Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Você Tem Pena De Si Mesmo (E Como Isso Te Impede De Mudar)
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu acho que a gente precisa encarar algumas reflexões — aquelas que às vezes a gente fala assim: "Ah, eu não preciso encarar isso mesmo". É que nem as coisas da vida. A gente em geral evita qualquer... A gente em geral evita qualquer... Não sei, mas a maioria das situações que podem exigir muito esforço... Há uma tendência, há algo em nossa psicologia que é propensa a evitar esforço, assim como é propensa a evitar escolhas que demandem luta, demandem esforço, demandem uma mudança na vida. Por quê? Porque essa psicologia tá... Ela tá já bem mal acostumada. Isso é um problema que a gente enfrenta na hora que a gente começa a pensar em ter uma vida muito mais ampla e muito mais feliz do que a gente tem. A gente tem que enfrentar, olhar para isso e enfrentar esse problema, que é o quê? Minha psicologia está desde muito tempo — ou desde suas origens — acostumada ao que exige menor esforço. Isso gera um problema sério. Veja, não é que eu sou... Eu não sou um preguiçoso, não é isso. Pelo contrário, eu não sou um preguiçoso. Mas se eu tiver que... Se eu puder optar por não mudar a situação que eu estou vivendo, eu vou acabar... Ainda tenho a propensão — não é dizer que vai acontecer, mas eu tenho uma propensão — a escolher o mais fácil, que é ficar na situação que eu estou. E eu vi isso na minha vida muitas vezes por muito tempo, e precisou de muito esforço. E precisou de muita determinação para tomar uma decisão de que eu ia mudar a vida, seja na situação que fosse. E aí chegava num ponto que eu fazia essa mudança, que eu tomava o caminho que eu queria tomar. Mas eu tava, sabe? A gente fica enrolando para tomar o caminho. Você fala assim: "A hora que eu tomar esse caminho, nossa, vai dar um trabalho". Por outro lado, eu sou tão grato, tão grato ao Ronny que tomou as decisões que tomou em cada uma das bifurcações que ele criou para ele mesmo. Porque eu estaria parado num tempo e ainda lamentando não ter uma vida como eu tenho hoje — muito mais plena, muito mais consciente. Porque eu estaria só imaginando que a vida poderia ser diferente, desejando uma vida diferente, mas eu estaria ainda naquela posição de "ah, mas o que que eu posso fazer? É difícil, é muito difícil, tudo é muito difícil". E a gente tem... Acho que a gente tem a tendência de ser muito condescendente consigo mesmo, não tem? Você não acha? Que a gente quase tem pena da gente mesmo. A gente quase fica com pena e fica justificando assim: "Ah, mas é que é muito difícil fazer tudo isso, cara. Você é coitadinho de você". Coitadinho de mim mesmo. E o pior é que acontece isso, você acredita? Que eu às vezes ainda eu me vejo com essa propensão ao mais fácil, esse medo de mudança, esse medo de empreender uma jornada — qual que seja — na minha vida. Das que eu já empreendi, de viver uma nova vida naquela fase da vida. Porque não é que viva uma nova vida em tudo que concerne à vida de uma vez, não é assim. Essas mudanças são fases. São espaços da vida que vão sendo superados, e as escolhas, as opções que a gente faz na vida vão abrindo horizontes cada vez mais incríveis. Eu devo ao conhecimento logosófico todos esses que eu consegui abrir até hoje. Todas essas dimensões que eu fui galgando. É como se cada uma dessas opções que a gente faz, cada uma dessas escolhas que a gente faz de forma consciente de que a gente tá abrindo as cortinas para um novo horizonte — para um horizonte que tava limitado — ah, a sensação é tão maravilhosa. E é uma sensação que no começo, ou nos momentos, ou no período anterior a abrir essas cortinas, é uma sensação de medo e de... Sabe, as pernas tremem e fala: "Meu Deus, se eu abrir essa cortina, eu vou ver um horizonte que, nossa, vai mudar tanto a vida — em todos os sentidos — na percepção, na visão, na compreensão sobre a vida". E isso gera na nossa psicologia, pelo menos na minha, sempre gerou um medo, um receio, uma reação horrível da minha psicologia que sempre treme um pouco — ou mais ou menos, de acordo com a opção feita, com a escolha — sempre treme em relação a "puxa, mas a vida vai mudar". Mas ao final, não era o que eu queria? Eu acho curioso que por um lado tem algo dentro de mim — e certamente dentro de cada ser humano, dentro de você também — que fica nos convidando, nos inspirando aí em busca daquilo que a gente quer ser e da vida que a gente quer viver. E ao mesmo tempo