Latest / Logosofia no Dia a Dia / Conhece-te a Ti Mesmo: A Frase Que Mudou a História (E Ainda Não Entendemos)
Transcript
- Oi, é o Ronny. Tudo bem? Eu tava aqui super animado pensando em tanta coisa num tempo tão amplo da história humana. Sabe que se a Logosofia baseia o seu método, né? Na busca individual ou na jornada individual do conhecimento de si mesmo, é porque tem uma razão muito determinante para isso, né? Por que que a Logosofia determina que o conhecimento de si mesmo é a grande jornada humana como fator ou como razão principal de sua existência? Eu fiquei pensando nisso, né? Essa pergunta não tá em lugar nenhum, eu que tô me fazendo. E eu fiquei pensando nisso, falando assim: Engraçado. Eu não sou um ser chamado de ignorante geral. Eu tenho uma cultura mediana, como todos nós talvez tenhamos ou talvez nós tenhamos uma cultura um pouco acima da média, né? Lógico, a cultura mediana é mais a cultura da novela, do futebol, do carnaval, está acima dessa média, né? Então, claro que a gente tá aqui, tem isso isso é um sinal, é uma característica clara de que a gente tem uma adição e já entendeu que falta algo na vida, que a cultura corrente não supre. Muito bem. Aí chega o ensinamento logosófico e fala do conhecer a si mesmo. Mas que que eu percebi? Que para mim isso nunca teve ressonância, sabe assim, eu não cresci, eu não cheguei na vida adulta com uma vontade de conhecer a mim mesmo. Curioso isso, né? Você chegou nessa, você chegou na vida adulta assim? Você tinha essa vontade de conhecer a si mesmo? Eu confesso que não tinha nenhum sentido para mim isso. Eu achava que eu já me conhecia, tipo assim, como assim, me conhecer? Eu me olho no espelho todo dia, como é que eu não me conheço, né? Então, eu imagino que essa sensação seja geral, quer dizer que a gente, a gente acha que naturalmente, não, a gente por conta dessa cultura na qual a gente cresceu, a gente se educou, que é uma cultura que põe muito peso, praticamente todo o peso e importância na vida que tá fora de cada um de nós, eu penso que a gente chega com muita indiferença na vida adulta, assim quando a gente se entende por gente formada, né, na vida ou se formando na vida, a gente não tem noção desse conhecimento de si mesmo, isso não faz muito sentido. Exatamente porque a gente cresceu no mundo que cultiva, cultua com a é mais do que com o cultivo. É um culto ao parecer, ao ter, ao é um culto a viver a vida naquela montanha-russa que eu falo com frequência, que é viver uma vida de acordo com as circunstâncias e fatos. Isso é viver uma vida fora de si mesmo. Então, eu lembro assim que, eu ainda estou num processo, veja, não é um processo que se, não é uma coisa que você faz num dia, nem num ano. Eu ainda estou num processo de compreender cada vez um pouco melhor o significado desse conhecimento de si mesmo. Porque eu realmente não achava que eu precisava disso. Eu queria, como eu sempre recordo também, sabe, eu queria conhecer a verdade, eu queria o conhecimento do universo. Eu queria entender o universo, o cosmo, né? Isso isso era, nossa, isso me deixava doido assim de vontade, de curiosidade, de ânsia de saber, né? Eu queria entender, queria entender Deus, queria entender, eu queria essas coisas grandes. Mas o conhecimento de mim mesmo, eu falei assim: "Hã? Para quê? Tipo assim, já me conheço". Muito bem, porque eu tô dizendo isso? Porque eu acho que essa é uma, eu julgo, né, de fato, que essa é uma dificuldade esse é um obstáculo que cada um de nós precisa considerar como um obstáculo real e importante, vai, que a gente considere que há muito a compreender sobre o que que é isso. Porque é exatamente a ignorância acerca disso que nos mantém num estado de reféns ainda de muita coisa que tá nessa cultura corrente e que a gente acreditou como sendo a base para uma vida, uma vida feliz, uma vida plena. Quer dizer, a gente ainda tá muito. Eu digo por mim e talvez pela grande maioria dos seres humanos, então, claro, não sendo o seu caso, você não tem que se preocupar. Mas eu digo assim, eu e a maioria dos seres humanos ainda temos muitas amarras no mundo físico, né, terreno que nos mantém nessa ou nos puxa muito para fora de nós mesmos. Então, eu penso que uma conquista que a gente precisa ir realizando sempre, porque é um negócio que vai sempre aumentando, melhorando, conquistando