Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Disciplina Vence Motivação Toda Vez (E O Que Isso Tem a Ver Com Sua Evolução)
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? De vez em quando alguém comenta, perguntando para mim como é que eu faço para — observando que eu faço essa rotina de exercício de manhã cedinho e tem a rotina, ou a forma de me alimentar, que mudou bastante dos últimos anos. E uma pessoa que geralmente me conhece há mais tempo fala assim: "Nossa, como você mudou! A saúde, tudo... E você tem muita motivação, né? Para que...". Pergunta que horas eu acordo, que horas eu faço academia, tudo. E as pessoas realmente acreditam que o que precisa para transformar — no nosso caso desse exemplo, a vida na saúde, a vida física, na saúde física — que o que precisa é encontrar motivação. Sim, é preciso ter motivação, ou seja, é preciso ter um motivo. E essa palavra remete a isso. A motivação é ter uma razão para realizar algo. Mas as pessoas acham que todo dia essa motivação é como se fosse assim: "Ah, que delícia acordar 5 horas da manhã! Poxa, que maravilha, né? Nesse frio que tá — ainda mais atualmente, já tá um friozinho gostoso — ai, que delícia sair debaixo das cobertas e levantar, mesmo tendo dormido super tarde, que eu fui dormir ontem". Na verdade, claro que não. Eu queria ficar dormindo, sim. Uma parte de mim queria ficar dormindo. Mas quando o pessoal se refere a motivação, eu tenho que explicar. Eu falo assim: "Olha, não é motivação. Eu acordo todo dia a essa hora por disciplina". Porque a disciplina, ela é fruto, por sua vez, de uma satisfação com os instantes em que eu vejo os resultados do esforço que eu faço e do trabalho que eu realizo. Se eu não tivesse resultados, essa disciplina tinha virado pó há muito tempo. Então, olha só que interessante esse exemplo. Eu tô pegando um aspecto da minha vida fisiológica, física, um aspecto que a gente compreende realmente de forma muito simples — para, eu faço isso com frequência — para eu entender, para eu conseguir projetar, olhar para a vida, olhar para as possibilidades que a Logosofia começa a apontar, começa a nos apresentar, e entender de forma análoga a lógica por trás desses processos maiores. Então, quando eu olho para esse processo simples — que todo mundo entende — eu falo: "Poxa, óbvio. Eu tenho uma... Eu tomei uma decisão há quase 3 anos atrás. Por quê? Porque eu queria... Eu não queria mais viver a vida que eu vivia antes em termos de saúde. Não que eu não tivesse saúde — eu tinha — mas o caminho ia me levar para não ter saúde alguma hora". Então, ao tomar a decisão, eu movi uma série de... Vamos dizer assim, eu tive que fazer muitos movimentos para ajustar a vida de acordo com essa decisão. Mas a disciplina que o pessoal fala: "Nossa, disciplina férrea!" — é de ferro mesmo. Essa disciplina de ferro, que cada um de nós às vezes tem com alguma coisa ou com várias coisas na vida, ela só se mantém nessa forma tão poderosa porque há uma imagem clara que eu quero realizar. E essa imagem já é realizada em parte até hoje. Os resultados desse propósito, desse projeto — o resultado dessa obra que eu queria realizar comigo mesmo — já são evidentes. Então, de alguma maneira, parece que é mais fácil manter uma disciplina quando os resultados estão observados e estão registrados de forma fácil, simples, ou acessível para o nosso entendimento. Muito bem. Quando a gente pensa no que a Logosofia tá apresentando pra gente como possibilidade de estudar um conhecimento que tenha um propósito de abrir um caminho — ou, vamos dizer assim, nos guiar pelo caminho da Evolução Consciente — podemos dizer que esse é o propósito da Logosofia, ou uma das formas de falar sobre isso. A Logosofia não tá nos apresentando apenas uma possibilidade de melhorar a vida em algum dos seus aspectos. A Logosofia tá apresentando uma transformação, ou a possibilidade de cada um de nós transformar a própria vida de uma forma que ainda é muito difícil — embora acessível — realizar essa imagem do que que pode ser uma vida quando a gente começa a integrar em si mesmo todos os aspectos, todos os planos da nossa existência. E eu falo dessa forma porque eu vivi uma boa parte da minha vida, mas certamente mais da metade da minha vida, eu vivi praticamente apenas no plano terreno. Que é viver a vida aí, essa vida aí que a galera vive. Essa vida que a gente vive quando a gente está inconsciente — ou nesses períodos que podem ser desde minutos até décadas — períodos em que a gente não se dá conta da própria existência, a gente não percebe que existe algo mais. E de novo, esse período pode ser o período de uma vida inteira. Até que algo nos move, nos impulsiona, nos impulsiona a buscar aquilo que falta. E a gente fica achando ainda que o que falta a gente vai encontrar com coisas terrenas, com coisas que estão fora de nós. E pode passar a vida, o resto da vida inteira, tentando preencher esse vazio com mais coisas terrenas. O fato é que não preenche — óbvio — e nós sabemos disso. E sabemos por quê? Porque não só nós já temos esse exemplo na vida, mas especialmente a humanidade vive isso, e esse estado atual da humanidade demonstra isso de forma muito clara. Há uma ansiedade generalizada na humanidade e há uma angústia muito grande, cada vez maior e cada vez mais cedo nas gerações: a angústia de não conseguir encontrar um sentido para tudo isso. Há muito sofrimento. Eu sofri na minha juventude — e bastante — quando eu me dei conta de que eu não queria viver a vida como a vida se