Latest / Logosofia no Dia a Dia / Seu Sistema Mental Está Desatualizado — É Hora de Fazer o Upgrade
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Qual foi a última vez que você checou se o seu computador ou o seu celular estão atualizados? Isso virou, como se diz, uma tarefa rotineira na vida de todo ser humano nas últimas, talvez, duas décadas. Quando a gente começou a adotar essa tecnologia e passou a usar computador, celular — depois os celulares se transformaram em telefones inteligentes, smartphones —, a gente passou a começar a conviver com um problema. Que problema é esse? Aliás, conviver com vários problemas e soluções. Um dos problemas — acho que o mais fácil, ou o menos prejudicial para nós — é o problema de ter que atualizar o sistema operacional de vez em quando. O Windows, por exemplo, constantemente tem alguma atualização, sempre teve. O sistema operacional que roda nos MacBooks da Apple também, e os celulares a mesma coisa. E pior: os aplicativos e programas que a gente instala no computador e nos celulares também têm que se atualizar. Então virou uma rotina comum na vida de todo mundo esperar alguma coisa atualizar ou pedir para atualizar algum programa, algum aplicativo. E em geral, porque vão se travando esses aplicativos, o sistema operacional antigo vai ficando mais lento, vai travando, e vai dificultando o uso da tecnologia como a gente gostaria. Então, infelizmente, faz parte da rotina da gente ter que lidar com isso. E outra, hein — se a gente insistisse, ou se qualquer um de nós tentasse seguir com o sistema operacional antigo, seguir com os aplicativos antigos sem atualização, sem baixar uma nova versão, você sabe que começa a ficar cada vez mais difícil usar o equipamento, não importa qual equipamento que é. A gente atualiza não porque é obrigado — a gente atualiza porque não quer mais conviver com os problemas que o aplicativo na versão antiga, que o sistema operacional na versão antiga, apresenta. Por quê? Porque as versões antigas têm muitas falhas, e conforme os desenvolvedores vão trabalhando, eles vão substituindo aquela versão por uma versão melhor. Faz sentido, né? Eu sei que é chato pra gente, porque toda hora tem que atualizar alguma coisa. Mas assim, que bom que os desenvolvedores estão o tempo todo melhorando o aplicativo, porque evita esses erros — que a gente chama de bugs —, esses erros que tem na programação das coisas que a gente usa. E isso acontece também com o Netflix da vida, essas coisas todas. Muito bem. E se — é só uma hipótese, tá? — e se tiver acontecendo alguma coisa parecida na nossa vida, e a gente não se deu conta disso ainda, e por isso a gente está convivendo, e está vivendo uma vida ainda cheia de bugs, ou cheia de falhas, cheia de lentidão? Por exemplo, quantas vezes a gente não sentiu que a vida estava travando? Não, não era o caso de dar um Ctrl+Alt+Del, nem de mandar reinicializar — não era isso. Mas quantas vezes a sensação da vida, ou a nossa sensação em relação à nossa vida, é essa — ou foi, né? — de que: puxa, não está nada andando pra frente direito. Puxa, isso daqui não consigo sair dessa situação específica, isso aqui não se resolve, isso aqui não se define. Quantas vezes eu senti isso? Muitas. Muitas. E até, assim, recentemente — algumas das experiências mais importantes e vitais da minha vida, da minha existência, foram assim — de ter a sensação de que eu estava tipo assim congelado, sabe? Igual congela a tela. Eu estava parado, congelado, e não conseguia sair daquele estado. E foram, na época, enquanto aquilo durava, sensações muito ruins. E ainda que algumas situações, do ponto de vista terreno — quando as coisas estão fora de mim —, em alguma dessas experiências seguem suspensas, eu estou trabalhando todo dia, né? Literalmente dentro de mim, não só fora de mim, para que essas coisas mudem. Mas aí o ponto é o seguinte: como não depende só de mim, né? Eu não controlo todas as variáveis do mundo em que eu vivo. Eu sei que tem algumas coisas que estão fora do meu alcance. Então, se tem coisas que estão fora do meu alcance — e fora do seu alcance também —, o que cabe a nós? Ou seja, o