Latest / Logosofia no Dia a Dia / 22 Segundos no Guichê vs. Meses de Burocracia: A Verdade Sobre o Conhecimento Transcendente
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Quando a gente quer algo, a gente move o que é necessário para conseguir aquilo, né? Isso é uma realidade até porque a vida é cheia de necessidades e desafios e a gente faz o que tem que fazer ou que está ao nosso alcance, pelo menos, para chegar lá ou para conquistar ou para resolver o problema ou para atingir o resultado. A gente faz isso naturalmente. Isso desde pequenininho a gente faz. Quando um bebezinho quer pegar alguma coisa, o bebê vai se esticando, vai engatinhando, vai se apoiando. Enfim, a gente naturalmente faz um esforço necessário quando a gente quer algo. Muito bem. Só que quando a gente não tem ideia do que a gente quer, não vai ter — é muito difícil, né, não vai ter — mas é muito difícil ter um esforço que seja suficiente para alcançar aquilo que está fora do alcance. Aí você fala: "Ué, olha, espera aí". Você falou um negócio muito óbvio e meio confuso. Estou dizendo o seguinte: se a gente não tem uma imagem clara de alguma coisa que a gente pode alcançar, facilmente a gente vai se mover ou vai fazer o esforço para alcançá-la, claro. Se isso faz sentido? Eu penso que faz. Por que que a gente, como ser humano, como civilização humana, a gente ainda não alcançou, não foi em busca do conhecimento sobre o mundo metafísico ou do conhecimento que interpenetra o mundo metafísico, o mundo mental. Por que que a gente não passou a vida, por que que não é comum, não é normal que a gente passe a vida buscando, procurando o conhecimento transcendente, que é o conhecimento que está plasmado na própria criação. Só algumas poucas mentes que vêm revelando a verdade, especialmente do ponto de vista das ciências e do conhecimento físico. E a pergunta eu faço pelo seguinte: a gente se dá conta ou a gente vai se dando conta, conforme a gente vai lendo a concepção logosófica sobre tudo isso, sobre a vida, existência, sobre o universo, sobre o ser humano, sobre o criador. Sobre as leis e o pensamento do criador, garantindo que tudo isso funcione de uma forma muito adequada e de acordo com o pensamento do criador. E a gente vai começando a fazer uma ideia de que existe, finalmente existe alguma coisa que a gente não sabia, mas que é aquilo do que a gente busca naturalmente porque vem do fundo do nosso ser — aquilo que nos inquieta sobre tudo isso, sobre nós mesmos, sobre o porquê de tudo isso, da experiência humana. E se isso faz sentido agora que estou falando, a gente precisa perceber que então vai surgindo uma imagem do que a gente quer. E a boa notícia é que ao começar a surgir uma imagem de que a gente quer ou a gente se sente atraído pelo conhecimento superior, transcendente — porque é a essência da verdade que cada um de nós busca de uma forma ou de outra — a gente começa a se mover para alcançar. Então, agora sim, coisa que às vezes na vida a gente passou um tempão sem se mover para isso, porque, na verdade, não tinha imagem, nem sabia exatamente o que que estava buscando, mas a gente está buscando. E às vezes a gente vai direcionando a busca para outras coisas, especialmente para as coisas físicas, materiais, essas coisas que estão fora da gente. Bom, então voltando ao ponto. Agora que — quando a gente começa a iluminar a inteligência com conceitos e fragmentos de conhecimento que vão formando essa imagem daquele grande quebra-cabeça — eu gosto sempre de voltar essa imagem porque é muito claro para mim. É um grande quebra-cabeças que vai preenchendo o vazio que a gente sente no fundo e sentiu durante boa parte da vida sem saber nem porquê. Então, começa com a borda, como todo quebra-cabeça, e depois vai juntando as peças similares em cada parte da imagem. Mas a gente não tem essa imagem clara. Então, é mais difícil do que um quebra-cabeças normal. Bom, mas a gente — o conhecimento logosófico vai apresentando e a gente vai se aproximando mais dessa imagem. A gente vai começando a fazer uma ideia de que existe um outro mundo que interpenetra o nosso, que é o mundo mental. E isso começa a falar: "Puxa, tem sentido. Na minha mente tem um monte de pensamento que muitas vezes me leva a pensar ou me leva a fazer coisas ou a dizer coisas que eu nem queria ou influenciado por pensamentos. Depois