Latest / Logosofia no Dia a Dia / 300 Anos Para o Café, Quantos Para a Evolução Consciente? O Processo da Popularização
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tava aqui pensando nos artigos da hora do cafezinho e eu lembrei que o café, o café não é brasileiro, a gente acha que o café é um negócio nosso, né? Mas você sabe que o café não é brasileiro, né, de origem. A origem do café é na Etiópia, imagina? Eu nunca diria isso, né? Eu tive que pesquisar para poder saber, falei: "Qual a origem do café mesmo?" E ele veio para o Brasil só em 1700 e pouco. Quando na verdade, é, havia um interesse já global, é, pelo café, porque já era no mundo uma commodity, né, um produto importante no comércio. Não existia cultura do café no Brasil, quer dizer, ninguém cultivava o café no Brasil. E as sementes, as primeiras sementes, parece que os portugueses contrabandearam da Guiné Francesa. Eu tenho uma história que o cara trouxe num buquê de flores, das primeiras sementes, sei lá. Tem uma história, tem uns narrativas engraçadas sobre como é que conseguiu essas primeiras sementes ou mudas de café e o café foi plantado lá no Pará, exatamente lá perto da Guiana Francesa lá. E, imagina, o clima do Pará não tem nada a ver com café, né? Nem da Guiana não, francesa, eu acho. Mas é curioso como algo que depois se torna parte da própria vida, né? Como, por exemplo, o café faz parte da vida do brasileiro e hoje café faz parte da vida praticamente da população mundial. Por isso que o Brasil hoje tem tanta importância do ponto de vista agrícola, não só por causa da soja e especialmente por causa do café. E o café virou realmente assim, é cultural, né? Não só existe a cultura do café do ponto de vista agronômico, né, do ponto de vista de agricultura, como existe a cultura do café ser parte da vida e do dia de todo mundo. E foram o quê? Quanto tempo então para o Brasil conseguir as primeiras sementes ou mudas? E isso se tornar uma potência no país, foram séculos, né? Praticamente 200 anos e mais de 200 anos. Então, você pensa que assim, nada se torna uma força ou se torna, como a gente fala, né? Existe uma expressão em inglês boa que é mainstream, quer dizer, nada se torna popular e onipresente se não for por um processo longo, né? E isso é algo que a gente tem que ter em mente quando a gente quer cultivar ou quando a gente vai valorizar ou a gente identifica que existe algo de muito valor. Não há um movimento assim que se faça de forma instantânea e que você fala assim: "Puxa, agora fala para todo mundo então que café é bom". Não, ok, café todo mundo já sabe que é bom. Agora, qualquer outra coisa que possa ser tão boa quanto o café é um processo muito longo para que se espalhe, né? Não só se espalha a notícia, mas especialmente que a produção e esse é o ponto engraçado do Brasil, no começo, sim, foram séculos, por quê? Porque até se entender aonde produzia o café e aonde o café seria comercialmente viável, foram séculos, né? Então o café foi descendo depois para climas menos quentes, né? Menos úmidos. Não é próprio dessa planta, né? Não é umidade e calor que ela gosta. E esses foram-se cultivando o café em núcleos, né? Nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo. E nessa região começou-se a desenvolver essa cultura e começou-se a ganhar expertise nela. E ao longo desse tempo, né? Desses quase 300 anos a produção foi ganhando essa característica de força, né? Consolidada. E hoje a gente toma café todo dia. Eu não tomo café literalmente todo dia porque no verão eu evito bebida quente, mas eu tomo a cafeína porque no meu pré-treino tem cafeína nele. Então de um jeito ou de outro eu consumo o café, né? Só não consigo tomar o café quente naqueles dias muito quentes. Muito bem, por que que eu estou falando do café? Porque eu estava pensando exatamente por conta do próximo tópico do Exegese Logosófica se a popularização logosófica e eu tava pensando no que significa isso quando a gente