Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Precisa de um Visto Para Entrar no Seu Mundo Interno?
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bom? Eu estava lembrando que amanhã vou estar marcado para buscar meu passaporte lá num dos endereços do consulado dos Estados Unidos, porque meu visto está pronto — a renovação do meu visto. Vou pegar ele amanhã. E foi um negócio trabalhoso tirar o visto, renovar o visto, porque hoje em dia já está mais chatinho o processo. Eu já tinha vencido mais de seis meses no meu visto anterior. Aí tive que marcar uma entrevista, além de ir lá um dia para foto e dedos. Ainda tive que marcar uma entrevista no consulado para poder ser entrevistado para o visto, como se fosse a primeira vez que tivesse tirado o visto, tal. Então, nossa, dá um trabalho, fica uma hora em fila… Enfim. É o tipo de coisa assim que a gente faz quando a gente quer alguma coisa bastante, muito. E para mim, claro, é importante até porque eu tenho uma possibilidade de viajar para os Estados Unidos quando surge alguma oportunidade, especialmente que eu tenho um irmão que mora lá. E enfim, eventualmente profissionalmente também eu tenho a necessidade ou oportunidade de viajar para lá. E por que que eu estou contando essa história do visto? Porque para entrar num país que não é o meu, ou eu preciso de um visto — que é uma autorização — ou essa autorização é dada na hora que eu chego naquele outro país que não precisa de visto, mas que no final faz uma avaliação também na minha chegada, na chegada de qualquer pessoa. E eventualmente permite, claro, que a gente entre, ou pode não permitir que a gente entre. Aliás, mesmo com o visto americano, ainda pode por alguma razão ser barrado na entrada. Esse detalhe é interessante porque a gente acha que é normal a gente ir para qualquer lugar. Sim. Dentro do país que a gente mora é normal, você pode ter liberdade para ir em qualquer lugar. Mas quando se trata de uma outra cultura, de um outro país, as regras são diferentes. E o acesso não é imediato, ainda que possa ser feito. E eu nunca tive problema nenhum em entrar em nenhum lugar no mundo na minha vida, mas tem esse processo de ou de pegar visto ou de se aprovar um visto, ou de passar para uma entrevista na chegada naquele país e tudo bem. E ser liberado para entrar como turista ou como para visto de negócios. Bom, se isso é uma coisa óbvia e todo mundo sabe disso — ou pelo menos já viveu de alguma maneira isso, conhece o processo — parece claro, fica claro que a gente tem uma liberdade de ação apenas naquela parte, naquela zona que cada um de nós já tem autorização. Assim como a gente não pode simplesmente adentrar um prédio de escritórios sem passar pela portaria e dizer onde a gente vai e com quem que a gente vai falar, mesma coisa um prédio residencial também. Então há restrições. Então tem lugares, tem coisas que para a gente fazer, a gente tem uma restrição para poder seguir adiante. E isso responde a essa necessidade, eu entendo, de comprovar que cada um de nós tem direito a acessar aquela zona, aquele lugar. E não só isso, que a gente está conforme aquele lugar. Ou seja, tem uma razão válida e a gente não vai causar nenhum problema naquele lugar. Então, embora tudo isso pareça uma grande burocracia quando a gente fala de viagens, é o mesmo. Por outro lado, isso demonstra uma coisa muito clara: a gente precisa ganhar o direito de viver e de ir como a gente quiser, aonde a gente quiser. Se isso, mais uma vez, parece claro e lógico no mundo terreno, em relação ao mundo metafísico não poderia ser diferente. E nesse capítulo 6, eu penso que isso fica muito claro. A imagem que a Logosofia apresenta para cada um de nós, nessa apresentação didática de que são três as zonas que são acessíveis a cada um de nós — ou seja, que a gente pode viver nelas ou adentrá-las — sendo que a gente praticamente passa a vida apenas vivendo na zona circundante, nesse mundo que nos circunda, nesse mundo que envolve a gente aqui na terra, na parte material e na parte social. A gente convive com um monte de gente, seja família, trabalho, amigos, por aí. A gente passa na rua e vai para um lado, vai para o outro, encontra mais gente, um monte de gente que a gente não conhece, de vez em quando a gente fala com alguém, conhece alguém novo, tal. Essa é a nossa área, nossa zona de liberdade, é essa zona, essa vida que a gente vive aí no dia a dia. E essa é uma parte muito interessante da vida, porque aliás é a própria razão de ser da gente estar aqui, que é exatamente viver essa experiência humana — que não é só uma experiência de um, é a experiência de estar no meio de todo mundo, no meio dessa família que hoje não parece muito família humana, mas que é, na teoria, deveria sê-lo. E nessa zona, nessa área que a gente atua, nessa zona que a gente circula, a gente tem uma oportunidade maravilhosa, que é de ir recolhendo das tantas experiências, circunstâncias e fatos que a vida apresenta, que as pessoas apresentam para a gente nas suas qualidades e desafios, dificuldades que cada um de nós tem. Nisso vai sendo essa profusão de oportunidades todo dia da gente observar algo que está no outro e que a gente não tem — características positivas — e essas pecinhas do grande quebra-cabeça que o outro nos oferece, ou falando ou contando algo ou pelo próprio exemplo. Assim como também observar aquelas condutas e essas marcas de defeito psicológico que a gente tem que procurar em nós mesmos para ver se a gente também tem. E quando a gente vê no outro fica mais fácil de ver como é incômodo, e como a gente tem que se preocupar em não ter essas características também. E muitas outras tantas coisas. Quantas pecinhas a gente vai compreendendo ao observar como é que os demais vivem a