eu vejo que não era a minha vontade ou deveria ter feito diferente. Enfim. Aí também tem as observações positivas sobre tudo isso. Quando a gente começa a ver que a gente tem uma capacidade que antes estava dormente, estava dormindo — que a gente pode criar pensamentos, cultivar pensamentos que vão respondendo aos melhores propósitos, tanto para as coisas boas da vida, para as coisas felizes e especialmente o pensamento, o propósito de se aproximar desse conhecimento transcendente, da verdade. Então, conforme a gente vai fazendo essa imagem, vai formando essa imagem para isso que a gente vai estudando esses ensinamentos da Logosofia, começa então finalmente a realmente fazer sentido, realizar um esforço para alcançar, para me aproximar de um conhecimento com essa potência ou conhecimento causal sobre a minha vida, sobre minha existência, sobre tudo isso. Agora, nesse ponto é quando a gente olha para alguma coisa assim: "Eu quero isso". Mas aí tem aquele pensamento — esse é um dos pensamentos que atrapalha a gente, ainda que ainda exista na mente da gente em medida diferente. "Ah, mas é tão difícil. Ah, mas exige esforço. Ah, mas você não vai conseguir. Ah, mas espera resolver todos os problemas da vida e depois você vai pensar nisso, sei lá." Aí tem vários pensamentos que vão tentando convencer a gente de que não vale o esforço. O ponto — e esse é o ponto que eu penso principal em relação a essa imagem que esse capítulo nos deu, nos dá — é que assim: não só vale a pena, mas está muito próximo, muito próximo de cada um de nós o acesso ou a realidade que o mundo metafísico oferece finalmente para aqueles que tomam contato. Obviamente, como eu falei ontem no último podcast, o contato se dá através do mundo interno. Mas assim, começa a fazer muito sentido quando a gente começa a experimentar esses primeiros resultados. A própria leitura, estudo meditado sobre esses ensinamentos começa a transformar dentro de nós a própria organização do nosso mundo interno, do sistema mental, das faculdades da mente, o despertar da consciência — que é algo, sei lá, acho que é o evento mais incrível que o ser humano pode experimentar: é perceber o despertar da consciência para essa vida superior, para essa vida transcendente. Porque a gente é como se estivesse realmente dormindo. Como se a gente tivesse distraído — acho que "distraído" é a palavra melhor ainda — porque a gente fica distraído com tanta coisa que tem na vida terrena e a gente passa às vezes a vida inteira distraído. Quanta gente você conhece e eu conheço que passam a vida inteira ou passaram a vida inteira distraídos com um monte de coisa da vida terrena. E aí quando vai ver: "Ah, é. Na verdade, eu estava correndo atrás de tudo isso daqui, curtindo tudo isso daqui, aproveitando isso daqui. E aí não acabei não pensando, não vendo, nem parei para pensar nisso." Pois é. Então, talvez o evento mais significativo para cada um de nós seja se dar conta de que esse conhecimento que a gente vai tomando contato no começo — primeiro é só tomar contato, é uma ilustração da mente, da inteligência — ele tem a propriedade de despertar a consciência para a realidade do mundo metafísico. E a consciência é a força motriz para vida superior, para vida transcendente do ser humano. Porque a consciência é própria desse mundo, desse plano. Ela não é do mundo físico. A consciência é um órgão que fica lá em potência, adormecido, sei lá de que época que ele já está adormecido. E quando ela desperta — e quem a desperta são esses conhecimentos transcendentes — começa a transformar a forma como a gente vive, olha, sente, observa a vida. E talvez — puxa — esse é o resultado mais incrível que alguém pudesse esperar de um conhecimento como logosófico: era ver, perceber o próprio despertar da consciência para essa realidade transcendente. A consciência desperta para a própria realidade do mundo interno e aí a gente começa então conscientemente a fazer as primeiras observações sobre si mesmo. Começa a observar que nós temos de fato o mundo interno. E com o andar dessa trajetória, nesse caminho — e aí a Logosofia nos faz entender ou nos permite entender que é exatamente o caminhar, o realizar dessa jornada de Evolução Consciente, ou seja, com a consciência ativa que vai abrindo dentro de nós esse canal de comunicação direta com o mundo metafísico. Eu estava