que está ao nosso alcance e que a gente deveria estar fazendo? Vou te falar por que eu falei da imagem da tecnologia no computador e no celular. Porque o problema não é só a vida travar, não é só essa sensação de que eu estou parado e não consigo sair de uma tela mental, né? Só fico pensando... Aliás, isso acontece demais com as pessoas — o pessoal sempre me relata: "Puxa, eu não consigo parar de pensar nisso, naquilo e tal." É como se a tela mental estivesse travada, né? Ou seja, a gente está insistindo muitas vezes — e isso eu percebo em mim, né? —, a gente está insistindo em viver com conceitos que alguma vez na vida serviram, mas a gente ainda não entendeu que vai ter que fazer que nem a tecnologia faz com a gente. A gente vai ter que baixar novas versões de praticamente todos os aplicativos da vida. E mais: a gente tem que buscar atualizações no sistema operacional — ou seja, no programa principal que faz funcionar a vida. E isso fica muito claro quando a ciência logosófica, na sua metodologia, indica que há diretrizes claríssimas, vitais de serem seguidas, se a gente quer realmente assimilar um conhecimento transcendente em porções cada vez maiores. Uma delas é que não dá para ficar convivendo o programa velho com o programa novo. A versão nova de qualquer programa ou aplicativo que a gente tenha na vida mental não dá para conviver com a versão velha. Na tecnologia não existe isso. Quando a gente baixa uma atualização, o nosso equipamento — seja computador, celular, o que seja — escreve por cima, apaga a versão antiga, destrói a versão antiga, deleta, tira do nosso sistema a versão antiga e trabalha com a versão nova. Ele instala a versão nova, passa por cima, reescreve. Por que eu estou insistindo nesses termos todos? Porque não adianta eu buscar — como eu faço no meu estudo — os conhecimentos transcendentes que a Logosofia oferece, que são, obviamente, novos conceitos, uma nova concepção sobre tudo que concerne à vida e à existência. Eu falo isso de uma forma ampla, mas isso significa que é uma nova concepção que aborda e aplica-se a tudo que eu vivo no dia a dia — e que você também vive. E ainda que a gente ache que tem algumas coisas do dia a dia que... "Ah, isso aqui é muito específico, né, Ronny? Isso aqui não se aplica, né, nesse caso da Logosofia." Eu vou te dizer o seguinte: se aplica em tudo. "Ronny, mas não o jeito como, sei lá, o jeito como você cozinha o ovo, não, né?" Porém, o que é que está passando pela minha mente enquanto eu cozinho o ovo? Você falou, ahn? Pois é. A vida consciente — essa prática da atenção ao próprio mundo interno — é a melhor prática que o método logosófico ensina e capacita a realizar. Para que a gente comece a perceber que não se trata das coisas que a gente está fazendo fora de nós. Se trata de uma atualização, um upgrade, um update, uma melhoria significativa e constante no software, no programa e nos aplicativos que estão rodando na própria mente. E que não dá para conviver com velhos programas, porque a gente aceitou conceitos ao longo da vida toda — e talvez muito mais do que desta vida. A gente recebeu de herança conceitos que, sinceramente, muitos são inservíveis, mas eu aceitei. E eu fiz o download desses conceitos sem nem perceber, na minha vida inteira. Absorvi da cultura, absorvi da herança cultural da humanidade, dos meus pais, enfim, do lugar que eu convivi, da televisão, não importa de onde. Dessa minha história muito longa, em que muitos conceitos ficaram fortes dentro de mim. Então assim, não dá para a gente querer buscar e assimilar novos conhecimentos de ordem transcendente se eu insistir em continuar convivendo na minha mente com conceitos antigos — ou seja, com uma concepção de vida e existência antiga, que talvez serviu há muito tempo, mas já não serve mais. Porque não resolve os problemas da minha vida do ponto de vista interno. Não amplia a minha vida. Não são forças que impulsionam a minha inteligência. Não são forças que acionam reservas energéticas para que eu possa me desenvolver muito mais. E é isso que o conhecimento logosófico faz, entre outras tantas coisas. Ele aciona a máquina da