Latest / Logosofia no Dia a Dia / Seis Graus de Separação — A Mesma Lei que Conecta Pessoas Conecta Conhecimentos
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Tenho uma curiosidade que eu acho muito interessante, especialmente porque ela é um reflexo de uma realidade que fica claríssima para a gente e que explica talvez um dos maiores desafios ou mistérios do mundo metafísico. Olha só, há experimentos, acho que na década de 60, 70, que determinaram, por experimento mesmo, que cada ser humano está vinculado diretamente a qualquer outro ser humano da Terra por exatamente seis conexões, na média. É a regra dos seis graus. Você conhece essa ou não? Graus é porque em Baldwin, sabe, primo de primeiro grau, segundo grau, terceiro grau — então é por causa dessas coisas. Quer dizer o seguinte: uma pessoa, eu, Ronny, ou você, nós dois, provavelmente a gente consegue se conectar por menos ou até no máximo seis pessoas que nos conhecem. Assim como qualquer outro ser humano na Terra, cada um de nós está conectado por, na média, até seis pessoas. Isso foi antes da época do digital, né? E aí depois, lógico, mas no digital não é que estamos falando de Facebook, essas coisas, não é isso. Nem o LinkedIn, que é a rede social de trabalho profissional — ela mostra isso, você está conectado a fulano através de X pessoas, ou através de tantas conexões. Mas na verdade, o que se descobriu com experimentos sociais foi que a gente, embora sejamos muitos, bilhões, seis conexões — quer dizer, alguém no planeta a gente conhece através de cinco ou seis outras pessoas. Muito bem, curiosidade essa boa, né? É engraçado que você pode pensar que a gente conhece qualquer pessoa no mundo assim. E é verdade, né? Porque, obviamente, ninguém vive isolado. Praticamente ninguém vive isolado. Então seria natural que, quanto maior é a rede de amizades ou de conhecidos de cada ser humano, maior a chance dessa conexão acontecer com menos intermediários. Não é à toa que a gente, hoje, tem amizade. Pensa quantos amigos a gente tem — se não são amigos mesmo, mas quantos conhecidos a gente tem que a gente não conhecia, mas a gente foi apresentado por alguém. Aliás, quantos namoros, casamentos, acontecem assim, né? A gente não namora ou casa só com o vizinho que mora do lado, o que estudou junto, o que cresceu junto. A gente conhece as pessoas depois, porque alguém apresentou através de... Aliás, a grande maioria das relações humanas deve acontecer por isso, né? Tirando a relação de filhos e pais, lógico. As outras relações humanas acontecem muito, e na vida profissional também. As pessoas se indicam, né? E geralmente isso é válido e é valorizado. Por quê? Porque na indicação, seja para uma amizade, seja para um trabalho, nessa indicação vai uma força, vai uma lei da criação, que é a lei de afinidade. Então, por exemplo, eu não vou apresentar... Se você me pergunta, Ronny, apresenta alguém. Eu não vou apresentar alguém, seja para trabalhar, para ser seu amigo, ou até para ter uma relação mais séria — eu não vou apresentar alguém que eu não confie, que eu não goste e que eu não acho uma pessoa legal. Então, por afinidade, eu vou apresentar, eu vou trazer junto comigo, né? E se a gente combinar de, ah, vamos jantar juntos, vamos, leve amigos. Eu sei que tanto eu quanto você, nós vamos levar pessoas que a gente gosta, pessoas que, de alguma maneira, têm afinidade com a gente. E nisso, por isso que tem tanta força, né? Geralmente, se pedem indicações em todos os âmbitos da vida, o pessoal gosta de quando a pessoa é indicada por alguém. Por quê? Porque sabe que nisso há um valor muito grande na relação que existe entre o outro e aquela pessoa que está sendo apresentada. Então isso é uma realidade que a gente... Isso se vive na humanidade desde sempre. Que a gente, às vezes, não se dá conta, mas a grande verdade é essa. Por afinidade, as pessoas vão se conhecendo e geralmente conhecendo através da própria rede de amigos e relações. Porque esses amigos que se relacionam ou pessoas que se relacionam com a gente vão nos possibilitando a gente se relacionar com outras pessoas que estariam fora do nosso alcance direto. Mas que, através de amigos e colegas e conhecidos, a gente acaba conhecendo. Isso é muito legal, né? Porque abre possibilidades incríveis. Quantas, quantas e quantas pessoas não se unem e que foram apresentadas por alguém. Por que isso é importante? Eu estava falando que isso, na verdade, espelha uma realidade metafísica. Essa que eu falei, que é a afinidade que existe entre as pessoas. E essa afinidade não é física. É porque as pessoas estão, geralmente, mais vinculadas por afinidade sensível e mental. Pelos pensamentos mais similares, pela forma de viver a vida, pelos hobbies, pelos esportes ou pelas inclinações artísticas, musicais, seja o que for. Ou pela forma de viver as