Latest / Logosofia no Dia a Dia / O Que Eu Quero Que Esteja Escrito Na Minha Lápide (E Por Quê)
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tô rindo aqui comigo mesmo porque eu tava recordando que ontem à noite, por razões muito particulares, eu tava pensando assim: "Puxa, o dia que eu morrer, a minha lápide, eu queria que tivesse duas frases na minha lápide, espelhando assim — ou resumindo — o pensamento que eu cultivei e que foi ficando cada vez mais forte em mim". Ao longo, especialmente ao longo desses últimos anos, eu falei: "Puxa, minha lápide só precisava ter duas frases". Assim, se alguém passasse por ela e falasse: "Sim, ó, o que que esse cara pensou? O que que esse cara aprendeu na vida?" — que foi o que ele pediu para ficar registrado na sua lápide. Eu falei assim: "Uma frase é que não há limites para a felicidade humana". Isso é uma frase que eu... Quando eu falei isso, eu falei assim: "Puxa, eu demorei tanto tempo para entender isso". E a outra frase que eu fiquei pensando que podia estar também é assim: "Não tem nada fácil no caminho da felicidade humana". No final da história pode até ser invertido. Pode começar com "não tem nada fácil no caminho da felicidade humana" e também ao mesmo tempo "não há limites para essa felicidade". E aí eu fiquei rindo de mim mesmo agora há pouco, lembrando disso, desse momento ontem à noite. E eu falei: "Por que que... O que que isso quer dizer?" E eu tava me divertindo enquanto eu falava isso. Eu não tenho, obviamente, nenhum desejo de morrer, não é isso, nem fico pensando na minha morte. Eu tava fazendo uns cálculos assim, falei: "Bom, minha morte, eu penso que tá para daqui uns 30 e tantos anos, não sei quantos, talvez 33, 32, 35, 30... Não sei direito, sabe?" Provavelmente pode ser qualquer coisa diferente disso. Mas eu tava pensando nessas frases pelo seguinte: o que que resume a nossa existência? E o que que a gente realmente quer deixar de legado pra humanidade? E é claro que isso é uma brincadeira. Não vai tá na lápide de ninguém o legado pra humanidade, não é isso. Mas quando a gente pensa em alguma coisa assim: "Puxa, quero ser lembrado pelo quê?" Eu penso que todos nós queremos ser lembrados por ter vivido uma vida que quem olha fala assim: "Puxa, que vida feliz que essa pessoa viveu. Como é gostoso viver uma vida assim". Isso é um conceito complexo, porque: "Puxa, o que que é a vida para você a ponto de você olhar e falar assim: 'Puxa, essa vida é uma vida boa'?" Porque quem acha que a vida é a parte material, certamente olharia para minha vida hoje e falaria assim: "Nossa, o Ronny passa por uma situação extremamente desafiadora lá no desenvolvimento profissional dele e com tudo, as escolhas que ele fez ao longo dos anos, puxa, dureza". Por outro lado, quem olha para a vida, quem entende a vida do ponto de vista já mais amplo e com esse plano metafísico já presente, olha e fala assim: "Bom, a vida é uma série de fatos e circunstâncias que vão se sucedendo para que a gente possa perceber aquilo que a gente não tinha percebido e a gente possa ir construindo — através desses dias, através, durante essas circunstâncias e fatos — a gente possa ir construindo em si mesmo o que existe de fato, de permanente, de eterno no universo, na criação". E aí é uma outra perspectiva. E aí sim, dessa perspectiva — a perspectiva que eu procuro, me esforço para olhar para a vida todo dia e recordar que essa é a verdadeira vida, e não apenas o plano terreno — não tem limites de fato para a felicidade humana. E isso é algo de muito valor. Porque cada um de nós, obviamente, vai sempre viver os fatos e circunstâncias que são próprios do nosso fio, da nossa linha, dessa nossa história, dessa nossa jornada, em que a gente existe exatamente para completar e para realizar o que ainda cada um de nós não completou e realizou em si mesmo. Então, por isso que é diferente, claro. Não tem como a jornada ser igual. Pode ser quantos bilhões... Pode aumentar mais do que esses quase 8 bilhões de pessoas, e vai ser sempre diferente. Não importa quantos bilhões tivesse, vai ser sempre diferente. Nenhum dos outros quase 8 bilhões de pessoas vai ter a mesma jornada que cada um de nós. É muito único isso. Isso é tão incrível, porque isso em si, eu considero que é uma das maiores maravilhas à nossa frente, sabe? Isso é uma verdade para a gente olhar. Quando a gente olha desse ponto de vista, eu falo assim: "Isso é incrível, é muito, muito incrível, porque diz para a gente que nós somos únicos no universo. Cada um de nós é um ser único no universo". E isso nos torna... Ah, isso nos torna tão lindos. Eu comecei a ver uma beleza nessa individualidade do ser humano. E se a gente