Latest / Logosofia no Dia a Dia / Sua Mente Está em Modo Passivo — Ou Você Finalmente Vai Ativá-la?
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava pensando sobre como a gente ainda não conhece — não é que a gente não conhece, a gente não entende — às vezes, durante muito tempo, a capacidade que uma ferramenta tem na vida. A gente está usando o tal da inteligência artificial, de alguma maneira todo mundo está usando, faz algum tempo, né? Isso surgiu outro dia, quase, dois, três anos atrás. Mas quando surgiu também, surgiu como a gente conhecia — se é que essa sigla ficou marcada — como LLMs, modelos de linguagem, grandes modelos de linguagem, Large Language Models. E acho que as pessoas começaram a usar chat, GPT. Depois veio a Google que lançou o Gemini. Depois, também mais nichado, mais para um público que mais estava acompanhando, a Anthropic lançou o Claude, que é outro modelo. Depois o que é o Twitter, o ex-Twitter, que é o X, lançou dele também. Então tem quatro modelos, basicamente, nos Estados Unidos, e alguns modelos na China, que começaram, desde então, a soltar versões cada vez melhores, cada vez mais avançadas, nesses últimos anos. E agora, sim, está numa velocidade extra, numa intensidade de melhorias, de avanços, de saltos. É um processo que é incrível, porque o que era antes só um modelo de linguagem está num ponto já que é impressionante. Já falo sobre isso, mas assim, como é que cada um de nós está usando a ferramenta da inteligência artificial? Bom, essa ferramenta está em todo lugar. Como eu falei, às vezes a gente está usando sem saber, quando a gente pede para um aplicativo fazer alguma coisa, ou para um aplicativo dar um caminho, ou para o aplicativo fazer uma busca para a gente, ou mesmo hoje as buscas na internet já estão movidas também por inteligência artificial. Então, assim, tem muitas formas de já estar usando isso, até porque muitas já estão sendo feitas quase automaticamente para a gente. E há uma forma diferente de fazer isso: é de fazer um uso ativo de uma ferramenta dessa. Então, talvez, uma grande parte da humanidade está fazendo um uso passivo da inteligência artificial. Ou seja, está simplesmente recebendo os que a gente chama de output, está recebendo o resultado de inteligência artificial nas coisas que está usando de tecnologia no dia a dia. Então, é quase como assim: ah, não pedi para usar isso, mas isso está sendo oferecido para mim, está aqui, vou usar esse resultado, né? Porque inteligência artificial é processamento computacional, então, a gente já usa isso há muitas décadas, em vários sentidos, desde abrir o computador para usar, abrir o Word, ou abrir o Excel, ou abrir o e-mail. A gente já está usando computação há muito tempo. Muito bem, então, uma forma essa passiva, em que a gente apenas está vendo resultados que estão sendo apresentados para a gente no dia a dia, em várias questões da vida. E, como eu estava falando, tem uma forma que é uma forma — não sei se eu chamo de uma forma ativa, mas é uma forma, sim, eu digo uma forma ativa — porque é uma forma em que, ou é o jeito, né, é a maneira na qual essa ferramenta pode ser utilizada com o comando direto ou sob as ordens do usuário. Ou seja, para objetivos que o usuário necessita especificamente. Então, eu estou já há um ano, um ano e pouco, tentando desgravar para mim a potencialidade desses modelos, né? E, como eu estava falando no início, é, assim, impressionante como eles estão evoluindo. E eles estão, de fato, se aproximando de um, vamos dizer assim, de um tema bem quente nessa área de inteligência artificial, que é o tema, assim, de quando é que esses modelos vão se tornar super inteligentes, ou inteligentes, assim, inteligência geral, né? Ou se fala em super inteligência, ou se fala em inteligência geral, que é quando, assim, ele passa a realmente — não tem uma definição certa para isso, não existe — mas é quando ele passa, assim, para um limite, que é um limite em que esses modelos assumem capacidade de se auto-melhorar, já sem intervenção nenhuma humana. Isso já está acontecendo nos laboratórios de fronteira, já. Assim, a maior parte do processo de evolução desses modelos já está acontecendo sem intervenção humana. Isso é fato, isso não é achismo meu. E, enquanto isso aqui, obviamente, eles estão fazendo isso — ou seja, estão com essa capacidade no próprio desenvolvimento de código, de computador, de programa. É a parte onde estão mais avançados e é onde os laboratórios de fronteira estão investindo mais processamento, é nessa capacidade de os próprios modelos programarem. E, hoje, estão programando muito bem. Então, eu mesmo tenho feito programas. E lá na empresa que eu trabalho a gente está já substituindo — faz algum tempo já — a gente está substituindo sistemas que a gente pagava para softwares, para aplicativos necessários para o nosso trabalho interno, para