Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Se Contenta Com Pouco? A Pergunta Que Muda Tudo
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tava pensando aqui fazendo uma pergunta para mim mesmo, assim, nossa, como é que eu faço uma pergunta dessa para mim mesmo? Que que eu respondo e como é que eu faço essa pergunta para você, né? Assim, você acha que a gente se contenta com pouco na vida? Essa é a pergunta. Que que você acha? Você acha que cada um de nós se contenta com pouco? E eu vou te dizer que a minha resposta a princípio era que não, imagina, eu sempre não me contento com um pouco. Por outro lado, eu passei a maior parte da minha vida, ah, vou dizer assim, contente, ah, vou dizer assim, resignado a viver uma vida comum. Eu passei uma parte da minha vida vivendo a vida de acordo com o conceito que eu cresci ali no meio social, né? Assim, ah, trabalha aí, cara. Estuda, trabalha, numa proporção qualquer, qualquer um desses dois aí e curte a vida. Quem não cresceu, né, com esse conceito de alguma maneira permeando a mente e de alguma maneira moldando a forma como a gente encarou a vida durante boa parte dela. E por que que eu fiz a pergunta sobre o contentar-se com pouco? Porque ainda que nessa vida terrena, fazendo essas coisas, né? Vivendo a rotina e esses objetivos comuns que são né? Parte é necessidade, parte são imaginação, né? São criações da nossa dos nossos pensamentos e que ficam nos mantendo superocupados, né? Sempre criando uma coisa mais depois da outra para poder a gente conquistar aqui na terra e fazer e acontecer super legal, mas esse é o problema. Mas a sensação de que essa vida não preenche o vazio que cada um de nós sente quando a gente consegue parar para respirar e começa a sentir quando a gente respira profundo, começa a sentir que tem alguma coisa errada com essa vida. Ou que tinha, né? Se você já não vive ela mais, mas que tinha uma coisa errada com essa vida. Mas como cada um de nós, eu entendo, ainda vive boa parte da vida assim, boa parte do dia, né? Submerso, mergulhado nessa vida comum terrena. Isso ainda acontece ainda. Mas de vez em quando a gente respira, às vezes no mesmo dia, às vezes demora mais de um dia para a gente parar e dar aquela respirada. Quando eu falo respirar, não é só respirar fisicamente, né? Eu tô usando metaforicamente a sensação de pensar sobre tudo isso. Pensar sobre o rumo e o destino, quer dizer, o destino que eu falo é onde vai chegar a vida assim, né? Qual o destino desse caminho, né? Qual o destino desse rumo? Quando a gente pensa sobre isso, eu acho que a gente pensa pouco sobre isso. Mas quando a gente pensa sobre isso, ou quando a gente se sente movido a de alguma maneira fazer a parar para sentir como é que tá tudo isso, a sensação é de que essa vida comum terrena que a gente vive, ela não satisfaz. Então, uma parte da resposta ou poderia até responder aquela primeira pergunta dizendo assim: "Olha, não, eu não me contento com pouco". Tanto é que de tanto em tanto, né, durante o dia eu paro para essa dou essa respirada do ponto de vista da consciência e aí eu percebo que a vida não não essa só só essa vida não me satisfaz, eu quero mais. Eu quero um conteúdo essencial, permanente, eterno para a vida. OK, nessa hora a resposta pode ser essa mesmo. Por outro lado, quando eu volto e mergulho de novo nessa nessa esse ciclo infindável de coisas que acontecem na vida terrena é como se a resposta fosse: "Ah é, eu me contento com pouco". Duro, né? Mas você não precisa se preocupar, se você não é seu caso, não tem nenhum problema, mas é o meu caso. E talvez o caso de boa parte da humanidade. E por que que eu penso que isso é um problema? Porque a gente sente que tem algo errado, né? A gente sente que tá faltando o conteúdo essencial da existência da vida, do porquê de tudo isso. Bom, e como a gente sempre trata aqui, é disso que a Logosofia, é, vamos dizer assim, é disso que a Logosofia nos instrui, nos esclarece, nos