finalmente compreende isso, a gente compreende junto que essa beleza está no fato de que perante a Criação, perante o Criador, perante Deus — não importa como você queira chamar — nós somos parte muito importante da Criação. Então, a primeira conclusão que a gente precisa chegar é que não importa o que esteja acontecendo e o quão apertadas as circunstâncias e fatos estiverem nessa vida terrena em qualquer dos seus aspectos — em qualquer das suas diferentes formas de acontecer do dia a dia, seja em relação à vida profissional, material, social, afetiva, consigo mesmo, todos os aspectos da vida — não importa que circunstâncias, fatos a gente esteja vivendo, nós somos, cada um de nós, muito especiais para a Criação, para Deus. Não fôssemos assim, seríamos todos iguais. Então, nesse sentido, a gente percebe que a hierarquia do ser humano é realmente única dentre as espécies que a gente conhece do universo. É hierarquia única. Os animais são praticamente iguais, dentro daquela mesma raça, daquelas mesmas espécies. Basicamente todos são iguais em termos de comportamento, de tudo. Nós somos seres únicos, não importa em que quantidade existirmos, porque a consciência individual que caracteriza essa individualidade e a estrutura psico-espiritual dessa nossa engrenagem, dessa nossa existência de cada um de nós, é una, é única, é una e é única. E por ser assim, existe em cada um de nós uma potência de fato. E é essa potência que a Logosofia, eu tava me referindo a ela outro dia, essa potência é o que a Logosofia coloca em movimento. Começa por fazer a gente compreender qual é essa potência que existe em cada um de nós. Começa... A Logosofia inicia para cada um de nós esse processo que vai estabelecer uma nova etapa na vida. Essa, para mim, é a grande maravilha que a Logosofia oferece a qualquer ser humano. Porque não importa como é que você vai andar na jornada da vida consciente, não importa. O que importa é que se você quiser, a vida nunca mais será limitada como foi até então. E durante essa jornada é a mesma coisa. A cada dia a vida vai estar menos limitada do que estava até o dia anterior, se nessa jornada eu estiver, cada um de nós estiver de fato empenhado em ir conhecendo e reconhecendo essa potência que já existe em cada um de nós, que tá esperando apenas o momento de manifestar-se ou de manifestar-se e de atuar na vida cada vez mais. A gente tá... E acho que é um momento maravilhoso esse que a gente tá do estudo, porque a gente conclui essa primeira lição do livro, que é a lição sobre a Logosofia como ciência, como veio de conhecimentos, como fonte de um conhecimento, de uma força dinâmica tão grande como essa, tão forte, tão incrível, que faz cada um de nós começar a abrir os olhos. E esses olhos vão se enxergando cada vez um horizonte mais amplo. Então, é infinita essa capacidade. Quanto mais Conhecimento Transcendente a gente for absorvendo, ou assimilando — isso vem através desse trabalho de ir buscando esse conhecimento todo dia, um pouquinho... Ah, pode ser só um pouquinho, pode. Não tem problema nenhum. Você pode dedicar minutos por dia. Isso é uma coisa que eu demorei tanto para entender. Mas tem que dedicar esses minutos com esse afã, com essa vontade de se identificar com um Conhecimento Transcendente, exatamente para ir despertando essa potência interna. O último tópico da primeira lição — que é sobre a Logosofia, que esse que a gente começou ontem, que é Bases para a Capacitação Logosófica — ele emenda diretamente no primeiro tópico da próxima lição. A lição 2 é O Processo de Evolução Consciente. É exatamente o ponto central que a Logosofia apresenta como a grande jornada que tava... Para mim era um negócio totalmente desconhecido antes da Logosofia. Eu não tinha ideia que essa jornada estava a meu alcance. E o primeiro tópico que a gente vai entrar no próximo podcast amanhã é sobre A Grande Prerrogativa Humana. Então, a gente vai percebendo que o conhecimento logosófico vai conduzindo a gente nesse estudo, no caminho em que a gente vai vislumbrando a cada dia como é real essa realização que eu tenho chamado de... Para mim culmina nessa frase de que não há limites para a felicidade humana. A gente vai viver e vai ser o que a gente quiser viver e ser. Agora a gente tem as ferramentas, o conhecimento para ser e viver o que a gente quiser de verdade. O que o coração nos indicar. E eu, do fundo do meu coração, eu só quero que você seja muito feliz. Seja o que for que de fato o seu coração busque, que você encontre sempre e cada dia mais. E se você quiser, claro, a gente vai seguir junto nessa jornada. Bora para a lição 2, vai ser incrível. Boas reflexões, boa leitura e até o próximo podcast.