Latest / Logosofia no Dia a Dia / Da Saúde Física à Saúde Metafísica: A Mesma Lógica de Transformação
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Então, vamos lá. A gente começa com esse podcast o estudo do livro Logosofia: Ciência e Método. E você vai ver que a gente vai aproveitar cada tantinho do livro, né? Qualquer livro de Logosofia, a gente vai aproveitar cada ensinamento, se não individualmente, mas no conjunto da obra, a gente não vai deixar de dar atenção a nenhum deles, né, nessa leitura cuidadosa, reflexiva. E aí a gente vai começar a retirar e você vai sentir que cada vez tá retirando um pouco mais ou tá conseguindo identificar novas pecinhas do grande quebra-cabeças que a gente tá buscando preencher ou completar, né, dentro de nós, sobre tudo, sobre a existência, sobre a vida, né? E a gente começa dizendo o seguinte, ou pelo menos as seguintes reflexões, né, são próprias do estudo que eu fiz nesses últimos dias. Em especial, o foco agora é o prólogo do livro. Então, se você ainda não leu o prólogo — o prólogo do livro, pouquinhas páginas — é o que a gente está focado neste momento. Quando eu decidi mudar minha saúde física — e você talvez já tenha ouvido eu falar dessa experiência, né, deixar de ser um ser humano sedentário e com a saúde a risco, para ser um ser humano com a saúde em dia ou pelo menos, né, com um esforço muito grande para a saúde estar em dia e mudar completamente a forma como o meu corpo tava trabalhando — eu fui obrigado, eu tive que tomar uma decisão muito séria. Olha que interessante. Quando a gente toma uma decisão, o que que significa isso? Ah, tomei uma decisão na vida ou tomou uma… não tô falando decisão do dia a dia, do que vai comer, não é isso, né? Qual… onde vai almoçar? Ah, vamos, vamos, vamos decidir onde a gente vai almoçar, não é isso. Eu não chamo isso de decisão. Quando eu me refiro à decisão, eu me refiro assim: todo dia e a vida toda, a nossa vida é uma questão das escolhas que nós fazemos todos os dias. E eu tô de novo me referindo, como, né, sempre me referindo àquilo que tem valor para vida, para existência. Eu não estou falando das coisas corriqueiras do dia a dia. Quais são as escolhas que a gente tem que fazer todo dia? Ou que escolha que todo dia a gente pode fazer ou não? É uma escolha decidir por viver uma vida diferente da vida que a gente viveu até então. Ou é uma escolha seguir vivendo a vida que a gente viveu até ontem. Então, quando eu acordei agora de manhã, eu comecei uma nova jornada, um novo dia. A escolha é clara. Ou eu sigo vivendo, né, cada dia buscando ser mais consciente de quem eu sou, ou eu posso escolher ficar satisfeito com o que eu sei da vida e da existência até hoje e não fazer esforço nenhum, nem pensar nisso e passar o dia em branco mergulhado nas coisas… Veja que escolha claríssima que a gente tem. Ah, mas tem outras escolhas? É, tem, todas relacionadas a isso, né? A gente pode olhar essa escolha e pode enunciar essa escolha de várias formas. Mas uma coisa é certa — isso é uma coisa que a experiência que eu tava, que eu tô contando, né, essa que eu tava me referindo, a experiência de mudar a condição de saúde do corpo, ela é uma experiência que ensina isso de uma forma muito clara. Uma coisa certa: a decisão é uma ação que reafirma aquilo que cada um de nós quer ser. A partir do momento que a gente toma uma decisão de superar a nossa condição, de não ser mais o que somos, o que fomos até então, para sermos uma versão melhorada de nós mesmos, essa decisão implica em ação. E essa decisão, ela estarta, né, ela dá início a um processo, que é um processo de transformação, que é um processo de um novo rumo, um novo caminho. Ainda que a gente nem tem uma ideia clara de como é que vai ser essa transformação, essa superação de si mesmo. Então, voltando, ó, a minha analogia, né, que eu gosto de fazer essa analogia com as coisas que são simples da minha vida. Porque aí eu entendo no mundo terreno, né? Eu gosto de entender alguma situação no mundo terreno e projetar do ponto de vista da reflexão, projetar quais são as implicações no mundo metafísico. Então, quando eu tomei a decisão, o que que eu tive que fazer para mudar minha vida, minha saúde, né, meu corpo? Eu tive que ajustar a minha rotina. Eu tive que ajustar a minha conduta em termos de alimentação, de dormir, de horário de dormir, acordar, minha conduta em relação a… como que eu, como é que eu refiz a ordem do meu dia? Eu tive que me adaptar à nova vida que eu queria viver. Você percebe o ponto, a sutileza disso? Quando eu quis, tomei essa decisão que eu ia mudar minha saúde, né, que eu ia mudar essa minha vida do ponto de vista fisiológico, com implicações de vários, também no psicológico, né, com implicações em todos os planos da existência… Mas quando eu tomei essa decisão, eu entendi que eu precisava reajustar a minha conduta de acordo ou sob a guia dessa decisão. Ou seja, o pensamento criado para essa decisão, o pensamento-propósito que eu criei em mim, né, que gerou essa decisão, ele deveria então passar a guiar a minha forma de me conduzir todos os dias. Faz sentido isso? Faz, né? Se eu tenho que ajustar a conduta, se eu tenho que ajustar minha rotina, tenho que ajustar meu modo, né, de encarar nutrição, de encarar descanso, dormir, enfim. Entende, né? Eu tive que readequar e tenho que manter — eu estou nesse rumo desde então de adequar meus hábitos. Porque a minha vida, do ponto de vista fisiológico terreno, hoje, ela é uma vida diferente da vida do Roni de 3 anos atrás. Porque se eu tivesse mantido a conduta e a forma de viver minha vida como eu vivia há 3 anos atrás, eu