Latest / Logosofia no Dia a Dia / Do Adolescente Condenado ao Adulto Livre: A Transformação Pelo Conhecimento dos Pensamentos
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Tenho uma vantagem — quando eu fico aqui estudando e gravando podcast de manhã cedinho, porque a festa dos pássaros aqui todo dia, essa hora, não sei se dá para ouvir na gravação, mas é muito alta. Tem várias árvores aqui na janela da sala e é uma delícia ouvir tanto passarinho. Quando eu comecei a ouvir a gritaria de todos esses passarinhos, eu falei: "Puxa, passarinho é igual pensamento, né? Eles são um monte, ficam aí livres nessa área verde gostosa, por um lado para o outro. E cada um emite seu som, cada um emite por razões específicas, não é aleatório. Cada um está defendendo aquilo que precisa realizar — seja chamando o outro, seja procriar, seja buscando alimento, seja filhotes chamando os pais." Há uma ordem, ainda que a gente não entenda, há uma ordem. Mas para mim às vezes é só um piar bonito e inspirador de que — puxa, que delícia que ainda tem natureza nessa selva de pedra que a gente vive aqui em cidades grandes. E eu estava pensando sobre essa realidade dos pensamentos, obviamente porque a gente se move pelo próximo capítulo que é o nove no livro O Mecanismo da Vida Consciente. E o nove é exatamente sobre o nascimento, vida e atividade dos pensamentos — ou a gênese dos pensamentos. Gênese, vida e atividade dos pensamentos. E tem depois outros dois subtítulos. E especialmente porque a gente vai ver sobre a função do pensamento autoridade depois mais para o final do capítulo, na segunda metade. Agora sobre os pensamentos e sobre os pássaros, o que que eu estava considerando que eu precisava rever em mim como concepção mesmo da vida, da vida mental. Eu pouco me dei conta ao longo da vida que a minha mente era um recinto parecido com esse aqui, desse bosque aqui na frente. Porque assim, eu sempre acreditei que eu era aquilo que eu falava, fazia e minha conduta determinava. Parece lógico, é, na verdade é lógico. Nós somos aquilo que a gente fala, pensa, emite de opinião e a nossa conduta. Então, não adianta a gente até emitir uma opinião às vezes de um jeito, mas nosso comportamento é de outro. Isso tudo pesa, a gente até emite uma opinião às vezes de um jeito, mas nosso comportamento é de outro. Isso tudo pesa. Então, às vezes uma coisa anula a outra. E em geral, o nosso comportamento — ou seja, a nossa conduta e as escolhas que a gente faz na vida — falam muito mais do que aquilo que a gente diz, escreve ou registra, às vezes até para si mesmo, achando que nós somos um pensamento específico. Mas nós somos, na verdade, aquilo que a gente prova com a conduta acima de qualquer outra coisa. Por outro lado, ao mesmo tempo, aquilo que nos guia ou guia nossa conduta não deixa de ser em especial uma quantidade de pensamentos que, como esses pássaros aqui, vivem nesse bosque mental. Então, cada um de nós — a gente pode considerar que a mente é como se fosse um grande bosque. É, e se for só um bosque, está ótimo. Às vezes, a mente tem lugares tão esquisitos. Tem caverna também, tem os lugares sombrios assim que a gente precisa ir jogando luz. E por isso, a busca pelo conhecimento superior, transcendente, que ilumine esse mundo interno. Mas na maior parte a mente é um bosque com esse monte de pássaros. E de novo, cada pássaro tem sua função. E alguns pássaros, lógico, atrapalham a vida dos outros ou pelo menos disputam. Não atrapalham, mas disputam o espaço mental, disputam alimento, disputam a atenção do bosque todo. Há uma disputa natural por espaço na mente. E esse é um conceito muito interessante. A partir do momento que a gente entende que pensamento é um ente — uma entidade mental autônoma que tem vida própria, igual aos pássaros. Só que vive no nosso bosque mental, mas também vive no bosque mental de qualquer pessoa que aceite aquele pensamento como hóspede. Não é à toa que às vezes a gente, conversando entre várias pessoas, acorda ou concorda com alguma coisa. E muitas vezes você não tinha pensado sobre aquilo, mas você acaba