tem essa resistência da nossa psicologia — carente, claro, carente total de elementos, da base dessa nova vida — fica sempre apavorada. Aí ela fala assim: "Pô, mas você vai balançar o prédio, hein, cara? Cuidado aí, e se o prédio cair?" Pois é. A gente morre de medo do prédio cair. Como se o prédio fosse a nossa vida. É o contrário. A nossa vida é o que a gente construir e realizar a cada instante. O que a gente fez até então é uma obra que permanece — pode permanecer — na memória, na recordação e na vida, por todas as conquistas, todas as felizes partes, as felizes frações que a gente viveu. Mas a nossa vida precisa ser uma constante construção do novo. Uma constante busca por uma expansão dessa construção, por uma expansão dessa realidade que a gente chama de vida. De vez em quando eu falo, e você certamente me ouviu já falar, que a gente vive o que vive, a vida que a gente vive hoje, hoje. Pensa na vida que você vive hoje. Em geral, acho que para todo ser humano nunca tá... Nunca é a vida que ele quer viver mesmo. Em alguns aspectos da vida, sim. "Ah, eu tô vivendo o que eu queria viver. Ó, tô trabalhando com o que eu queria, tô morando onde eu queria, sei lá, ou tenho as coisas que eu queria ter, sei lá" — aspectos materiais. Ou tem aspectos também da experiência, sensações... Mas eu nunca tô satisfeito com a vida que eu tô vivendo. Eu acho que ninguém tá, porque todo mundo pressente, intui que tem algo maior, melhor, mais feliz ainda para eu viver. Ou mais ainda. Quantas vezes a gente não experimenta essa realidade de uma felicidade... Nossa, eu vivo alguns momentos da minha vida atualmente que eu experimento uma felicidade tão sublime que ela tem quase um gosto na minha boca. Eu consigo quase sentir o gosto físico dessa felicidade. São momentos, são experiências que eu vivo e que me dão a sensação de estar experimentando sim o que existe de mais sublime para experimentar na vida. Por outro lado, a gente vive a vida que a gente quer viver todo dia. Quando eu falo que a gente quer viver, é porque se a vida — a nossa vida — é feita de opções, e a gente permanece vivendo a vida que a gente vivia antes, ainda que a gente já tem até o sabor de uma vida mais ampla, de uma vida ainda mais feliz, ainda mais próxima da verdade que a gente busca... É preciso fazer uma escolha todo dia por viver essa nova vida e deixando de viver a vida anterior. Para isso, nada melhor do que um conhecimento que dê as bases para essa mudança, para essas escolhas, para essa transformação que a gente vai realizando na vida. O Conhecimento Logosófico dá exatamente o que a gente precisa para reconstruir a vida em todos os seus aspectos, em qualquer um deles. Especialmente em fazer essa... Vamos dizer assim, em abrir o caminho de um horizonte que antes era até insuspeitado para mim. O tópico é o seguinte — que é o último tópico da primeira lição do livro, está na lição que chama "A Logosofia". E cada tópico tá de alguma maneira nos explicando e nos apresentando o que que essa ciência nos oferece em possibilidade, que conhecimento abre para cada um de nós. Então, o último tópico dessa lição é Bases para a Capacitação Logosófica. E eu penso que quando você lê esse tópico, você vai sentir provavelmente essa sensação de que: "Putz, eu quero tanto coisas que eu ainda não vivo. Eu quero ser o que eu ainda não sou exatamente. Eu quero viver e experimentar esse gosto sublime de uma felicidade divina. Mas ao mesmo tempo, tem algo dentro de mim que ainda me impede de ser, de viver aquilo que eu quero ser e viver". A gente precisa fortalecer, preparar melhor e realizar isso que é o conhecimento de si mesmo aliado a esse querer cada vez mais forte — deixar de ser o que somos para sermos cada vez mais aquilo com o qual a gente se identifica como arquétipo, como modelo, como projeção de uma vida muito melhor. E a gente precisa se capacitar para isso. Esse conhecimento dá exatamente o que a gente precisa, que é essa capacitação para realizar e para sermos o que cada um queira ser. Eu falo isso com um anelo, um querer profundo do meu coração, de que você... Eu só desejo que você encontre, em sua vida toda, que você cada vez encontre mais aquilo que você busca e que você possa viver aquilo que você sente profundamente que você quer viver. Eu não encontrei nada à altura, tão potente quanto um conhecimento como esse que a Logosofia apresenta para fazer essa ponte entre o que somos e o que queremos ser e viver. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.