Latest / Logosofia no Dia a Dia / Decisões Vitais e Treinamento Severo — Como Reorganizar a Mente Como se Reorganiza o Corpo
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que tem aqueles momentos na vida que a gente precisa tomar aquelas decisões, né? São decisões que você já deve ter tomado, já. Algumas, veja, não acho que são aquelas decisões do dia a dia, não. Estou me referindo àquelas decisões que têm o potencial de mudar completamente o futuro, sabe? São decisões que eu poderia chamar de vitais. Acho que tomei umas — uma, duas, três, quatro — umas quatro, acho que assim, de três a meia dúzia dessas decisões na vida. Estou dizendo esse número pra você pensar e contextualizar de que estou falando assim daqueles momentos que a gente decide algo que de fato abre uma bifurcação numa vida que estava numa trajetória específica. E aí a gente bifurca, né? Abre assim a possibilidade de começar a trilhar em uma outra direção, de seguir a jornada, né? Não é dar meia volta completamente, não é isso. Mas de seguir a jornada agora numa outra direção. Bom, e essas decisões então que considero assim, chamo de vitais, são decisões que obviamente se amadurecem por um tempo. Não tem decisão dessa que a gente toma porque acordei hoje agora e ah, vou tomar decisão e tal. Não é assim. Se for assim, isso é um impulso. Decisão vital não tem nada a ver com impulso. Então são decisões, são momentos que penso que são culminação de processos. Muitas vezes a gente, movido até por necessidades ou movido por alguma experiência da vida forte, a gente decide por implementar uma mudança na própria vida. Então é algo que amadurece por um tempo. Seja, como falei, por necessidade ou seja por decisão amadurecida na própria consciência. Quando fica claro para a consciência, quando fica, exatamente, se torna consciente o processo de olhar para a vida e fazer uma avaliação e perceber que é preciso mudar. Isso abrange, assim, todos os aspectos da vida. Obviamente que dos aspectos relacionados à vida nossa física, terrena, isso parece mais óbvio. Por exemplo, há exatos quatro anos atrás eu iniciei — aliás, eu completei ontem. Ontem completou quatro anos que comecei a ir para a academia para tentar — tentar não, né — para conseguir ganhar músculo. E, obviamente, isso depois de quatro dias antes ter ido pela primeira vez a um médico nutrólogo. Isso há quatro anos atrás. A ida ao médico foi dia 19 de maio de 2022 e o início da academia foi 23 de maio de 2022, uma segunda-feira. O médico foi na quinta, segunda-feira comecei a academia já dentro dessa orientação. Mas especialmente dentro da decisão de que ia mudar o futuro da minha vida física, biológica, minha saúde. Se você não me ouviu falar sobre essa experiência ainda, resumindo, foi assim uma experiência que durou um ano basicamente pensando sobre tudo isso. Não pensando como é que eu ia fazer, pensando se eu queria fazer. Curioso, né? Como assim queria? Quem não quer melhorar a saúde? Era a pergunta que você falou: pô, Ronny, quem não quer melhorar a saúde? Pois é. Teoricamente acho que todo mundo quer. A questão não é falar que quer. Veja qual é a sutileza da experiência. Passei 50 anos desleixando da minha saúde física. Acho que a palavra desleixo é uma boa palavra para descrever. Porque assim é quando não há preocupação, quando aquilo é reduzido a algo sem importância, quando na verdade é algo importante, obviamente. E esse exemplo é bom porque é tão óbvio, como é uma coisa que a gente conhece, entende, é uma coisa bem próxima da gente, bem conhecida pela ciência, pela medicina, e a gente experimenta isso todo dia. É algo tão óbvio e ao mesmo tempo parece que não é nada óbvio. Veja, óbvio é pensar que tem que melhorar a saúde. No meu caso, que tinha desleixado durante 50 anos, exato 50 anos. Mas o que não é óbvio é esse caminho para tomar uma decisão. Curioso isso, não é? Parece que é uma coisa fácil, não é fácil? Toma uma decisão. Eu também vou abrir assim — abre aspas — mil decisões — fecha aspas — dessas de começar a mudar a saúde física. Quantas vezes não falei que ia começar a fazer exercício na segunda-feira ou que ia começar a mudar a minha alimentação na segunda-feira? Geralmente era depois do final de semana que tinha exagerado, obviamente, em alguma coisa de alimentação. Alimentação não, muitas vezes não é nem alimento, é porcaria. Então, assim, chamar aquilo todos aqueles momentos, todos aqueles impulsos, todas aquelas sensações de meu Deus, eu preciso fazer alguma coisa para mudar isso de decisão é uma ingenuidade minha. Então, assim, a decisão sobre esse assunto eu tomei mesmo uma única vez na minha vida e foi quando completei 51 anos. Então quando completei 50 eu acabei de completar 55, tá? Se nunca te falei a minha idade eu acabei de completar 55. Quando completei 50 comecei a sentir necessidade de pensar na segunda metade da vida confiando que tinha uma segunda metade, o que parecia muito improvável daquele jeito. Tipo assim não vai