Latest / Logosofia no Dia a Dia / Como Parei de Sofrer Por Coisas Que Não Posso Controlar
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Você tenha paciência com a minha voz, que eu noto um pouquinho abafada da gripe, e o horário já não é o mesmo de todo dia. Mas vamos ao que importa, né? Eu tenho um amigo, um amigo que eu gosto demais. Assim, eu considero ele um irmão. Embora a gente não consiga se falar no dia a dia — teve anos que a gente teve mais próximo, muito próximo no dia a dia, faz últimos anos não tanto — mas eu penso nele com frequência. Ele é um amigo, sabe? Quando a gente fala assim que é um irmão, é porque eu sinto assim. E ele diz uma coisa... Quando a gente conversa sobre a vida, especialmente nos últimos anos, ele sempre fala uma coisa que chama minha atenção por um lado e, por outro lado, diz muito sobre a própria forma como eu e ele temos vivido as várias circunstâncias e fatos da vida terrena. Ele fala de vez em quando para mim assim: "Você é um leão". Eu recebo isso como, certamente, um agrado, é um elogio o que ele faz, na forma dele. E ele se refere a uma característica que eu demonstro, que é de ir passando atualmente por todos os desafios, as dificuldades da vida terrena, mantendo e alcançando cada vez mais essa paz, essa alegria interna e essa alegria de viver independente de quais são os fatos e circunstâncias da minha vida. Claro que eu não sou um leão, não é isso, não é isso tudo. Mas eu entendo o que ele está dizendo e eu sei o que que ele vê em mim quando ele fala isso. E isso está diretamente vinculado ao tópico seguinte que a gente passa agora para ele. Por quê? Porque quando a gente pensa na vida que a gente leva, que a gente sempre levou, eu acho que é fácil, é simples de observar que a gente acabou vivendo muito tempo como montanha-russa. Em momentos que a gente está bem, em momentos que a gente está mal. Cai, sobe, feliz, triste, bravo, alegre, sei lá. São tantos opostos e tantas variações da nossa psicologia, do nosso estado, da nossa colocação frente ao mundo e à vida. E não é à toa que a gente varia tanto. Porque as circunstâncias da vida terrena variam muito. Você chega no trabalho hoje e tem um monte de gente que tem condutas, pensamentos caóticos às vezes. Não, pô, não é fácil, não é simples evitar que isso nos afete de alguma forma. Você vai para um ambiente que a gente fala: "Poxa, que ambiente pesado, né?" Quantas vezes a gente não vai para algum lugar ou se encontra com algumas pessoas e fala: "Nossa, que ambiente pesado, meio esquisito". Que isso... É claro, o ambiente mental, a gente sente. A gente percebe, a sensibilidade sente. A mente capta os pensamentos e sente essa energia. Que frequência que é? É boa, é ruim, é pesado, é leve, alegre? Então, a gente é impactado por tanta coisa todo dia. Tanta notícia, tanto acontecimento — e os que acontecem diretamente conosco — o que a gente ouve dos outros para nós, o que a gente enfrenta, vive, encontra. Seria sim, seria um motivo para a gente viver uma verdadeira montanha-russa na vida. E grande parte da humanidade vive exatamente assim. Eu vivi muito disso. Eu vivi muito essas oscilações dos altos e baixos da vida terrena me levarem para lugares igualmente baixos e altos dentro de mim. Em termos de energia, de motivação, de alegria, de tristeza, de ansiedade, angústia, sofrimento. Eu falo isso com tranquilidade porque eu não tenho vergonha de tudo isso, nada disso. Porque eu vivi durante muito tempo uma vida exclusivamente vinculada a esses acontecimentos fora de mim mesmo. Então a minha vida dependia completamente disso. Eu gosto de lembrar quando eu era adolescente — então isso, eu tava no ápice disso, dessa verdade. Eu lembro... Eu falei isso antes já, há um tempo atrás. Eu lembro assim que toda semana, todo mês, eu tava apaixonado por uma menina diferente. E 90% das vezes as meninas não queriam nada comigo. Então quase sempre dava errado, e eu sofria muito. E a sensação que aquele adolescente tinha era que a vida tava no fundo do poço. Eu tô irritado porque, assim, é muito... Ele não sabia nada da vida, aquele adolescente, o Ronny adolescente não sabia nada da vida. E ele achava que cada uma dessas meninas era a menina da vida dele. Então, ele sofria horrores. Ai, meu Deus, eu lembro... Me dá até desespero de lembrar o quanto esse menino sofria. Mas era muito bobinho, e não sabia nada da vida mesmo. Mas ele tinha algumas impressões, ele intuía algumas coisas muito legais sobre a vida. Em especial, ele já intuía que tinha alguma coisa que ele não sabia. E que era um mistério que ele precisava descobrir e ir atrás. E foi essa característica desse menino, desse adolescente, que me colocou no rumo que eu hoje trilho. Então, eu tenho muita gratidão a ele. Mas eu dou risada quando eu lembro disso. Quantos anos ele não viveu assim, sofrendo? E