Latest / Logosofia no Dia a Dia / Ninguém Pode Redimir Seus Erros Por Você: A Responsabilidade Divina da Consciência
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- Olá, é o Ronny, tudo bem? Você lembra quando alguns dias atrás eu falei de uma analogia que eu fiz: a da vida ser como um disco, long play, aqueles discos de vitrola que a gente espera que ele, né, o tempo vai passando, a gente vai crescendo e teoricamente ele deveria ir se aproximando do centro, né? Deveria ir subindo de faixa em faixa, mudando as faixas, mudando a música. Na verdade, avançando em direção ao conteúdo mais essencial da vida. Mas que o problema, o que acontece é que muitas vezes ficava parado, né? A agulha não conseguia avançar, porque é como se tivesse um arranhão no disco. Coisa que antigamente fazia, hoje em dia está voltando, né, os discos, mas que se tiver um arranhão, a agulha não consegue seguir no curso. É como se a nossa vida realmente tivesse um curso natural que é um curso de evoluir, né, de uma condição mais básica para uma condição cada vez mais elevada, como se fosse a história da existência humana na Terra, né, dezenas de milhares de anos. Dezenas de milhares de anos enquanto a gente caminha nessa evolução lenta, mas que pode ser muito mais efetiva, muito mais rápida, contanto que não tenha esses problemas, né, essa assim, puxa, algo que nos impeça de avançar e de superar nós mesmos. Bom, pensando naquela analogia que eu fiz e essa imagem voltou à mente, a gente entra no último capítulo do livro. Antes tem uma parte final também, mas o capítulo 14 é muito interessante porque — e eu lembrei dessa analogia do disco — porque imagine o seguinte: se a gente não tivesse um mecanismo para retificar o disco, né, para tirar aquele arranhão e para fazer o disco voltar a ser como originalmente era, a gente ia ficar parado para sempre, né? Porque não é um risco no disco. O problema é que ao longo do tempo a minha conduta e a conduta do ser humano em geral foi acumulando muitos erros. E mais porque a gente — a gente sempre ignorou, ou a gente era ignorante, né, quase totalmente ignorante — quanto a essa vida interna. E quando se ignora a vida interna, o que é, qual é o natural, a natural consequência? É uma assim, um cometimento de erros sequenciais aos outros. É, que nem uma criança mesmo. Vamos pensar que a gente é um bebê, né, do ponto de vista da evolução. O ser humano é um bebê e que se deixar sozinho com as próprias condições, vai fazer bobagem. Por isso que a gente cuida tanto, né, do bebê, da criança pequena e mesmo depois a gente segue cuidando. Claro, na medida que a capacidade de avaliação da criança e do adolescente, depois do jovem, se torna muito melhor, a gente cuida, né, precisa ficar menos preocupado e fica só observando, pronto para ajudar em alguma coisa. Mas vamos pensar de volta que nossa — é, vamos dizer assim — a nossa colocação frente à vida é uma colocação que estabelece uma ordem que a gente deveria estar seguindo para ir nos tornando cada vez mais capazes como essa parte da vida, né, da infância, adolescência em que a gente fosse cometendo menos erros. Só que sem esse órgão promotor, né, sem a figura daquele que vai educar — que não é o caso, né, do ponto de vista espiritual — a gente não tem o alguém que vai ficar em cima da gente toda hora dizendo: "Olha, cuida aqui, não faz isso, não faz aquilo, cuidado aqui, cuidado ali". A gente precisa entender o que dentro de nós, o que na realidade humana cumpre essa estrutura. E o que cumpre essa estrutura ou o que cumpre essa função é a consciência. E nesse ponto, ter a consciência como algo — eh — como um órgão próprio para não só indicar a conduta melhor, mas especialmente — imagina que a consciência pode — e isso é o maravilhoso, né? Porque quando a gente fala da educação ou do crescimento, nenhum dos nossos pais não podem retificar os nossos erros. Só nós podemos fazê-los. Quando a gente erra, quando a gente tem uma conduta equivocada, quando a gente faz uma coisa errada, eh ninguém pode ir lá e fazer correto por nós. O que os pais e educadores fazem e podem, devem fazer é proporcionar oportunidades para que a gente faça melhor, né, para que a gente se corrija, para que a gente se supere. Mas só cada ser humano pode fazer melhor para si mesmo. Ninguém pode fazer pelo outro. E nisso, do ponto de vista metafísico, pensando na evolução, nesse caminhar, né, nesses erros que a gente acumula — nessa — e é, de novo, né, são muitos erros porque os erros do ser humano ocorrem na mente. A causa, o ponto central dos erros é a mente. E na mente está essa