olha para o mundo, para um país ou para o nosso redor e eu vejo, há muito tempo, e todos nós observamos de um jeito ou de outro, características inequívocas de que há uma necessidade urgente de se calçar ou se munir, né? De fornecer para a sociedade, para a humanidade como um todo, um conhecimento, uma cultura que eleve o comportamento, que eleve a compreensão e que eleve a vida humana, que possa nos levantar dessa ah não é só a mesmice da vida terrena diária, mas que possa nos levantar dessa vida em que a gente ainda não largou, né, o bárbaro direito, né? A gente passou por essa evolução da humanidade ao longo dos milênios, mas parece que o bárbaro vive ainda no ser humano de uma forma tão presente, eu digo por mim. Eu venho civilizando esse bárbaro dentro de mim já, né, há muitos anos. Mas é um processo, não é uma coisa simples. Porque é como se eu tivesse vivido a sensação que eu tenho é que eu tenho milhares de anos na terra e vivendo bárbaro por milhares de anos. E aí então, agora eu tô civilizando ele. Não é um negócio fácil, né? É que nem pegar uma fera e querer que a fera se torne um animal doméstico. Não é um processo simples não. O cão de hoje, né, esse pet tão amado como o cão foram, sei lá, 30 mil anos de processo para ele se tornar, né, do lobo se tornar essas espécies que hoje convive com o ser humano tão bem. Então, cada um de nós, de certo modo, eu penso que vive sim um processo de aculturamento em uma cultura superior. Esse processo lento acontece, tanto é que a gente saiu da barbárie literalmente, né? Ou pelo menos a gente na teoria saiu da barbárie em que a humanidade vivia mil anos atrás, é, onde a vida era realmente não tinha valor nem nenhum, né? Porque era quase realmente um era uma selva literalmente para todos. Não tinha valor nada na vida, tal, mas a gente conseguiu, assim, sair desse estado caótico com a humanidade e aparentemente com um estado organizado em que a gente já civilizou, mas dentro de nós há esse bárbaro que precisa ser civilizado com uma cultura superior. E eu falei do café porque a sensação que eu tenho é assim, é um processo realmente longo esse de se cultivar uma nova semente. Enquanto se aprende como é que essa semente vai dar os melhores frutos em cada um daqueles que estão cultivando. É como se a gente tivesse que fazer realmente ensaios. É como se cada ser humano assim como foram os diversos as diversas regiões que cultivaram o café quando o café finalmente chegou aqui no sudeste do Brasil e começou-se a entender como é que fazia ou como é que melhor ele respondia, né? Ao clima, ao solo, porque cada região tem um solo diferente, como é que se preparava o solo como é que se cultiva ou como é que se cultivava o café da melhor forma para que a cultura, né, aquele cultivo desse mais frutos e o café e esse cultivo fosse cada vez mais proveitoso. Então, quando eu penso no papel que o conhecimento transcendente tem, na construção, na edificação de uma nova realidade humana, eu digo isso com tranquilidade porque hoje eu tenho convicção de que assim, ou a gente edifica cada um de nós em si mesmo e a gente em conjunto propicia que a humanidade possa edificar uma nova cultura que começa em si mesmo e depois, obviamente, se torna uma referência quando muitos adotam ou a gente não vai sair dessa barbárie em que a mente humana vive e a sociedade segue vivendo quase quase como um retorno, né? Assim, como se a gente não conseguisse se libertar. A gente não conseguisse se libertar dessa barbárie que como eu falei não é questão física, né? A gente vive hoje tão melhor, né? Tão mais organizado, mas ainda assim o ambiente mental os pensamentos seguem vivendo como naquela época. Então, voltando ao ponto do cultivo e esse tópico que é o tópico seguinte que eu mencionei no livro da Logosofia, ele me fez pensar assim: "A gente tem nas mãos sementes maravilhosas, de um negócio que eu tenho assim convicção que vai conquistar o paladar da humanidade