concordando com as pessoas por várias razões. E aí aquele pensamento também passa a habitar sua mente, a nossa mente. Então, a gente, assim, às vezes, ainda que a gente não tenha estudado sobre pensamento antes da vida, a gente viu milhões de exemplos na própria vida de como o pensamento pode habitar a nossa mente quando antes ele não habitava. E a gente passou a admitir pensamentos vários ao longo da vida, não é assim? Até porque, conforme a gente foi aprendendo o conhecimento comum do dia a dia, a gente foi admitindo pensamentos e conceitos sobre aqueles conhecimentos todos. Então, a grande maioria dos pensamentos é muito útil. A gente certamente tem um bosque mental com muitos pássaros muito úteis para resolver ou para encaminhar e atender todos os assuntos da vida terrena. Mas há também pensamentos que são predadores. Há pensamentos que são, na verdade, chegam a ser tão egoístas que eles são tão preocupados em se alimentar e se possível dominar esse bosque mental e não estão nem aí para os outros. E são pensamentos que geralmente fazem muito dano à própria vida. Então assim, eu recordo de ter, desde criança já maior — criança não de criancinha de um ano, mas criança maior — de ter pensamentos negativos, de índole negativa mesmo, que estavam já na minha mente, provavelmente por herança da minha psicologia, ao longo de muitas dessas voltas terrenas que a gente vem dar. E de ter talvez permitido, por desconhecimento, por ignorância, permitido que alguns pensamentos se tornassem fortes na minha célula mental. E eu me lembro de ter assim, desde tão cedo, ter que lutar. Muitas vezes eu não lutei, eu só perdi e fui comandado por pensamentos muito fortes na minha mente. E cada um de nós tem pensamentos mais ou menos diferentes. Embora a gente tenha alguns em geral semelhantes, mas cada um de nós especificamente tem pensamentos diferentes do outro. E às vezes o que atrapalha um não atrapalha o outro e vice e versa. Em geral a gente vê isso — as dificuldades das pessoas que a gente convive, às vezes não são as nossas ou são similares de um certo modo, mas não são exatamente iguais. Porque também a gente tem outros pensamentos — construtivos, positivos, de bem — que suplementam aquilo que antes faltava ou que estão no lugar de pensamentos negativos que antes existiam. Então, há uma — veja bem — é muito específica. É a idiossincrasia da psicologia humana é muito específica. Ou seja, cada um de nós tem características críticas muito próprias na mente, mas todas as mentes são populadas por pensamentos. Essa descoberta que eu fiz com a Logosofia — ou seja, quem descobre, quem tira a coberta dessa verdade, não sou eu, é a Logosofia — mas quando eu descobri em mim essa realidade que a Logosofia proporciona, o descobrimento e a observação em mim mesmo dessa realidade dos pensamentos. Eu lembro que foi meu grande momento de sentir que eu poderia ser livre e eu poderia ser o que eu quisesse ser um dia. Olha só isso, hein. Eu lembro da sensação de alívio. Eu acho que foi uma mistura de alívio, de liberdade, de acho que foi uma sensação de esperança acima de tudo e de tirar um peso das minhas costas. Quando eu estava na adolescência e entendi que a minha essência, ainda que do ponto de vista mental psicológico era formada por uma série de pensamentos que me atrapalhavam muito a vida e atrapalhavam ser feliz, estava em mim uma capacidade e impotência de começar a explorar esse meu mundo interno com consciência, jogar uma luz sobre esse bosque mental, começar a identificar que pássaros ou que pensamentos habitam, populam esse espaço mental. E finalmente começar a não só organizar, mas a trazer para esse bosque mental ou criar nesse bosque mental os pensamentos que fossem responder aquilo que eu no íntimo do meu ser começava a sentir que queria ser e viver. Ou seja, é possível convidar — obviamente é possível criar pensamentos ou atrair pensamentos que vão favorecer ser cada vez mais que cada um de nós viva e seja aquilo que quer viver e que quer ser — e não aquilo que os pensamentos atuais da mente nos limitam a ser e viver. Olha que