quantidade de pensamentos, deficiências psicológicas que vão inclinando a gente aos equívocos, a condutas que não são ideais, as escolhas erradas, aos… com assim, a se falar algo errado, né, quando trata do outro ser humano e especialmente quanto a gente mesmo. Bom, voltando ao ponto da consciência então como um retificador, um órgão retificador da conduta humana. Então, se são muitos erros acumulados ao longo de não só de uma vida — acumulados já em nossa herança psicológica, né — não é à toa que cada um de nós nasce já com características muito fortes do ponto de vista psicológico, porque há características positivas e negativas acumuladas por toda essa trajetória, né, de muitas, muitas vindas por aqui. Então, imagine que a consciência é esse órgão que vai poder retificar cada um dos arranhões no disco. E como é que ela faz isso? Essa parte mais interessante, mais assim, bonita de ver. O que é essa oficina? Como é que ela trabalha com esse órgão que vai retificar? Também tem imagem de assim, a consciência como sendo um filtro, né? Assim como o fígado, rim fazem funções de filtro no corpo humano fisiológico, a consciência é como se fosse um filtro metafísico, né? Por ela precisam passar todo esse fluxo de pensamentos, de sentimentos para que a consciência possa ir retificando, limpando de impurezas a nossa conduta. Então, não é à toa, ou não é para menos que a Logosofia define uma — talvez uma das realidades mais bonitas, mais bonitas que eu digo assim, mais realmente emocionantes que eu digo — da própria estrutura metafísica da vida interna. A Logosofia define a consciência como órgão. Eu diria que é o órgão cumbre, é o órgão assim topo, né, o órgão por cima de todos os órgãos metafísicos, porque sob os cuidados da consciência, sob o olhar da consciência individual, é possível e é plenamente natural que cada um de nós comece a redimir os próprios erros. Que o homem pode se tornar — né — nós temos o poder de ser o próprio redentor de si mesmos. É só sobre isso, capítulo 14. E é a coisa mais linda que tem, porque a gente seria, né, muito mais fácil a gente falar assim: "Puxa, tomara que alguém possa redimir meus erros". Mas a gente tem já essa estrutura, esse órgão, né, maravilhoso que Deus colocou nessa estrutura humana, que é exatamente para isso, para que a gente não espere. Não precisamos esperar ninguém fazer isso por nós. Que está ao alcance de cada ser humano cumprir, né, com consciência essa trajetória da evolução que não é uma prerrogativa humana, porque a tudo que tá no universo, na criação, precisa evoluir, tem que evoluir e evolui. A gente vê as, né, a história das espécies, animais, vegetais, os planetas evoluem, tudo do mais micro que for ao macro, tudo evolui. Porque esse é o mandato, né, do pensamento criador. Mas o ser humano tem essa capacidade, por conta desse órgão, de não só cumprir uma evolução lenta, como, por exemplo, os animais cumprem, né, que vão se adaptando bem devagarzinho no tempo ao que for necessário para sobreviver. Nós podemos fazer muito mais. Mas todo esse mais ou toda essa possibilidade ela tem como ponto central a consciência humana que, por outro lado, se a gente pensar na consciência como esse filtro, esse órgão que vai limpar o fluxo mental, da vida mental das impurezas e dos erros, a consciência precisa estar cada vez mais preparada para fazer esse trabalho. Óbvio, senão fosse só por ter consciência e todo mundo faria, ninguém erraria mais, né? A humanidade seria perfeita, a consciência estaria fazendo. Se a consciência ainda não nos faz ser assim, sermos assim, é porque a consciência ainda falta a ela capacidade, né, conhecimento para que ela possa ser esse órgão promotor dessa vida cada vez mais superada. Razão pela qual a necessidade de buscar conhecimentos transcendentes que possam ir capacitando a consciência cada vez mais nessa função de ir tornando-se o órgão metafísico que vai purificando, né, vai transformando aquilo que existe em cada um de nós em uma substância ou substâncias cada vez mais benéficas para nossa vida. Esse capítulo vale a pena. É curto, capítulo menor, mas vale a pena assim fazer uma leitura bem flexível, bem meditada dele. Porque não é à toa, né, também, que é o último capítulo de O Mecanismo da Vida Consciente. E essa parte é uma parte que, assim, é um conceito, é uma parte da concepção do ser humano que para mim, assim, transformou completamente a forma como eu entendo a vida e como eu tenho procurado vivê-la, né, desde que comecei meus estudos. Bora? Bora mergulhar nesse capítulo. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.