Latest / Logosofia no Dia a Dia / Quando Você Se Sente Imortal — A Transcendência da Vida Através da Conexão
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estou vivendo, assim, momentos muito intensos em vários campos da minha vida, atualmente. E algumas coisas, vão acontecendo e, às vezes, acho que a gente esquece ou não consegue perceber as sutilezas dessas coisas, desses acontecimentos. E, às vezes, a gente perde a oportunidade de perceber quão, embora sutis, quão importantes e quão significativos são alguns fatos, às vezes detalhes, que a gente é chamado a viver no dia a dia. Por um lado, quem está aqui há pouco tempo, me ouvindo há pouco tempo, não sabe ainda, mas quem está há mais tempo já sabe que, assim, eu vivo lutas enormes no campo profissional, onde eu decidi empreender há muitos anos. E é um negócio, assim, uma luta que parece, às vezes, que eu vou sucumbir perante o peso de tanta dificuldade e tanto desafio. E, ao longo dos anos, os desafios são maiores, não estão resolvidos ainda, vários deles. Esse é um aspecto da minha vida, dessa minha experiência, obviamente, pelas escolhas que eu fiz durante a minha vida. Mas, assim, me traz possibilidades de experimentar e viver, assim, pressões muito grandes, que muitas vezes têm a tendência de me apequenar. De, assim, é como se eu estivesse embaixo de um pé de um gigante, que vai pisando, assim, sabe aquele desenho animado que o gigante tenta pisar no pequenininho? E a sensação, às vezes, é essa. E toda vez que eu tenho essa sensação, quando acontece algum fato desses, assim, que, puxa, aquilo que, né, eu achei que ia dar certo, aí não dá certo, ou onde eu não esperava que viesse um problema, surge um problema, são sensações e são circunstâncias que, ao mesmo tempo, eu sinto e vivo, na hora, esse peso mesmo. É difícil. Então, assim, eu sei o que que é, eu entendo, né, qualquer dessas sensações de angústia, quando as situações da vida que a gente não consegue resolver, compreender ao certo, nos apertam num ponto que, puxa, né, vou te falar que, assim, tem momentos, né, nessa trajetória que, assim, só dá vontade de sentar e chorar, né. Isso, não só por conta de, né, dessa situação, de problemas específicos, mas, às vezes, na vida, tem hora que a gente se sente tão apertado, que o coração está tão apertado, que a sensação é que só o pranto vai aliviar. E, às vezes, é o pranto que alivia mesmo, né. Isso acho que é uma possibilidade maravilhosa que a gente tem: é chorar. Não que seja o remédio para qualquer problema, mas, no final, tem hora na vida que o pranto ajuda muito, né, pelo menos a passar aquele aperto imediato. Então, né, dito pelo ser humano que passa esses momentos também, eu vivo, ao mesmo tempo, momentos maravilhosos. E que quando eu me dou conta, e eu me esforço para me dar conta do valor que tem para a vida e para a existência. Então, olha que curioso, né, ontem, nessa minha rotina diária, né, no começo do dia — que não é uma rotina por si, mas é uma série de ações que eu faço, né, por conta das necessidades que eu tenho e da minha organização — quando eu volto da academia e tomo café, é quando eu pego o áudio gravado. Agora é essa hora, cinco e meia da manhã, que eu gravo no canal do Telegram, e eu subo ele para o blog. Então, eu subo o áudio, faço a transcrição do áudio, reviso a transcrição, boto as informações todas e libero o episódio também, né, especialmente no blog, que é o lugar principal, a plataforma principal. E depois o blog replica no Spotify, e dez minutos depois também já está no Spotify, né. E aí, o que eu faço nessa hora que eu publico no blog? Eu olho se tem algum comentário, se tem alguma coisa que aconteceu no blog e eu preciso tomar alguma ação. E olha que sensacional que aconteceu ontem e que eu fiquei desde ontem sentindo, né, o que eu vou narrar. E que hoje é o que me acudiu na hora que eu estava com os pensamentos, eu acordei mais cedo que o normal hoje ainda, na hora que