Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Diferença Entre Olhar Um Copo de Água e Beber: Como Fazer O Conhecimento Funcionar
Transcript
- Oi, é o Ronny. Tudo bom? Eu estava pensando aqui, nos últimos anos, com as conversas que eu tenho tido com a minha filha, que está estudando Biologia, e ela tem desenvolvido algumas coisas no laboratório. Ela tem me falado muita coisa, essa parte de laboratório, que eu que sou leigo nisso, né? Não entendo, mas sempre adorei. Eu adorava aquele... eu tinha um brinquedinho do Pequeno Químico. Ai, que brinquedinho legal que era aquilo. Quem não lembra disso? Acho que a geração atual deve ter alguma coisa similar, não sei. Mas tinha uns tubos de ensaio, você montava uma pequenininha bancada assim, e tinha os líquidos que vinham nos frasquinhos de plástico, e tinha as várias instruções de experimentos a fazer. Era muito legal. E eu gostava, eu adorava aquilo, né? Obviamente, não só... o problema é que eu não seguia as regras, provavelmente, né? Eu já te contei que eu era muito rebelde, né? Então, assim, eu devo ter feito mais coisa que não tinha resultado, porque eu inventava coisa do meu jeito, do que seguir a regra. Mas, na verdade, como eu sempre hoje já me digo, regra, ou em geral, instruções, têm uma razão de ser, né? Elas representam conhecimento. Então, por isso que depois eu passei a seguir instrução de qualquer coisa que eu fosse montar, ou fazer, assim, eu passei a seguir instruções, assim, ipsis literis, né? Então, imagina, Lego, então, eu valorizo demais, sou super grato àquela instrução para montar um Lego, porque se não, esquece, né? Menor chance de eu conseguir realizar alguma coisa. Quando eu estava falando da minha filha, né, como bióloga, contando de laboratório, tem algumas realidades, assim, que a gente olha, são tão claras e óbvias, mas, ao mesmo tempo, eu tenho, assim, eu preciso pensar para poder compreender e, finalmente, poder assimilar o significado disso para a minha vida como um todo. Falar de química básica, né? A gente tem que pegar dois gases, hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio sozinho chega a ser explosivo, né? O oxigênio sozinho também é um elemento até que tem que lidar com cuidado, porque ele faz o fogo crescer, né? Brincar com eles de forma isolada, assim, chance de se queimar ou de fazer alguma bobagem. Agora, junta hidrogênio e oxigênio na proporção exata e a gente tem água. Uma substância, a própria substância que apaga fogo e que sustenta a vida. Olha que legal. E quando a gente pensa nisso como uma realidade universal, parece que a gente precisa sempre transcender a forma de olhar as coisas de forma isolada, assim, de elementos isolados. Esse acho que é um problema da nossa cultura, é que a gente foi ensinado na nossa educação a focar em temas específicos, em pontos específicos durante o aprendizado. Então, a nossa mente meio que aprendeu, por exemplo, a estudar as coisas de forma fragmentada. Agora, porque cada época é uma aula, cada época é uma matéria, cada dia é um ponto da matéria. E a gente, em geral, muito focado naquela matéria específica que a gente estava estudando, a gente foi fragmentando o conhecimento. E pior ainda, porque a gente acabou estudando a vida toda de uma forma muito... de decorar, de guardar informação, memorizar informação. E essa informação não era, na verdade, construída de uma forma integral. Por isso que até a evolução da própria educação, que aqui eu tive na minha formação e a de hoje, é muito clara, muito óbvia. Porque hoje se tenta trabalhar cada vez mais de uma forma única, de uma forma... a ter uma compreensão com várias matérias interdisciplinares. Então, há uma evolução, claro, na forma de ensinar. E por que eu estou dizendo isso? Porque a gente precisa entender o que é o tal do método logosófico. O que é exatamente isso que a Logosofia oferece? O próximo capítulo do Curso de Iniciação Logosófica é a "Didática do Método Logosófico". E é muito importante a gente entender essa particularidade, que é a particularidade