Latest / Logosofia no Dia a Dia / Rebeldia Sadia: Por Que Você Não Deve Fazer Nada Sem Entender o Porquê
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que esse prólogo do livro Logosofia: Ciência e Método para mim é como se fosse assim uma aquela entrada deliciosa quando você tá no restaurante muito bom, né? E a entrada é tão deliciosa que você fala assim: "Nossa, garçom, dá para trazer mais daqui, pelo amor de Deus, né?" E essa sensação que eu tenho, sabe? De que esse prólogo, ele, como ele acaba abarcando o que tá, o que está por trás, né, da razão, o porquê desse livro, dessa forma de organizar e desse temário que está no livro. Eu vi que González Pecotche, ele dá para gente uma imagem assim bem… ele pegou a gente, é como se tivesse me pegado e me levantou assim numa altura bem, bem alta e falou assim: "Ó, olha só, contempla, olha para o horizonte e contempla isso aqui tudo, ó." Essa é a sensação que eu tenho. Você teve essa sensação também? De que é como se a gente tivesse sido puxado para cima para poder contemplar o cenário lá embaixo assim daquela, né, quase o mundo ali. Porque se a gente for atento na leitura, vai ficar muito claro que há uma razão, ou seja, há um objetivo, né, muito importante, muito claro para o que está exposto no livro. E eu estou dando atenção a esse objetivo, né, do livro, do porquê, exatamente porque é o que a mim mais estimula. Eu sou, já falei isso para você, né, eu sou um rebelde desde sempre, tentando controlar há muito tempo essa rebeldia para que ela seja rebeldia sadia, né, que fique… que não seja rebeldia a tudo, né? Não é que assim, se há governo sou contra, não, não é isso. Mas é mais ou menos que assim: eu não gosto de aceitar, nunca gostei de aceitar nada e de ser e de fazer nada na vida que fosse mandado. Eu sempre gostava e gosto de fazer coisas que eu entendo que são importantes ou que valem a pena, né? Eu não faço nada por, né? Eu não faço nada, lógico. Certamente eu faço muita coisa inconsciente ainda. Mas assim, eu não faço nada do ponto de vista de… pensar. Eu não faço nada, quando eu quero e posso pensar, não faço nada sem fazer esse movimento prévio. Para poder realmente ter certeza que vale o esforço, que vale o meu tempo, que vale a energia que eu tô colocando naquilo. Até porque não tem tempo, né, nem energia para fazer tudo que existe no mundo. Quando eu era jovenzinho eu achava que tinha, né? Aí enchia a vida de coisa. Na verdade não só não tem… não dá para fazer tudo direito, como também isso não preenche o vazio, né? Mas o que que esse… o que que essa… esse prólogo, o que que essa imagem geral do porquê do livro, o que que a gente vai encontrar no livro é importante. Porque é como se ele nos desse — e ele nos dá de forma muito clara — essa imagem de que o conhecimento logosófico, ele tem o propósito claro de nos conduzir por uma jornada dentro de nós mesmos, que é a jornada que descobre esse mundo interno, revela esse mundo interno para cada um de nós, enquanto, ao mesmo tempo, nos aproxima de uma realidade que se estende aos semelhantes, a essa experiência terrena e finalmente nos aproxima do pensamento criador. Obviamente, por quê? Porque o pensamento criador, ou seja, a… vamos chamar isso de mundo mental, né? Os pensamentos que determinam e que regem toda engrenagem de todo o criado, eles não são físicos, né? São metafísicos, são pensamentos, né? E a gente pode chamar de pensamentos de Deus ou pensamentos do criador ou… ou seja, a razão-mãe, né? A razão criadora da experiência universal, seja qual for exatamente essa experiência, e qual foi exatamente essa, né, essa… como é que é essa entidade, né, que para nós é muito difícil compreender. E eu entendo que isso é normal, não é… não é um problema, não consigo compreender, né? Porque a gente é apenas uma parte minúscula dessa criação. Por outro lado, é a parte minúscula que tem condição teoricamente, né, de desenvolver uma engrenagem que já possui dentro de si mesmo que existe exatamente para nos aproximar da engrenagem cósmica, nos vincular a esse grande pensamento criador que coordena todos os processos da criação. Então, o conhecimento logosófico fica muito claro e para mim é algo que é assim muito importante — é ter essa clareza, sabe? Que eu falei: eu não gosto de fazer nada sem entender por quê. Não é porque alguém mandou. Ah, vamos, vamos ler, vamos estudar, não, não faz sentido isso. Agora vamos ler e vamos buscar na leitura desse livro — como todos os livros, claro, de Logosofia, mas especificamente nesse — vamos entender, vamos encontrar: como é que é, vamos descobrir como é que é esse mundo interno. Qual… como é que ele é assim, como é que é o básico pelo menos disso? Como é que isso existe dentro de nós? O que que é que existe dentro de nós, a nossa configuração que é biológica, psicológica, espiritual? A gente não pode viver à margem dessa realidade mais, não dá mais. A gente já viveu uma boa parte da vida meio que à margem disso. Mesmo eu que tô, né, desde jovem adulto eh