Latest / Logosofia no Dia a Dia / Da Natureza ao Mundo Interno: Descobrindo a Beleza da Criação em Nós
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe o que eu tava reparando? Como é incrível esse negócio das estações do ano e da, enfim, dessa rotação, né, dessa volta que a Terra dá ao redor do Sol e a consequência disso, que essa hora já não é mais… são 5h17, né? Essa hora já não é mais escuro, breu o céu. Eu moro aqui, minha janela tá voltada pro nascente, não para o poente. Então, por isso que eu tô talvez esteja vendo aqui já o céu claro, não totalmente, mas já tá bem claro. Enquanto também eu perco os poentes, eu perco o pôr do sol, esse final de tarde lindo de outono, inverno, especialmente, né, que é aquela, geralmente, aqueles, aquele céu mais claro com, assim, menos nuvem, mais seco e geralmente aquele visual lindo de laranja, rosa, roxo — eu perco, mas eu tô voltado para o nascente. E aqui no nascente, na direção nascente, como já clareou razoavelmente o céu, eu tava observando as árvores que tão aqui na frente, onde tem esses pássaros todos que dão esse espetáculo de manhã, e pensando assim: que curioso, toda vez que a gente se conecta, né, ou se coloca, vai, ou se aproxima da natureza, a inspiração que aquilo nos causa, que é essa proximidade com a natureza, nos causa sempre, sempre, ou pelo menos de alguma forma nos faz… vou me acalmar só… mas assim, nos dá uma sensação de que a gente se inspira, né, para ser melhor, para estar melhor, para… É como se a gente, encontrando contato com a beleza, com a perfeição da natureza, a gente se sentisse mais identificado, né, com esses princípios, com essa realidade de ser uma criação repleta de amor, né? De bem. Ainda que quando eu era menor, eu ficava muito agoniado com essa… a cadeia dos predadores e tanto animal bonitinho que era presa, né? Mas todos eles ali tão cumprindo uma razão maior dentro de um ecossistema. E a beleza na natureza, essa sensação de que é algo imenso, né? Quase que eu não consigo conceber o tamanho da diversidade de seres vivos aqui nesse planeta, né, de todos os reinos. E a beleza dessa, né, dessa realidade das árvores, do, enfim… E por que eu tô falando isso? Porque parece que a gente — e tem gente que busca isso com frequência, eu busco com frequência, né — por isso que eu moro num lugar que eu escolhi morar num lugar que fosse assim, com essa proximidade com a natureza, embora tivesse mais distante, né, dos bairros que eu frequentava, porque a inspiração que eu sinto é muito grande disso. Me traz o melhor de mim, né? Não traz o pior. Enquanto, por exemplo, a gente assiste às vezes um filme ou vê alguma, enfim, vê alguma série, alguma coisa que tem tamanha energia negativa que a consequência disso em geral é fazer vir à superfície o que há de, às vezes, pior em cada um de nós. Razão até pela qual eu, desde adolescente, evitei filmes e depois séries que, assim, estimulam o mal, né, estimulam o negativo. Bom, tô dizendo isso por quê? Porque se a gente dependesse só da natureza para se inspirar ao bem, talvez faltasse inspiração, né? Porque a gente, ainda que a gente possa ver as árvores e curtir tudo isso, a gente passa o dia tomado por, em, né, pensamentos, em situações, circunstâncias e fatos que em geral, tirando quem trabalha com a natureza, em geral nos afastam, né? Nos mantêm longe disso tudo. E isso é um problema também. Então, eu tava percebendo até por conta desse capítulo 12 sobre o humanismo, que assim, o humanismo logosófico, ele é quase como se fosse uma, vamos dizer assim, uma realidade que espelha a mesma verdade do que eu tô dizendo aqui sobre a natureza. Olha só: quando eu busco o conhecimento logosófico, ou seja, quando eu abro, né, os livros — eu faço isso de forma digital sempre, mas quando eu tô estudando, eu tô buscando compreender algo mais sobre esse conhecimento que a Logosofia oferece — eu observo uma tendência muito parecida a essa da, de quando eu estou em contato, né, próximo, observando a natureza. A sensação é que o conhecimento logosófico ele vai trazendo o que tem de melhor dentro de mim. É como se fosse contemplar algo tão… nesse caso fisicamente não tem beleza, né, porque é letra. Mas é como se eu tivesse observando, como se eu tivesse me aproximando de algo tão belo em essência e tão útil, tão que chega a ser lindo de útil, de certeiro para minha vida, que eu vou sentindo que vai me colocando numa condição — analogamente a essa do contato com a natureza — uma condição de sentir e de pensar o que há de mais elevado dentro de mim. Isso é uma coisa que assim, eu nunca dei muita atenção a essa… ao fato de isso acontecer quando eu estudo. Tava me dando mais conta agora, sabe, assim… Claro que eu sei que quando eu estudo, né, eu tô estimulando os melhores pensamentos, mas eu tô me referindo a essa sensação de pertencer a algo maior, de ser parte de algo maior, especialmente de ser assim… de ser, ou seja, né? De ser um ser humano que na verdade tem na sua essência a mesma beleza e a mesma elevação disso tudo que está manifestado na criação. E quantas vezes a gente… tenho certeza que você passou por esse algum momento. Quantas vezes a gente se puniu ou a gente se