Latest / Logosofia no Dia a Dia / Vírus Mentais: A Permeabilidade Seletiva Que Sua Mente Deveria Ter — Mas Não Tem
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Cada vez que eu preciso pensar em como é que eu posso entender algo que eu antes não conhecia, não entendia, você sabe o que eu faço, né? Eu vou buscar sempre uma analogia, né? Para fixar a imagem. Isso, para mim, me ajuda muito, né? Porque, na medida que eu fixo a imagem — ou seja, que a compreensão de algo que é grande, ou que é especialmente sobre a causa ou a realidade do mundo metafísico em mim mesmo, no meu mundo interno —, quando eu consigo encontrar essa imagem, essa explicação que facilita o meu entendimento, fica essa imagem como referência para as experiências do dia a dia. Essa acho que é uma das grandes belezas da gente usar analogias ou metáforas para entender ou para marcar o entendimento sobre algo. E eu estava pensando — embora eu... Nossa, eu era uma negação na área de biologia, na minha época de estudante. Aliás, minha época de estudante foi uma época que eu não me identificava com aquilo que não fosse, assim, do meu dia a dia. Então tinha áreas da biologia que eu gostava, mas tinha matérias de biologia que eu realmente não gostava, porque assim eu falava: "Meu Deus, o que eu vou usar isso daí, né?" Como outras matérias também que eu ficava agoniado se não fosse alguma coisa que eu pudesse usar ou percebesse uma importância na minha vida. Mas eu lembro dessa parte da biologia celular — eu lembro pouco, mas eu lembro de uma coisa muito importante. Eu lembro que a célula, cada célula do nosso corpo, tem uma membrana — a membrana celular, não sei se tem outro nome —, mas essa membrana tem um papel que, para a vida da célula, é vital. O papel dessa membrana é uma permeabilidade seletiva, isso. É uma permeabilidade — ou seja, ela pode deixar entrar coisas dentro da célula, mas ela seleciona o que entra. Então, se vem nutrientes, oxigênio, a célula — é como se fosse um monte de seguranças, de guardas, de defesas que ficam assim na fronteira da célula. Essas defesas identificam: "Você é oxigênio, você é nutriente, beleza, pode entrar. Você é um vírus, você é uma doença, opa, não, né, volta." E essa permeabilidade seletiva é o que garante que a célula não se renda e não seja utilizada, por exemplo, por um vírus. "Ah, só, Ronny, mas se fosse assim, a gente não pegaria vírus, né?" Pois é — os vírus enganam ou tentam enganar essas defesas. Eu não sei como, eu não entendo, não lembro, mas certamente quem entende biologia ou é biólogo sabe como, no detalhe. Mas eles conseguem enganar essas defesas e invadem a célula, invadem o núcleo da célula. E o pior — eles vão exatamente no núcleo, no DNA, e mudam, alteram a instrução da célula. E fazem a célula começar a se multiplicar para multiplicar a doença. É impressionante, né? Parece um filme de horror, né? Você fala assim: "Meu Deus, que filme de horror." Eu acho que parece mesmo. Mas é o que acontece, né? E é, infelizmente, o que causa tanta doença e tanto problema de saúde. E aí, tudo bem — aí tem o resto dos mecanismos do corpo para tentar que essas células defeituosas, já infectadas, sejam atacadas, e que pare de, e que os vírus, o vírus que está circulando ainda solto no corpo, seja combatido também. Bom, essa é outra história. Vamos focar de volta naquilo que acho que é a imagem que para mim mais me ajuda a compreender uma realidade metafísica — mas que eu penso que é exatamente essa história da membrana, da permeabilidade seletiva da célula. Por quê? Porque, obviamente, a engrenagem da criação é uma só. A gente conhece, geralmente observa o que acontece no físico, mas certamente o que está no físico já está no metafísico muito antes. As leis, a lógica, a forma de existir de tudo é igual. Na verdade, originalmente, é no mundo mental que as coisas ocorrem primeiro. Então, se a gente pensar que a nossa mente é como se fosse uma célula e que a nossa integridade psicológica deveria funcionar da mesma forma como funciona a integridade biológica de uma célula — a diferença, lógico, é que eu não estou falando de vírus físico nem de célula física. Estou falando da mente, de cada um de nós, da mente humana, e de vírus que existem, sim. O que são os vírus no mundo mental? São os pensamentos. Essa complexidade enorme de pensamentos diferentes, de índoles diferentes, que têm objetivos diferentes. Acho que dá para entender bem, dá para fazer essa relação muito clara de que há uma quantidade de pensamentos que orbitam a mente dos seres humanos e, às vezes, são pensamentos próprios de alguns ambientes. Isso é uma coisa que a gente pode observar muito facilmente. Você vai para um lugar específico, você percebe que tem