teoricamente estudando Logosofia — e eu falo teoricamente porque a palavra estudar Logosofia pode ser qualquer coisa, né? E no começo eu estudava de forma muito superficial ainda. Demorei um tempo a entender qual é a possibilidade que esse conhecimento oferece, né, de vinculá-lo à vida, de experimentá-lo de forma integral à vida. Mas a gente passou uma boa parte da vida de costas para a realidade que deve ser a realidade determinante da própria vida e da própria experiência humana. Não dá mais para seguir uma vida de forma inconsciente, ignorando a engrenagem. E por conta de existir uma engrenagem, uma ordem mental, né, no mundo causal, é porque existe uma razão de ser para a experiência humana. E o ponto não é só falar assim: "Ah, então, qual é a missão? Qual que é a razão de ser?" A própria evolução consciente, como um processo proposto pela Logosofia, claramente deriva dessa razão de ser da experiência humana. Quer dizer, não fosse para sermos, né, um ser capaz de realizar um processo de evolução consciente, não teríamos sido dotado de consciência. Não teríamos sido dotado de inteligência e de um mecanismo mental espiritual como nós temos. Era só ter sido mais uma espécie de animal que não realiza um processo de evolução consciente, né? Os animais, como todo criado, realizam um processo empurrado pelas leis que exigem a evolução de tudo. E é muito triste quando a gente vive a vida ou a parte da vida que a gente viveu e às vezes ainda se deixa viver que seja só uma evolução empurrada pelas leis universais. Porque essa evolução geralmente é muito doída, é uma evolução fria. É aquela história que fala assim: "Ah, de tanto bater a cabeça aqui na parede, aprendi", né? O pessoal fala: "Ah, eu bati a cabeça tantas vezes aqui, ou caí tanto aqui, que aí finalmente aprendi". É muito triste a gente aprender sobre a vida e existência só com a dor das experiências difíceis. Não é assim que precisa ser. Essa é a grande prerrogativa que eu identifico no conhecimento logosófico: é nos dá, vai nos capacitar para que a gente exerça esse — não é só um realmente um direito, ele é um dever, né, ele é a própria missão em si. Diga assim: a vida precisa ser uma vida que responda a essa possibilidade que é nata nossa, como espécie, né? Nós fomos colocados no mundo para extrair da experiência humana, entendo eu, né, terrena, os elementos que ainda nos faltam para compreender a própria criação universal. E não é apenas olhando para a natureza ou em contato com a natureza e falar: "Puxa, tem Deus aqui, né?" Porque isso a gente sempre sentiu, né? Todo mundo, como eu falei, eu sempre falo isso: quando era criança, eu olhava para o céu estrelado — não aqui em São Paulo, que não era fácil de ver estrela, mas eu morei os primeiros anos da minha vida no Recife e eu lembro, né, de… talvez não no Recife, mas nas cidades, nas praias, próximas mas mais pouco populadas na época, de ter céus lindos, muito estrelados. E eu lembro de ficar maravilhado com aquilo. E é claro que em situações assim, né, como quando a gente tá num passeio na natureza ou, enfim, contemplando a natureza, a gente percebe Deus. Porque a gente percebe a imanência de algo muito, muito poderoso, que existe, né, por trás ou intrinsecamente naquilo tudo que a gente está observando. Mas isso é apenas perceber a parte manifesta física, né? A parte manifesta no plano físico dessa criação e do pensamento criador. O processo de evolução consciente que a Logosofia propõe — nesse prólogo fica bem claro — ele tem um objetivo de nos levar além disso. Nos capacitar a realmente nos identificarmos cada vez mais com o que é a verdade com o V maiúsculo, que não é outra senão o conhecimento universal. Preenchendo finalmente esse vazio que todos nós de alguma maneira sentimos, já sentimos ou ainda sentimos em proporções quaisquer. Entender o porquê ou o que está por trás de cada experiência, fato e circunstância que a gente vive na vida terrena. E começar finalmente a escolher. Eu tava falando ontem das escolhas, né, no último podcast. E finalmente a gente começar a fazer as escolhas que nos coloquem na vida ou para viver a vida que a gente quer viver. Que a gente tome as decisões já com mais consciência do que a gente quer ser. E reafirme nas opções diárias, nas experiências diárias o que a gente quer ser, o que a gente quer viver. Eu não vou desistir. A despeito das circunstâncias de fatos muito duras às vezes na vida, eu não vou desistir disso. Por quê? Porque não dá para desver. Depois que a gente vê uma parcela da verdade, não dá para desver, né? Não existe desver, mas não dá para fingir que não viu. A gente precisa tomar esse fragmento de verdade que a gente vai percebendo com a ajuda do ensinamento logosófico e tornar cada vez mais forte essa determinação, essa convicção de que a gente quer viver uma vida cada vez mais plena, mais consciente, mais próxima do pensamento criador. Bora que essa jornada desse livro é sensacional. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.