Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Está Vivendo Apenas 0,003% da Realidade?
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Bom, você já me conhece — ou um pouco ou bastante, né? Dependendo do tempo que você está me acompanhando. E eu não tenho nenhum problema em contar sobre as fragilidades, as dificuldades, as minhas limitações. Até porque eu confio sempre que você recebe isso de uma forma muito apropriada — não como algo pra zombar de mim ou pra me diminuir, não é isso. Mas que você recebe esse meu relato como um instrumento de reflexão que de alguma maneira pode ser útil pra você. E esse é o intuito sempre, né? E uma coisa que eu sempre observei, que foi vital pra mim, foi eu não me conformar com as minhas limitações, sabe? Porque eu podia ter me conformado com as minhas fragilidades, com as minhas limitações, com aquilo... com a minha ignorância... Aí você vai falar: "Qual é a ignorância, Ronny? Acerca do quê?" Acerca do que eu não sabia. Qualquer coisa. Mas eu nunca me conformei com nada disso. Eu sempre fui muito incomodado com minhas limitações, sabe? E eu considero que isso pelo menos me moveu. Se não foi pela consciência do conhecimento que falta, foi pela agonia, foi pela angústia daquilo que essa falta, essa ignorância, causava na minha vida — na forma como eu vivia as experiências do dia a dia. E por um lado eu fico super grato de ter tido toda essa oportunidade de, ao viver e sofrer muito em muitas experiências da vida, pelo menos sentir que isso me impulsionou a buscar aquilo que eu não enxergava, que eu não via, que eu não sabia que existia. Estava pensando, por exemplo, que nesse momento que eu estou gravando aqui o podcast — e nesse momento que você está me ouvindo, independente de onde cada um de nós está fisicamente —, têm duas coisas interessantíssimas acontecendo. Primeiro, que a gente está sendo bombardeado, está passando pela gente uma infinidade de ondas — de rádio, eletromagnéticas, de vários espectros, de várias frequências dentro do espectro eletromagnético. É um negócio que é uma loucura. Quem é engenheiro de telecomunicações, engenheiro elétrico, sabe e conhece isso muito melhor do que eu. Mas é uma quantidade absurda, porque é o celular, o 5G, o Wi-Fi, o Bluetooth, é a radiação cósmica de fundo que existe no universo, é o infravermelho, a ultravioleta — e tem muito mais. O controle remoto da televisão, qualquer coisa, o fone de ouvido sem fio, tudo que a gente usa — e outras coisas que já estavam muito antes da gente existir aqui no planeta, no universo — estão cruzando o nosso corpo o tempo todo. A gente está sendo bombardeado. A maior parte deles, felizmente, não ocasiona nenhum mal — ou pelo menos não chegamos a essa conclusão ainda. O raio-x, por exemplo, é um negócio que a gente sabe que pode causar algum mal se houver muita exposição, assim como o raio-gama. Mas é por isso que existe todo aquele controle sobre quantas exposições a gente pode fazer na vida — o que não é um problema. Mas por que eu estou falando dessas ondas todas, desse espectro que a gente não vê? Porque olha que dado curioso — eu não sabia disso, mas eu fui pesquisar: nós humanos só conseguimos enxergar cerca de 0,003% de toda a luz e energia que existe no universo. O resto — ou seja, 99,997% — a gente não enxerga. É fisicamente invisível, impossível para nós enxergar. Você imagina como seria a vida se a gente pudesse ver essas ondas? Ia ser um mar de luzes e formações, ia ser um negócio — aquelas imagens loucas, psicodélicas, cruzando o espaço o tempo todo. Eu acho até que a gente não ia conseguir suportar — ia ser insuportável. Ainda bem que a gente não vê tudo. Por outro lado, até a gente conhecer essa realidade das ondas de rádio — e depois as outras frequências, todos os tipos de energia que existem —, a gente tinha uma vida extremamente limitada. Hoje a gente faz uso de tudo isso na tecnologia, na medicina, na comunicação. Hoje eu falo aqui gravando, você está ouvindo não sei aonde, em qualquer lugar do mundo. Tudo que a gente usa hoje, como a gente desenvolveu a vida humana, basicamente a tecnologia se baseia nisso — na transmissão de vários tipos de ondas. É