ter segunda metade desse jeito, vai ter talvez o último terço da vida, sei lá, ou pior, muito pior do que isso. Pior do que morrer é ficar vivo aqui na Terra sem condição de viver. Por outro motivo, por exemplo, vi gente muito próxima de mim na família por motivo de tumor no cérebro. Meu pai ficou anos praticamente vegetando numa cama, num leito qualquer. Muito sofrido isso. Muito triste. E, ou seja, o triste não é morrer, né. Morrer é ruim para quem fica, né. Quando se eu morrer é ruim para quem fica. Espero, né, se for uma pessoa querida, né, espero. Quem vai sofrer, quem vai achar ruim, vai fazer falta, vai atrapalhar a vida porque às vezes é a pessoa que provê, né, economicamente, financeiramente, para a família. Então, assim, se eu morrer para mim veja, para quem morre não tem problema nenhum. A alternância entre a vida terrena e o que é a vida terrena e metafísica e só voltar para a vida metafísica, um mundo metafísico, um mundo mental, deve ser muito tranquila. Mas para quem fica é completo, é complexo, é difícil, é sofrido, né. Então, assim, o problema não é viver pouco. O problema é viver muitos anos sem qualidade de vida. É isso que a partir dos 50 anos — e por isso estou comentando sobre esse ponto — começou um processo. Comecei a me dedicar e falei eu preciso pensar sobre isso. E comecei a fazer a mente pensar sobre isso. Não é todo dia, mas toda semana eu pensava sobre isso. Então, você fala assim: Ronny, mas quanto tempo você ficou nessa história? Você imagina que fiquei um ano? Só que não é possível, Ronny. É possível. Não só é possível como é fato. Fiquei um ano pensando sobre isso. Enquanto ia unindo, ia juntando, ia recolhendo diversos elementos sobre isso. Foi quando comecei uma pesquisa meio — sim, de vez em quando fazia umas pesquisas meio sutis, leves, ainda iniciais, sobre longevidade. Ou seja, comecei a buscar um pouco de conhecimento, mas bem um pouquinho, coisa básica, entender puxa, mas como é que o pessoal faz, como é que será que mudaria, será que não mudaria, não sei o que, e tal. Fui observando também um amigo — aliás, um amigo muito querido, um irmão meu. Não é irmão de sangue, mas é irmão de coração e de vida. Um amigo meu que estava já indo para um médico nutrólogo porque era muito magro e queria mudar também o corpo, a saúde dele, ser mais forte, preparar para a longevidade. Mas era o oposto, estava no lado oposto do meu. Aí lembro que enquanto ia observando, ele começou a mudar o corpo dele. Vi, começou a mudar. E aí lembro que estava com ele na casa que morava na época. Morava com meus filhos e com a minha ex-mulher. E a gente estava eu e ele conversando, matando a saudade. Acho que era um domingo. A gente estava até mandando um charuto. E aí virei para ele e falei assim: olha, estou aqui culminando um ano. Ele tinha ido lá exatamente por conta até do meu aniversário. Não foi no dia, mas passou para a gente conversar e matar a saudade por conta até de ter feito aniversário um pouquinho antes. E falei para ele assim: cara, estou vendo que você está numa outra pegada aí nesse último ano. Esse médico seu aí está dando resultado. Ele também pega gordinho também? Ou só os magrinhos para fazer para melhorar a saúde? Gordinho eu fui, obviamente muito generoso comigo, óbvio, na época. Aí falei eu devo ter falado assim eu falei não, certamente assim ele também pega gordo também e faz a transição para uma vida saudável. E ele falou claro que faz, qualquer coisa, trata qualquer ponto, qualquer extremo da curva. Aí falei então me dá esse negócio aqui porque passei o último ano pensando sobre isso. Muito bem, feito isso, ele deu o contato. Liguei na segunda-feira. Isso era um domingo. Ia ser lá pelo dia começo de maio. E aí marquei para o tal do dia 19 de maio que está registrado aqui na minha agenda como primeira ida ao nutrólogo que é um dos pilares dessa minha mudança do conhecimento e da disciplina e da vamos dizer assim da nova forma de olhar para a comida. E ao processo de deixar de olhar para algo que dá prazer e começar a olhar como se fosse uma forma de nutrição. Então assim estou me convencendo ainda nesse período de que a comida ou as coisas que a gente come e bebe são algo para nutrir o corpo e não para dar prazer. Aí você deve estar rindo e falando nossa, Ronny, você realmente é guloso. Pois é. Você vê como os pensamentos tomam um tamanho na vida que quando a gente às vezes vai se dar conta eles são pensamentos dominantes na mente. A gula é um deles. Obviamente tem vários pensamentos são um conjunto de pensamentos mas a gula certamente é um desses que tende a dominar a mente e dobrar a vontade do ser humano às vezes com uma força que só quem sofre como eu sabe a força que tem um pensamento desse. E por isso que é um processo. Falei estou ainda nesse processo fortalecendo essa posição de que a comida é nutrição, alimento para o corpo e não prazer. Porque estava no extremo de que é preciso sair desse extremo e é uma longa caminhada para poder