conexão, essa elevação às grandes alturas obviamente se dá não através de saltos mágicos ou de apenas fazê-la porque se acredita que existe. É preciso conectar o próprio mecanismo mental, a própria mente superior a essas verdades. E como é que a gente faz isso? Capacitando a mente superior, ou seja, treinando, exercitando a mente superior nesses conhecimentos. Então, o que eu faço todo dia também é isso — também é um... não é academia, claro, da mente, mas é proporcionar à mente os movimentos e a atividade necessários a que a mente possa ir elevando sua capacidade de compreender, de entender mesmo o porquê e o como que no mundo metafísico, no mundo mental, no meu mundo interno, por exemplo, acontece a causa e ocorre a causa da minha vida. Como é que a minha vida é determinada primeiro na minha mente para depois se manifestar e espelhar aquilo que ocorre fora de mim? Há um... e aí, de fato, há um trecho, né, estou me referindo à primeira conferência do livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico". Se você ainda não baixou lá gratuitamente o PDF no site da logosofia.org.br, eu sugiro, de novo, que faça, porque, puxa, cada conferência dessas é uma leitura de 20 minutos, 20 e poucos minutos, às vezes. É um espetáculo, é uma... assim, são todas elas que vão levar a mente e o coração a fazer movimentos tão especiais, tão gostosos. Sabe aqueles momentos que a gente passa assim, que a gente fica feliz, porque é como se a gente tivesse mergulhado numa piscina morna, sabe assim, quentinha, gostosa, aquela sensação de confortável, de acolhimento, né? O Conhecimento Logosófico, para mim, ele dá a sensação de acolhimento, de conforto, de paz, de compreensão. E quando eu compreendo um pouco mais o porquê daquilo que eu vivo, da minha vida, da minha existência, ainda que eu passe meus apuros, né? Eu me sinto muito melhor. Obviamente me sinto mais feliz, porque compreender o porquê das coisas afasta esse estado de angústia e ansiedade em que eu vivi muito tempo. E aí você fala assim: puxa, mas Rony, mas eu até hoje não conheci isso direito, não entendi isso direito. A humanidade viveu sem isso? Pois é. Ainda que a gente permaneça distante dessa realidade — e como estar distante, quem não conhece, é como se ela não existisse — isso de nenhuma maneira significa que não existe para os demais. E essa primeira conferência, que é "A Linguagem do Criador", deixa isso claríssimo. A criação, o Criador, Deus, fala conosco através de tudo que existe na criação. Se a gente vai se conectar a essa grande rede do pensamento criador, é opção. Embora seja parte do plano que a gente faça isso. Mas acaba sendo sempre uma opção, né? É possível viver e optar por não se conectar. Agora, o fato de não se conectar não quer dizer que não exista essa rede, que não exista essa capacidade interna, e que não exista a possibilidade de se desfrutar de uma vida que nunca se imaginou antes, antes de compreender e conhecer esse pensamento mais de perto. A primeira coisa é colocar a mente em conexão com essas grandes verdades. Qual é o primeiro passo? É esse. Como é que eu faço para colocar a minha mente em conexão com essas grandes verdades? Tem que se mostrar, tem que se tornar acessível ao conhecimento. Como é que a gente faz isso? Buscando conhecimentos dessa hierarquia. Esse é o trabalho diário, que é o tal do estudo do conhecimento logosófico, e que, para mim, transformou completamente a minha forma de viver, entender e sentir a vida, em todos e vários dos seus aspectos. O que eu espero de coração é que você se inspire a cada vez mergulhar mais nisso, e que eu possa me inspirar mais ainda sabendo que você não me deixa sozinho nesse esforço, né? E que a gente vai estar criando juntos a condição para que a humanidade possa ir se detendo nisso que é o que importa, e perder no menos tempo naquilo que não tem importância para a vida e para a existência. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.