Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Quer Viver Mais Anos? Ou Quer Finalmente Entender Para Quê Vive?
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava aqui me equilibrando aqui dois pontos que parecem que não têm nada a ver, mas que para mim são dois pontos importantíssimos que estão balançando aqui na mente quando eu projeto o que vem pela frente, para mim, para todos nós e para gerações que vêm. Nós estamos esperando a ponto de conseguir descobertas, não vou dizer descobertas, mas avanços incríveis, incríveis na longevidade, na expectativa de vida humana, porque nos próximos dez anos nós vamos ver uma enxurrada de descobertas e de avanços na medicina, especialmente a medicina que vai criar ou vai dar as condições para a gente ser muito mais longevo, viver muito mais do que a gente vive hoje. Por quê? Porque a inteligência artificial está chegando num ponto que está sendo aplicada tão já diretamente na questão do gene humano, na questão da célula humana, do DNA humano, dos tecidos que compõem nosso corpo, enfim, da química toda, a parte neurológica, toda essa parte biológica, neurológica e química que vai ter o que eles chamam de breakthrough. Nós vamos romper barreiras que há décadas, séculos, milênios, que antes a gente nem sabia, mas barreiras que nos últimos anos e décadas a ciência não conseguiu, a ciência humana, claro, ou seja, o conhecimento humano sobre a ciência não conseguiu romper. E muitas doenças, muitas doenças vão receber, vão se abrir caminhos, vou dizer, vão receber soluções, mas vão se abrir caminhos para tratar praticamente todas as doenças através de métodos de edição, edição de célula, e a gente vai receber essas coisas todas através da corrente sanguínea, enfim, eu tenho acompanhado faz algum tempo já, e assim, parece um negócio de ficção científica, sabe, você fala assim, isso aí você está viajando na maionese, não é assim. Eu vou te dizer que é assim, e você daqui, nos próximos cinco a dez anos, você vai lembrar, vai falar assim, nossa, não é que é mesmo, vai começar a pipocar soluções. Algumas coisas estão vindo já apoiadas, alavancadas em cima dos avanços que foram feitos na Covid, quando a humanidade se viu ali na pandemia, a gente conseguiu um esforço mundial tão grande, alguns avanços foram feitos, que inclusive são base para o que agora está vindo por aí depois também, né. Por que eu estou dizendo isso? Porque assim, pô Ronny, então é excelente notícia, é exatamente, é uma excelente notícia, inclusive para qualquer um de nós, não é só para as gerações que estão vindo depois da gente, estão nascendo agora, vai impactar especialmente as gerações que estão, o que hoje assim, agora, nossa, a minha idade, né, vai virar meio da vida, vai ficar assim, metade da vida literalmente, porque eu acho que vai dar uma longevidade, vai vir uma longevidade muito boa, muito grande, que se estiver acoplado obviamente a cuidar da saúde, né, quem cuida da saúde, quem se dedica a isso, vai ter acho que uma extensão ativa, com capacidade. Não é só estender a vida em anos, porque hoje tem gente que vive cento e tantos anos, né, mas só vale a pena viver mais anos se for para viver em perfeitas condições, ou em boas condições mentais e físicas. E por que eu estou contando isso? Porque eu falei para você que tem dois pontos que estão se equilibrando aqui nessa minha reflexão aqui na minha mente. Esse é um ponto, essa é uma realidade, e eu estava lendo bastante coisa sobre isso nas últimas semanas, mas o outro ponto é que assim, para quê? Essa pergunta que eu venho me fazendo, para quê? Para que viver mais? Aí você está falando assim, ah Ronny, que absurdo você perguntar isso, todo mundo quer viver mais. Bom, é um fato que a gente tem um medo, né, da morte desde pequeno, e esse medo acho que fica só pior depois, não é que ele passa quando a gente fica adulto, né, ele fica pior. E por que tem medo da morte? Por que a gente teme a morte? Tudo bem, pode ser que talvez nós, eu, você, a gente tenha muito menos temor da morte do que o geral, mas a generalidade dos seres humanos teme a morte, porque obviamente a ideia que a gente tem é que cessa tudo, né, que é o fim. E que para os outros seres vivos da Terra isso faz muito sentido, né, para os animais, para as plantas. Estou aqui de novo ainda, estou olhando a plantinha que morreu aqui, na minha frente. Eu deixei ela aqui até porque abre parênteses, né, deixei ela aqui para me lembrar por uns dias ainda de toda essa lição que ela me deu, né, que eu falei alguns episódios atrás. Mas no final de semana eu vou comprar uma outra e vou começar um novo ciclo. Fecha parênteses. Tudo, né, que tem vida, um dia cessa a vida física, do ponto de vista biológico, né. Então, parece que assim, você fala assim, pô, a gente só vai estender, mas o problema continua existindo, você vai só estender ou adiar o problema. Um dia vai cessar a vida física de cada ser humano, claro. Agora o ponto, e por isso que eu estou com esses dois pontos na mente, é assim, a decadência que a gente alcançou do ponto de vista espiritual é tão grande como a humanidade ao longo