permite e compreendendo a medida que a gente vai absorvendo pequenas porções de conhecimento que explicam primeiro mas mais do que explicar, né? Essas pequenas porções de conhecimento sobre a vida metafísica, elas abrem a possibilidade para que cada um de nós viva uma vida que talvez a gente tenha só sonhado. Ou se não sonhou com ela, a gente intui, né, profundamente ou já experimentou ela, em geral é isso, né? A gente já experimentou ou porções dessa vida, ou porções de tempo dessa vida, que é uma vida que ah, a sensação é essa, sabe, assim, de ah, encher o pulmão de ar novo, assim, de ar cheio de oxigênio, né, e rico de oxigênio e, puxa, que sensação de viver diferente. E Logosofia é sobre isso. E Logosofia é mais do que apenas falar que isso é uma realidade possível, né? A Logosofia é sobre e capacitando ou e capacitando cada um de nós para viver cada dia mais essa parte da vida que tava oculta. Aí você fala assim: "Pô, Ronny, mas tava oculta? Como assim, né?" Ué, aquilo que a gente ignora é como se não existisse pra gente, né? Infelizmente. E eu gosto sempre de recordar isso, tudo que a gente sabe de ciências hoje, que a humanidade sabe sobre ciências, qual que é a ciência? A do corpo humano, a do universo, não importa. Há algumas centenas de anos atrás, a gente não sabia nada disso, nem desconfiava. E a vida era totalmente diferente por conta disso. Então, mas assim, não é porque a gente não sabia que não era uma verdade, né? O corpo humano é assim há centenas de milhares de anos. Então, a gente não sabia, mas é, já é, mas a gente ignora ou ignorava, né? E aquilo que a gente ignora, esse é o ponto, aquilo que a gente ainda ignora sobre a vida e a existência é a causa da gente passar uma vida angustiado e ansioso sem entender porquê que a gente ainda não sente e experimenta, perdão, não sente e experimenta uma felicidade permanente, uma sensação de plenitude da vida. A gente ainda se curva ao conceito comum de vida, como se esse conceito fosse o conceito que regesse a nossa conduta. Talvez, porque ele ainda reja uma boa parte dos nossos dias, seja esse conceito mais limitado de uma vida para cumprir coisas fora de nós. Ainda que muitas coisas que a gente faz cumpre e alcança fora de nós, deem motivo para ser feliz também. Claro. Mas você percebe que a natureza dessa felicidade ou a essência dessa felicidade, ela não tem como perdurar muito ou vai perdurar na fração do esforço, que se a gente for consciente do esforço e do processo que a gente, né, e de alguma maneira superou algo em nós mesmos para alcançar aquilo, né, do ponto de vista terreno. Aí, qual começa a ganhar ou a dar o sabor, né, ter o sabor de eternidade. Porque é sobre isso, como eu falo sempre, quer dizer, a verdadeira felicidade, de viver, a gente vai encontrando quando a gente vai conhecendo os recursos ou a engrenagem ou as possibilidades que a vida em toda sua plenitude metafísica basicamente falando, oferece. E que os processos terrenos são apenas um reflexo. Somente um reflexo. Daquilo que a gente vive internamente. Não é à toa que nesse capítulo do livro Mecanismo da Vida Consciente, tem uma das afirmações mais interessantes que a Logosofia faz, que eu sempre recordo dela desde muito tempo, que é "A vida é um espelho onde se reflete o que o ser pensa e faz ou o que os pensamentos próprios ou alheios o levam a fazer". A vida é um espelho, mas isso é um conceito difícil de compreender. Sem o conhecimento para iluminar a mente, é muito difícil de compreender isso. E aí esse é o problema, a gente vive a vida ou passa uma parte da vida vivendo essa vida terrena como se ela fosse a causa, como se o objetivo fosse as coisas que acontecem na vida terrena ou o objetivo fosse preencher a vida terrena. E aí a gente passa a vida respondendo a padrões, respondendo ou obedecendo a padrões, obedecendo a um monte de objetivos inculcados e formas de viver a vida que foi inculcado em cada um de nós pela cultura corrente. Eles passam a