Latest / Logosofia no Dia a Dia / Verdade É Água, Você É a Planta: A Analogia Que Muda Tudo
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava aqui olhando para minha única planta, né? A única planta que eu tenho. As outras plantas são da minha mãe, mas essa é a minha planta. E a minha planta ela tá muito linda, porque eu cuido muito bem dela. Ela está super viçosa assim, cheia de ramos novos. É um mini anturium. Ela é linda, né? E está super bem. Eu estava olhando para ela pelo seguinte, é, o que que é a água para a planta. A planta não ambiciona a água, né? Ela absorve a água para viver, para crescer, florescer. Ou seja, a água para a planta é a essência da vida dela. Não é verdade? Logicamente ela precisa da claridade, ela não pode pegar só o direto, o mini anturium ele não pode, ele sofre muito com o sol direto, mas a claridade, obviamente, das condições para a planta desenvolver atividade diária dela, né? De usar energia do sol e fazer a fotossíntese, como a gente sabe. Mas eu estava pensando especificamente sobre a água, né? O que que é a água para uma planta? Por que que eu estava pensando nisso enquanto eu olhava para a planta? Porque a gente está começando o livro que eu postei ontem à noite, inclusive, né? O livro inteirinho em PDF acima, porque assim fica mais fácil você já baixa ele no seu celular, no seu tablet ou computador, onde você quiser. Se você não baixou ainda o livro lá do site da Logosofia, eu peguei lá, né? Porque a gente vai consultá-lo e vai seguir na leitura, trecho a trecho, fica mais fácil. Eu tava pensando nisso e pensando no livro, pensando no objetivo, né? No porquê que a gente tá fazendo isso. E eu falo sempre da busca da verdade. Mas o que que é a verdade? Como é que ela vai se aplicar nessa vida? Por que que a gente precisa entender o mecanismo da vida consciente que é uma realidade, ou seja, é uma porção da verdade que a gente busca. Quando eu falo em buscar a verdade, não é um negócio que tá assim distante, como se fosse um negócio inacessível, quer dizer, inacessível é claro, na correspondência da minha ignorância, né? Então, quando eu permaneço ignorante a algo que existe, algo que é real, eu estou distante, claro. Mas assim, não é uma distância que seja impossível. A distância que me separa e separa cada um de nós da verdade que cada um de nós busca, é uma distância que ao mesmo tempo pode ser infinita, se a gente não se move, não caminha, né? Não trilha essa jornada de encontrar a verdade ou pode ser uma distância que cada dia vai se tornando mais próxima e cada dia a gente vai descobrir uma porção dessa verdade que a gente busca quando a gente começa essa jornada. Então assim, o mecanismo da vida consciente é como o próprio nome fala, é a explicação, ou seja, é a apresentação desse mecanismo maravilhoso que cada um de nós pode colocar em movimento ou aprimorá-lo, que é um mecanismo que de fato transforma a forma como a gente experimenta e vive a vida, deixando de viver uma vida inconsciente, ou seja, uma vida que ignora as causas e os movimentos no mundo mental de cada um de nós, para então começar uma vida ou aprofundar-se nessa vida cada vez mais consciente de quem somos, de como somos constituídos do ponto de vista mental e de que que é que queremos alcançar ou onde queremos chegar. Bom, e porque eu tava comecei falando da planta. Quando eu falo em buscar a verdade, e por isso analogia com a planta. Quando eu falo em buscar a verdade, a verdade tem que ser pensada como a água e o ser humano como a planta. Então assim, ó, eu tava falando, a planta não ambiciona a água, né? Ela absorve a água para viver, crescer e florescer. Ótimo. Da mesma forma, a verdade não é algo para ser apenas adquirido. É para ser assimilada e incorporada em nossa consciência nas ações diárias. Porque se a gente não assimila a água que alguém nos rega, né? A planta, ou seja, a vida interior não se desenvolve. Então, olha só, por que eu tô usando essa analogia e por que eu tô falando sobre a verdade ainda que a gente vai entrar no primeiro capítulo do livro? Porque quando a gente se olha para esse tema, a gente tem sempre o risco de achar que é algo que não diz respeito à vida diária. E aqui que eu faço questão de enfatizar para você que é o contrário. É exatamente o que cada um de nós precisa para transformar a vida diária, mas não daqui a dez anos. Hoje, se não hoje, porque a gente não começou o livro ainda direito, mas amanhã. Ou seja, na medida que você mergulhe nos ensinamentos que estão no livro, pode ser junto comigo, pode ser à frente, você pode estar muito mais à frente que eu, né? Já lê muito mais. Mas o convite ou a grande questão é assim, o que cada um de nós quer? Esse livro oferece uma porção disso. A pergunta que cada um tem que fazer a si mesmo é como é que você vai aproveitar? Como é que eu vou aproveitar isso. Por isso eu tava olhando para a planta e pensando nessa analogia, quer dizer, é a verdade ou o conhecimento que explica essa parte da verdade, que é a parte que compõe a nossa possibilidade de vida consciente, está à disposição para cada um de nós se aproximar, entender e finalmente viver. Então, vamos pensar, eu falo de uma experiência minha. Há algum tempo atrás, x, não muito, eu descobri uma verdade. Ou seja, o que que é descobrir uma verdade? Eu uma verdade algo que eu ignorava, olha que interessante, hein? Quando eu falo quando a gente descobre uma verdade, não significa que a verdade não existia antes da gente descobrir, não é? Né? A lei da Gravidade já existia desde a criação desse universo. Como força, uma das forças que organiza o universo. O ser humano descobriu, ou seja, entendeu isso faz pouco tempo, né? Em relação à idade do universo. Muito pouco foi não foi nem