Latest / Logosofia no Dia a Dia / Os Egípcios Já Sabiam: A Consciência Que Nos Define Transcende a Morte
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava recordando tem coisa que a gente acha que é uma novidade, mas para a gente geralmente a novidade parece que nasceu ontem. Embora o conhecimento humano, pelo menos a intuição humana, ela é de sempre, desde sempre uma ferramenta muito poderosa. Vamos pegar um exemplo claríssimo sobre isso. Quase cinco mil anos atrás começava a era do Egito antigo em que os faraós e os nobres eram enterrados com assim — hoje parece que é pompa. Era muita pompa e riqueza, luxo. Por que que eles faziam isso? Por que que eles enterravam os faraós em tumbas que eram por si só já monumentos? Foi a época inclusive da construção das pirâmides de Gizé. E aquele negócio que você fala assim: "Você olha aquilo, ele fala assim: 'Meu Deus, o que que é que os egípcios buscavam com aquilo?'" Bom, o que eu sei — eu não sou estudioso do caso — mas por que que naquela época, desde quase cinco mil anos, naquela época, os egípcios — primeiro com — eram três características que eu acho muito importantes para a gente pensar e refletir: a preservação do corpo. Porque a confiança que eles tinham — que o conjunto de seres, os sábios da época da civilização egípcia tinha — eles tinham confiança enorme na continuidade da vida após a morte do corpo. Como é que eles representavam isso, entendo eu, preservando o corpo quase como se ele fosse útil. Literalmente dado que assim, o ser morreu neste mundo, mas vai viver, vai seguir vivendo. E daí, aquela técnica incrível da mumificação. Por que que estavam tão preocupados com a preservação do corpo? Tamanha era a confiança e a certeza que eles tinham na continuidade da vida após essa etapa. Que na época, imagino — imagina qual é a expectativa de vida do ser humano naquela época. Vamos dizer que os nobres e faraós tinham uma expectativa talvez maior do que a média, claro. Mas morriam. Alguns morreram super jovens. Tem vários faraós que foram enterrados jovenzinhos. E algum teve um que acho que é o faraó criança. Quer dizer, não se vivia nada. Se vivia muito pouco. Bom, outra coisa: eles enterravam os faraós com uma série de tesouros, inclusive não só tesouro de riqueza material, mas de coisas muito úteis. Por exemplo, livros, papiros — quer dizer, papiros com conhecimento. O que era na época o livro da época — aquele chamado o Livro dos Mortos — que era todo um conhecimento que eles tinham compreendido sobre a vida espiritual e sobre a transição e a vida metafísica, a vida mental. Olha que incrível! Então assim, era como se você fosse precisar daquele conhecimento todo na sua jornada após aquela etapa terrena. E às vezes, pô, teve época mais antiga — nesse começo dessa época — chegava a enterrar nas tumbas os servos iam junto. Exatamente para poder servir aos faraós. Olha que loucura! Tamanho a força da imagem de que haveria continuidade, que há continuidade. Claro que, olhando para isso hoje, parece que assim, eles estavam no caminho corretíssimo em termos de confiança na vida, não se limitar a essa etapa terrena. Mas não era exatamente dessa forma. Então, essa eu estava pensando nos egípcios porque eu falei: "Poxa, estamos falando de cinco mil anos atrás, praticamente." Quase. E aí você fala assim: "Poxa, o que que a gente aprendeu nesses cinco mil anos?" Porque a gente hoje considera a vida longa. Poxa, vive-se hoje, sei lá, oitenta, noventa anos. Com a saúde, com a condição de saúde, da medicina de hoje, a pessoa cuidando bem da saúde vai viver. Pode ser que tem gente que vive mais. E pode ser que viva menos também. E a gente já acha que às vezes é curta essa passagem pela Terra. Mas imagina quando a passagem pela Terra demorava vinte anos, no máximo trinta. Um ou outro vivia talvez muito pouco. Muitos poucos viviam acima dos trinta. É algo que você pode falar assim: "Pô, mas não fazia sentido, você vira um jovem e já morria na sequência. Não sobrevivia muito tempo mais. Qual era a razão da vida?" Pois é. Fosse a vida, a existência, fosse o todo apenas cada etapa terrena — se a gente tivesse, se a gente fosse apenas viver uma etapa terrena — qual o sentido faria de ter toda essa estrutura, esse mundo interno, essa configuração psico-mental e espiritual, se fosse para viver o que na época era pouquíssimo, ainda que hoje pareça bastante, apenas uma etapa, uma dessas nossas voltas — que a gente dá, igual uma corrida de carro dá várias voltas? Uma volta apenas no circuito, no circuito da Terra, faz nenhum sentido. Nenhum. Pois é, a intuição grita e fala assim: "Claro que não, tem alguma coisa a mais." E nisso, essa foi a reflexão que sempre me moveu, me inquietou desde jovenzinha, de adolescente. Muito inquieto, eu sempre fui em relação a isso. Eu realmente buscava qual o sentido de viver uma vida se não fosse, se não tivesse um significado maior do que apenas aquilo que se realiza durante esse crescer e envelhecer. Quando eu falo envelhecer é passar pelos processos todos que a vida oferece enquanto um dia o corpo caminha para finalizar a sua utilidade. E aí fica hoje em dia essa — alguns que estão assim obcecados com a conquista ou tentar descobrir como é que se vai, como é que faz o corpo se seguir vivendo muito mais anos. Claro, a agonia — veja, não é uma coisa simples. A agonia, a angústia, a ansiedade que surge quando o ser humano contempla que um dia vai morrer é real. Por que que a gente se angustia? Alguns talvez mais, outros menos. E por que que eu me angustiava nessa época? Porque realmente a sensação de que tudo acabaria é um horror. E por isso talvez o ser humano sempre buscou a tal da fonte da juventude também. A outra lenda antiga que é essa busca pelo ser humano de sobreviver, sobreviver