mais, é a compreensão sobre o que significa conhecer a si mesmo. Da onde vem essa referência? A Logosofia que inventou isso? Não. Claro que não. Quem disse, a quem é atribuída essa frase famosa: "Conhece-te a ti mesmo"? Pô, 1.500 anos atrás, Sócrates, né, filósofo dos mais referência da Grécia daquela época, adotou essa frase para a filosofia socrática que ele criou, que, pô, só que isso foi um cara incrível. Eu não sei muito de filosofia grega, mas assim, ele se afastou daquela lá do sofismo geral da época em que os filósofos acabavam se baseando investindo muito na argumentação, na dialética para vencer debate público, ensinava ou vendiam, né, os ensinamentos ou o conhecimento sobre como é que se faz essa argumentação, tudo isso. O Sócrates foi um cara que falou: "Não, o primeiro que ele não vendia o conhecimento, ele não cobrava pelos ensinamentos e ele determinou como o principal pensamento da escola de filosofia que ele, né, ensinava é que o conhecimento de si mesmo era a chave para tudo. Incrível isso, né? Você fala assim: "Pô, você tá brincando, Ronny, sério?" Eu falei: "É sério, eu também é assim, são coisas que eu só fui, né, eu só fui entender e buscar conhecimento sobre isso e compreender isso mais já mais velho na vida, porque assim, na juventude eu não conhecia nada de Sócrates, eu não entendia nada disso. E o ponto não é o que que Sócrates falava, mas assim, isso é muito importante porque ele tratava exatamente dessa necessidade, vamos dizer assim, vai, nessa quase é uma necessidade mesmo, né? Que é assim, o conhecimento de si mesmo, ele destrava, é a base, né, das virtudes, é a base da conduta elevada, é a base é a base da verdade. Ele falava que o conhecimento de si mesmo era a base da verdade, quer dizer, só era possível alcançar a verdade conhecendo a si mesmo, que a ignorância nos impede de conhecer a verdade. Eu olho para isso assim, puxando, né, que ele tava certíssimo. Agora, qual o ponto? Eh, os discípulos de Sócrates eh devem ter avançado, né, né? Ele criou uma prática lá de perguntas para poder cada um perguntar se questionar bastante coisa sobre si mesmo, mas eu penso talvez, assim, faltou um conhecimento transcendente sobre como é que se organiza, como é que se estrutura, como é que é essa engrenagem do mundo interno. E essa é a grande, para mim, é, vamos dizer assim, a grande chave que a Logosofia apresenta, porque não é apenas, veja, não é então, não é a Logosofia que tá tratando disso sozinha. Há uma linha há muito tempo se entendeu, se busca, os egípcios muito tempo antes sabiam que era preciso compreender essa estrutura interna da consciência, da mente, esse poder, essa capacidade criadora da mente humana. Mas assim, agora para nosso estágio atual de desenvolvimento, eu entendo que a Logosofia ela apresenta o conhecimento de uma forma tão clara, porque não é só uma questão de enunciado, olha, tem que conhecer a si mesmo. Legal, como é que eu faço isso? E tem mais, não tanto é que não Sócrates adotou essa frase, essa frase não é, não foi criada por Sócrates. Ele pegou essa frase, ele adotou essa frase porque lá na Grécia mesmo, acho que é em Delfos, né? Tinha o templo de Apolo. Essa frase estava escrita no templo de Apolo. E o que que é curioso? Você fala: "Ah, legal, mas que daí, né?" Olha que legal, porque o templo de Apolo é onde tinha a não sei se era uma sacerdotisa ou o que que era, era uma mulher, ao longo do tempo era sempre exercido por uma mulher esse cargo que era o oráculo. Ou seja, quem previa o futuro. E isso é desde o século, sei lá, do século 5 antes, né? Do ano 0, assim, 1.000 anos antes de Sócrates, acho que o templo de Apolo foi criado, foi feito na Grécia, foi levantado e essa frase estava lá. E esse oráculo, essa pessoa que previa o futuro que estava sempre nesse templo, né? E sucedendo as pessoas, claro. É, gente do mundo inteiro viajava para perguntar, para poder tomar decisões importantes na vida. E olha que curioso, então para tomar, você ia lá, né? Falar assim: "Poxa, eu preciso tomar uma decisão importante na minha vida, vou consultar o oráculo, né? Aquele que vê o futuro". Mas aí chegava no templo, uma das frases principais era essa, assim: "Legal, você quer saber do futuro"? Né? Mas assim, você se conhece? Você entende por que você deve? Quais são suas fraquezas, suas virtudes, suas? Você