ontem, foi no segundo anterior agora, né? Muito bem. Então, a verdade é a própria realidade. Olha só, a verdade é a própria realidade. Então, algum tempo atrás, eu descobri uma porção de verdade sobre minha vida, sobre a minha existência, tá? Você vai fazer o quê, Ronny? Não faz não vem ao caso, não. É indiferente o que seja. Mas é uma porção enorme enorme de verdade. Uma porção de verdade que eu nunca suspeitei que eu fosse descobrir. Por outro lado, era um momento, eu estava passando por um momento, né, longo também já, em que eu intuía que eu precisava ir em busca de uma verdade, de uma porção de verdade que eu não sabia nem qual era direito. Eu só intuía o caminho. Então olha que interessante, eu estava num movimento, eu estava vivendo uma experiência interna na minha, em que eu estava me permitindo guiar em busca de algo que eu não sabia o que era, mas que eu intuía cada vez mais forte que eu devia ir em busca. Muito bem. Aí, no momento X, a verdade, puf, literalmente surge na minha frente, assim, quase quase me atropela, literalmente. O que que é que acontece nesse momento? Quando a gente, quando a verdade se revela a nossa percepção. Bom, primeiro movimento que vai acontecer nesse livro também com cada um de nós, como acontece com praticamente qualquer ensinamento logosófico, o tema, né, que a gente estuda, a mente em geral não está preparada nada para compreender, ou seja, a mente não consegue explicar essa verdade que acabou de se manifestar. Por quê? Porque a mente em geral tem um processo lento, né? De emitir o juízo e geralmente o juízo ele não tem os elementos necessários para explicar aquilo que a gente não sabia, que não conhecia, aquilo que tava fora da nossa compreensão e do nosso conhecimento. A mente tá sempre para trás ainda no processo de entender uma verdade. Mas a sensibilidade ela dá o veredito assim é imediato, ainda que a mente não compreenda. Mas a sensibilidade dá um veredito imediato de que essa é uma porção de verdade. E eu lembro de que eu só fui entender as sensações durante bastante tempo depois dessa experiência que eu tô narrando. Mas aí o ponto é assim, como é que a gente incorpora, como é que a gente assimila a porção de verdade que a gente se aproxima dela, ou quando ela se aproxima da gente, ou quando a gente se vê frente a uma porção de verdade, seja ela uma porção pequenininha ou seja uma porção bem, bem grande como essa que eu me refiro na minha experiência. Como é que a gente assimila isso na vida? Como é que a gente lida com isso ou, melhor ainda, como é que a vida muda, como é que a gente, como é que a vida fica melhor quando a gente se vê, ou se apresenta ou a verdade se apresenta frente nosso entendimento, nossa sensibilidade. E esse é o ponto da vida consciente. O mecanismo da vida consciente, se a gente pudesse falar assim, ele é dirigido exatamente o mecanismo da vida consciente, ele é talvez de uma forma resumida, vai, é entender que a gente precisa assimilar a verdade para que ela não escape mais. Esse é o ponto. Quando a logosofia apresenta a consciência, né? Como o elemento principal desse mecanismo, eu entendo que é porque assim, é preciso incorporar a verdade, as porções de verdade à consciência. Por quê? Porque senão a vida não muda. Porque não é uma questão de a gente se ilustrar sobre a verdade. Porque isso não muda a vida de ninguém. A gente pode ler toda a bibliografia logosófica. Assim como o ser humano teve acesso a muitas porções de verdade ao longo dos milênios, muitas. O que que mudou na vida do ser humano e da humanidade. A gente percebe pela atual situação caótica que a família humana vive, a gente pode intuir que isso ficou na parte superficial da mente. No geral, né? No geral, houve muita ilustração quanto ao conhecimento transcendente, mas as verdades ou as porções de verdade não foram incorporadas à vida no geral, né? Na maioria. E esse é o ponto específico que eu tô falando. O mecanismo da vida consciente é exatamente, no resumo para mim, essa prática ou aprender a na medida que a verdade se apresenta, como é que a minha vida se transforma com essa porção de verdade e como é que eu incorporo isso numa existência que é nova e melhor e mais feliz a cada porção de verdade assimilada. Então, pensa que na leitura desse livro, como em qualquer livro de logosofia, a gente busca essa analogia da planta. A gente busca verdade, mas não porque a gente ambiciona a verdade, porque a gente quer que a verdade transforme a nossa vida. Para melhor sempre, né? Porque é a verdade. Para uma vida cada vez mais ampla do ponto de vista de liberdade interna, de ser e viver com liberdade cada vez maior. E nessa liberdade, a felicidade é companheira inseparável. E vai ser cada vez maior, quanto mais consciente, quanto maior for a capacidade da consciência alimentada por tanta verdade que a gente pode assimilar do conhecimento transcendente. A minha vida, ela é anos luz o que era a vida do Ronny quando começou essa jornada algumas décadas atrás. Essa é a prova maior de que assimilar e despertando a consciência com essas porções de verdade transformam completamente a vida de um ser humano. Ah, o ser humano é perfeito então? Não. Na sua concepção original na mente do criador é para ser. O que nós estamos fazendo é realizando essa concepção da mente do criador em nós mesmos. Para mim essa é a imagem mais clara do que que esse mecanismo da vida consciente realiza ou proporciona quando a gente coloca em movimento e trabalha em harmonia com esse mecanismo. Bora? Então se você ainda não leu o prólogo, leia porque ele vai fazer esse preparo muito bom para o primeiro capítulo do livro que a gente começa no próximo podcast. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até amanhã.