eu estava com os pensamentos querendo me tomar por conta de acontecimentos outros. E aí ontem tinha um comentário que, puxa, me deixou assim, como me deixam em geral, né, quando eu vejo alguém que faz referência, né, que se de alguma maneira encontrou alguma coisa no podcast ou em algum artigo que leu e que tem alguma importância para a vida, me deixa sempre muito feliz. Porque, pensa, a única coisa que eu — o que eu quero ao colocar esse podcast no ar? Por que eu narro todo dia as minhas lutas, a experiência da minha vida sob a luz do conhecimento logosófico? Tentando colaborar para que, assim, para que quem me ouve, você possa de alguma maneira pegar alguma dessas minhas reflexões, alguma dessas minhas experiências e fazer uso para você no sentido de completar uma imagem que você está buscando. Esse é o único objetivo que eu tenho, né. Em setembro vai completar seis anos do canal, do blog. O blog é novo, né, o blog tem seis meses na internet. Mas no canal do Telegram são quase seis anos. Em setembro completa. Eu só tenho um objetivo, que é oferecer o que eu tenho de mais, que eu posso dar a vontade, tenho mais abundante, que é, assim, minha vida. Eu não tenho mais nada para oferecer, né. Então eu posso oferecer minha vida, que é o que eu tenho de mais valioso. Em geral, em especial, quando eu consigo oferecer uma porção da minha vida que possa realmente ser útil para alguém. Então, assim, quando você me ouve, você pode ter certeza que, assim, o que eu queria muito é que você realmente conseguisse pegar alguma coisa disso e fazer disso uma pecinha que pudesse ajudar você a completar uma parte do grande quebra-cabeça que a gente está tentando montar sobre a vida e sobre essa existência física, né. Especialmente sobre a vida do ponto de vista consciente, espiritual, né. Sobre esse grande enigma que a gente, como ser humano, não descifrou ainda. Mas que nós, que estamos aqui juntos, e certamente quem chega a ouvir um episódio do "Logosofia no Dia a Dia", de alguma maneira está conectado nessa busca, né. Está nessa mesma jornada de tentar entender os porquês. Então, eu me referi a um comentário ontem que me deixou, assim, tocou muito meu coração, né. Me deixou muito feliz, porque eu senti que, puxa, essa sensação que eu tenho quando alguém comenta que, olha, o que você falou, o que você viveu tem utilidade para mim e, de alguma maneira, foi útil aqui nas minhas reflexões, nessa minha busca, nessa minha jornada. Então, você que fez o comentário, né, que está me ouvindo, pode ter certeza que, assim, meu coração recebeu o comentário com uma gratidão muito grande. Porque, se você não comentasse, eu não ia... Eu fico sempre nessa pergunta comigo mesmo: será que está sendo útil, né, para quem ouve, de alguma maneira? Então, primeiro, minha gratidão. Mas, especialmente, segundo lugar — porque, assim, a gente se move para a próxima conferência do livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico". E é uma das conferências mais incríveis. Ou seja, é um dos temas mais incríveis que eu já vi a Logosofia tratar. Talvez seja, né, desses temas milenares que o ser humano faz referência, que a gente viu, assim, registros históricos disso. É um dos temas mais, vamos dizer assim, intrigantes e dos temas mais, talvez, difíceis. E, ao mesmo tempo, que o ser humano, de alguma maneira, queria resolver, responder e deixar de ser um enigma, né? A conferência, a segunda conferência é sobre a imortalidade. Aí você fala assim: ah, Ronny, vamos falar sobre o achar o elixir da juventude, né, em alguma fonte aqui na Terra. Bom, essas referências você pode esquecer, que eu acho que essas a gente não vai conseguir encontrar, né? A tal da fonte da juventude para beber da água e conseguir parar de envelhecer. Eu acho que essa não tem. O que vem por aí, por outro lado, né? A inteligência artificial aplicada à ciência vai melhorar em muito a nossa qualidade de vida biológica. E, certamente, o ser