muito interessante. Parece óbvio hoje, mas há décadas atrás não era, não existia. E há séculos atrás nenhuma dessas ondas a gente praticamente conhecia — nem rádio. O rádio também é, na nossa história de centenas de milhares de anos como ser humano na Terra, algo que surgiu faz pouco tempo. Foi ontem, nessa escala gigante — foi ontem. Coisa básica: rádio, telégrafo, essas coisas todas. Muito bem. Se isso é uma verdade — fora o que a gente ainda não sabe que existe, nessa parte invisível do espectro todo —, é uma realidade que existe. O universo inteiro vive isso, está repleto disso. Estava muito antes da gente chegar. As estrelas emitem ondas, coisas incríveis que eu vou aprendendo devagarzinho — eu gosto de cosmologia, mas é um negócio muito complexo que eu não entendo direito. Mas o que isso diz respeito à nossa vida? É o que eu estava contando no começo do episódio. Se eu não tivesse ido em busca daquilo que, para mim, era completamente invisível naquela época — quando eu comecei a vida adulta —, se eu não tivesse me incomodado com como eu era e o que eu era, com as minhas fragilidades e limitações, eu não teria ido em busca do conhecimento do mundo transcendente, do mundo metafísico. Eu teria ficado limitado ao que os olhos viam. E lembrando: os olhos e outros sentidos do corpo só captam 0,003% de todas essas ondas, toda essa energia que está cruzando o nosso corpo e a nossa frente o tempo todo. Igualmente, o mundo metafísico é uma realidade que existe independente da minha ignorância acerca dele. Toda essa realidade que o conhecimento transcendente, que a Logosofia oferece, apresenta e nos abre — é a descoberta de uma realidade que a gente pode até ignorar, ou podia ignorar antes, mas é uma realidade. Olha que coisa incrível. A gente descobre, a gente tira a coberta, a gente tira o véu, a gente revela. E aí a vida muda para a humanidade, porque o avanço tecnológico e humano se baseia nessas descobertas todas. E essa, quanto ao mundo metafísico, é talvez a descoberta mais incrível que a gente como humanidade podia ter feito. E esse conhecimento que a Logosofia oferece, organizado da forma como ela organiza, é exatamente o curso para leigos. Eu entendo que para mim foi o curso para leigos — "mundo metafísico para leigos". Para ser bem honesto, eu podia falar outra palavra: "mundo metafísico para os ignorantes, como o Ronny." Tudo bem, não tem problema nenhum — porque a gente ignora algo, e isso não quer dizer que a gente é menos ou ruim. A nossa ignorância acerca de uma realidade nos limita extremamente. E não entender, não conhecer, não perceber o mundo metafísico era a maior limitação que eu tinha na minha vida. E aí nisso eu comecei a valorizar muito esse conhecimento que a Logosofia apresenta — que é o conhecimento que permite captar o mundo interno, esse mundo metafísico que antes era invisível para mim. Eu vivia apoiado em velhos conceitos — em conceitos do que era a vida antes de eu entender que existia um mundo metafísico, que existia esse mundo invisível. Que, por exemplo, na minha mente é a causa de tudo que eu faço na vida. Mas eu ignorava isso — ignorava pensamentos, ignorava o que são os sentimentos, as faculdades sensíveis do coração, o que é a consciência, o que é essa parte de nós que é a realidade espiritual em cada um de nós. Quer dizer, eu vivia achando que não existia nada além do que meus olhos, meus ouvidos, meu nariz percebessem, minhas mãos tocassem. Eu considero que quando a gente começa a tomar contato de forma séria com um conhecimento desse porte — como o que a Logosofia oferece —, acontece o que é um despertar da consciência. É como se a gente fosse ligando mecanismos e instrumentos dentro de nós que a gente nem sabia que existiam. É um novo campo dimensional que se abre. Exatamente como acontece na tecnologia, na descoberta da ciência sobre essa parte das ondas. A gente começa a perceber o mundo transcendente — os pensamentos, as leis universais que determinam o funcionamento desse mundo, o mundo metafísico, a própria evolução como uma lei talvez suprema desse mecanismo que coloca tudo que existe na criação sempre em movimento rumo à evolução, à