Latest / Logosofia no Dia a Dia / Considerações Sugestivas: O Guarda-Roupa Mental Precisa de Faxina
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava aqui pensando e me divertindo comigo mesmo, e fiz uma pergunta para mim, que agora faço para vocês: será que já está na hora de fazer aquilo que não gostamos, mas que, de vez em quando, temos que fazer? Não dá para escapar. Que é fazer a revisão de todas as coisas que temos em casa, de roupas a objetos, para poder avaliar o que de fato serve e o que não serve mais. O que eu vou usar alguma vez e o que não vou usar mais, por várias razões. E fazer aquela limpeza para que as coisas fiquem mais organizadas e, especialmente, para que só fique aquilo que realmente tem utilidade. Não sei há quanto tempo você fez uma dessas em sua casa, mas eu fiz uma enorme, por necessidade, há dois anos e meio, e foi incrível. Imagina, eu me vi pela primeira vez tendo que olhar para tudo o que eu dizia que pertencia a mim e pensar: "Bom, vou para um lugar bem menor agora. O que eu levo?". Numa situação dessas, é um mandato, uma obrigação, fazer essa avaliação. Começa com roupas, mas vai a todos os itens que fomos acumulando. E olhe que não sou um acumulador, mas ainda assim juntamos várias coisas de vários tipos: coisas para consertar a casa, para decoração, para uma possível viagem, para o carro, a moto, a bicicleta, hobbies... tudo. De vez em quando, temos que enfrentar essa situação, ou nossa casa, nosso quarto, nosso guarda-roupa, vira algo impossível de lidar. É um ótimo exercício, não é? E tem muita gente que se beneficia quando fazemos essa seleção daquilo que realmente tem valor de utilidade para nós. Sei que a sensação inicial pode ser ruim: "Ah, não, tenho que parar para fazer isso, vou demorar dias!". É isso mesmo, pode demorar dias. Se isso faz sentido para você, é importante pensar que há uma lógica por trás. Não é porque alguém nos disse para fazer. A lógica é entender que não podemos viver a vida com perspectivas cada vez melhores se aquilo que estamos acumulando não tem serventia, não tem razão de ser e não serve para o que queremos viver. É como se estivéssemos nos preparando para uma viagem e quiséssemos carregar nas malas tudo o que acumulamos. Não faz sentido. Analogamente, precisamos considerar a nossa vida e a nossa existência, em especial essa busca que cada um de nós realiza pela verdade, pela felicidade, pelas respostas às nossas inquietudes. Essa busca exige conhecimentos, pensamentos e conceitos que estejam à altura e alinhados com ela. Se fôssemos nos mudar de um país tropical como o nosso para um país nórdico, onde o verão tem 18, 20 graus, não adiantaria levar um guarda-roupa inteiro de roupas de calor. Teríamos que levar o que vai servir lá. Quando olhamos para a nossa vida — e a parte física é apenas uma analogia —, o mesmo se aplica àquilo que acumulamos na mente: conceitos, crenças, ideias esquisitas e pensamentos inservíveis ou até imprestáveis. Há uma série de agentes, ativos ou passivos, na mente de cada um de nós que não necessariamente servem à jornada que queremos empreender. Ou fazemos uma avaliação sobre eles, ou todo esse acúmulo de pensamentos e conceitos se torna um lastro. É como se quiséssemos decolar em um balão, mas há tanto peso, tantos sacos de areia, que ele não consegue sair do chão. Precisamos entender o que é lastro, o que é peso morto na vida mental. O que a Logosofia oferece, talvez como principal benefício, é uma série de conceitos sobre tudo o que concerne à vida humana, mas são conceitos próprios da origem desse conhecimento transcendente. Quando a Logosofia apresenta um novo conceito, é a hora propícia para ir ao nosso "guarda-roupa mental" e ver qual conceito temos atualmente sobre aquela realidade. E precisamos comparar. Eu faço isso constantemente. Quando leio um tópico, um tema, um ensinamento logosófico, procuro logo refletir: "O que eu entendi sobre isso até hoje?". E tento entender como a Logosofia está esclarecendo essa realidade do ponto de vista do conhecimento transcendente. Obviamente, faço uma avaliação: qual conceito faz mais sentido eu manter na mente e adotar para o meu dia a dia? A Logosofia não indica que a gente chame uma caçamba e jogue tudo fora, ficando nu. Não é para jogar tudo fora, mas para avaliar o que tem sido usado por cada um de nós para viver a experiência humana. Quando a Logosofia oferece um conceito muito superado em relação ao que temos, é como as descobertas da humanidade. Quando houve uma descoberta sobre o cosmos, a ciência, o corpo humano, a humanidade comparou e percebeu que era melhor seguir com o novo conceito. Fica quase patético pensar em seguir com o conceito anterior. Uma descoberta científica apenas revela algo, tira o véu. A palavra "descobrir" é ótima, porque ela significa literalmente tirar o que está cobrindo. Não é que a verdade não existia; nós é que não a víamos, pois estava coberta. Quando uma descoberta dessas acontece, a humanidade olha e diz: "Espera, isso muda tudo". O conhecimento transcendente que a Logosofia apresenta faz a mesma coisa. Só que está em nós fazer esse trabalho de confrontação de cada novo conceito que a Logosofia vai descobrindo para nós. Quando ela começa a tirar esse véu, e cada um de nós começa a descobrir isso em si mesmo, precisamos olhar para isso como a oportunidade maravilhosa de nos desfazermos daquilo que já não serve e começar a adotar o que a nossa inteligência aponta como o mais útil e alinhado com o que queremos ser e viver. Bom, para mim, é disso que se trata o tópico seguinte, que fica como referência para estas reflexões e se chama "Considerações Sugestivas". Tenho certeza de que, ao ler esse tópico — todos eles muito curtos neste livro —, você talvez se recorde dessa reflexão sobre a organização da casa e do guarda-roupa. Para mim, ajudou muito a entender essa proposta, essa consideração extremamente sugestiva que a Logosofia faz para cada um de nós. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.