de que o Conhecimento Logosófico, de fato, eles estão destinados, o próprio ensinamento afirma, a formar uma nova individualidade. E eles devem, precisam ser assimilados pela consciência. E em geral, quando a gente olha a Logosofia, o conhecimento qualquer, qualquer ou a Logosofia, tem o risco de a gente sempre pensar que é mais um conhecimento. E então a gente tratar disso como se fosse simplesmente o conhecimento comum que a gente estudou. "Ah, isso é interessante, isso aqui é legal." E continuar tratando os elementos, como eu estava falando do hidrogênio e da água, de forma separada. Mas a grande maravilha do hidrogênio e da água, ou do hidrogênio e do oxigênio, na verdade, é a gente vê-los juntos e usufruir e viver por conta da existência de um elemento como a água. E eu entendo que a Logosofia, quando a gente olha o método logosófico, essa é a grande compreensão, essa é a grande chave para compreender o método logosófico e a didática do método logosófico. O Conhecimento Logosófico é oferecido, a princípio, como a gente está acostumado, que é, didaticamente, de uma forma, por títulos, temas ou linhas de tratá-lo. Inclusive os livros logosóficos têm de várias formas, têm livros de várias formas literárias, estilos literários, por tema também. Enfim, a divisão são várias. E a gente precisa entender que a nós cabe fazer um trabalho de união dos elementos. Se a gente quer obter um elemento tão vital como o elemento da água, para nós, a gente precisa realizar o mesmo trabalho de lidar, como se fosse o grande alquimista da criação, precisa lidar com o elemento e ir aglutinando esses elementos e unindo esses elementos que estão dispersos, fazendo da própria vida, do próprio estudo, um grande laboratório. O laboratório da própria vida. É como se a gente realmente pudesse criar, criar é talvez uma palavra, vamos dizer que acho que não é apropriada, é como se a gente pudesse utilizar esses elementos todos, que o Conhecimento Logosófico oferece, a cada ensinamento, a cada título, tema, seja o que for, e a gente pudesse ir aglutinando, unindo esses elementos, e de fato acho que unindo é a forma mais adequada de me referir a eles, porque na união desses elementos, que às vezes parecem isolados, e muitas vezes, "puxa, isso aqui é muito legal, interessante", aí tem um outro elemento também interessante, a mente mesmo começa a fazer um trabalho de aproximar esses elementos, porque é como se eles tivessem afinidade entre si, tivessem facilidade de conexão entre si, e eles começam eventualmente a ser unidos pela mente, numa compreensão mais ampla. Mas o ponto é, a obtenção de água, ou a existência de um elemento, não é a gente que faz a água, mas a existência de um elemento como esse, em potência, é para sustentar uma vida. Então esses elementos de compreensão, e essa união de vários elementos da nossa compreensão, não deve ser apenas para ilustração da mente. E esse é o outro ponto que considero muito importante do método logosófico, da didática do método logosófico. O todo indivisível tem uma função original, que é formar uma nova individualidade, ou seja, a água que é formada na união dos elementos, ela na verdade é para ser bebida, é para ser ingerida, é para se tornar parte da nossa vida, não é para ficar na mente como um elemento apenas de ilustração. E a gente tem essa tendência, eu digo por mim, porque é uma tendência natural do que a gente viveu a vida toda. Eu gosto de falar da imagem, eu vou repeti-la, é como se fosse uma grande biblioteca mental, cheia de prateleiras, e a gente vai botando um monte de coisa na prateleira mental, um monte de coisa, e fica tudo bonitinho ali exposto, um monte de coisa na prateleira. Eu tenho aqui a minha prateleira em cima do meu computador, aí tem várias coisas, miscelâneas, tem uma garrafa bonita de uma cerveja que eu tomei no Canadá uma vez, de alumínio, uma garrafinha super legal, aí tem outra garrafa que eu ganhei dos meus filhos, aí tem um cubo mágico, aí tem umas cartas de médica, aí tem um negócio aqui, um