a mente estar fortalecida o suficiente e a vontade começar a mandar nessas escolhas. Está acontecendo devagarzinho. Mas por que estou contando essa experiência para você desse ponto de vista? Obviamente e só para vamos entender o seguinte eu precisava de ajuda. Veja não é que tomei uma decisão e aí comecei a mudar a minha vida, a saúde, sozinho. Não, não, não. A decisão foi exatamente de que eu precisava buscar ajuda profissional. Você percebe a sutileza que é isso? Eu tinha que buscar alguém que tivesse conhecimento sobre nutrição. Preferencialmente eu tinha que buscar um médico também para poder olhar meu corpo, minha saúde como um todo, parte hormonal especialmente que foi a parte em que se descobriu nos primeiros exames que estava totalmente desequilibrado. Era praticamente impossível eu sair do estado que estava sem que houvesse uma intervenção, um reequilíbrio hormonal nesse caso da saúde física. Ou seja, se não fosse ao médico não adiantava eu querer de novo ir para a academia, achar que ia para a academia e achar que ia controlar minha alimentação. Era praticamente impossível. Por quê? Porque havia um desequilíbrio seríssimo na parte hormonal e precisei imediatamente começar uma reposição de hormônio, coisa que faço cada dois meses com aplicação na farmácia. É algo que na minha idade eu me considero super jovem. Pois é, na minha idade eu preciso dessa reposição ainda mais para sustentar a condição física que venho buscando em termos de enfim e construindo a saúde que quero ter para que as próximas décadas sejam de saúde, não somente de sobreviver e estar vivo. Bom, vamos pegar tudo isso que te contei. Então esse podcast é sobre transformação do corpo na saúde física, nutrição, equilíbrio hormonal. Não. Não é nada sobre isso. Mas entender isso para mim me ajuda muito. Quando entendi isso e cada vez que reviso esse processo que cumpri me ajuda muito a entender qual é o processo que do ponto de vista mental, psicológico, espiritual é preciso realizar na própria vida. Nessa conferência que a gente está que é uma das conferências, um dos materiais mais incríveis que penso que tem no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico" é essa conferência que chama "Logosofia Entranha Forças Construtivas." Vou ler para você um ensinamento que é um parágrafo. Olha que incrível. Olha que assim que vamos dizer assim que é direto ao ponto. E aí você vai entender por que fiz toda a recordação da minha experiência do ponto de vista da saúde. A Logosofia quer que cada um cresça e saiba ser firme, não sendo instável ou volúvel e exposto a todas as eventualidades. Para isso é preciso submeter a própria vida a um severo treinamento, a uma prática constante do conhecimento que anima este ensinamento. A uma observação sistemática de todos os fatos e coisas para que nada afete o equilíbrio interno. E aí ele segue. González Pecotche segue. Começa a descrever, começa a explicar esse processo. Qual é esse treinamento severo que é preciso submeter à vida. A mente, a nossa mente, obviamente, análoga à situação do corpo físico, a mente também está desequilibrada. Por ignorância minha. E talvez por ignorância de grande parte da humanidade quanto ao papel central que a mente humana de cada um de nós exerce na vida. A mente não é uma capacidade que a gente usa quando quer. A mente — isso entendi assim de forma — hoje para mim puxa me parece uma coisa assim como é que não entendi isso durante décadas? A mente é o centro da vida humana. A nossa mente é o centro energético de nossa vida. Os problemas que a gente enfrenta na vida do ponto de vista do que a gente vive dentro de nós são problemas que exigem ou demonstram, apontam para que a gente comece um treinamento, um processo de reorganização desse órgão determinante da vida. É exatamente o que a logosofia oferece. Você percebe que a gente tem é exatamente o processo que estava falando que completei em quatro anos agora da saúde física. A logosofia ela tem o conhecimento, ela é o conhecimento que tenho usado há muito mais tempo do que quatro anos para realizar algo análogo à saúde física na saúde da minha vida mental, psicológica e espiritual. É sobre isso. Como o pessoal fala é sobre somente a decisão mais vital que cada um de nós precisa tomar que é a de iniciar como fiz na parte da saúde física uma nova trajetória, abrir bifurcar o caminho da vida, abrir no caminho da vida que a gente está trilhando há muito tempo uma nova direção e dar à vida uma nova direção que não muda necessariamente nada do dia a dia mas muda completamente a forma como a gente passa a experimentar, enxergar e viver a vida interna. E isso determina, obviamente, como a gente vive a experiência humana na Terra. Vou continuar falando sobre isso, óbvio. Esse assunto, para mim, é assunto proeminente e razão de ser de estar aqui todo dia contando para você o que sinto, vivo, penso e experimento com a luz da logosofia. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.