Latest / Logosofia no Dia a Dia / Seu Rádio Está Chiando Alto na Estática? Ou Já Começou a Captar a Sinfonia da Criação?
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Nós estamos num momento histórico para a vida na Terra, que é um momento de um salto de tecnologia muito grande que começou algumas décadas atrás com computador pessoal, internet, e aí abriu-se um veio — ou seja, abriram-se portas e horizontes que a gente não suspeitava e estamos dando saltos incríveis. Em épocas de alta tecnologia, ou em épocas assim de mudanças de tecnologia, de quebras de paradigma e tudo, agora com a inteligência artificial, então, é uma mudança que acho que a gente está com dificuldade de entender como vai romper o modelo. O modelo anterior que a gente conheceu da experiência aqui na Terra vai mudar muito. Nos próximos três a cinco anos a gente vai passar por mudanças muito grandes, que não deveriam causar ansiedade e preocupação em demasia, mas deveriam sempre ser, claro, um estímulo para a gente tentar entender e poder se adaptar antes de sofrer com as mudanças que o mundo vai passar. Certamente o mundo daqui a cinco anos para o mundo de hoje vai ser muito diferente. Dez anos, então, mais ainda. Então a primeira coisa sobre isso — já que comecei falando tecnologia — a gente está num momento muito icônico, que no futuro vai ser estudado como um momento muito importante. É preciso pensar sobre tudo que está acontecendo e tentar compreender, para a gente não ser arrastado pelos fatos. Mas pensando tudo isso, eu tenho sempre — é um hobby meu também — me dedicar a tudo isso. Eu gosto de aprender, eu gosto de entender as possibilidades e de aproveitar as tecnologias como uma ferramenta, que é o que são. Elas nunca são a resposta para os problemas humanos por si, mas elas são ferramentas que podem ser muito bem utilizadas. Eu estava pensando que tem muitas analogias para fazer com tudo isso, e a gente tem que entender as coisas grandes a partir das coisas pequenas. Igual a gente com a tecnologia avança sempre do pequeno para o grande — começou com a internet, começou com o computador pessoal, depois dispositivos menores como o celular, no jeito que a gente conhece hoje, e agora com a inteligência artificial. Não existe, não tem salto. É sempre um passo depois do outro na evolução de tudo, inclusive na evolução humana. E agora quando a gente projeta isso para a parte que nos interessa mais — que é a evolução consciente, a evolução espiritual humana, ou seja, vamos pensar assim, o encontro do ser humano com o conhecimento transcendente, que é a maior tecnologia que está à nossa disposição e onde a gente está mais defasado — é o foco sempre do meu pensamento. Como é que eu posso me conectar cada vez mais às tecnologias? Como é que eu posso não ficar distante daquilo que eu deveria estar buscando todo dia? E aí tem uma imagem que me parece bem clara. Imagina uma tecnologia extraordinária, um rádio — um rádio mesmo, perfeitamente construído, com antena ultra sofisticada, capaz de captar as frequências mais sutis e distantes do universo. Esse aparelho, vamos dizer que ele foi desenhado pelo maior engenheiro da criação, com um propósito muito claro: que é o propósito de sintonizar, de fazer a sintonia numa frequência muito elevada, de características únicas. A sintonia que rege a harmonia de todas as coisas, de tudo que foi criado. E ao captar essa sintonia, ao sintonizar nessa frequência, esse rádio tem a capacidade de transmitir a mesma sintonia ou sinfonia — vamos pensar que nessa sintonia é como se tivesse uma música, uma sinfonia maravilhosa, que tivesse a capacidade desse rádio de passar, de apresentar essa sinfonia ou de transmitir essa música sublime ao seu redor, para todos que estivessem ao seu redor. Mas qual o problema desse rádio? Tem um problema seríssimo esse rádio. O aparelho está jogado nesse mundo aqui, num canto. Está ligado o aparelho, esse rádio está ligado, mas a antena está torta. A antena está apontada para o chão e está sintonizada em frequências muito esquisitas, cheia de estática, ruído, propaganda barulhenta. Tem muita interferência dos outros rádios vizinhos. E aí o que acontece? O rádio olha para si mesmo e fala assim: ah, eu estou funcionando perfeitamente. Olha como eu consigo chiar alto, olha como eu capto esse ruído de estática aqui, olha como eu esquento quando fico ligado na tomada. E aí o rádio gasta toda a energia só para se manter ligado e fica reproduzindo o barulho da estática que capta ao seu redor. E esse rádio acaba acreditando que a missão dele é essa: de captar qualquer barulho, em qualquer frequência e gastar a energia que conecta ele nessa tomada. O rádio esqueceu, né? Ou nunca soube que a estática e esses chiados todos que ele capta não são