
O sopro que nos preserva da morte
Autor: Pedro Augusto
Paulo Gustavo morreu.
Depois de árdua luta os meios humanos foram vencidos e tivemos todos que despedirmo-nos do talentoso artista.
É sempre assim. A morte escancara o pó que somos, o pó que haveremos de ser.
E se é pó o que somos, e se é pó o que haveremos de ser, e, ainda, se nenhuma criatura pode dar o que não tem, me parece seguro concluir que é pó também tudo aquilo que realizamos.
Não se colhem uvas de figueiras, não se colhem figos de parreiras, como se colheriam sopros de vida da asfixia estéril do pó?
Sei que essas palavras poderiam me render o titulo de…
The skinny
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