vida, como é que os demais passam pelas situações. Ou mais ainda, mais legal ainda, quando a gente tem oportunidade de colaborando e ajudando e de alguma maneira dando um pouco da nossa vida para as outras pessoas na medida que a gente pode, que a gente cria oportunidade para isso — e essa é a parte mais maravilhosa desse mundo circundante, nessa zona que a gente vive, que a gente se relaciona com os outros. É essa parte para mim mais legal. É a parte de poder ir oferecendo a própria vida naquilo que possa ser um benefício para o outro. Bom, isso é uma das três áreas, zonas ou três mundos em que a gente tem acesso. Agora, os outros dois mundos — e por isso que eu comecei falando da história do visto americano no passaporte — é que assim: e qual é o passaporte para adentrar o mundo interno de cada um de nós? Ou quem dá o visto? Qual é a condição para se acessar o mundo interno? E essa descrição que a Logosofia faz sobre o mundo interno, ela é muito, para mim assim é muito impressionante, porque ela me recorda algo que teoricamente eu já estou familiarizado, que é a existência desse grande universo dentro de cada um de nós. Mas por outro lado, ela faz uma… Ela descreve esse mundo interno com uma perfeição, porque eu penso que falta consciência para mim ainda da imensidão desse mundo interno. É, ou pelo menos se não é da imensidão, é da… Falta um pouco de consciência ainda da importância de que eu possa viver nesse mundo interno, não como um visitante ou como um observador passivo. Esse é o meu mundo interno. Eu deveria não só ter autorização e capacidade para viver nele enquanto eu vivo no mundo circundante, mas eu preciso de conhecimento para poder me mover dentro de mim mesmo e ir descobrindo cada um desses pedaços, cantos, caminhos que cada um de nós tem. Na medida de cada um de nós foi fazendo as escolhas, foi cultivando pensamentos, sentimentos, foi fazendo as opções que faz na vida, cada um de nós tem uma infinitude de espaço, de tempo, de vida que vive nessa zona, nesse mundo interno: sentimentos, pensamentos, a própria consciência, a engrenagem que é a engrenagem psico-espiritual, mental de cada um de nós. Esse é o grande mundo que cada um de nós deveria ser o soberano principal, mas esse é um mundo que ainda, eu penso que a gente só agora aprende, está aprendendo a explorar. É um mundo que era um grande mistério e talvez o seja ainda para a humanidade toda, quase. E cada um acaba vivendo muito mais no mundo circundante, nessa zona circundante a nós, como se ela fosse a razão, como se ela fosse a causa da vida. Enquanto está nessa zona, nesse mundo interno, a causa, o porquê, ou o que que se relaciona com o que se vive e o que que significa para cada um de nós estar no mundo interno… Essa resposta. As perguntas que a gente sempre se fez sobre a vida e de existência são fruto dessas manifestações desse mundo interno de cada um de nós. É onde reside essa essência de nossa existência, está no próprio mundo interno, não está fora da gente. Bom, a Logosofia é sobre isso. A Logosofia é sobre o conhecimento de si mesmo. É exatamente essa possibilidade de ir adentrando cada vez com mais segurança e com mais luz esse mundo que era… Para mim era uma escuridão total. Bom, e o mais legal é que tem a terceira zona ou área ou mundo de possibilidades de viver, de adentrar, de explorar, de perceber, de conhecer, que é o mundo metafísico — ou seja, o mundo mental que não apenas o próprio, o meu mundo interno, mas essa vastidão. A explicação que a Logosofia dá sobre ele também é linda, porque o ser humano está buscando compreender o que que do ponto de vista físico contém o tecido do universo, esse espaço-tempo que é o aonde o universo se expande, existe, essa parte que a gente conhece. E hoje a gente já sabe, nas últimas décadas, que ainda que a gente não consiga ver, existe uma matéria escura que se chama e uma energia também que não se vê — por isso que se chama escura — que não se consegue enxergar, porque não emite nem reflete luz. Mas não é mais o vácuo, não é mais o nada, não existe o nada no tecido do universo. Isso já está claro. E do ponto de vista metafísico, não poderia existir mesmo, não tinha como não ter nada. Porque o mundo mental, tal qual a Logosofia apresenta, no mundo metafísico, é a própria manifestação do pensamento criador em todo o universo, em toda a criação. Mas a conexão — ou seja, o visto para entrar nesse mundo metafísico, que é o mundo onde vivem as grandes ideias, os grandes pensamentos e onde há, obviamente, a concepção do pensamento criador da sua forma mais pura e original, aonde a gente pode encontrar as respostas a todas as nossas grandes inquietudes — o acesso, a entrada nesse mundo não se dá de fora de nós mesmos ao mundo metafísico. E aí a importância de ter essas imagens, essa compreensão mais clara. A passagem ou o passaporte com o visto para o mundo metafísico, ele é preparado, ele é dado, alcançado no mundo interno. E nisso tem algo que vale a pena cada um de nós refletir muito, meditar sobre isso. Que que significa que o acesso ao mundo metafísico se dá pelo mundo interno. E não, não está fora da gente. Não está nas estrelas, não é quando a gente viajar para as estrelas que a gente vai finalmente conhecer o mundo metafísico. É nesse mundo interno de cada um de nós. Nele, nessa zona está a passagem, a alfândega e a imigração que dá acesso ao mundo metafísico. Tem algo maravilhoso nessa concepção. E algo que faz cada um de nós — ou deveria fazer cada um de nós pensar muito — se a gente está em busca de algo que é a verdade, o caminho é para dentro de si mesmo. É pelo conhecimento de si mesmo que a gente vai alcançar as porções de verdade que a gente tanto almeja, tanto quer. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.