falando ontem do visto americano, do que hoje eu vou buscar o visto lá. E eu estava falando: "Puxa, eu estava lembrando quantas horas tive que — não, mas quantas horas teve que investir, quantos dias tive que esperar para fazer, dentro da burocracia toda do consulado americano para marcar, para ir a primeira vez, depois para ir a segunda vez, horas de fila, horas preenchendo formulário online. Enfim. Aí você fala assim: "Nossa, mas que trabalho, né?" É, dá um trabalho, é assim, é uma burocracia boa. Mas eu queria o visto. E o mais engraçado é que o que me conseguiu o visto — ou seja, o processo todo demorado — foi toda essa burocracia apenas. Quando eu cheguei para a entrevista, eu não contei ontem, mas quando eu cheguei para a entrevista, eu pensei que ia contar hoje. Fiquei de contar hoje. Na verdade, não teve entrevista. Eu fiquei uma hora e quinze minutos na fila da pré-entrevista na última vez, mas não teve entrevista. Por quê? Quando chegou minha vez no guichê, eu cheguei lá para a americana, ela pediu para entregar o passaporte, ela pediu para eu colocar, confirmar a identidade, botar a mão lá no leitor. Confirmei, ela olhou na tela, sorriu para mim e falou assim: "Seu visto está aprovado". Obrigado, bom dia. Aí eu falei — aí eu pensei comigo assim: "Bom, essa foi… era eu vim para isso". Lógico, ela olhou na tela dela. Eu, por conta do trabalho, da vida profissional e por ter morado na América do Norte, eu trabalho, eu entrei e saí dos Estados Unidos mais de 50, sei lá, 60, 70 vezes ao longo da minha vida. Então era óbvio que ela olhou tudo isso na tela e o próprio sistema já deve ter dado a indicação de que eu estava liberado para renovar o visto, não precisava fazer nenhuma pergunta. Em geral, eles fazem muitas perguntas, né? Que ela disse: "Por que que você vai? Que você quer fazer lá?" Eles querem ver se você não está com outras intenções. Então no final ela não teve entrevista nenhuma. Ela assim: "Eu fiquei acho que 22 segundos no guichê". Foi tempo só de botar digital, ela olhar na tela dela e ela dizer que estava aprovado, agradeceu, mandou, me deu o passaporte de volta, me deu o papelzinho de volta, na verdade. E por que eu estou — por que que tem esse detalhe importante? Porque nesse momento não foi o momento que eu consegui o visto. Eu consegui o visto dedicando horas antes e tempo da minha vida para preencher a burocracia e para entregar os não sei quê e para ir lá uma vez, depois a segunda vez. Ou seja, o trabalho, o esforço — não é o esforço que a gente faz nesse "e agora aqui" que vai entregar o resultado que a gente quer, que é o conhecimento, que é o acesso, que é perceber e se nutrir do conhecimento transcendente. É um trabalho da jornada como um todo. Isso é muito importante da gente entender, porque senão a gente vai se frustrar. E eu me frustrei muito no começo dessa minha jornada, muitos anos atrás, quando eu era jovem, um jovem adulto. Eu não tinha essa imagem clara. Então, para mim era assim: "Ah, cadê? Eu quero fazer, eu quero estudar e quero já saber a verdade toda, né? Sei lá. Ou algo parecido com isso." Não faz nenhum sentido. Mas na minha psicologia na época, eu queria as coisas muito rápido. Então, nesse assunto, nesse campo da vida e da existência — que é o campo em que a gente começa a perceber o que de fato é a vida, o universo, a criação, o pensamento de Deus expresso nessas leis que governam essa engrenagem que determinam o funcionamento e a vida de tudo, a lógica de tudo que ocorre nesse processo — esse conhecimento ou acesso ou a identificação com essa verdade é um processo que é realizado ao longo da jornada. E a jornada é em si o esforço necessário para o resultado que se busca. Essa talvez seja a imagem mais importante a ter em mente. O processo de Evolução Consciente que a Logosofia ensina a realizar é a chave que abre dentro de cada um de nós ou que move os recursos que já existem em cada um de nós para despertar a essa realidade que cada um de nós busca. Espero que se você não fez uma outra leitura ou não fez a leitura desse capítulo, faça para que essa imagem acho que vai ficar clara ou que você possa ainda, obviamente, aproveitar outras reflexões que vão surgir desse capítulo. Porque a gente se move para o próximo podcast, para o capítulo 7. Boa leitura, bom estudo, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.