negócio ali, assim, ok, legal de ver, mas que utilidade tudo isso tem na vida, né? Então, esses elementos quando se unem, essa forma de estudar Logosofia, que a gente possa ir passando por temas e títulos, e cada um de nós, na medida que vai compreendendo algo sobre aquilo que está sendo exposto pela Logosofia, apresentado pela Logosofia, a gente pode ir executando esse trabalho interno de ir lidando com esses elementos, unindo esses elementos para formar algo que possa ter uma importância vital, obviamente, para cada um. Como a água é vital para o nosso corpo, para a nossa existência biológica, o Conhecimento Logosófico destina-se a isso. Então, é para beber água, não é para ficar acumulando água na prateleira mental. Então, é a diferença entre olhar um copo de água e beber um copo de água, né? Então, assim, não adianta eu estudar Logosofia há anos, como eu estudo, saber recitar trechos, tem trechos, tem ensinamento que eu sei recitar pedaços, né? Eu não sou bom de memorizar nada, mas eu sei recitar alguns ensinamentos, eu poderia recitar trechos deles. Mas eu podia continuar com a mesma sede espiritual que eu tinha quando eu era adolescente, jovem, adulto. O conhecimento não pode ficar na minha boca só, né? De falar. Ele precisa descer para o organismo para incorporar esse conhecimento no meu sangue. Obviamente, estou falando do sangue imaterial. Eu preciso assimilar para que a biologia, no caso, o meu mundo interno metafísico, mude. É a química da transformação. Se eu quero resultado, eu preciso ser um cientista sério no laboratório da minha vida. Eu não tenho que brincar como eu brincava na infância com aquele brinquedo lá do pequeno, acho que era o pequeno químico que eu chamava, não lembro. Eu não tenho que brincar com tubos de ensaio de forma isolada, né? Eu tenho que buscar completar a fórmula que transforma a minha vida. E são várias fórmulas. Qualquer das fórmulas que vá transformando a vida, porque são vários os conhecimentos que têm essa capacidade, essa potência de ir mudando a vida no dia a dia. Não é um dia que a gente vai mudar a vida daqui a 20 anos, não. É hoje. A gente tem que deixar esse conhecimento que a gente vai captando os elementos, tem que ir unindo eles e deixar eles entrarem na circulação, como a água mesmo. Obviamente que a explicação do próprio método para o próprio método logosófico é muito importante. Então a minha recomendação é assim, como sempre, né? O Conhecimento Logosófico está nos livros que a Logosofia apresenta, do próprio González Pecotche. Quando eu estou falando da forma como eu compreendo ou vivo o Conhecimento Logosófico, é extremamente limitado. Porque eu sou o pequeno químico, né? Eu só tenho a minha bancadinha e eu só tenho os tubos de ensaio dos elementos que eu consegui retirar do estudo. E eu, obviamente, há uma limitação muito grande nisso, porque eu sou um só. Então cada um de nós precisa... eu preciso, né? Mas cada um de nós poderia ir todo dia a esse conhecimento, a essa fonte, porque é uma infinidade, há uma infinidade de elementos que estão esperando cada um de nós identificá-los, reuni-los, uni-los, e na compreensão de uma das milhares de fórmulas sobre a vida metafísica, sobre o mundo mental, encontrar nisso uma forma para mudar como é que a gente se coloca na vida todo dia. É extremamente, extremamente prático esse conhecimento. E isso é muito legal. Mas esse conhecimento não é para a gente ficar brincando com esses elementos isolados. É para beber, é para ingerir, é para fazer esse conhecimento entrar no mundo interno e mudar a forma como esse mundo interno de cada um de nós funciona, se organiza, para cada vez que ele seja mais saudável, para que cada vez a vida seja mais intensa no mundo interno de cada um. Muito bem. Que essa reflexão possa ser um estímulo, né? E útil, como é para mim, para que cada um não abra mão de buscar e de estar em contato sempre com essa fonte sensacional de elementos para uma vida cada vez mais consciente. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.