diminuiu? Quantas vezes a gente olhou para si mesmo e a gente sentiu vergonha pelos pensamentos que ainda influem na nossa mente, ou quantas vezes a gente assim, se maldisse, sabe, né, ficou bravo consigo mesmo, sentiu-se culpado, sentiu-se diminuído por ter, né, tido alguma conduta, falado alguma coisa que não queria, enfim, machucado alguém. Então, eu tava pensando: o conhecimento logosófico, ele tem essa possibilidade também de fazer a gente recordar. Quando a gente mergulha nele, é como se ele fizesse a gente recordar por afinidade, né, por fazer sentir, fazer vibrar em cada um de nós essa mesma sensação de que a gente, na essência, a gente pertence a essa mesma criação bela, inspiradora, elevada em que vibra, né, o elemento que vibra, que garante tudo isso… Certamente, entendo eu… não, certamente não, né, entendo eu: é o amor universal. É o amor de Deus, do criador. Essa frequência, sabe assim, o batimento cardíaco da criação é esse batimento do amor, né? Porque é isso que a gente se sente inspirado tanto, é isso que talvez nos comove tanto, né, seja nesses casos como eu falei, ou seja quando a gente contempla o cosmo e embora a gente não esteja próximo, né, vendo próximo, mas a gente está vendo aquilo, pelo menos inspirado, né, naquela grandeza infinita do cosmo, a gente se sente mais alinhado, né, sintonizado — talvez seja a melhor palavra, vai. A gente se sente sintonizado com essa frequência divina, que eu entendo que realmente é esse sentimento de amor na sua essência, desde a criação, né… tudo foi criado com amor, certamente. E aí quando pensando nisso, fala assim: bom, então, isso… o que isso diz respeito a nós, né? O que isso significa para cada um de nós? Eu estava entendendo que, e talvez agora esteja até mais claro para mim, que quanto mais, né, quanto mais eu conseguir me aproximar dessa, vamos dizer assim, daquilo que me faz sentir essa vibração da criação em mim mesmo, menos dúvida eu vou ter sobre qual é a minha conduta ou qual deve ser minha conduta, ou que escolhas eu devo fazer na minha vida e que pensamentos eu devo cultivar e o que cabe, o que não cabe dentro da minha vida em termos de pensamentos e escolhas. É como se a gente, ao sintonizar com essa vibração da criação, quanto mais a gente conseguir sintonizar melhor, maior é a certeza, porque é como se fosse uma referência de conduta. É como se então finalmente desse para entender que princípios éticos pelos quais minha vida seguia — e isso é uma verdade — eles têm sido cada vez mais, vamos dizer assim, claros para mim, quanto mais eu me sintonizo com essa frequência, com essa música divina, que seja quando a gente tá com a natureza a gente percebe, seja quando a gente tá cada dia entendendo um pouquinho mais sobre o pensamento criador e a engrenagem dessa criação do mundo metafísico. Esse mundo interno que a Logosofia ensina a conhecer, ele vai também fazendo esse mesmo papel, né, que é de ir nos colocando cada vez mais próximos da criação que existe dentro de nós ou dessa parte da criação que a gente é representante maravilhoso dela, do pensamento criador. E esse conhecimento de si mesmo é ao mesmo tempo uma jornada de ir identificando uma parte ainda maior da criação que está mais próxima da gente ainda do que a natureza que está fora. E nessa parte que a gente vai conhecendo, vai surgindo esse… é inequívoca a instrução do que é que importa para a vida. Quanto mais a gente entende esse mundo, né, essa realidade dentro de si mesmo. E aí realmente, eu falei, o princípio que vai surgindo, quer dizer, a ética como um conjunto, né, de valores, de moral que o ser humano adota e vive de acordo com essa ética ou a falta dela, vai surgindo essa lógica, né, esse imperativo de ser e de viver cada vez mais sintonizado com isso que há de mais elevado. O que por si só já é uma maravilha, porque vai nos afastando da identificação com o que existe fora de nós no mundo material. Você vê, o tema humanismo do ponto de vista logosófico tem desdobramentos incríveis, né? A gente já acha que tá só falando, explicando alguma coisa, um conceito, e de repente começa a dar uns cliques dentro da gente, e a sensação que eu tenho sempre… E vão as pecinhas daquele quebra-cabeça que eu sempre me refiro a ele, vão surgindo várias pecinhas e se juntando assim, eu falo: puxa! Agora entendi um negocinho a mais aqui que eu estava buscando há tanto tempo entender sobre ética, sobre humanismo. Que bom! E eu espero que você possa ir buscando cada dia mais como eu essa identificação com o que existe de mais elevado na criação e que está dentro de cada um de nós representado também. E a gente precisa que a humanidade toda vá encontrando isso, né? Cada um de nós e a humanidade toda. Há muito que fazer, né? E há muito, muito o que trabalhar nesse sentido. O que dá a verdadeira essência e razão à vida, né? Muito diferente de a gente ficar correndo atrás só de tantas e tantas coisas que a vida material e externa nos apresenta. Enquanto a gente cuida dessas coisas todas e corre atrás, há essa parte vital da vida individual e da vida da família humana, né, que a gente precisa trabalhar muito. Boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.