apresentava. Que aquilo não era aquilo, aquilo não me satisfazia, não ia me satisfazer. Embora eu tivesse uma atração muito grande pelas coisas da vida terrena, muito grande. Pense em alguém que nasceu com características assim de gostar das coisas terrenas. Eu só assim: "Ah, você é do signo de Touro? Sou". É por isso. Tem a... Eu penso que tem relação, na verdade. Há uma afinidade desses que nascem nesse período. Parece que a gente volta para essa experiência terrena em períodos que agrupam aqueles que têm características psicológicas semelhantes. Mas enfim, pense em alguém que tem assim... Veio com muito gosto pelas coisas terrenas. Você imagina que o processo de ir percebendo que as coisas terrenas não têm um valor tão grande — ou pelo menos esse valor não é maior e nem é significativo, assim, chega a não ser nem significativo perto daquilo que eu busco hoje — é uma mudança sensacional, é uma mudança transformadora. Essa jornada em que o Conhecimento Transcendente vai de fato promovendo uma nova forma de viver, de sentir a vida, de perceber a vida. É como se a gente realmente fosse sendo puxado da multidão que caminha, sabe? A multidão que vive a vida. Pensa na multidão andando nessas avenidas mais lotadas, mais cheias de gente. A gente passa uma vida, se se deixar, na multidão, vivendo como todo mundo vive. Pensa num guindaste mágico assim, que pega a gente — só a gente assim, e todos os que assim escolhem também — e nos eleva. Sabe, nos faz: "Ó, agora vamos subir aqui uns metros, mais metros, mais metros. Agora, desse ponto aqui em cima, olha para esse mesmo mundo e olha para as mesmas experiências que você tá vivendo no dia a dia". E começa a perceber que as experiências do dia a dia — ou seja, os fatos e circunstâncias, como me refiro sempre — são exatamente isso. São experiências. Aí eu falei assim: "Experiência do quê? Que é isso? Minha vida é um laboratório, eu sou um hamster agora? O que que é isso?" Pois é, nós não somos hamsters. Mas as coisas que a gente vive, as situações do dia a dia, começam a fazer sentido quando a gente começa a transformar a vida num grande laboratório, num grande experimento de descobrir o que que é que tem para descobrir no plano metafísico. Ou seja, quando a consciência começa a despertar com esses Conhecimentos Transcendentes para uma realidade que ela antes tava dormindo, dormindo. Aí você fala assim: "Pô, mano, passou quanto tempo dormindo?" Pode passar a vida inteira dormindo. A consciência pode passar a vida inteira dormindo. A gente tem a consciência desperta num nível, que é o nível comum. Aquele negócio: ninguém precisa ficar lembrando a cada segundo que tá dirigindo um carro como é que dirige um carro, não é isso? Você tá na consciência esse conhecimento — andar de bicicleta, andar a pé, enfim, quantas coisas a gente não faz o dia inteiro? Já tá na consciência já, não precisa ficar pensando naquilo, já tem conhecimento. A consciência é essa manifestação do conhecimento adquirido. Agora, a consciência elevada acerca da vida e da existência do ponto de vista amplo — do ponto de vista da existência espiritual consciente, a consciência dessa realidade espiritual em nós, que é a realidade metafísica, essa realidade que não se pega com as mãos — essa precisa despertar. E para despertar, essa consciência precisa se alimentar da essência de conhecimentos que também são de outra categoria. Essa, para mim, é a... Se você resumir esse tópico das Características Fundamentais do Conhecimento Logosófico, eu diria que é essa capacidade de promover em nós, em cada um, uma nova forma de viver a vida aqui na Terra. Uma forma que é transformadora. E que, na medida que a cada dia a gente vai percebendo novas nuances sobre essa vida, sobre essa existência, são equivalentes aos resultados que eu tava me referindo no exemplo da mudança da saúde, da transformação da saúde fisiológica do corpo. Igualmente, analogamente, a gente pode começar a observar cada vez mais, a cada dia, resultados desse conhecimento: elevando a nossa visão, ampliando o nosso entendimento, trabalhando as faculdades da mente de forma que a mente começa a compreender, perceber e observar, e se dá conta desse plano metafísico que sobrepõe-se a tudo que a gente vive aqui na Terra. Eu fico muito entusiasmado com a possibilidade de a cada dia observar um resultado se reiterando, ou mais resultados desse esforço de buscar no conhecimento logosófico uma capacidade cada vez mais ampla internamente. E eu tenho certeza que você — não importa em que ponto da jornada você está, e só cada um de nós pode ir avaliando esse ponto — independente do ponto dessa jornada, dessa busca por esse conhecimento, na busca por essa vida plena, essa vida consciente, essa vida de felicidade cada vez maior, cada vez sentindo mais próximo do que é eterno, do que é permanente na existência... Tenho certeza que esse sabor... Quanto mais você experimentar, quanto mais a gente experimenta, mais vai ter disciplina, mais vai ter motivação, mais vontade a gente vai ter, maior vai ser nosso querer em realizar isso cada vez mais. Para isso é preciso mergulhar nessa fonte de conhecimento, e é isso que eu faço todo dia. Eu mergulho nessa fonte do conhecimento logosófico em busca de um pouco mais dessa essência que tem alimentado esse mundo interno, esse mecanismo, essa engrenagem interna que eu tenho e cada um de nós tem também. Esse é o conhecimento logosófico para mim, desempenhando essa função vital. Boas reflexões, bom estudo. Fique bem e até o próximo podcast.