Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Festa do Pão de Mel Acabou: Gastronomia vs. Nutrição Espiritual
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Putz, ontem foi difícil, hein? Fui no meu nutrólogo, onde vou a cada dois meses, já faz praticamente três anos e meio. Ele é o profissional que acompanha minha nutrição e, como é médico, acompanha a saúde como um todo. Nesses últimos dois meses, eu me propus a ganhar um pouco mais de massa muscular. Porque, quanto mais massa, mais saúde o corpo tem. O problema é que, para ganhar massa, tive que comer muito, e não comi muito com qualidade. Acabei me permitindo uns "pulinhos" bem distantes do que deveria, e o resultado, obviamente, é que veio junto massa gorda. Saí do consultório com uma instrução para uma nutrição bem restrita pelos próximos dois meses. Saí rindo de mim mesmo, pensando: "Dancei. Quem mandou relaxar demais?". Acabou, por exemplo, a festa do pão de mel. Nossa, eu descobri um pão de mel tão gostoso, da marca Panini, que vende em um supermercado do Sul, o Zaffari. Simplesmente o melhor pão de mel do mundo. E nesses últimos dois meses, eu tinha feito a festa. Bom, a festa acabou. Fiquei pensando sobre essa facilidade que tenho de esquecer que me alimento não para o prazer, mas para a nutrição. Claro que tenho prazer no que como, mas há uma confusão em mim ainda. A gente transformou a alimentação, basicamente, em um prazer. A cultura humana foi distorcendo isso. E, embora seja ótimo ter um paladar refinado, não era essa a função original. Uma coisa é gastronomia, outra é nutrição. O corpo precisa da melhor nutrição, não da comida mais gostosa. Estou dando esse relato do "desastre" da consulta de ontem porque fiquei pensando em como é difícil para mim perceber que estou fora do curso, pois vou me deixando levar por pensamentos que, de forma muito sutil, ainda influenciam minha mente. O que a Logosofia apresenta são conhecimentos que cumprem essa função de nutrir o verdadeiro ser humano que existe em cada um de nós. Eu vivi muito tempo dedicado a ter cultura, conhecimentos comuns, uma carreira profissional bacana. E esses conhecimentos, que servem às coisas terrenas, têm um efeito muito limitado na minha vida e existência. É como o pão de mel: ele tem elementos nutritivos, mas é pouca nutrição para a quantidade de calorias e para o estrago que faz na minha dieta. O conhecimento comum é um pouco isso. Ele nos eleva cultural e intelectualmente, e é importante, claro. Por outro lado, é preciso entender que há um alimento, uma nutrição, para essa outra parte do nosso ser, que está lá só esperando para ser alimentada e ativada. É como se fosse o alimento mais perfeito para a mente, para a consciência e para o coração. Esse conhecimento que trata do que é mais transcendente para a vida. E por estar à disposição, nos livros gratuitos no site da Logosofia, parece que é só mais uma coisa comum. Mas o fato é que não é. O que entendo hoje é que esse conhecimento é a minha dieta para a parte mais nobre e elevada da minha vida. Assim como o corpo, que com a nutrição adequada se torna uma máquina cada vez melhor — e, putz, eu transformei a máquina do meu corpo nos últimos três anos e meio —, a projeção que podemos fazer para a vida interna é de uma transformação sem limites. Todo dia eu faço o esforço para assimilar a essência desse conhecimento, como se fosse o elemento nutritivo mais elaborado que encontrei para mim mesmo. E de fato é. Se todo dia cada um de nós puder se nutrir de um conhecimento que transforma essa máquina perfeita que temos, que estava meio parada, enferrujada, dormente, seria a melhor alimentação que poderíamos fazer na vida. É preciso refletir sobre isso. Se é um fato que podemos sentir os efeitos benéficos desse ensinamento de forma muito rápida, por que não querer mais? Eu quero cada vez mais. Isso precisa ser parte da jornada em que tomamos consciência de que estamos em busca de uma superação. Eu precisei de um conhecimento transcendente como este para esclarecer que estamos originalmente programados pela Criação para realizar um processo de evolução consciente. A capacidade está dada ao ser humano. Eu que demorei tanto tempo para entender que a vida humana era exatamente o reflexo dessa engrenagem, dessa jornada que eu deveria realizar. "Quem não gosta de ter um conhecimento ou mais?". Esse é o título do tópico seguinte para o qual nos movemos agora no livro Exegese Logosófica. Boa leitura do tópico, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.