aí se apaixonava por outra menina. Aí achava que a vida era bela, linda, maravilhosa. Aí não dava certo, aí... Ah, mas... Eu tô contando isso para dizer o seguinte. Essa... Obviamente, a gente não segue assim depois quando a gente fica mais velho, porque a gente deixa de ser tão bobo. A gente fica meio... Pelo menos eu fiquei menos bobo. Mas as circunstâncias da vida vão se alternando, e muitas das circunstâncias vão sendo de forma a não alinhar com nosso querer, ou diretamente contra aquilo que a gente quer. E a gente tem essa tendência de se deixar levar e viver como se fossem esses fatos externos a nós que fossem os determinantes da verdade, da beleza da vida, da alegria e felicidade, da plenitude de uma vida. Eles são importantes, mas não são — ou podem não ser — determinantes para essa alegria e felicidade da vida de cada um de nós. O conhecimento logosófico é um negócio tão incrível. Eu considero como algo tão incrível, um tesouro tão incrível, que eu não paro nunca de olhar para ele com uma certa... Não é surpresa, assim. Eu fico admirado com a capacidade que o conhecimento logosófico tem de ir me tirando desse engano. Ele vem me tirando, ele vem me elucidando sobre esse engano de colocar a felicidade da vida nesses fatos que estão fora de mim. Se as coisas não dão, entre aspas, certo como eu queria, não posso deixar que a vida seja ditada ou seja definida por este fato, essa experiência, esse acontecimento que não é o que eu queria. Mas isso é difícil, porque como a gente aprendeu que o que existia era o que estava fora de nós... E essa é a grande marca dessa cultura vigente, que é uma cultura em que o que acontece, o que existe, o que está fora de nós — o que a gente vê, o que a gente pega, o que a gente alcança, o que a gente compra, o que a gente experimenta — é muito difícil sair desse engano. É o engano, mas é muito difícil sair. Por quê? Porque a gente sozinho praticamente está tão preso a isso que é dificílimo essa liberdade. E por isso que eu conto muito com esse conhecimento logosófico. O conhecimento logosófico, ele vem para iluminar isso e, ao mesmo tempo — mais ainda — iluminar como é que no meu mundo próprio, no meu mundo interno, eu posso ir adquirindo as condições para que eu seja cada vez mais o que eu quero ser, independente das circunstâncias e condições da vida. E nisso, eu entendo que esse meu amigo irmão faz referência com alguma constância quando me encontra. Porque ele olha para mim e fala assim: "Pô, mas... Você passa por tudo isso" — que ele também passou muitas coisas parecidas comigo. E ele fala assim: "Você passa por isso e você não fica nervoso como eu fico, não infarta, você não fica mal, você não fica..." E esse é o ponto. Nisso, eu dou razão a ele de olhar para mim e falar assim: "Pô, o Ronny, ele de alguma maneira tá se blindando quanto a todos esses fatos e circunstâncias terrenos que são adversos". E como é que é essa blindagem? Porque a mudança... Veja, a virtude do pensamento logosófico é porque esse conhecimento tem uma força construtiva e que vai criando dentro de cada um de nós essa certeza, essa convicção. Vai criando a possibilidade da gente experimentar a vida de outra forma. E na medida que a gente experimenta a vida de outra forma — essa forma que a gente experimenta, que é a forma de viver a vida de dentro de si mesmo, ou do ponto de vista da vida interna para então viver a vida externa — nenhuma dessas circunstâncias, nenhum desses problemas terrenos nos alcança. É como se a gente fosse se tornando imune, sabe? É como se assim: "Ó, as circunstâncias vão te dar uma surra agora, cara". OK. Aí você leva a surra — e eu levei, acredite, hein? Eu levei várias surras. Eu continuo levando de vez em quando. Mas a surra não machuca, a surra não derruba definitivamente. A surra ela desperta, vai. Mas ela não atinge o cerne do ser. Não debilita o ser, não joga para baixo. E a virtude disso está nessa colocação interna, nessa forma de viver tudo isso não fora de nós, mas viver dentro de si mesmo, observando tudo isso como parte dessa experiência terrena. Esse tópico é bem curtinho, como são os tópicos em geral desse livro, mas eu tenho certeza que você vai ler — ele se chama Um Poderoso Reconstituinte Psicológico e Espiritual. Eu tenho certeza que você vai ler e você vai entender o que eu tô falando, e você vai reconhecer em você o quanto disso já começa ou já é verdade. Ou no mínimo, se você tá só começando os estudos de Logosofia, você vai perceber que a possibilidade de você mudar essa realidade na sua vida é real. Porque a gente já tá — cada um de nós que tá nisso há um pouco mais de tempo — já tá vivendo isso como uma realidade. A gente vai deixando de ser refém dessa vida externa por estar já cultivando a vida dentro de nós. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.