aqueles pensamentos próprios daquela atividade, daquele lugar, daquelas pessoas. Como é que a gente percebe isso? Se a gente for a um jogo de futebol no estádio, quais são os pensamentos que estão na mente de todos naquele momento? Os relacionados àquele jogo, ao futebol. Só que junto tem aqueles pensamentos todos relacionados à rivalidade e tem vários ali à espreita, tentando fazer a gente sair do sério e fica até alterado por conta disso. Aí sai desse ambiente, vamos para outro ambiente — vamos para um ambiente político. Aí você vai para um lugar que está sendo discutido política ou conversado sobre política, são outros pensamentos. Aí você vai para um ambiente de festa, são outros pensamentos. Então, os ambientes também têm pensamentos próprios, que orbitam, que vivem naquele ambiente por conta das mentes que estão alimentando aqueles pensamentos naquele momento, naquele ambiente, naquele lugar. Então, a gente pode pensar que onde a gente vai, a gente está sempre exposto — e pior, a gente esteve sempre exposto desde pequenininho a uma série de pensamentos, sei lá, milhares, milhões de pensamentos ao longo da vida, o tempo todo, todo dia. Hoje em dia, a gente abre a internet, a gente vai para o trabalho, a gente fala com o vizinho, a gente vai na padaria, no mercado, não importa, vê a família, conversa — se a família chegou de volta depois do dia de trabalho, ou chega da escola. Todo dia, o dia todo, a gente está em um ambiente mental em que muitos pensamentos estão tomando contato com a nossa mente. Ou, pelo menos, muitos pensamentos estão ao redor, estão nesse ambiente, ou estão sendo apresentados para a nossa mente. E aí a questão que fica é assim: como é que a mente atua? Ela atua com essa inteligência e com essa capacidade que a membrana celular tem — ou seja, ela atua com defesas, que fazem essa conferência na fronteira da mente? Essas defesas já estão fazendo a conferência, ou a nossa mente foi — maior parte da vida, ou talvez ainda seja, em muitos momentos — um alvo fácil para que elementos estranhos penetrem na mente, sem que a gente se dê conta, e comecem a trabalhar lá dentro? Não em nosso proveito, em prol dos nossos objetivos da vida, de ser feliz. Muitos desses pensamentos começam a trabalhar para que a nossa vontade comece a servi-los. Olha, eu sou — se você, obviamente, já procurou em rede social, meu nome, nada. Eu não uso rede social. A não ser o LinkedIn, a rede social, na verdade, profissional, que eu também não uso — eu tenho um perfil lá, mas não uso praticamente, nunca usei quase. Mas o resto, eu não estou presente em outros lugares. Então, eu tenho até uma conta no Instagram, que a última publicação foi acho que há 11 anos atrás, ou 8, 9 anos atrás — das 14 ou 12 fotos que eu botei no Instagram na minha vida, a última foi há 8, 9 anos atrás, ou 10. Por que eu estou dizendo isso? Porque eu nunca me exponho em relação ao que eu penso sobre essas coisas que são motivos, motivos de separação, de discussão e de diferença entre os seres humanos. Eu tenho uma opinião que constantemente eu vou aperfeiçoando e superando em relação a tudo que eu observo no mundo — seja política, seja movimentos de um lado, movimentos de outro, tendências, modas, descobertas. Eu procuro ter uma mente — eu procuro focar em observar tudo e tirar minhas conclusões vendo o que tem de útil em cada uma dessas coisas que acontecem no mundo. Esses movimentos todos, os assuntos do momento — quando eu entendo que o assunto pode ter alguma coisa de útil, claro, e procuro que aquilo alimente a minha observação, alimente a minha compreensão. Mas em geral você nunca me viu, nem vai me ver — aliás, ninguém viu até hoje —, eu defender posição nenhuma, política, ideológica, de nenhuma característica, de nenhum lado, de nada, nem esporte, futebol, nada. Por quê? Porque eu considero que qualquer um desses pensamentos, por mais que possa ser interessante o assunto, o motivo da conversa — vamos falar sobre os problemas humanos, os problemas da sociedade, vamos falar sobre os problemas do Brasil, vamos falar sobre o problema do condomínio, por exemplo, aqui, vamos falar sobre os problemas que a gente está vivendo na família, não importa o âmbito —, eu entendo assim que a grande maioria dos pensamentos que nessas horas se manifestam são pensamentos que estão na verdade colocando a nossa vontade a serviço do objetivo deles, dos pensamentos, dessas correntes, dessas linhas, dessas ideologias, dessas crenças dogmáticas, ou desses extremismos, dessas posições extremamente rígidas que esses pensamentos impõem à mente humana. Ou seja, não é uma questão — por exemplo, eu não me manifesto porque eu não tenho opinião. Claro, eu tenho uma opinião que eu procuro