desses séculos em que a gente foi mergulhando no materialismo, que a gente foi se entregando a esse prazer quase assim, eu sinto, né, é quase assim irresistível, sabe, o prazer do, nossa, isso daqui, olha que gostoso poder curtir, aproveitar isso daqui da vida. Ainda que a gente valorize muito, por exemplo, família, né, que eu coloco o valor acima de tudo, né, não tem nenhum bem material que vale mais do que a família. Especialmente, por exemplo, filhos, acima de tudo, né, não tem nada que se equipare, não tem nada que chegue aos pés do ponto de vista material, nenhum prazer e alegria, nenhuma conquista chega aos pés, né, de sentir um amor infinito por filhos, né, que eu entendo até hoje que é a única experiência humana, tirando o amor a Deus, quando a gente consegue alcançar, né, na medida que a gente vai alcançando a consciência do amor ao Criador, o amor aos filhos é o que existe de mais elevado e mais próximo desse amor ao Criador, amor a Deus. E nada, nenhuma conquista, nenhuma realização física, mais satisfação que traga, mais prazeres que proporcione, nenhuma delas chega aos pés desse amor verdadeiro, divino, né. Ah, mas e o amor, né, entre duas pessoas? Sim, também é, pode ser divino e pode ser da mesma categoria, né, desse amor que se aproxima do amor de Deus, mas é difícil, né, não é fácil encontrar esse amor, não é fácil, acho que tem, aí tem toda uma história, aí tem muitas coisas pra falar sobre isso que não é o caso hoje desse podcast. Mas voltando ao ponto, a gente acha, ou achou pelo menos, que a gente ia preencher a vida, preencher o vazio da vida com essas satisfações e conquistas físicas, materiais, né, terrenas. E é por isso que a gente, maior parte de nós, dedica, dedicou, ou vai dedicar ainda, muitos anos a essa conquista de tudo isso, né, da posição profissional, social, do conforto. Conforto é ótimo, claro que pode buscar conforto, né, tem que buscar conforto. Mas, obviamente que o conforto foi gerando em nós, ao longo dos séculos, a gente foi melhorando o conforto, as condições, foi gerando em nós esse apego e foi atrelando a nossa felicidade a essas conquistas terrenas. E essa eu penso que foi a consequência, uma das consequências da decadência moral e espiritual humana, ou, eu não sei se ela é só consequência ou se ela também é causa, é uma mistura de consequência e causa, sabe, é um ciclo pernicioso que, conforme a gente foi também gostando, e se, eu vou dizer uma palavra, você vai entender, não sei se é ideal, mas assim, foi se lambuzando com esse prazer todo, sabe, igual, né, com criança em volta, criança com chocolate, criança pequena com chocolate e fica aquela coisa linda, aquela cara toda marrom, mãos todas marrons, né, é isso, a gente vai se lambuzando com, não só com os doces literais, os doces materiais, mas a gente vai se lambuzando e se deliciando com o sabor. Veja, é o sabor dessa vida terrena que a gente foi acostumado a curtir e fica, eu sinto, eu sinto, assim, é só de falar, eu estou imaginando aqui, eu vesti o olho e estava imaginando aqui, assim, todos esses prazeres da vida terrena, né, essas coisas que a gente pode aproveitar, que delícia tudo isso, eu lembro da época que eu tomava vinho, né, que eu tomava álcool e tal, nossa, um vinhozinho num tempinho gelado desse, que delícia que é São Paulo, agora eu acordei, é nove graus aqui na região que eu moro. Então, assim, a gente acabou se conformando, acho que essa é uma verdade, uma admissão triste que eu faço, né, eu falo por mim, eu acabei me conformando durante muitos anos em que a felicidade minha estava atrelada a isso e eu era feliz especialmente porque eu tinha conquistado tudo isso na vida, na vida terrena, né, mal sabia eu, mas as lições que a vida oferece são simplesmente divinas, podem ser divinas, né, ou podem ser só um inferno, depende da forma como a gente as encara e a gente as entende. Mas, de novo, eu estava falando da longevidade, né, eu estava falando que a gente vai haver, a gente vai romper fronteiras, né, vai haver rompimento, nós vamos descobrir, nós vamos romper fronteiras, limitações que vão propiciar uma longevidade para o ser humano que a gente, vamos dizer assim, não imaginava e isso vem por conta da capacidade de pesquisa, simulação e de criação de hipóteses que a inteligência artificial já está fazendo, isso não é uma coisa que é no futuro, já está acontecendo. Mas eu perguntei, e para quê? Para a gente continuar nesse mesmo estado que a gente vem se arrastando? Imagina os momentos da vida, e eu tenho alguns, sim, para imaginar, e eu tenho alguns períodos da vida lá atrás, imagina as pessoas que hoje vivem angustiadas e ansiosas com a vida, porque não encontraram ainda aquilo que sentem que falta. A extensão, viver muito mais, passa a ser um suplício, né, então, no final, nós todos sofremos porque a gente não encontra a missão. A decadência espiritual e moral que a cultura humana foi cavando para si mesma, e de novo, você pode falar, Ronny, a gente avançou muito. Sim, do ponto de vista organizacional, tecnológico, material, muito. Agora, em que medida a vida espiritual avançou? Basicamente