Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Cafeína da Consciência — Como o Conhecimento Transcendente Desperta Você da Sonolência da Vida
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Acabou de ficar pronto o café que acabei de passar na cafeteira italiana aqui. Coisa raríssima, porque eu nunca faço café de manhã. E eu tomo cafeína de manhã, mas é através de um preparo que se chama pré-treino, né? Que tem cafeína e tem alguns outros elementos para ajudar no desempenho do organismo durante o treino. Mas fazer café, nossa, fazia séculos que eu não fazia de manhã. Mas, como eu preciso pegar a estrada, daqui a pouco eu trabalho, tive que acordar quase uma hora mais cedo, estou gravando um podcast quase uma hora mais cedo também, e se eu não fizesse o café, eu ia ter um problema seríssimo, porque eu fui dormir tarde, quase meia-noite, então, assim, essas quatro horas de sono, quatro horas e pouquinho de sono, longe, longe de serem suficientes, ia me deixar nessa sensação que eu fiquei quando acordei, que é uma sensação de sonolência, de corpo mais pesado, e dos reflexos mais, né, mais ainda desligados. Então, imagina, pegar a estrada assim não é uma boa ideia, né? E o que a gente faz, então, com uma hora dessa? A gente toma o tal do café. Mas qual é a mágica do café? Não tem mágica nenhuma, né? Hum, além de ser uma delícia, né? Esse cheirinho do café feito assim na hora é uma coisa maravilhosa. Vai ter que esperar um pouquinho, não dá para tomar, não. A gente está sob efeito, né? No final do dia, quando a gente vai dormir, a gente está sob efeito de uma substância chamada adenosina. A adenosina é a substância que vai acumulando no nosso organismo pelo cansaço, pelo tempo de desgaste, né? Pelo esforço de ficar acordado e passar o dia. E no nosso cérebro tem receptores próprios para captar a adenosina que está se acumulando na circulação, e conforme esses receptores vão captando a adenosina em quantidade cada vez maior ao longo do dia, chegando no final do dia, o cérebro está cheio, né? Os receptores dessa adenosina estão cheios. E aí, obviamente, entra naquele estado de dormência, de sono, de cansaço, de... nossa, quero ir para a cama, né? Esse é um efeito maravilhoso, né? Delícia a sensação, também é boa demais quando a gente vai dormir. Só que agora acontece, acordando nessa condição que eu acordei, o cérebro continua praticamente muito cheio ainda com adenosina e o cérebro não quer despertar e fazer aquela reversão para uma atividade intensa, para sentidos todos acordados, todos prontos, vamos para a luta. A gente toma café, mas o café, ele, na verdade, não traz energia. Aliás, isso é engraçado, né? A gente acha que o café dá energia. Não, o café, na verdade, atua sobre esses receptores. E olha, eu não sou nem médico, nem nada parecido, né? Você sabe. Então, se a explicação não for técnica o suficiente, eu tiver algum equívoco e você tiver conhecimento para isso, você me perdoe e vamos compreender isso dentro da explicação para leigo, né? De leigo para leigo só. Então, a cafeína, ela tem uma... ela é muito parecida, temos, acho que, até da molécula mesmo, com a adenosina. Então, ela facilmente, os receptores de adenosina se abraçam com ela também, com a cafeína. E na medida que os receptores vão ficando juntos, vão agarrando a cafeína, a adenosina que está circulando ali acaba não tendo aonde se agarrar. Então, diminui bastante essa sensação de que... o cérebro tem uma sensação de que não está tão cansado mais, não sente, não percebe essa química do cansaço. E aí, então, quando ele está livre desse efeito, que é o efeito do cansaço exagerado, do torpor, da sonolência, ele começa a disparar os neurônios de outra forma, começa a fazer a sua atividade normal, ele volta, ele desperta. Então, no final, o que faz a gente sentir mais energia é que a gente consegue tirar o cérebro daquele estado de sonolência e cansaço agudos que a gente fica quando a gente está realmente com pouca energia no final do dia ou privado de sono e com muito sono. Muito bem, dito isso tudo, vamos pensar agora e vamos projetar, vamos levar isso para a realidade do que a vida, como eu vou agora pegar estrada daqui a pouco, a vida é como uma estrada, e a gente começa a jornada e a jornada vai cansando, e a jornada vai nos desgastando, por várias razões, especialmente por a gente ignorar, inclusive, como partir ou como viver essa jornada de uma forma que ela gere mais energia e não só desgaste as energias, como é o caso. E a gente vai, de alguma maneira, ficando com esse cansaço que vai causando todas as experiências, fatos, circunstâncias todas que a gente vai vivendo, o desgaste, às vezes, da relação