a música. Ele realmente não percebeu ainda que existe uma transmissão divina. Eu falo divina porque a sensação que tenho é essa mesmo. Essa transmissão preenche o éter todo, preenche o cosmos inteiro, preenche tudo, a cada segundo da criação. Esse rádio está completamente surdo para o pensamento da criação, para o pensamento do criador. E aí que entra a tecnologia, né? A tecnologia do conhecimento transcendente. Que é para quê? Para sintonizar essa frequência correta. Que é a frequência que traz com ela a missão da existência. A missão, a razão de ser desse rádio estar aqui na Terra. E aí tem duas ações que essa tecnologia ensina. Então, esse conhecimento transcendente, ele ensina ou ele acaba — mais do que ensina, ele vai ajustando o rádio de uma forma única. Ele faz duas coisas. Esse conhecimento começa a limpar o ruído interno — ou seja, começa a limpar as sujeiras, a imprecisão, as pecinhas que já não estão funcionando direito, a folga do botão de sintonizar, sabe? Endireita a antena, porque a antena está voltada para baixo, para o chão. Por quê? Porque se nós somos esse rádio perfeito na sua concepção, a gente precisa começar a mexer nesses seletores, né? Nos próprios seletores. Não é no seletor do rádio do outro. É no nosso seletor de frequência. Isso é limpar os pensamentos intrusos, a estática, sabe? A estática que acaba atrapalhando também, interferindo na frequência, na captação da frequência. E precisa especialmente apontar a antena, elevar a antena em direção ao alto. A antena pode dizer que é a mente, né? Nossa mente é a grande antena dessa máquina maravilhosa. À medida que a gente se aperfeiçoa, a recepção dessa antena melhora muito. Então, assim, a superação, o esforço pela superação individual, diária, sempre, ela é, ao mesmo tempo, uma medida de melhorar a recepção dessa antena. Quanto mais a gente se esforce e entende que a gente deve caminhar rumo à superação das próprias condições, melhor fica a recepção da antena. Olha que sensacional que é isso. Aí, de repente, o chiado cessa e a mente começa a captar, com clareza matemática, harmonia, lógica, e a verdade dessa frequência maravilhosa por onde propaga essa sinfonia, essa música da criação. Então, a gente tem que alinhar a antena à própria criação. A mente tem que se alinhar, a mente tem que se voltar, tem que apontar para captar a frequência da criação. Por quê? Porque qual o problema? A maioria de nós acaba vivendo como um rádio — esse rádio de última geração. E pior, a gente se orgulha de conseguir chiar alto na frequência das coisas comuns: a frequência da fofoca, dos assuntos do dia a dia sem valor nenhum, a frequência dos boletos que tem para pagar, a frequência dos medos que cada um de nós acumulou na vida. Piores ainda, a frequência do orgulho, da vaidade, da soberba, do apego ao material, do egocentrismo, do egoísmo que é instintivo no ser humano. E aí a gente olha para a nossa rotina, olha para o nosso dia a dia, e a gente acha que viver é isso — que viver é captar essas frequências todas aqui da Terra, algumas muito baixas, muito pesadas, e ficar reproduzindo no alto-falante essas coisas. A logosofia acaba indicando — acaba não, mas a logosofia, com muita clareza, indica que a gente já foi projetado para alguma coisa infinitamente maior. Nossa mente de fato é uma antena, a nossa vida de fato é essa analogia de um aparelho extremamente sofisticado. Mas nossa missão não é passar o dia chiando na estática do mundo terreno. Esse é o ponto. A nossa missão é sintonizar a frequência exata da inteligência universal, do pensamento da criação. E aí abre-se a segunda possibilidade, que para mim não é só uma opção. Me parece que é a outra face, porque uma face é essa superação, essa evolução que a gente precisa realizar para que a gente deixe de estar conectado, captando e reproduzindo apenas essas coisas terrenas, esse barulho todo, para se conectar, para alinhar a antena, apontar a antena, a mente, para o conhecimento transcendente da criação. Mas aí a outra face disso é que a gente deixa de ser um repetidor do barulho da terra e a gente pode passar a ser um aparelho que reproduz um som muito diferente nos alto-falantes. Quando a gente se alinha a esse pensamento criador, a gente naturalmente se alinha ao pensamento e a essa condição de que tudo existe para servir ao todo. É uma ordem, é uma — eu não sei chamar se é uma regra, mas me parece assim, é um mandamento, é um mandato, é um mandato supremo do amor, da criação, do amor de Deus. Eu entendo assim, que é o de servir ao propósito do todo. Muito diferente do que a gente aprendeu que tem que servir a si mesmo, né? Porque isso vem do instinto mesmo, vem essa sensação de que tem que cuidar de mim, tem que cuidar de cada um de nós, claro, tem que cuidar