toda". Por quê? Porque o ser humano anseia. Eu sempre senti esse vazio desde pequeno. Lógico, só fui entender isso depois, né? Que eu entendia isso quando era pequeno, quando era adolescente. Mas eu olho para trás e identifico claramente que assim, o ser humano é sedento. Ele tem fome de uma cultura superior. Ele, a gente precisa, a gente sente falta de conceitos e conhecimentos que respondam ao que existe de mais elevado dentro de cada um de nós. Se nós fôssemos de fato animais racionais, que é uma classificação que eu considero extremamente limitada do ser humano, a gente não precisaria de nenhum conceito superior nem de nenhum conhecimento superior. Bastaria viver como animais mais comportadinhos e mais conforto. Nós somos muito mais do que isso. Essa configuração biológica, psicológica, espiritual humana, concepção que a logosofia apresenta e para mim foi um assim, foi um conceito que mudou a forma como eu olhei para mim mesmo e olhei para o ser humano em geral. Claro que precisa entender como é que isso se manifesta na vida, mas assim, o que um ser dessa característica, um ser dessa elevação tem fome e tem anseio de uma cultura de conceitos e conhecimentos de outra ordem que respondam exatamente isso que cada um de nós tem dentro de si mesmo mesmo que essa busca pelo superior. Então, assim para mim ficou essa imagem do, dessa, que nem o café, né? Foi para o Brasil, para o mundo, que nós estamos cumprindo eu e você, de algum modo, esse exercício de experimentar, nós somos os primeiros cultivadores, né? Agricultores do conhecimento logosófico que, como semente tá entregue pela logosofia qualquer ser humano e que cabe a nós fazer esses ensaios. É isso que eu faço todo dia e por isso que eu tô aqui falando com você, fazendo ensaios e contando para você como é que eu tô vivendo, como é que eu tô cultivando, como é que eu tô cuidando e desenvolvendo essa semente em mim. Para que cada um, cada ser humano possa fazer o mesmo. E aí talvez você possa fazer algo parecido, né? Começar a espalhar essa semente também, ou se já faz isso talvez e se faz, pensar que esse é o papel que cada um de nós está fazendo. Pegando uma semente dessa e começando a observar o que que ela, o que que ela dá de produção dentro de cada um. Que força que ela tem, que capacidade tem esse conhecimento de abrindo para cada um de nós realidades e perspectivas que a gente não imaginava antes. Eu digo por mim, né? Eu afirmo tudo isso com muita tranquilidade porque eu sei como eu era limitado antes desse conhecimento em relação a tudo isso. Então, o que eu espero é que a gente possa olhar para esse conhecimento transcendente com essa visão, né, de visionário mesmo, de que a gente está lidando com sementes maravilhosas, com potencial de transformar a vida de todo mundo e que a gente precisa aí, enquanto a gente vai ensaiando isso em si mesmo mesmo. E a gente vai reunindo essas impressões gerais de quem já está ensaiando, né? É isso que a gente faz quando a gente a razão, até porque eu criei o blog, né? Agora, para que a gente possa, é, estender e talvez assim, o blog existe, porque no canal do Telegram a gente não tinha os comentários, mas no blog Logosofia no Dia a Dia, a gente pode começar a ter essa, né? Cada um pode começar a comentar os artigos, episódios, a gente pode começar a trocar essas ideias de certo modo eh já. E depois eu quero progredir para outras coisas muito interessantes também. Porque eu penso que é preciso cumprir esse papel de que nós somos os visionários, aqueles que receberam as sementes e que na hora que a gente identifica na própria vida que essa semente tem um poder e um tá destinada a superação, né, da vida de cada ser humano, é nosso dever pegar essa semente e começar a ensaiá-la e começar a ver os frutos e começar a espalhar esses frutos para que muitos se beneficiem. Vamos lá. A gente tem muito trabalho para fazer, que bom. Boas reflexões, bom estudo, fique bem e até o próximo podcast.