a essa limitação. Aí só — bom, o tema era esse que a gente estava tratando — da vida que continua, da vida mental, da vida no mundo metafísico, das várias vindas à Terra. Para quê? Pois é. Nesse capítulo em que o tema central é a realidade espiritual, talvez — ou para mim — a grande chave ou o grande, vamos dizer assim, um grande segredo revelado, vai, ou aquilo que a gente ignora, mas que está a nosso alcance deixar de ignorar e descobrir — tirar a cobertura sobre isso, tirar o véu que cobre, que vela essa realidade — é de que nós somos a consciência daquilo que fomos capaz de ser, de entender, de compreender e de realizar do ponto de vista espiritual. A gente acreditou, talvez durante maior parte da vida — eu acreditei, pelo menos durante décadas — que eu era o que eu fazia aqui na Terra. Eu acreditei que eu era a minha posição social. Eu acreditei que eu era meu cargo lá no banco, onde eu tivesse. Eu acreditei que eu era aquilo que os meus bens materiais e minha vida de folgança econômica financeira aparentava, mostrava ser. Eu acreditei que eu era aquilo que minha capacidade de realizar coisas terrenas representava. E aí do outro lado eu também acreditava que eu era minhas deficiências psicológicas também — que aquilo era eu. Ou seja, aquelas marcas, aquelas falhas psicológicas mais, vamos dizer assim, mais determinantes da minha psicologia mesmo. Eu acreditava que era eu, que também aquilo definia quem eu era ou que aquilo representava quem eu era. De certo modo, nossos pensamentos representam quem somos ou nós somos uma reflexão dos pensamentos que vivem na mente. Mas nós somos muito mais do que isso. Você já me ouviu falar que nada disso do que a gente vive na vida terrena — que nenhuma dessas experiências per se, dos fatos e circunstâncias que a gente vive ou que a gente passa na vida terrena — definem quem somos. Eu afirmo isso hoje com assim muita segurança. E eu posso afirmar isso sobre você também. Se você tem alguma dúvida sobre isso, eu posso afirmar porque se é verdade para mim é verdade para todo ser humano. Obviamente que não há valor nenhum em alguém afirmar uma verdade para o outro. Porque a verdade é aquilo que cada um de nós individualmente é capaz de identificar-se com — que a porção que é capaz de identificar-se da verdade universal. Então, não tem nenhum valor praticamente um ser humano afirmar a verdade para o outro. Agora tem muito valor quando cada um de nós ao buscar o conhecimento que por ser um conhecimento transcendente superior explique, esclareça aquilo que foi razão de muita inquietação, de muita angústia durante épocas da vida, durante a vida toda. Em busca de respostas, de desvendar o grande mistério da própria vida e da própria existência. Ah, isso tem muito valor. É exatamente isso que eu fui fazer e faço na Logosofia, com a Logosofia, com o conhecimento logosófico. E quando eu chego num ponto desse — você vê, é um capítulo de um livro. E dá para a gente projetar o valor que tem cada capítulo, cada título, cada tema, cada tópico de uma ciência como essa que revela para cada um na medida, na proporção de cada um de nós que busca com lealdade a porção de verdade que cada um busca — as porções de verdade cada um busca. Eu me dou conta que o que nos define, de fato, hoje — eu posso afirmar assim com tranquilidade — que o que me define é exatamente essa capacidade consciente de compreender, sentir, experimentar a vida e a existência de uma forma cada vez mais superada. Cada vez um pouquinho mais próximo da concepção original da mente criadora — de Deus, do criador que a gente não consegue nem compreender. Tamanha distância que nos separa dessa realidade, dessa causa original. Mas a nossa capacidade de entendendo pela parte que está próxima da criação — que é a si mesmo — e de desvendando esses mistérios acerca do que somos, qual a razão de ser, de sermos um ser espiritual também. E o que que é que essa parte espiritual cuida? Que que ela carrega através da existência de várias e várias e muitas e muitas voltas nesse circuito terreno? Para que a gente possa ir a cada etapa desvendando um pouco mais desse mistério todo. Em que a célula, essa célula da consciência individual que nos define — essa sim. Cada um de nós se define pelos conhecimentos acumulados conscientemente acerca dessa realidade, da existência e da vida do ponto de vista espiritual. Porque o conhecimento que a gente passa às vezes anos construindo para resolver problemas terrenos — esse não nos define. Os bens, os direitos, as obrigações, as coisas terrenas não têm nenhum valor espiritual, além daquilo que durante as experiências que a gente passa aqui possam ter sido motivo de reflexão sobre si mesmos, sobre nós mesmos. A chave do que somos — e muito, muito mais importante do que seremos, de quem seremos — eu hoje compreendo claramente que está na consciência individual. Razão pela qual a gente busca enriquecer a consciência com conhecimentos transcendentes. E essa consciência — hoje, a segurança de compreender melhor aquilo que os egípcios antigos já compreendiam — de que essa consciência define quem somos. E essa consciência é custodiada dentro dessa parte nossa espiritual que não se limita a cada uma dessas voltas, obviamente, em que a gente pega aí emprestado um veículo físico, um corpo, para passar por essa volta nesse circuito terreno. É um tema talvez — é o tema. Talvez não. É o tema de mais alta transcendência para mim. Mas é onde eu fiz as maiores descobertas nessa minha vida. Eu vou seguir, claro, e seguirei e sempre buscando uma porção a mais de verdade — dessa verdade que vai revelando finalmente quem somos e mais, quem seremos, o que viveremos de acordo com cada um de nós que tiver buscando. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.