Latest / Logosofia no Dia a Dia / Matrix e a Logosofia: A Busca Pela Verdade Que Liberta do Loop
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Como tudo na vida tem coisas que a gente entende mais e coisas que a gente entende menos, né? Porque eu acho que como tudo a gente vai se identificando de formas diferentes com tudo. Então, conforme a gente vai se identificando com aquilo que a gente vai conhecendo, descobrindo, experimentando, a gente vai se aproximando cada vez mais daquilo. Enquanto a gente não se identifica, a gente fica na distância que a gente tá, né? Então, por exemplo, eu não me identifico com artes, né, em geral. Então, a minha tendência é a vida inteira ficar distante desse mundo das artes, né? Eu realmente não me identifico. Então, eu mantenho a mesma distância que eu tinha quando eu era jovem, adolescente, jovem. Eu não me aproximei disso. Por outro lado, tudo aquilo que eu tinha, né, mais interesse, eu fui me aproximando. E quando a gente gosta de alguma coisa, a gente se aproxima, né, cada vez mais e vai e vai e vai. Então, nesse livro, como em qualquer livro de Logosofia, a gente vai percebendo, né, que tem trechos ou capítulos, tópicos, né, ou às vezes tem ensinamentos específicos que a gente fala assim: "Nossa, isso aqui é muito legal. Isso é muito bom." Porque nisso há um reflexo de algo dentro de nós. Obviamente que essa preferência que se manifesta, nessas sensações que a gente tem ao ler o ensinamento logosófico, é um excelente espelho para cada um de nós perceber em si mesmo quais são as forças que nos movimentam, né? E como é que a nossa, vamos dizer assim, como é que nós mesmos na dimensão mental, né, sensível, ou seja, essa realidade metafísica do ser humano, como é que a gente vai percebendo como somos? Por de acordo com aquilo que a gente vai identificando, com aquilo que vai nos atraindo mais, né? E aquilo vai sendo sempre uma dica, essa sensação que a gente tem de: puxa, isso daqui, olha isso daqui, olha aquilo ali. Na vida em geral é assim e assim é. Na investigação, no estudo do conhecimento logosófico, especialmente porque esse é o estudo em que a gente vai alimentando a mente e o coração com esse conhecimento maravilhoso que vai finalmente nos mostrando um caminho dentro de nós mesmos para a gente realizar e ser aquilo que a gente queira, né, o que a gente sempre quis. E aí a gente entra no próximo tópico, né, dentro desse capítulo, dessa primeira lição que é sobre a Logosofia. O próximo tópico — ah, esse é um negócio na minha vida — é sobre o caminho da evolução consciente. E aí González Pecotche explica, né, sempre em poucas… em poucos ensinamentos, esses tópicos são bem curtinhos, mas aí é muito bom porque ele explica assim claramente qual é a visão… como é que a Logosofia entende o caminho da evolução consciente? Aí eu vou ter que falar de um… tem uma história, como tem muitas histórias no mundo já criadas, né, por gente que pensou em livros, pensou em filmes, pensou em e mesmo em obras de arte, né, que expressam fragmentos da grande verdade, né, que todos nós buscamos. Esse é o ponto do caminho da evolução consciente. É, eu hoje não tenho mais dúvida disso. Mas eu demorei muito tempo para entender que cada um de nós, cada ser humano desde sempre, sem perceber de forma consciente ainda e talvez depois, né, começando a perceber de forma consciente, nós todos estamos em busca de algo. A gente não veio para esse mundo para se contentar em viver uma vida que é esse repetir diário da jornada, né, física das 24 horas, como se isso aqui fosse o próprio fim em si. Não faria sentido, né? Você consente comigo isso? Que não faria sentido se fosse só isso. Consente? Faz sentido eu tô falando? Porque embora a gente tenha muitas alegrias, né, possibilidades de ser feliz com muitas coisas que acontecem no dia a dia, por outro lado, a experiência humana é uma experiência extremamente complexa e apresenta sempre, parece, esses dois lados, né? O lado das coisas legais, felizes, que acontece como a gente quer, como a gente gosta, e o outro lado. E o outro lado é o lado das coisas que a gente não gosta, que a gente não quer, que a gente sente apertado, angustiado, ansioso e que as coisas não acontecem como a gente gostaria, então nos causa, né, apreensão e tristeza, às vezes muito sofrimento. E quando a gente olha para isso, você fala assim: "Pô, mas qual a razão disso, né?" Então, acho que a busca pela razão disso, entendeu o que eu tô falando? A gente olha para isso a vida inteira e fica assim: "Mas qual a razão disso? Por que que a vida é assim?" Então, essa questão, essa pergunta, se é que a gente chega a fazê-la assim, mas acho que a sensação é de fazer uma pergunta assim, sempre. Ela é presente em todos nós. Eu conheço muita gente em que em algum momento eu vi se perguntando ou assim mesmo, né, ou perguntando numa conversa assim: "Cara, mas qual a razão da gente viver isso? Por que que está acontecendo isso comigo?" E se isso então é uma realidade, é fato que todos nós estamos em busca de algo. Esse algo vai… parece que vai sendo traduzido no compreender o porquê de tudo isso. Daí vem, né, as grandes questões de quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Não é à toa que essas questões são famosas há milênios. Porque não… acho que há um ser humano… deve ter