Latest / Logosofia no Dia a Dia / 4 Mil Anos Buscando: A Resposta Estava Dentro de Nós
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava aqui pensando: o que a humanidade tanto buscou desde sempre? Fazendo uma pesquisa, vi que talvez um dos registros literários mais antigos que temos seja de cerca de quatro mil anos atrás. Foi escrito em cuneiforme, em placas de argila, e é a história de um antigo rei sumério, Gilgamesh. Esses registros existem, foram encontrados há séculos e traduzidos há um século e meio. Eles contam a história desse rei da região de Uruk, na Mesopotâmia, que tinha tudo, mas que, frente ao enigma da morte de um amigo muito próximo, saiu em busca do elixir da vida eterna, da imortalidade. Ele era consumido por essa incerteza quanto à vida e à existência. Achei curioso que existam registros de quatro mil anos atrás sobre isso, na obra chamada Epopeia de Gilgamesh. O que isso nos faz pensar é que o ser humano, naturalmente, tem essa busca pela supervivência, pela conexão com o que é eterno, com o que é permanente na Criação. Depois, claro, há histórias mais recentes sobre a fonte da juventude, mitologias, filmes. É nato, é da nossa característica — e certamente não do corpo físico, mas do corpo metafísico — essa busca pela conexão com o que tem a essência permanente. Não é à toa que buscamos a tal da felicidade como se fosse algo impossível de alcançar. E talvez até seja, quando eu acreditava que a felicidade estava nas coisas que aconteciam na minha vida, nas conquistas, nas experiências. Era uma maneira de entender a vida que limitava o alcançar da felicidade a esses acontecimentos, a essas muitas variáveis que não temos como controlar. Essa busca pela felicidade, pela eternidade, pela imortalidade, pela conexão com a Criação, com Deus, é uma característica marcante da nossa história. O problema seria seguir até o final da vida acreditando nisso, com a felicidade variando conforme as circunstâncias: uma época estou feliz, outra estou triste; ora otimista, ora pessimista. Mas neste tópico curtinho sobre a concepção da vida, logo no começo, a Logosofia faz uma afirmação muito interessante: ela aponta a localização dessa fonte, desse elixir da felicidade. E essa fonte, essa coisa mágica que todo ser humano busca, é o conhecimento de si mesmo. Antes de falar sobre a fonte, é importante pontuar que muito do sofrimento que tive foi porque eu achava que os acontecimentos da vida não só definiam se eu era feliz ou não, mas especialmente definiam quem eu era. Hoje, vivo com a convicção de que as circunstâncias e fatos da vida terrena não nos definem. Os problemas, os desafios, aquilo que não sai como queríamos, nada disso define quem somos e, por consequência, não define se somos felizes. Voltando ao ponto do elixir da felicidade, a Logosofia aponta que ele é o conhecimento de si mesmo. A princípio, também achei estranho. Mas a realidade é que, se a felicidade estivesse de fato fora de nós, a vida seria uma grande caça-níqueis de cassino. A felicidade não poderia estar vinculada a fatores que não controlamos. A lógica diz que a felicidade tem que estar dentro de nós. Agora, como vamos encontrar a verdadeira felicidade permanente se não conhecemos esse mundo maravilhoso que existe dentro de cada um de nós? É por isso que a Logosofia aponta para dois campos, duas zonas: a vida externa, que já conhecemos bem, e a vida interna, o mundo interno. Esse campo de ação que mal conhecíamos antes de um conhecimento como o logosófico começar a iluminá-lo. Nesse mundo interno, o conhecimento de quem somos, da realidade da própria mente, da sensibilidade, o despertar da consciência... O reencontro com essa realidade é como reencontrar um velho amigo. É reencontrar-se consigo mesmo e reconhecer que a verdadeira vida, a vida causal, está dentro de si. Não temos que nos preocupar com o que de negativo existe nesse mundo interno, porque é exatamente para extirpar esse mal que vamos para dentro, jogando a luz do conhecimento e explorando cada canto. É preciso tomar posse, viver a vida aqui na Terra enquanto também vivemos a vida dentro de nós mesmos. O elixir não está fora. A definição de quem somos não será encontrada em nenhuma posição ou experiência terrena. Não nascemos para ser um profissional X ou Y, nem para ter bens materiais. Nascemos, entendo eu, para encontrar nesta vida a conexão entre nós e a Criação. Na medida em que vamos penetrando nessa criação maravilhosa que é o ser humano, nessa zona dentro de nós, é como se eu fosse descobrindo o pensamento do Criador. É como ler um livro de um autor e entendê-lo mais, ou ver os quadros de um pintor e se conectar a ele. A criação mais próxima que temos do Criador é esse maravilhoso mundo interno. É a vida que sinto que me aproxima de Deus de uma forma incrível. A Logosofia não só apresenta essa realidade, mas nos dá as ferramentas para que possamos entendê-la, experimentá-la e tomar conta dela, como cada um deve fazer. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.