Latest / Logosofia no Dia a Dia / Do Professor Pardal ao Pão de Fermentação Natural: Entendendo a Logosofia
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tava lembrando que quando eu era pequeno, ou assim, criança já, pouco mais maior, né, eu achava o máximo um personagem que tinha da Disney, dos quadrinhos da Disney na época, que era o Professor Pardal, que era o inventor, né? E o inventor é uma figura muito legal para criança, porque o inventor é aquela pessoa, aquele personagem que realmente, assim, vai inventando coisas, e o nome inventor é um nome que dá impressão que é quase como se fosse uma mágica, né? Que é a pessoa vai inventando coisas incríveis e criando coisas incríveis e, lógico, nos quadrinhos, ele podia criar coisas, né, incríveis mesmo. E aquilo vai encantando, né, a criança. Eu lembro que me encantava. Talvez até porque a sensação de criar coisas e de ser possível aquilo que não parece ser possível é muito legal. Eu fiquei sempre muito interessado com esses, sobre os inventores em geral. Depois, na adolescência, tomando contato com história e outras coisas, né, e aquelas pessoas que fizeram as descobertas sobre muitas coisas, especialmente da ciência. E tudo aquilo foi me encantando muito, né? Porque eu acho que tem em nós essa veia de querer, né, descobrir coisas novas, essa linha nossa de busca acaba levando esse reconhecimento daqueles que conseguiram identificar, né, algo novo, né, criar algo novo, inventar algo novo, descobrir tal ou qual mistério. Mas eu sempre entendi de uma forma meio equivocada isso. Eu achava que a pessoa tava inventando alguma coisa, né? Então, quem inventou, né, a luz elétrica, quem inventou não sei o quê, quem inventou o avião, quem inventou… eu ia com essa impressão, eu fiquei… eu tinha essa impressão que era uma questão assim da genialidade da pessoa a criar algo que não existia. Eu demorei muito tempo para entender que na verdade todos os inventores, né, esse pessoal, esses gênios todos, eles não estavam inventando algo. Eles estavam descobrindo como algo que já existia na criação funcionava. Que parece a mesma coisa, mas é muito diferente a forma de entender isso, né? Então, quem, né, quem inventou a, né, pegar o Thomas Edison que inventou a lâmpada, né, o uso da luz, né, da… ou a criação, a luz elétrica, vai, como a gente conhece, é, na verdade, né, quer dizer, ele não inventou a luz, né? Ele descobriu como aquilo que ele ia compreendendo sobre as forças, né, da… eletromagnéticas, né, da eletricidade, como é que aquilo poderia, é, redundar, né, resultar numa luz incandescente, né? O calor. A termodinâmica, eu não sei explicar direito o que é, é que eu não entendo disso de física, né? Mas e todos os outros que inventaram alguma coisa, o que que é? Na verdade, quem inventa alguma coisa, né, ele inventa assim da… ah, tirou da cachola, né? O cara acordou hoje e falou assim: "Ah, vou inventar um negócio doido aqui novo"? Esses gênios, eles, na verdade, a genialidade, isso que eu compreendo, está exatamente em compreender algum mecanismo da criação e colocar isso em uso de uma forma que a gente não estava usando antes, né, ou que… ou explicar e, portanto, deixar à disposição alguma força, né, alguma capacidade que a gente não tinha. E por isso que hoje a humanidade desfruta de coisas incríveis que há 50 anos atrás eram impensáveis, né? A internet, quando eu nasci, não tinha. Se tinha, estava muito bem escondida, é, dentro da área militar nos Estados Unidos, mas na verdade acho que ainda não tinha, né? Só foi ter um pouquinho depois. E aí depois surgiu para o mundo, ficou à disposição e hoje é uma ferramenta, né, vital no funcionamento do mundo hoje. E tem uma coisa mais próxima, por exemplo, sobre isso, né? Então, eu adoro fazer e eu faço de vez em quando, né? Eu faço pão de fermentação natural. Eu adoro fazer pão de fermentação natural, especialmente eh com o levain. O levain é a massa-mãe de fermento que eu uso a cada fornada que eu vou fazer, cada massa que eu preparo, eu pego do meu levain. Eu criei a massa-mãe que eu uso como fermento. Eu criei faz… sei lá, essa que eu tô usando, eu criei faz um ano. E eu uso dessa massa-mãe e eu retiro, né, e eu alimento ela, eu retiro, alimento, retiro, alimento e mantenho sempre ela lá. É uma colônia de leveduras e bactérias que eu mantenho ativas, né, e vivas na cozinha dentro de um potinho. E desse potinho eu tiro uma parte e preparo para uso na massa da próxima fornada. E olha que interessante, é, então eu faço o pão de uma forma… é… bom, primeiro que fica uma delícia, diga-se de passagem, modéstia à parte, é