humana, dos problemas, dos desafios, vai cansando, cansando, cansando, e a gente vai, de alguma maneira, afundando nesse estado de cansaço, de esgotamento. Acho que a gente olha para o lado e vê que está todo mundo cansado, todo mundo está esgotado, tudo bem que tem um ritmo frenético aí de trabalho, aqui em São Paulo, de trânsito, de tudo, de correria, e a gente vê todo mundo meio assim com a sensação de cansado, sem energia. Os jovens estão sem energia, o que é surpreendente, os jovens estão sem energia, o que mostra que não é uma questão externa, é uma questão que está afetando. Assim como a adenosina afeta a nossa condição neurológica e nos faz querer dormir e ficar com a atividade reduzida, a vida comum, como a única forma de viver, ou como a única coisa que a gente tinha entendido, ela também cansa, desgasta, ela também causa essa exaustão e nos deixa nesse estado, nossa, de realmente falar assim, meu Deus, eu acordo cansado, ainda que tenha dormido o suficiente. Então, a gente precisa de alguma coisa que faça esse trabalho que a cafeína faz com o cérebro, que é esse, desperte a energia natural, desperte as fibras, desperte as conexões, que assim, que permita que o organismo faça de novo, ative-se de novo, se torne, assim, desperte da sonolência. Vai, essa acho que é a forma da gente olhar para tudo isso. E aí, o que é o papel do ensinamento logosófico? O que o conhecimento transcendente que esse ensinamento oferece realiza com a gente? Qual o papel? E eu entendo, não só porque, inclusive, o próprio ensinamento define essa imagem, mas eu entendo que sim, que ele leva, vamos dizer assim, ele toca, ele atinge fibras profundas dentro do mecanismo mental que a gente tem. Assim como a cafeína vai lá e toca nas fibras neurológicas do cérebro, e faz o trabalho que tem que fazer lá, o ensinamento logosófico realiza a mesma coisa, só que nas fibras mentais. É como se a gente fosse e recebesse uma carga de energia, não é energia diretamente, embora contenha uma energia muito grande, mas é que a gente, essa energia desperta na gente algo que dentro de cada um de nós estava só esperando ser despertado. É como a música, que quando a gente ouve, cada um de nós tem preferências, tem gostos, tem, enfim, características únicas, às vezes a gente ouve uma música e ela faz a gente se mexer, sabe aquela música que faz você dançar, não importa a situação, quase, porque acaba reverberando dentro de você numa frequência que pega exatamente o que o seu corpo e o seu cérebro gostam, e aí dá vontade de se mexer. Eu penso que o conhecimento transcendente tem essa mesma propriedade mesmo. Eu já experimentei isso e experimento isso continuamente. E o que o ensinamento logosófico faz, em especial, é dirigido ao destino desse ensinamento, ele é voltado exatamente para essas profundezas do nosso ser psicológico-mental, para ativar exatamente o órgão que está sonolento há sei lá quanto tempo, há milênios para a humanidade, que é a consciência individual. A consciência deveria ser já e sempre o grande motor, o grande responsável pela condução da vida humana de cada um de nós, deveria ser a consciência. Obviamente que ela só poderia realizar esse papel, essa façanha, essa missão, quando e com, instruída com conhecimentos transcendentes em profusão, em quantidade eficiente, em volume, para que ela também tenha volume. O volume da consciência eu entendo que é exatamente o volume dos conhecimentos que foram assimilados. Os conhecimentos assimilados vão para a consciência, tanto a consciência no nível comum como aquilo que a gente já aprendeu a fazer e não fica pensando para fazer, como andar, andar de bicicleta, guiar carro, escrever, sei lá, qualquer coisa que a gente faz que a gente já aprendeu a fazer, já praticou o suficiente, já se tornou um conhecimento quase na carne da gente, ele também fica na consciência e por isso que a gente às vezes nem se deu conta do que fez. Fez uma tarefa e não se deu conta. Nossa, eu nem vi como é que eu fiz isso. Por quê? Foi no automático. No caso desse nível mais comum, é o automático da consciência comum que faz a tarefa e a gente pode estar com o pensamento em outro lugar. No caso da consciência no nível superior da consciência, utilizando a consciência superior, essa parte da consciência voltada para a questão da existência, da vida, da missão, da razão de ser nossa na Terra, ela precisa de conhecimentos de mesma origem, de mesmo nível, de mesma substância, de mesma essência e aí o conhecimento transcendente atua diretamente nisso. Então fica claro porque que a logosofia afirma que o ensinamento logosófico vai exatamente direcionado para essas profundezas exatamente para despertar as