nossa mente, da nossa estrutura biológica, psicológica, mental, espiritual, de uma nova forma. É uma tecnologia sensacional — só que é uma tecnologia espiritual, não é tecnologia material. É metafísica. É a tecnologia metafísica mais avançada que eu conheci na minha vida. Então, é preciso dar lugar às versões novas de todos os conceitos que a gente acabou acumulando ao longo da vida. Quantos programas não estão no celular da gente — aplicativos e no computador — que a gente instalou um dia? E pior: aí troca de celular, fala assim, "ufa!", troca de computador, "agora legal, estou com uma máquina nova." Mas aí faz o backup, o próprio computador ou celular traz tudo que estava na outra máquina, no outro celular antigo. Aí você fala, "legal, o backup está feito, já baixou o backup e está exatamente igual ao outro — só que estou com uma máquina nova." É, está com uma máquina nova. É igual à vida. Cada vez que a gente vem viver nesse mundo aqui, a máquina é nova — mas o backup é antigo. Estou rindo de nervoso comigo mesmo. O problema é esse. Aí você fala, "legal, Ronny, essa história, essa realidade da gente viver uma existência que certamente não se reduz, não se limita a uma vida, a uma passagem aqui na Terra — cada vez é uma máquina nova, um equipamento novo." É, o problema é o backup que a gente baixa quando nasce — do passado, dessa existência que a gente construiu ao longo de séculos, talvez muitos séculos. E está cheio de bug, está cheio de programa antigo rodando ainda. É igual se a gente falasse assim: "Ah, eu vivo hoje, mas eu acho realmente que a Terra é o centro do universo." Aí você fala, "pô, que ridículo, Ronny, ninguém pode achar isso." Pois é, isso seria realmente o fim. Mas não tem gente que realmente acha que a Terra é plana? Por mais absurdo que possa parecer que alguém desse crédito a essa ideia, a esse conceito — como é que você vai viver hoje, acontecendo tudo o que acontece, com todos os satélites, milhares de satélites dando a volta na Terra todo dia, espaçonaves, enfim — é só ir nas latitudes mais altas do planeta e ver que o Sol não se põe e faz um caminho no céu, porque é verão, e vai ver que a Terra é redonda, não tem jeito. Mas enfim, o que eu estou dizendo é o seguinte: não dá para conviver com programas velhos, não dá. Porque esses programas muito velhos vão segurando a performance da máquina — os conceitos que a gente admitiu, seja lá quando for. Sobretudo, a chance de muitos deles estarem segurando e impedindo que cada um de nós viva uma vida nova, de verdade, é muito grande. A chance de isso estar acontecendo é muito grande, porque em mim eu vou percebendo isso sutilmente — e eu sofro por conta disso, porque eu ainda tenho, às vezes, uma forma de encarar as experiências da vida que é antiga. E é isso que a gente se refere quando fala assim: "Qual é o conceito que está atrapalhando a vida?" É porque quando eu vivo qualquer experiência no meu dia a dia — menor ou maior em termos de importância —, às vezes eu vivo sob a ótica, sob a lente de um conceito equivocado que eu tinha sobre as coisas, sobre a vida e a existência. Limitadíssimo, muitas vezes. E aí, o resultado dessa observação da experiência é igualmente equivocado. Então, o que a Logosofia propõe — e que eu já vivo e experimento praticamente toda hora — é que é preciso ir substituindo os velhos conceitos por aqueles conceitos novos que a gente vai percebendo a lógica e vai observando os benefícios que trazem para a vida. Ou seja, não dá para continuar convivendo com novos aplicativos, programas e sistema operacional enquanto a gente mantém aplicativos, programas e versões velhas, antigas, de tudo isso. Bom, obviamente isso é um processo. Ninguém vai fazer uma mágica e vai limpar. Na tecnologia, na parte material, é mais fácil — ou pelo menos não tem tantos mistérios, não demanda tanto esforço. Na nossa vida, isso demanda esforço. Mas é isso, e é para isso que a gente está aqui — para fazer tudo isso e sentir que a gente não está sozinho. Que ninguém luta sozinho. Todo mundo luta a sua luta, mas a gente está lutando juntos. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.