superação. É como se a gente finalmente descobrisse uma riqueza que estava em nós — além de estar em todos. Porque é o tecido do mundo metafísico, que é o tecido da mente de todos nós. Quando a gente descobre isso, vem a sensação de que a gente estava perdendo uma parte gigantesca da vida e estava perdido — sem conseguir enxergar a realidade causal da própria vida, da própria existência. As inquietudes que o ser humano sente são exigências dessa realidade espiritual. Aquele vazio que a gente sente... Eu lembro sempre que o pessoal brincava muito: quando chegava o domingo à noite, todo mundo ficava deprimido. Quando eu era jovem adulto, a gente brincava que chegava o domingo à noite, quando começava a musiquinha do Fantástico — que a gente na época não tinha TV a cabo —, ficava todo mundo meio deprimido. Porque é aquela sensação de vazio no domingo à noite. Depois de muitas vezes ter vivido o final de semana cheio de coisas — mas todas essas coisas, nada preenchia aquele vazio que se sente. Aquela sensação de que tinha que ter alguma coisa a mais na vida. O que é isso, senão essa realidade espiritual que exige de cada um de nós a conexão com aqueles 99% que são invisíveis? Qual era a tentação que a gente tinha de tentar calar essa voz? Fazendo mais coisas no mundo material — "vou comprar mais coisas, vou ter outros prazeres." Ferramentas erradas. Tecnologia totalmente equivocada. Essa era a minha tendência: era preencher a vida com coisas materiais, coisas fora de mim — sejam experiências ou itens, enfim, sensações vinculadas a essa vida material. Quantas vezes a gente não sente esse chamado interno? Mas como a gente não consegue ver a solução com os olhos físicos para esse vazio, a gente acha que é apenas estresse, que é burnout — o pessoal fica cansado do ritmo do trabalho. Eu também fico, fico exaurido muitas vezes. Mas por quê? Porque se a gente coloca a vida fora de nós — as coisas que a gente vive e faz todo dia — como se essas conquistas ou aquilo que a gente vive e encontra fosse a solução pro nosso vazio, a tendência é a gente continuar se frustrando a vida toda. Porque a gente ainda se apoia, muitas vezes, naquela concepção antiga e equivocada que ignora a realidade do mundo metafísico — que é o mundo causal em cada um de nós. Esse livro, o "Curso de Iniciação Logosófica", no qual estou baseando esse episódio — estamos atualmente nele, nesses tópicos sobre o ensinamento logosófico, a assimilação, o processo de assimilação do ensinamento, são vários tópicos que vêm vindo. Mas, para mim, eles vêm deixando muito claro que eu tenho as ferramentas, eu tenho o conhecimento que eu preciso para, pela primeira vez na minha vida — e já estou usufruindo disso há algum tempo —, ir forjando o meu próprio destino. Que é muito mais elevado, vamos dizer assim, perto do que era o meu destino quando eu ignorava toda essa realidade. Ou seja, o conhecimento transcendente tem essa propriedade de ir nos elevando e nos tirando de uma rota extremamente limitada. É uma opção que cada um de nós tem: escolher entre permanecer alheio ao mundo transcendente — que realmente, como diz o próprio ensinamento, oferece uma riqueza enorme, mental e espiritual —, ou começar a viver nele, atendendo às inquietudes do nosso sentir e satisfazendo realmente as exigências dessa realidade espiritual que nos move, muitas vezes, sem a gente entender que força é essa. Eu não quero voltar — e não voltarei nunca — àquela vida limitada que tanto me fez sofrer. Eu sigo na busca pelo conhecimento que tem me libertado daquele destino comum, e tem aberto a minha compreensão, a minha visão, despertado cada vez mais a minha consciência para a realidade desse mundo que era invisível antes para mim. Mas que esse conhecimento transforma a mente humana e nossa estrutura interna — ou desperta as ferramentas que nos fazem capazes de compreendê-lo. Não só vê-lo, mas de compreendê-lo. E entender como nós vamos mudando o próprio destino — o de cada um primeiro. E aí dá para perceber e projetar como é possível mudar o destino da própria humanidade para algo muito mais elevado. Boas reflexões, boa leitura, bom estudo. Fique bem e até o próximo podcast.