humano das próximas décadas vai viver mais do que viveram nossos antepassados. Ainda assim, né? Eu não sei se vai ser o elixir da juventude, nem se vai funcionar quando ou quão bem vai funcionar. Mas, certamente, o ser humano vai passar a viver mais anos físicos, né? Mas não é sobre isso. A imortalidade, e aí expressa de diversas formas, em diversas narrativas ao longo dos milênios, ela é uma busca do ser humano porque, de fato, cada um de nós intui, no mínimo intui, que não é possível que a vida se restringisse a esses anos que, dos quais, os primeiros 15, direito, a gente nem se dá conta da vida, né? Veja, não é que a gente... Eu vou fazer 55 anos agora. Ah, não, mas eu estou com a aparência de 54, pelo menos, tá? Estou super bem. Então, assim, nos primeiros 15 anos, eu não vivi, né? Eu vivi, mas, assim, consciência zero. E olha ali, se não foi só 15, talvez os primeiros quase 18, 20 anos, com muito pouca consciência, até porque os primeiros não tinham nenhuma consciência. A mente estava se desenvolvendo. Então, dos meus 55 quase anos, quase 20, eu nem vivi direito, né? Eu não tenho consciência deles. Então, assim, eu só tenho consciência mesmo um pouco melhor dos últimos 35. Então, assim, a vida, a existência — não a existência física, mas a existência no universo, na criação de um ser tão complexo e perfeito como é o ser humano, na sua constituição, especialmente a mental, espiritual — não podia se restringir a esses poucos anos. Não faria sentido. Pensa comigo: que sentido faria um ser humano, ou seja, um ser, com todo esse mecanismo interno, com todo esse mundo interno, né? Mente, sensibilidade, consciência, faculdades da mente, assim, é como se fosse uma máquina perfeita, maravilhosa, gigantesca, com capacidade de expansão e de assimilação de conhecimentos transcendentes. E essa máquina tivesse só o uso desses poucos anos? Até porque eu podia ter tido uma doença e já podia ter falecido, né? Como gente que falece em qualquer idade — desde triste, mas desde crianças — e aí qualquer idade. Quer dizer, podem vir doenças e cessar, e cortar essa experiência humana. Então assim, eu nunca, eu nunca aceitei a ideia de que a vida fosse apenas essa existência física, porque podia ser qualquer período. E para muitos seres humanos é muito curto. Aí você fala assim: pô Rony, mas será? Assim, veja, eu não posso te dar uma prova maior do que a lógica, porque eu não tenho outra prova maior do que a lógica. Eu tenho muitos sinais, né, sempre falo: quando a gente observa bebezinhos recém-nascidos, né, podem ser praticamente gêmeos, trigêmeos, não importa quantos sejam, são todos diferentes, desde os primeiros segundos que se manifestam nesse mundo com o choro, quando saem do útero. E essa diferença não é qualquer aleatoriedade, né? É a diferença que mostra que sim, que existe uma história pregressa, existe uma herança individual. Mas isso eu estou só apontando, por exemplo, um dos sinais, né, de que a vida, do ponto de vista mais elevado do conceito, não é, não se restringe a existir fisicamente aqui, neste planeta aqui, nesse grão de areia, né. Acho que nem grão de areia, porque tem muito mais estrela do que grão de areia na Terra. Então, o planeta Terra é menor do que um grão de areia no universo, do que para a gente é um grão de areia na Terra, né? Então, assim, a lógica nos diz claramente de que não poderia ser só isso. Não tem lógica ter a possibilidade de evoluir conscientemente para que no dia que fosse o dia — porque um dia vai acontecer com todos nós, né — de cessar a vida física, biológica, que tem data de validade, não tem jeito. Todo o esforço, toda a superação, toda a expansão da consciência, ou despertar, e a expansão da consciência fosse perdida. Tipo assim, sabe, eu fiz muito castelo de areia na praia, desde criança. Eu nasci no Recife, né, vivi no Recife até os cinco anos, seis, depois voltei muitos verões, criança, adolescente. E depois levei os filhos, né, desde