não teria os resultados que eu tenho hoje. Eu não teria mudado minha saúde física. Então, vamos pegar: se isso é óbvio, se parece uma obviedade, vamos transportar isso para o plano metafísico agora. Que que o prólogo e que que eu assim, eu considero que é muito importante o prólogo do livro, porque ele nos dá uma imagem-guia do que que esse livro, por que que esse livro foi escrito? Por que que González Pecotche colocou, né, nesses capítulos de forma muito, muito clara, acessível, o método logosófico, né, nessa, com essa didática? Porque é preciso tomar ao mesmo tempo todo dia uma decisão ou reafirmar uma decisão ou condensar, né, consolidar uma decisão que a gente já tomou de que a gente quer viver uma vida cada vez mais consciente de quem somos. E cada vez mais próxima da verdade, né, do pensamento universal, do pensamento criador. Essa decisão, conforme a gente vai fortalecendo, a gente vai reafirmando essa decisão, ela implica também num ajuste de conduta que se nos leve, né, que se identifique com este objetivo. Faz sentido? Faz, né? Porque o que tá, o que existe aqui no pequeno também existe no grande, porque na verdade tudo que a gente conhece aqui na Terra e todas as situações que a gente observa na vida terrena, elas são espelhos do mundo metafísico, né? É que é mais fácil a gente identificar a lógica dessa engrenagem no mundo terreno, no mundo físico, né, que o nosso entendimento tá mais acostumado. Mas é quando a gente identifica essa lógica, como eu tava falando da transformação da saúde, na verdade isso é um reflexo de uma lógica que atua, claro, que tem sua causa nessa engrenagem do mundo metafísico e das leis, né, universais, das leis que governam essa vida mental e governam toda a criação e garantem que tudo tem que evoluir, né? Tudo que é criado tem que evoluir. Essa é uma lei universal. Então desde as plantas evoluem ao longo dos milhões de anos, né, os animais. Só que nós temos uma prerrogativa única, que a gente deve evoluir de forma consciente e não apenas empurrado pelas situações e pelos perigos e pelas dificuldades da vida, né? Isso que nos distingue do animal de forma muito clara. Mas voltando ao ponto, ao ponto de que assim, todo dia eu tô me recordando e eu quando eu retomo o estudo todo dia, eu lembro disso e falo assim: "Puxa, como é que foi hoje minha conduta, se ela estava alinhada, né? Se ela estava… se eu estava me conduzindo de forma a me identificar com esse ser que eu quero cada vez mais ser." Ou seja, todo dia a gente é apresentada a uma bifurcação no caminho, sabe? Acho que a gente começa o dia e segue durante o dia sempre frente a uma bifurcação. E cada situação que a gente vive no dia é como se a gente tivesse que reiterar se a gente tomou a decisão que quer ou não quer realmente viver uma vida cada vez mais plena e mais consciente. Porque são exatamente na… é exatamente, né, na situação que a gente vive durante o dia, cada uma delas, em que a gente precisa reafirmar essa condição. E sabe o que eu acho mais… que eu considero mais sublime, mais lindo e aonde eu sinto a maior felicidade? É quando eu vivo, ou eu observo alguém viver as situações mais difíceis, né, do dia a dia, e nessas situações mais difíceis — quando a gente sente, né, apertado pela situação, pela experiência, ou quando a gente sente assim aquela angústia, né, aquela dor por uma circunstância que a gente tá vivendo, por algo que tá ocorrendo de forma que não é como a gente queria, né — e a gente consegue reafirmar mesmo nessa situação, nessa experiência, nessa dificuldade, a gente consegue reafirmar que essa situação, essa dificuldade não vai nos tirar do rumo. E para mim essa é das vitórias mais lindas que o ser humano pode ter no dia a dia. É a gente reafirmar o rumo, manter a decisão de sermos, de nos identificarmos, né, cada vez mais com essa vida transcendente, consciente, reafirmar essa posição de que ainda que as situações terrenas sejam desfavoráveis ou desagradáveis ou nos apertem muito em qualquer dos seus campos, a gente vai manter essa posição interna de reafirmar que nós não vamos nos moldar e nos dobrar por conta dessas experiências. Essas experiências não vão nos fazer um ser humano pior, mais duro, mais sofrido, né, ou qualquer um monte de outras características que a experiência poderia nos moldar. Porque a gente vai reafirmar — e essa é a decisão — e nesse momento a decisão é muito importante. É a decisão de como é que a gente vai viver cada dia dessa vida, se identificando mais com essa imagem arquetípica que a gente vai entendendo, né, que a gente vai construindo sobre nós mesmos, sobre o ser humano, independente dos apertos que a vida terrena nos dá. Faz sentido isso para você? Você entendeu qual o ponto? E eu penso que esse… o prólogo, ele dá essa imagem muito clara. Então, vale… se quando você fizer a leitura do prólogo, você não fez ainda, eu acho que vão surgir reflexões nessa linha e é muito importante que você registre. Registra para você mesmo, seja no livro, seja, né, você tá lendo o PDF, então anota em algum lugar na tela aí que você tá lendo ou o livro físico, anota, ou anota num caderno, assim, quais são as reflexões que surgem e que remetem você à sua vida diária. Para que a gente possa ir, cada um de nós, identificando esses momentos cruciais no dia a dia em que a gente possa reafirmar a decisão de quem somos e de quem queremos ser cada vez mais. Essa é a luta mais linda e a que mais me enche de alegria quando eu consigo vencer cada uma dessas situações. Quando eu não consigo, eu me preparo para vencer na seguinte, né? Bom estudo, boa leitura, fique bem e até o próximo podcast.