experiências da vida. Então há uma lógica, não é à esmo, não é um negócio aleatório. As pessoas se vinculam por uma razão muito maior do que a aleatoriedade. Se vinculam por afinidade. E isso é um espelho de uma realidade que, para nós, aqui, na nossa busca, na nossa jornada em busca da vida ampla, serena, feliz, da paz interna — essa busca que a gente está em trazer o centro, ou trazer a vida para o centro, para dentro de si mesmo. Colocar a vida nessa posição cada vez mais invulnerável, frente às tantas circunstâncias e fatos da vida que vão se alternando no dia a dia. A gente quer deixar de viver a vida para fora de nós mesmos, porque essa vida para fora de nós mesmos é uma vida que nos submete a muitas oscilações. E se a gente for viver de acordo com essas oscilações e alternâncias, a vida é muito difícil, muito dura, no sentido de experiências muito duras. Então o que a gente quer é ir encontrando o eixo da vida dentro de cada um de nós, para que a gente continue vivendo tudo que a gente vive fora, mas cada vez mais apoiado nesse ponto de observação e de experiências internas. Para isso é preciso conhecimento. E aí entra essa realidade, ou se mostra essa realidade causal, essa realidade ainda mais clara ainda. A busca pelo conhecimento superior, esse conhecimento transcendente, ou seja, que ultrapassa os limites do conhecimento comum que a gente já aprendeu, ou está aprendendo ainda, e que serve para as coisas diárias da vida. O conhecimento transcendente, ele também, obviamente, não é que ele também, mas antes de a gente ver nas relações sociais da vida aquela lei de afinidade, ela existe, como tudo na criação, no mundo causal primeiro. O conhecimento e as porções de conhecimento, as frações de conhecimento superior que a gente está buscando assimilar, compreender, viver e comprovar na própria vida, para agregar uma porção de conhecimento a mais, que desperte a consciência, que capacite a inteligência a compreender os porquês da vida — essas porções de conhecimentos são exatamente uma força que agrega, assim como os seres humanos que a gente conhece agregam outros seres humanos por relação. Essas porções, esses conhecimentos que a gente vai assimilando, eles também agregam. Ou seja, olha que interessante: a logosofia afirma que, obviamente, por razões que são acima da nossa decisão, porque é uma lei universal, por afinidade, os elementos que a gente assimila de conhecimento superior atraem para a órbita da nossa mente elementos afins, também, claro. Ou seja, assimilar um conhecimento, uma porção de conhecimento, uma pequena porção, um conhecimento menor, uma fração de um conhecimento maior — ou seja, assimilar uma porção de verdade, qual for o tamanho dessa porção, ela possibilita, por natural, a gravitação das leis universais, que outros elementos sejam atraídos a essa mesma mente. Olha que coisa legal que é isso. Quantas vezes a gente, num esforço, a gente já viveu isso muitas vezes em relação ao conhecimento comum. Quantas vezes frente a um esforço para estudar para uma matéria, uma prova, ou para aprender alguma coisa na vida, a gente, naquele esforço de estudar, de aprender, ou de entender, compreender a fundo algum assunto, a gente não sentiu que quanto mais estudou, mais conhecimento foi abarcando? Sei lá, natural, Ronny, porque quanto mais estuda, mais conhecimento tem. Sim, mas o que é isso na prática? Isso na prática é esse mecanismo do esforço, ou seja, do trabalho mental atraindo cada vez — trabalho mental com o conhecimento, em cima do conhecimento, não é o trabalho mental de assim, ah, eu gostaria e ficar viajando. Mas quando a gente foi lá e estudou, pesquisou, investigou um assunto da vida qualquer, que a gente já fez ao longo da vida toda isso várias vezes, o esforço mental, à medida que foi agregando os primeiros elementos, foi vivendo esse processo de atrair. Os primeiros conhecimentos, as primeiras porções de conhecimento foram atraindo outras porções, outros elementos afins. E aí por isso que é uma crescente: quanto mais se estuda, mais se compreende. Por que isso? Porque esse esforço mental vai amalgamando, vai consolidando, vai atraindo — é como se fosse a órbita mesmo de planetas ao redor de uma estrela. A força de atração, quanto maior a estrela, quanto mais massa ela tem, nossa, maior a força de atração. E aí começa todos os objetos que passam próximo, ou na distância X daquela estrela, são atraídos e entram em órbita na estrela. Então no conhecimento superior é a mesma realidade óbvia, porque na verdade a realidade é, no mundo causal primeiro — a gente só vê o reflexo aqui no mundo físico. A gente precisa fazer o esforço. Não é só inicial, mas esse esforço base de buscar o conhecimento. Ou seja, o ato de estudar, essa leitura que, por exemplo, eu faço, e muitas pessoas fazem todo dia, que é colocar-se frente