que cada vez seja mais clara para mim mesmo. Mas o máximo que eu permiti que esses pensamentos operassem em minha mente é quando eu preciso tomar uma posição de decisão na minha vida sobre alguma coisa. Mas aí são minhas decisões sobre como é que eu me coloco frente, como é que escolhas eu faço. E por que eu estou falando sobre esse exemplo dos pensamentos todos que estão o tempo todo nos tentando — e olha, estou falando também de pensamentos simples, sabe aquelas vezes que a gente viu uma notícia ruim, ou alguém contou uma notícia ruim e a gente ficou impressionado, por exemplo? Eu lembro de me sentir com ânimo deprimido, me sentir desanimado porque, por exemplo, a conversa estava girando sobre os problemas da economia, ou os problemas, por exemplo, da corrupção humana, ou qualquer problema, ou problema de doença — por exemplo, na época da pandemia —, ou problemas de convivência. E muitas vezes eu lembro de sentir que eu fiquei abatido por conta de pensamentos que ou causam esse abatimento ou causam medo, né? Se a gente conversar sobre a violência urbana, por exemplo, a violência que a gente vive nas grandes cidades do Brasil, a gente pode ficar deprimido, não dá vontade nem de sair de casa, porque, poxa vida, tanto perigo, tanto risco, tanta bagunça nesse sentido, tanta insegurança. Então, assim, você percebe que tem tanto tipo de pensamento — desde aqueles que estavam falando que são ideológicos, que querem defender uma posição rígida sobre alguma coisa, até os pensamentos esses sobre o cotidiano que a gente está sempre sujeito a ficar a serviço ou deixar que esses pensamentos, quando entram na mente, se apoderem dela e façam um estrago enorme. Então, assim, eu tenho exemplos infinitos de momentos que minha mente ficou sob o impacto de um pensamento desses que não fazia parte de mim. Olha que doideira isso. É impressionante, não é? Você se deu conta já quantas vezes a gente fica à mercê de pensamentos que nos levam para um lugar que a gente não queria estar dentro de nós? Você sabe do que estou falando? Você sabe? Você entendeu a sutileza? Tem pensamentos que nos fazem sentir pequenos, pensamentos que nos fazem sentir incapazes, pensamentos que nos fazem sentir que a gente não merece ser feliz, pensamentos que nos fazem sentir culpados. Pensa nos pensamentos que nos fazem sentir culpa. Veja, não estou falando quando a mente observa uma experiência que a gente vive e identifica um problema que a gente precisa superar em si mesmo — "Puxa, não devia ter feito assim, não devia ter feito assado, não devia ter falado isso, que pena, magoei fulano." Não é isso que estou falando. Essa análise da nossa conduta é muito bem-vinda. Agora, a culpa — isso não tem lugar, porque isso destrói o que tem de melhor dentro de nós. Então, você percebe que tem um monte de pensamentos esquisitos que aí não é sobre uma opinião, não é sobre nada, mas são esses pensamentos que ficam atentando contra a integridade moral, psicológica, espiritual de cada um de nós, tentando afundar a gente num buraco dentro de nós mesmos. Eu já senti isso muitas vezes. Eu passei épocas da minha vida muito angustiado e não me dava conta de quantos pensamentos, ou de que pensamentos que eu estava na verdade cedendo, e a minha vontade estava sendo subjugada por pensamentos assim. Aí você fala: "Ronny, mas então vamos voltar à imagem da célula e por que a gente não tem — por que a mente não funciona como a célula do corpo e não tem as defesas? No caso, as defesas mentais?" Pois é. É exatamente sobre isso. Olha que interessante. A importância disso é tão grande porque eu não me surpreendi quando o título do próximo tema do livro é "Pronunciamento Logosófico Sobre as Defesas Mentais do Homem, do Ser Humano". Olha que interessante — a Logosofia faz um pronunciamento exatamente sobre as defesas mentais. Tamanha a importância desse tema, esse tema é vital para a vida. E eu nunca tinha me dado conta disso antes de tomar contato com conhecimento logosófico há muitos anos. Assim, eu nunca tinha ouvido falar em defesas mentais, embora as células do corpo — desde milhares e milhares de anos da nossa história humana — estão lá fazendo exatamente a mesma função. Então, o convite é uma leitura reflexiva, meditada — como sempre a gente deve fazer em relação ao ensinamento que a Logosofia apresenta, o conhecimento logosófico —, porque esse é um tema vital, no próximo podcast nós vamos desenvolver um pouco mais. Mas assim, obviamente que ir à fonte do conhecimento, tratando esse tema, como sempre é o melhor que a gente pode fazer para compreender, entender e perceber o quanto esse tema é vital para a nossa vida e para a nossa felicidade. Boa leitura, fique bem e até o próximo podcast.