coisa, que afirmação incrível! E eu posso fazer essa afirmação não pelos outros. Eu posso fazer essa afirmação por mim. Eu hoje vivo e sou em parte o que eu quis ter e viver e não que os pensamentos que habitavam minha mente naquela época queriam que eu fosse, que eu vivesse. Os pensamentos que populam minha mente hoje já não são os mesmos daquela época. E não por conta dos pensamentos que se referem ao conhecimento terreno comum das coisas que a gente vive no dia a dia, mas porque ao longo dos anos compreender, entender e finalmente perceber que está em nossas mãos a capacidade de construir a vida mental que a gente queira para ser verdadeiramente livre e feliz. E essa felicidade, essa liberdade não se constrói fora de si mesmo. Não é com o trabalho que a gente está realizando, não é com o dinheiro que a gente tem ou não, não é com aonde a gente vive, não é com quem a gente está. Não é isso. É tão séria essa questão da mente e da população de pássaros, de pensamentos na mente de cada um de nós, que é um assunto pilar da Evolução Consciente, do despertar da consciência individual para vida e existência, para que a gente seja verdadeiramente livre, feliz, independente dos fatos e circunstâncias da vida. É fundamental compreender o que são pensamentos, como é que eles vivem na nossa mente e especialmente qual é e onde está a capacidade de não só selecionar, conhecer e selecionar os pensamentos, mas em especial de criar uma legião de pensamentos que respondam — de pensamentos de bem — que respondam a esses propósitos mais elevados que cada um de nós tem. Imagina — não imagina. Percebe que isso é um poder tipo assim de outro mundo. Esse é um super poder humano. Esse é o verdadeiro poder de super-herói. A gente não está — a partir do momento que cada um de nós entende essa concepção que a Logosofia revela sobre como o que é a mente, o que são os pensamentos como agentes autônomos na mente — e nos ensina, especialmente, com a faculdade de pensar, a criar pensamentos que respondam aquilo que cada um de nós quer ser e viver. A gente descobre, eu coloco em movimento, talvez um dos maiores superpoderes, poder de super-herói que cada ser humano tem e não tem ideia. Eu não tinha ideia disso. Eu achei que eu estava condenado a ser o adolescente, um adulto igual ao adolescente que eu era — cheio, cheio de sombras na mente, cheio de dificuldades, cheio de pensamentos esquisitos, cheio de deficiências psicológicas, tamanha a força já de alguns pensamentos negativos que estavam já eram deficiências da minha psicologia já assim muito características. Eu achei que eu estava condenado a ser aquilo a minha vida inteira. O conhecimento logosófico vem e não só ilumina uma realidade que antes estava — eu ignorava — mas ensina cada ser humano ou abre a possibilidade para cada ser humano realizar ou fazer da mente, do próprio bosque mental, a população de pensamentos que quiser, que responda aquilo que de há de mais elevado dentro de cada um de nós. Que junto com os pensamentos construtivos, úteis e necessários à vida do dia a dia — se vão sempre existir na mente — a gente comece a trazer e a procriar, a cultivar pensamentos que estejam cada vez mais alinhados com esse grande querer do coração de ser e de viver uma vida que transcende as limitações da vida comum. E que esse espaço mental onde vivem esses pensamentos — especialmente de elevada transcendência — possa ir se ampliando dentro da mente de cada um de nós, na medida que a mente também vai se ampliando. O espaço que esses pensamentos merecem na mente tem que ir se ampliando também. Bom, esse capítulo 9 é sobre isso, obviamente sobre muito mais do que eu fui capaz de refletir, de manifestar nesse podcast. Mas eu tenho certeza que quando você lê esse capítulo agora, que a partir desse momento, você vai talvez sentir como eu senti. Ó, eu acho que você vai sentir de algum modo essa sensação de que assim, esse é um conhecimento fundamental para cada um de nós possa ser e viver aquilo que quer verdadeiramente. Boa leitura, bom estudo, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.