da família, claro, mas assim, a vida não é cuidar de si mesmo e dos próprios, dos seus, né? Tão próximos, como se fosse cada um por si e de alguma maneira Deus contra todos, né? Não é isso. Parece que a gente se afastou muito da outra face da missão que era de entender que a gente precisa — como um conjunto, como família humana — a gente precisa se ajudar muito. A gente já se ajuda de algumas formas, né? Mas precisa se ajudar muito a sair dessa condição que é a condição de estar tão desvinculado, tão afastado, tão desalinhado. A antena está tão desalinhada com a frequência da criação. A gente precisa se tornar um repetidor desse sinal da criação. Quando a gente se alinha a esse pensamento, a gente se torna um servidor. É como se a gente vai finalmente percebendo que o propósito é — enquanto a gente se supera, a gente vai se tornando um servidor desse mesmo pensamento da criação. Essa ordem, a ordem, a luz, a paz, o amor que essa frequência do pensamento da criação transmite é para ser retransmitida por esse rádio maravilhoso. Imagina só, imagina mesmo — que é só uma coisa que a gente pode projetar na imaginação — que em vez de a gente estar tão perdido como conjunto de seres humanos nesses barulhos todos, imagina se todos os rádios, ou a grande maioria dos rádios da Terra estivessem emanando, estivessem reproduzindo essa música sublime. Assim, imagina o que seria a nossa vida, o que seria a experiência humana? Você fala: ah, Ronny está falando, escrevendo uma utopia, isso é impossível. Será? Olha, para mim, o impossível era um ser humano como eu — que eu conheci, assim, que quando me dei conta na minha adolescência e começo de juventude, eu não fiquei preocupado, eu me assustei muito porque olhei para mim mesmo e falei assim: cara, você tem tanto defeito que, assim, esquece. Quase que desisti de mim mesmo, sabe? Tanta deficiência psicológica, tanta falta de compreensão sobre a experiência da vida, sobre tudo isso que estou aqui narrando para você. O que para mim era, assim, eu estava totalmente afastado disso. Então, cheguei a experimentar muita desesperança em relação a mim mesmo, sabe? Muita. Por isso que falo assim: quando falo assim, é possível, você acha que não é possível? É que parto de uma experiência minha, né? Única. Assim, o que esse conhecimento fez em relação à minha antena, à minha mente e os resultados disso, desse alinhamento progressivo — porque é um alinhamento progressivo, não é um negócio que a gente consegue ficar perfeitamente alinhado, recebendo essa frequência 24 horas por dia. Mas é cada dia, cada ano, um pouquinho mais, perdendo menos a frequência. Isso muda a vida, de novo, né? Às vezes não muda a vida externa, né? Mas muda a vida interna de uma forma única, né? É algo assim como — é realmente assim, é passar a ter uma esperança de que se o conhecimento transcendente transforma um ser humano tão frágil como eu era naquela idade, a um ser que ainda com suas deficiências, ainda de alguma forma presentes, claro, com suas fragilidades ainda, algumas presentes ainda, mas assim, superado já num tanto que só ele mesmo tem uma consciência sobre o quanto é essa superação e como ela transformou a própria vida. E aí a sensação que tenho hoje é de que, assim, entendi que quando a gente vai sintonizando tudo isso, a nossa missão parece a coisa mais óbvia do mundo. Porque é uma alegria, assim, enorme deixar de reproduzir aquele caos, esse caos todo que se vive no dia a dia do mundo terreno e passar a reproduzir um pouco dessa música maravilhosa do conhecimento transcendente, do pensamento da criação. A logosofia trata diretamente dessas duas missões, que para mim são duas faces de uma missão. É superar-se sempre em direção à perfeição do que é possível para nós como parte da criação e ao mesmo tempo, enquanto a gente se supera, a gente vai descobrindo que a missão secundária ou a outra face da missão é irradiar essa verdade ou aquilo que se descobriu, aquilo que se sentiu profundamente, aquilo que se está percebendo profundamente para quem está ao redor. E com isso, a gente entra numa nova conferência do livro que se chama "Logosofia Entranha Forças Construtivas." Essa conferência é um negócio sensacional, porque ela oferece muitos motivos de reflexão. É uma das conferências mais incríveis, que para mim revela peças do grande quebra-cabeça, que são muitas peças do grande quebra-cabeça que a gente está tentando montar. Espero que você consiga ler. Lembrando que, se não tem o livro, baixa lá no site da logosofia.org.br, o livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico." Baixa lá de graça e procura lá a "Logosofia Entranha Forças Construtivas." É uma das conferências. Então, boa leitura ou boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.