entende que a questão da decisão não deveria ser ouvir de alguém sobre o futuro e sim conhecer a si mesmo? Olha que sensacional que é isso. 1.000 anos antes de Sócrates, já tava isso, assim, para quem buscava uma luz sobre o futuro, a resposta era: "Conhece a ti mesmo". Olha que incrível que é isso. E passou-se então que a gente está 2.500 anos depois, estamos nós cá, né? Tratando desse assunto aqui, mas veja, é um assunto, é um ponto que já tá referenciado como chave para felicidade e realização da vida humana há muito tempo e muito tempo antes disso, certamente como eu falei na cultura egípcia. Nos, né, o grande conhecimento transcendente que a escola de iniciação do Egito durante muitos milênios carregou, é, sustentou, também, como eu falei, previa ou determinava que aqueles que se iniciavam naquela escola vivessem experiências nos templos que jogasse luz sobre essa, né, para essa realidade ser conhecida em cada um. Então, o que a Logosofia tá apresentando agora, e esse é o ponto, eu acho, principal que cada um de nós pode rever em relação a esse capítulo que a gente tá culminando agora, é assim, poxa, eu nem sabia, no meu caso, né? Eu nem sabia que eu precisava conhecer a mim mesmo. Ponto 1. Segundo, eu nem entendia o que significava isso quando eu soube ou quando eu pensei que eu precisava conhecer mesmo ou que eu poderia conhecer a mim mesmo. O que significa isso, de fato? Porque é tão obscuro, a ignorância humana quanto ao conhecimento de si mesmo é tão alta que mesmo que alguém fala assim: "Legal, que você tem que conhecer a si mesmo". Ah, legal. Mas o que é isso? Terceiro, é não só possível como o que a Logosofia oferece é um método exatamente para que essa jornada de conhecer a si mesmo não seja uma falácia, não seja um engodo uma um desvio, uma ilusão. Esse é o método logosófico. É isso que o ensinamento logosófico vai proporcionando na medida que a gente vai compreendendo a engrenagem da criação em si mesmos e como é que atuam essas leis, essas forças, esses essas potências que a gente tem, né? No livro que a gente estudou nesses nessa rodada, nesse ciclo, né, que foi o Logosofia e Ciência e Método. Por isso, o peso, né, na explicação do método logosófico, especialmente sobre a configuração desse mundo interno, sistema mental, pensamento, sistema sensível, sentimentos, faculdades da mente, faculdades sensíveis, o sistema instintivo como força base, né, de desde a criação do ser humano, o caminho da Evolução Consciente, enfim. A gente viu uma série de explicações claras sobre não só essa configuração interna, mas o porquê do Conhecimento Transcendente, o que é o conhecimento e como é que ele deve ir abrindo em cada um de nós ou pode ir abrindo em cada um de nós esse horizonte, né? Esse novo horizonte do conhecimento de si mesmo. Então, a gente está tratando de algo aqui hoje, né? Nesse momento, a gente está falando de um assunto, que é o que é exatamente o objetivo principal da Logosofia, mas veja que esse é um uma busca que de um certo modo, se não todos nós estávamos fazendo, porque eu não estava, eu nem sabia sobre isso. Eu quero dizer, eu buscava, mas não sabia que eu buscava isso, né? Eu buscava uma parte disso só. Mas esse é, essa é uma busca, essa é uma necessidade que tem milênios que a gente não conseguiu ainda como humanidade, como conjunto da humanidade realizar. Então eu fiquei pensando, a importância de cada um de nós nesse momento de aproveitar um conhecimento como esse e finalmente empreender essa jornada, não é só importante para cada um de nós, porque realmente é vital para cada um de nós. Mas tava pensando que é vital para a própria humanidade que haja uma quantidade cada vez maior de seres humanos compreendendo a importância desse conhecimento de si mesmo, para que a gente possa ir determinando para as próximas gerações que vão suceder, claro, isso como uma busca, como um caminho natural para que a humanidade comece então como conjunto entender que a própria evolução humana depende do conhecimento de si mesmo. Enfim, hoje a gente, né, foi longe. Mas ao mesmo tempo a gente foi longe e a gente vai muito perto, que é, eu penso que essa reflexão me ajudou a entender que esse é um assunto vital e eu nunca dei tanta importância a isso na vida, como eu dou hoje. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.