estancou há muito tempo, né? A gente pode falar que talvez as civilizações mais antigas tinham muito mais consciência do que era para buscar na vida do que a nossa civilização atual moderna, né? Que está tão afundada, tão mergulhada, e está se lambuzando tanto na parte material, física, terrena, que basicamente se esqueceu do que veio fazer aqui na Terra, né? E aí, de novo, voltando ao ponto, agora você fala assim, Ronny, tudo isso que você falou tem lógica, faz sentido, e a gente sente isso, né? A gente sente como a gente foi arrastado, ainda é arrastado, a gente é atraído, há uma força sempre puxando a gente para essa vida terrena, embora a gente sinta, nosso coração consente com a imagem, com a ideia de que a vida não é isso. Mas fica uma luta, né? Dessa sensação, do coração, da sensibilidade, acusando, dizendo que... Acusar é quando percebe, né? Percebendo que falta uma coisa maior para a vida, mais elevada, mas a mente fica limitada pelos conceitos que foram forjando o nosso entendimento ao longo dos anos de vida terrena. Então, o ponto de escape, o ponto de rompimento, igual a inteligência artificial está rompendo as barreiras do conhecimento, da possibilidade de tratar e de lidar com as doenças que afetam o corpo humano, a vida biológica, a nossa mente tem uma capacidade análoga de também romper fronteiras que até hoje, para nós, elas eram como intransponíveis. E você fala assim, ah Ronny, mas se são intransponíveis, é por isso, é difícil, né? Sim, mas veja de novo o exemplo que eu estou dando. Depois de milênios de civilização, milênios, nós estamos chegando a um ponto da tecnologia, do avanço tecnológico, em que agora a gente tem todas as condições de que a tecnologia resolva, resolva o que eu digo, é solucione muitos problemas da vida biológica, do ser humano e da natureza de tudo, dos seres vivos. Analogamente, agora nós temos o conhecimento que possibilita que a gente faça as mesmas descobertas, as mesmas não, como se, analogamente, a gente faça as descobertas, a gente rompa as fronteiras que ainda nos limitam à vida, à existência terrena. Há um mundo mental, metafísico, esperando que cada um de nós conecte-se propriamente a ele. Pode parecer conversa de ficção científica ou de qualquer outra coisa, é a mais pura realidade. A criação se expressa e ela se organiza primeiro no mundo mental. E a gente sabe que a nossa vida também é assim. A gente que está aqui, juntos, a gente já percebeu que dentro da nossa mente operam esses pensamentos e também as deficiências psicológicas, a vontade, às vezes, e as aspirações mais elevadas, operam a série de agentes que vão movendo nossa vontade, nossa decisão, movendo nossas opções. Os pensamentos que a gente deixa na mente acabam se manifestando na nossa conduta, nas nossas palavras. Como em nós, a nossa mente é a causa, é o primeiro ato de tudo que acontece na nossa vida, a cada dia, na criação, obviamente, é a mesma coisa. Na verdade é que é o inverso. A gente vive uma vida que é um espelho do que acontece na criação. Não é o contrário, é que a criação imita a gente. A gente é só uma partícula dessa criação. O mundo mental que permeia a criação está esperando que cada um de nós supere as condições limitantes que até hoje nos mantiveram afastados, desconectados desse mundo. E nisso agora dá para entender por que a logosofia se organiza na forma de um método que preconiza, que oferece a prerrogativa de a gente realizar um processo de evolução consciente que ensina a realizar um processo de evolução consciente, exatamente para que seja possível essa conexão, para que a gente possa romper as barreiras limitantes atuais da ignorância humana quanto a essa realidade metafísica, para que cada um de nós possa finalmente se conectar, mente humana conectando-se à mente universal. Isso acontece dentro de cada um de nós, não é uma coisa que vai acontecer fora. As possibilidades, a prerrogativa existe para todos os seres humanos, mas é preciso ir em busca desse conhecimento, é preciso utilizar esse conhecimento para se capacitar, como a gente fez há milhares de anos para chegar na tecnologia, agora que a gente conseguiu desenvolver a tecnologia que está, que vai revolucionar a forma que a gente vive, vai impactar a nossa vida de várias formas, e a maioria delas positivas, a gente tem que entender tudo isso também, estava falando da inteligência artificial, mas do ponto de vista metafísico, espiritual, nós estamos no mesmo ponto. A tecnologia já está disponível, o conhecimento já está disponível, agora cabe a cada um de nós entendê-lo e utilizar esse conhecimento para realizar essa oportunidade que cada ser humano tem, de desenvolver a própria mente, colocá-la em movimento, para que ela possa fazer e sentir e viver, cada vez mais conectada, e sentindo, assim, essa sensação, a imanência do permanente, do eterno e do divino, que cada ser humano pode sentir. As perspectivas são as melhores, e eu estou muito otimista e sigo muito otimista com o futuro, que cada um de nós pode construir para si mesmo e para os demais. Boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.