simplesmente um negócio de outro mundo, porque o pão de fermentação natural, feito com esse fermento de fato natural e que faz a massa fermentar por quase 24 horas antes de ir para o forno, deixa aquele gostinho maravilhoso, azedinho do… sardo, né? Da… do pão azedo assim, né? Que delícia. Nossa, encheu minha boca de água. Mas, o que que eu tô falando do pão? É, a humanidade há, sei lá, 5 mil anos atrás, sei lá quantos mil anos atrás, descobriu que a farinha e água era um ambiente propício para cultura de bactérias e leveduras, ainda que a humanidade não soubesse o que eram bactérias naquela época, né, nem leveduras, porque o mundo microscópico não era visto. Mas se entendia que acontecia alguma coisa quando juntava farinha e água e aí aquilo era muito bom para fazer pão, né? Então, ainda que muitas vezes não se entenda o que é, se descobre o funcionamento do mecanismo, né, natural ou das leis que regem algum processo natural e a gente faz uso dela. Mas o melhor é entender o que tá acontecendo, né? Por quê? Porque aí a gente entende como fazer aquilo melhor ainda. Eu tô contando tudo isso porque essas reflexões que surgiram na minha mente agora… a hora que a gente começa e entra de cheio no primeiro capítulo do livro Logosofia: Ciência e Método. E o primeiro capítulo do livro Logosofia: Ciência e Método tinha que ser sobre a Logosofia, né? O livro tá organizado em lições. A primeira lição é sobre a Logosofia. E essa lição tem vários tópicos. Então, a gente vai tópico a tópico. O primeiro é "Atributos da Nova Ciência". E eu penso que as reflexões que surgem ao ler… sempre esses tópicos são curtos, né? Então é uma leitura super tranquila, mas ela é recheada, mesmo que o tópico seja curto, a leitura é recheada de pontos em que a reflexão para ou a reflexão se atenta ou surge em reflexões que são muito importantes para nossa colocação frente ao conhecimento. Porque assim, quando a gente se vê frente a um conhecimento, uma ciência como a Logosofia, ela… você fala assim: "Mas o que que é exatamente a Logosofia?" Então, nesse tópico tem uma explicação do que é a Logosofia, mas tem mais do que isso. Esse é o ponto. Tem essas, vamos dizer assim, esses estímulos, algumas reflexões que vão, eh, nos explicar de forma mais ainda assim claro… para que, mais do que apenas a explicação sobre o que é, que essa ciência tem atributos, tem qualidades que são únicas. Porque há uma diferença muito importante dessa, né, dessa fonte de conhecimento, da Logosofia, em relação ao que eu já tinha tomado contato até então. E a tudo que eu tomei contato desde então, desde que eu comecei meus estudos guiados por esse conhecimento. Isso é muito importante para a gente porque diz muito sobre a forma da gente se colocar frente ao ensinamento logosófico. O que que a gente tá buscando, né? Quando a gente se coloca frente ao ensinamento, que quando a gente vai estudar, quando a gente vai fazer uma leitura como essa de um tópico, que é um negócio curto, você fala assim: "O que que eu vou buscar aqui?" Né? O que que a gente vai eh tentar encontrar? O que que deve acontecer? O que que deve gerar em mim o fato de eu me colocar frente a um conhecimento como esse? Eu preciso entender o que que é esse conhecimento. Preciso entender de onde esse conhecimento vem. E qual é a função desse conhecimento? A que que ele se destina? Que que ele vai cumprir na minha mente? Até porque nesse livro a gente vai ver, a gente vai, né, finalmente chegar a explicações muito claras e detalhadas sobre o funcionamento da mente, sobre tudo isso também. Mas a própria explicação, quais são os atributos, né, as qualidades, características dessa ciência, é muito interessante e é muito importante por ser uma nova ciência e por ter uma característica original, na minha compreensão mesmo, é original em relação a tudo o resto que eu já vi e tomei contato até hoje. Então, melhor do que apenas a gente desfrutar, né, de um pão de fermentação natural delicioso é a gente entender o processo de criação desse pão. Até porque esse processo vai ser realizado cada vez de forma mais consciente e eu vou aperfeiçoando e cada vez o… bom, à medida que o tempo passa vai ficando ainda melhor cada fornada, né? Mas especialmente porque a nossa mente busca algo que é muito mais do que uma explicação, né? A nossa mente busca… a forma… cada um de nós busca viver uma nova vida. Então não é uma questão de saber a explicação sobre alguma coisa, é uma questão de como é que isso muda e por que muda ou pode mudar a vida de cada um de nós para muito melhor. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.