pequenos, muitos verões para Recife. E o que a gente fazia todo dia era começar o dia na praia, construindo castelos de areia, castelos assim, castelos e construções várias, né, não é só castelo. Aí fazia, preparava para as ondas que iam vir, então fazia proteções. Era muito legal. E ficava horas, sei lá, pelo menos umas duas horas ficava ali com eles fazendo essas construções. Mas assim, eu sabia que quando a maré subisse, não tinha como resistir à força da maré. A água ia levar embora tudo aquilo. Isso acontecia, às vezes não acontecia no mesmo dia, porque a gente já fazia numa hora que a maré estava mais alta. Mas é quando a gente voltava para a praia no dia seguinte, só tinha resquícios assim, no chão, daquilo que a gente tinha construído, porque alguma hora a onda vai levar. Então é tipo assim: você pode até construir um castelo de areia perto de onde a água está, mas você sabe que aquilo não vai durar. Então você pode construir, mas você sabe que aquilo tem data de validade. E por isso que a maioria das pessoas não constrói, porque sabe que não vai durar. A vida e essa configuração humana não poderia ser um castelo de areia. Não faz sentido, não tem lógica. A perfeição e o tamanho desse universo interno dentro de cada um de nós já estaria ou deveria estar nos apontando para essa reflexão. Mas ainda assim tem as dúvidas céticas: mas e se for só isso? Bom, se fosse só isso, ninguém precisava ser melhor, ninguém precisava se preocupar em ser correto, em ser honesto, em ser bom, em fazer o bem. Ia ser simplesmente uma vida louca, tipo barbárie, que é exatamente o que foi desde o início, quando o ser humano tinha zero consciência e não entendia que existia, ou que poderia existir, não intuía que poderia existir algo mais. E o ponto — essa conferência sobre imortalidade vai nesse ponto. Aí você fala assim: Rony, mas o que isso tem a ver com o que você estava falando, por exemplo, do blog, do podcast, de você gravar, de você falar sobre a sua vida? E aqui eu quero trazer de volta e unir. Quando eu li o comentário que eu liberei ontem — porque o comentário, quando faz comentário no blog, passa por moderação e eu libero. Isso que eu faço, faz parte dessa rotina de cuidados com o blog todo dia. Eu vejo que tem algum comentário, vou lá, libero para a publicação. Imagino que vem alguém mal intencionado, escreve um monte de bobagem, palavrão, sei lá, coisas feias, não pode publicar diretamente. Quando eu li, eu senti imediatamente que a minha vida, de alguma maneira, havia se conectado à vida — você que comentou é a sua vida — mas a vida de quem estava ali registrando algo que se identificou, algo da minha vida que se identificou com a vida dela. E a sensação que eu tive não foi só de gratidão, porque, puxa, que bom que alguém manifestou que foi útil para a vida. Mas porque o que eu senti nesse momento, e eu senti até hoje nesses anos, em cada um dos momentos que eu recebi alguma manifestação sobre o que eu publiquei, é que a minha vida acabava de se estender na vida de um ser que eu só sabia o nome, mas que eu não sei nem como é que é, nunca vi na minha vida, nunca ouvi a voz. O poder disso, a força dessa sensação, sabe como é que eu me senti? Eu me senti imortal. É como se a minha vida tivesse transcendido a minha própria existência física e, de alguma maneira, um pedacinho de mim já existisse nessa pessoa. Essa sensação é divina. Bom, nós vamos seguir. Essa é só a introdução a essa conferência sobre a imortalidade. Minha sugestão, assim, fortíssima: putz, leia. Baixa lá o "Introdução ao Conhecimento Logosófico" no site da logosofia.org.br, gratuitamente, lógico, como todos os livros. E leia essa conferência, que é a segunda do livro, porque a gente vai continuar no próximo podcast. Que, para mim, essa conferência é uma das obras mais incríveis que tem para alguém mergulhar, para quem quer, de fato, mergulhar nesse enigma. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.