uma exceção ou outra, mas isso é por alienação, né? Não é por falta de interesse, mas é assim: um ser humano normal, né, um ser humano nas suas condições normais está de alguma maneira, mesmo sem ter consciência disso, em busca da verdade. E a verdade é o conhecimento, né? A verdade é o conhecimento. A verdade é a explicação, mas é… na verdade essa aproximação com o saber, o conhecer, o entender, o compreender a grande engrenagem que governa, né, o porquê, o grande pensamento, o pensamento criador sobre tudo, né? Então, parece que realmente a gente tá nessa jornada da busca pela verdade. Eu tô na busca, eu busco a verdade. Não tenho mais dúvida disso há um bom tempo. E eu tava falando no começo que há pessoas, né, que ao longo da história vêm compreendendo isso e expressando isso de muitas formas. Eu não posso deixar de recordar algo assim que… esses são sinais muito importantes, assim. Eu cada vez mais vou me identificando com essas histórias, né, com essas narrativas épicas em que o ser humano se torna um herói da própria vida, da própria existência. Eu tenho sentido isso cada vez mais forte ao longo dos anos, e quanto mais eu busco essa verdade, né, esse conhecer a mim mesmo, esse entender o que que eu tô fazendo aqui, por que que eu tô vivendo as coisas que eu vivo, qual é minha missão aqui, né, o que que me cabe nesse curto trajeto na Terra de novo. E eu tenho me identificado cada vez mais com essas narrativas em que cada um de nós, né, vai olhando para personagens, para histórias e falando assim: "Puxa, essas histórias vão fazendo cada vez mais sentido." Porque em geral, eu tava me referindo a essas narrativas que são a busca pela verdade. E hoje, né, hoje não, mas atualmente, eu não consigo ver outra… outro filme mais… outra história mais clara, mais… é, eu posso afirmar com tranquilidade hoje que assim, por razões muito profundas, eu digo assim: é a minha vida em filme ou é o filme da minha vida. Não é que é o filme que eu mais… legal, não é isso, é o filme da minha vida. Logicamente, salvadas as comparações e as, né, e a ficção que completa o que tem de realidade, que é o filme sobre a Matrix, né, de Matrix. Porque cada vez que eu assisto de novo os filmes, eu vou identificando que é uma grande narrativa sobre a busca da verdade. E parte, né, dessa condição que é a condição de que ainda que a gente esteja mergulhado nessa máquina diária da vida terrena, que parece uma máquina de… tem dia que parece uma máquina de moer carne. Eu me sinto saindo pelos orificiozinhos lá da máquina de moer carne, da onde sai a carne triturada. Tem dia que parece uma máquina de lavar roupa, né, que me faz sentir igual essas roupas coitadas. Eu fico até com pena das roupas. Fico igual as roupas girando durante horas ali até sair da máquina. Tem várias imagens dessas que dá a sensação de que a gente tá numa, num negócio que não tem, né, assim, parece que a gente tá num loop. Que a gente tá num… está rodando em círculo. Essa é a sensação. E o filme trata sobre essa sensação que muitos seres humanos têm e não sabem por que têm. A sensação de que a gente tá vivendo dentro de algo que nos prende, que nos dá a impressão de que a vida é isso, mas a sensação é de que a gente tá preso nisso. Essa vida terrena não dá a sensação de plenitude. E por que não dá? Esse é o ponto. E esse é o ponto que tá, né, assim, diretamente falando do que é esse tópico sobre o caminho da evolução consciente. Quer dizer, há essa sensação de que tem algo errado, sabe? Assim, você sente isso, né? Eu sei que você sente. Tem alguma coisa que tá errada com essa vida que a gente vive. É só que a gente não sabe o que é. E a gente precisa saber o que é. A gente precisa despertar para o que é de fato tudo isso. Aí você vai falar assim: "Ah, já li em algum lugar que tem gente que acha que a gente vive uma simulação de computador." Não, não acho isso. Não é sobre isso, tá? Essa é a ficção do filme, mas não é sobre isso. Por outro lado, o filme, na verdade, não está se referindo a… para ser, né, na minha compreensão, o ponto não é que o filme tá dizendo que a gente vive na simulação, mas é como se a gente vivesse. E pior, que a gente vive numa vida, num plano estritamente limitado em que a gente vai se convencendo de que a vida é somente isto, essa parte. E eis aí a grande… o grande cerco, a grande limitação dessa vida terrena, que tende na repetição dos dias nos convencer que nós somos isso que nós estamos vivendo. E eu vou te fazer uma afirmação agora que você já ouviu eu falar isso para você antes, eu vou falar agora assim de novo de forma muito consciente. Eu e você, nós não somos o que nós vivemos aqui na Terra. E as coisas que a gente vive aqui na Terra, as circunstâncias e fatos que a gente está vivendo aqui na Terra não nos definem como seres humanos. Estas são as circunstâncias atuais, estes são os fatos atuais que a gente tá passando, mas eles não nos definem como seres humanos, ou seja, não definem quem somos. O caminho da evolução consciente abre-se a partir… a partir de um momento como esse, para que cada um possa definir primeiro quem é e então decidir quem será. Eu tenho certeza que a leitura desse tópico vai te fazer reflexões, vai te proporcionar reflexões muito úteis à sua vida. Boa leitura e boas reflexões. Fique bem, até o próximo podcast.