vida acorrentado a um monte de conceitos que não refletem a verdade. Eis o problema. E é por isso que a vida que a Logosofia abre impossibilidade para cada um de nós de viver, de experimentar, é uma vida que começa a ser vivida dentro de si mesmo. Eu assim, isso parece é tão fácil de falar isso, porque tão simples, né? Eu não usei nenhuma palavra complicada para eu falar isso. Mas é tão complexo deixar de viver a vida fora de si mesmo, para viver dentro de si mesmo. Porque exige muito conhecimento. Aí você fala: "Ah, Ronny, tá vendo? É muito difícil, né?" A gente mas é um negócio muito complicado. Então, não é. Não é, não só não é complicado, como não exige tanto esforço assim que parece que é inalcançável. Mas, mas obviamente não se consegue, não se alcança essa vida interna sem que haja um esforço diário na proporção necessária para isso. Quando eu falo de diário você ah, então se um dia eu não conseguir fazer esse esforço, eu perdi, desisti, desisto. Não, não é isso. Claro que não é isso. Mas assim, essa é uma condição que se alcança reafirmando a cada tempo um pouco mais sobre tudo isso. O que exige conhecimento, porque essa é a razão que eu busco conhecimento todo dia. Mas você fala ônibus, você já não leu toda a bibliografia logosófica? É, praticamente sim. E mais de uma vez. Então, porque você, você não vai buscar em outras coisas? Porque o conteúdo essencial desse ensinamento é exatamente o conteúdo que esclarece, ilumina e explica essa vida interna que eu cada dia busco um pouco mais viver. Ou busco viver um pouco mais. E por que que eu busco viver um pouco mais? Porque isso é um é um esforço constante, é um, é um praticar constante, é um é uma construção diária de uma nova vida dentro de mim. E é isso que eu procuro ter como guia, sabe? Na minha no meu dia a dia, como eu falo para você sempre, você sabe já, lógico. Talvez você saiba mais do que eu imagino, né? Que você sabe. Eu vivo circunstâncias na minha vida, experiências, ah, muito desafiadoras. E nenhuma delas é sobre o que as pessoas veem. Nenhuma delas, é, assim, minha dificuldade, meu desafio não é o que que as pessoas tão vendo, o que que as pessoas tão intuindo ou tão percebendo sobre a minha vida. O desafio é se a verdade que vai se revelando em porções para mim, em porções e infrações ou em correspondência à minha busca por ela, como é que eu vou me alinhando, como é que eu vou respeitando, como é que eu vou como é que eu vou sendo fiel à verdade que eu vou conhecendo, descobrindo, sentindo, percebendo e sendo consciente dela? Para ir deixando de viver essa vida que no final é uma era um conceito, era uma vida falsa. A vida que eu vivia para fora de mim, preenchendo ou alcançando apenas coisas fora de mim mesmo, é uma vida falsa. Dessa vida, eu tô me despedindo dela, já faz um bom tempo, é um processo. Mas eu tô me despedindo dela há muito tempo já, dando tchau devagarzinho, sabe? Por cada dia um pouquinho mais. E nisso, eu vou eu vou quebrando essas correntes que me prendiam completamente, me aterravam, sabe? Me deixavam totalmente preso à terra. Quando eu falo a terra não é o planeta, né? Mas essa vida baseada em conceitos comuns com destino comum. Tem outro é outro ensinamento nessa nesse capítulo que é um dos ensinamentos para mim que eu inclusive eu usei durante dezenas e dezenas e dezenas de vezes que eu tratei desse tema, né, em reuniões ou em atividades logosóficas sobre vida e destino. Eu vou deixar você procurar ele inteiro, mas o final o González Pecotche tá falando sobre essa vida e esse destino que se abre para cada um de nós finalmente preencher a vida com conteúdo essencial, espiritual. Ele termina o ensinamento falando assim: "Esse destino é o patrimônio espiritual do homem, o arcano inviolável que contém impresso o processo secreto de sua existência". Eu não vou nem falar mais nada para não estragar esse poema maravilhoso. Boa leitura, bons estudos, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.