a um conhecimento de ordem transcendente, para buscar o conhecimento, para buscar assimilar algo, compreender, experimentar dentro de si mesmo, observar dentro de si mesmo, no dia a dia, como é que esse conhecimento muda a forma de viver a vida, de experimentar, de observar a própria vida em si. Esse esforço, ao atrair para si esses elementos, começa a amalgamar esses elementos todos num núcleo de pensamento, de conhecimento. E aí esse conhecimento começa a trazer para a sua órbita todos os outros elementos que são afins. Então assim, parece uma mágica — você está falando um negócio que é meio mágico, como é que é isso? Pois é, veja, a gente vê o reflexo dessa lei de afinidade, de atração, a lei de atração também — são realidades que a gente vê no mundo físico, tanto no mundo físico da própria química, biologia, isso acontece muito também. Existe a formação de cristais por nucleação, sabe esses cristais de quartzo ou cristais de sal também? Enfim, tem muitos minerais que quando a gente, o pessoal, os geólogos vão lá e descobrem e formaram-se aqueles cristais lindos de formas variadas — alguns são cristais igual estrela, assim, outros são, enfim, qualquer desses minerais bonitos que se formam e que depois valem uma fortuna. Eles se juntam, aqueles elementos se juntam por nucleação, né? Porque quando era uma rocha magmática, quando estava no magma, quando era um líquido, né, e aquilo foi se formando, na medida que aquilo foi se formando foi por atração. Os átomos que são de mesma consistência se atraem, precisam só de um elemento catalisador. O primeiro elemento sólido que você coloca naquele líquido ele começa a atrair os átomos que são iguais. Isso é um fenômeno conhecido na química e na biologia. Então assim, a gente vê em qualquer escala, na escala microcósmica, né, ou na própria vida social humana e na metafísica — e é óbvio isso porque essa é a origem, essa é uma lei e a gente precisa contar com essa lei a nosso favor, né? São várias leis atuando juntas. O que isso significa? Significa que a busca pelo conhecimento superior, ela tem no esforço de se colocar em condições de — vou dizer assim — de estudar, de ler, de buscar, de investigar. A gente precisa fazer o esforço, ir em busca. A gente precisa fazer a parte que nos cabe, que é o esforço de buscar. Obviamente não é buscar per si, não é esperar a caia do céu. É fazer o esforço mental de compreender para observar na vida se aquilo é uma realidade, como é que é a vida sob a luz daquele novo conceito que a gente está compreendendo, interpretando do conhecimento superior. E na medida que a gente vai aproveitando esses momentos do dia a dia, para pensar, para refletir, para compreender e comprovar essas realidades na própria vida interna, esses elementos vão agregando outros. E aí é um crescente — isso que é maravilhoso, porque aí é uma bola de neve a nosso favor, descer na montanha abaixo. E é essa dinâmica favorável de que assimilação do conhecimento vai dando oportunidade de que outros elementos sejam atraídos à própria mente, facilitando assim, ou vamos dizer assim, intensificando esse processo de assimilação do conhecimento transcendente superior. Mas para isso é vital essa parte inicial do esforço mental. É para isso que o método logosófico estabelece essa disciplina do estudo. Então tem uma razão de ser. É porque esse estudo, esse tempo diário, ou seja qual for a frequência que cada um dedica ao ensinamento, ao conhecimento superior, ele é o elemento base, o mecanismo base que faz esse processo seguir acontecendo, de atração contínua de novos elementos afins. Então o conhecimento vai nos apresentando outras porções de conhecimento superior, porque são elementos afins. E aí essa dinâmica maravilhosa vai permitindo que a gente saia de uma condição de poucos conhecimentos transcendentes para uma condição constante de conhecimentos que são assimilados na medida que são comprovados, vão se tornando parte do próprio haver mental e vão obviamente se tornando a estrutura base de uma vida interna que nos dá essa possibilidade finalmente deixar de viver para fora de nós mesmos e nos tornando esse novo ser que vive a partir de si mesmo, de dentro de si mesmo, do próprio mundo interno. A natureza é incrível, ensina tanta coisa para a gente. Nesse caso até as relações sociais também já estavam nos mostrando esse caminho, mas nem sempre é óbvio quando a gente pensa nesse conhecimento transcendente. Bora, então, nossa tarefa é o quê? É fazer muitas amizades com o conhecimento transcendente para que esses amigos novos possam ir nos apresentando muitos outros afins, para que a gente possa ir agregando à mente, que orbitem a nossa mente, muitos, muitos desses novos amigos que são as porções de conhecimento que a gente busca assimilar. Boas reflexões, bom estudo, fique bem e até o próximo podcast.