fibras adormecidas da consciência. É um... dizer que conhecimento logosófico é uma cafeína é maldade, porque a cafeína é ótima, mas ela só tem uma função só e o alcance é limitado porque é físico, mas o conhecimento logosófico tem esse alcance metafísico e essa potência metafísica de fazer vibrar a consciência que estava praticamente adormecida pela inércia, pela exaustão, pela falta de conhecimento, pela ignorância quanto ao que é a própria vida, a existência em si. Então a gente pode pensar que é quase um elemento, quase não, é um elemento imprescindível para a vida. Eu sempre me pergunto como é que eu vivi antes sem um conhecimento desse calibre para despertar minha consciência, para nutrir minha consciência e colocar em movimento todo esse mecanismo interno. Bom, a resposta é simples. Eu não vivi. Eu sobrevivi antes. E essa é uma distinção que eu faço com frequência, se já me ouviu falar isso, e parece só uma... parece um preciosismo assim da linguagem da minha parte, mas não é. Você entendeu quando eu falo que eu só tinha sobrevivido? Eu estou querendo dizer que significa que eu tinha apenas vivido no modo... sobrevivência mesmo. Vive a vida como dá para estar vivo, sabe? Ainda que o estar vivo é biologicamente, né? E aí, lógico, sobrevivi em momentos de felicidade, de sobreviver em momentos de tristeza, de aperto, mas é um estado de só sobreviver, de lutar para não sucumbir frente às situações da vida terrena. Outra coisa, quando a consciência, então, começa a ser despertada por esses elementos de mesma constituição que o ensinamento logosófico oferece, que são destinados a ela, ao despertar da consciência. E, então, a razão e a causa, a explicação, o mecanismo de tudo isso que ocorre em cada um de nós começa a ser clarificado, ser exposto. A gente começa a compreender exatamente como é que funciona o porquê de tudo o que ocorre, como é que ocorre, como é que vive na nossa mente pensamentos, como é que... começa toda essa explicação e começa... A gente começa a desvendar, diretamente sob o auxílio do conhecimento transcendente, a gente começa a desvendar esse mistério que nos mantinha nessa névoa, nessa sonolência. A ignorância acerca do mundo interno, do mundo mental, do que é o ser humano, do que somos, quem somos, de onde viemos, qual é a engrenagem, o que diz o pensamento do Criador, quais são as leis que representam o pensamento do Criador, o que é o universo, a criação. Quando a gente ignora tudo isso, ainda que a gente sempre queira essas respostas, a gente vai continuar vivendo no estado de sonolência. Quando isso começa a ser explicado, a consciência desperta imediatamente e começa esse trabalho de estar presente nos minutos da vida, independente do que está acontecendo, da tarefa, do que seja a atividade, mas é como se a gente tivesse ativado finalmente essa capacidade de viver, superviver, e não mais sobreviver. Uma capacidade de, independente das circunstâncias e fatos de cada momento da vida, daquilo ter um significado ou ter pelo menos uma dimensão muito mais ampla do que apenas a dimensão do fato, da circunstância, da experiência em si. Ou seja, a gente precisa pegar a estrada da vida, ou seguir, voltar, depois, feito a parada para se alimentar e fazer xixi, tem que voltar para a estrada para seguir a jornada, mas agora com a consciência desperta. Não dá para voltar para a estrada e seguir a estrada da vida com a consciência lá sonolenta, praticamente adormecida, praticamente sem movimento. A consciência transcendente, a consciência cerca desse conhecimento e da engrenagem que move a causa e que se torna a própria causa da vida humana. Então, eu vou pegar a estrada daqui a pouco. Tá escuro ainda, mas não tem jeito. Mas já tomei aqui, não tomei ainda, mas tá pronto o café aqui na minha caneca aqui já. E eu sei que o efeito vai ser muito benéfico. Mas a gente, em todos nós, em relação à estrada da vida, a gente tem que seguir na estrada da vida despertos também. Não dá para seguir nessa sonolência sob o risco de viver as experiências e ver e mexe se machucando, cansado, exaurido, porque a gente simplesmente não consegue entender o porquê, nem vivê-las de outra forma. Precisa desse elemento ativo chamado consciência, ativado em cada um de nós. E o ensinamento logosófico tem essa propriedade maravilhosa de colocar em movimento esse órgão interno que deveria ser a ponta da lança da nossa atividade mental. Bora pra estrada? De novo? Mais um dia? Então bora. Mas bora com esse ensinamento que vai despertando, nos tirando dessa sonolência, dessa inércia, dessa névoa em que a gente vive em alguma parte da vida. Boas reflexões. Fique bem. A gente se encontra na próxima curva.