a administração da empresa. A gente já está substituindo alguns por aplicativos feitos com, obviamente, a inteligência artificial e outras ferramentas de programação. Bom, e por que eu estou contando tudo isso? Não é para te dar uma dica de programação, nem para te convencer a usar a inteligência artificial de uma maneira mais ativa, embora... Fica a dica, com certeza. Eu estou, assim, do ponto de vista profissional e da minha vida pessoal, está sendo muito útil. Inclusive, eu estava mostrando para um dos meus filhos ontem, para a minha filha, eu estava mostrando que eu substituí um aplicativo que eu usei durante muitos anos para minhas anotações, para minhas investigações. Porque todo estudo que eu faço — o estudo do ensinamento logosófico — eu faço sempre anotações. E eu, em geral, quando estou estudando, quando estou lendo os ensinamentos, quase toda vez eu encontro um que eu falo assim: nossa, vocês aqui não tinham visto, imagina. Já li todos eles muitas vezes na vida, esses todos. Mas aí surge alguma coisa assim que fica claro. Aí eu falo: preciso guardar isso daqui. Aí eu vou lá e guardo em uma nota específica, com um tema e tal, e dizendo, tipo assim, eu guardo o meu achado. É que nem se eu tivesse peneirado no rio uma pedra preciosa, um pedacinho de ouro, eu vou lá e guardo o ouro. E aí eu criei um aplicativo que agora não estou usando mais o aplicativo que é comercial, e eu estou usando um aplicativo meu mesmo para isso, que é em cima das minhas necessidades. Então, dá para usar de duas formas a inteligência artificial e a gente vai usar cada vez mais. Não tem jeito, não tem para onde correr. Essa é uma realidade. Já que eu estou falando disso, a gente vai viver num mundo em que — e essa é a parte mais interessante — a capacidade humana, a capacidade da mente humana, obviamente eu estou me referindo à mente comum, a mente que trata dos assuntos comuns da vida, a mente humana está sendo ampliada em sua capacidade pela, obviamente, inteligência artificial. Então, como eu falei, eu mesmo estou fazendo muitas coisas e estou produzindo, do ponto de vista profissional e pessoal, eu estou produzindo muito mais com o uso dessas ferramentas. Eu estou obtendo capacidades que eu não tenho, que a minha mente não tem. Então, minha mente não tem algumas capacidades, mas a inteligência artificial vem com capacidades que — por isso que a gente chama de capacidades ampliadas — e a mente humana vai sendo ampliada por essa ferramenta. E a gente vai podendo fazer mais coisas ao mesmo tempo. E isso é um ganho de eficiência muito grande. Agora, é óbvio que esse podcast não é para falar disso. Ontem, ou no último podcast, eu estava contando do Scott. Eu estava contando das observações de como a gente, como ser humano, tem uma mente que os animais não têm. E como isso define, ou pode definir — se assim for utilizado — como isso pode definir toda uma mudança, toda uma trajetória na vida. Que seja deixar de seguir uma vida apenas no automático, sem entender o porquê das coisas, sem conseguir observar, ou observando e, finalmente, conseguindo retirar da observação conclusões úteis do porquê que a gente vive e porquê que a gente está vivendo tal e qual circunstância na vida. Ou seja, a diferença entre viver a vida passivamente — então, vou fazer analogia com esses fatos sobre inteligência artificial — que a gente pode usar passivamente ou ativamente. A nossa mente, acho que tem a mesma condição. Quer dizer, não tem a mesma condição, a gente acabou fazendo o uso dela inconsciente, até por falta de conhecimento da sua capacidade. Ainda que a gente veja a capacidade mental da mente comum — às vezes, com exemplos muito claros de como as mentes, como pessoas são capazes, gênios, pessoas que desenvolvem capacidade numa profissão, num ramo da ciência, sei lá, é qualquer coisa, pensa qualquer coisa. E mesmo cada um de nós, cada um de nós desenvolveu a mente mais naquilo que tem mais aptidão. Então, cada um de nós nas suas profissões, nas suas inclinações, nos seus gostos, cada um de nós foi desenvolvendo a mente de acordo com aquelas inclinações. E por isso nós temos mentes todas diferentes. A gente tem a própria, a gente tem mais força numa área, menos força na outra. A gente tem mais capacidade aqui, menos capacidade ali. Normal. Agora, vamos pensar no que eu tava falando sobre inteligência artificial. Uma coisa é usar a mente apenas pra cumprir as tarefas e necessidades da vida. E olha, você não precisa nem se incomodar com essa frase, nem falar assim: poxa, você tá falando de mim, Ronny? Não, eu tô falando de mim mesmo. Eu ainda uso a minha mente mais de forma passiva do que de forma ativa. Tô te confessando isso assim com tranquilidade, que eu tô aqui num ambiente íntimo da nossa conversa diária, e que você também não vai me julgar por isso, não vai me diminuir por isso. Mas assim, ainda é um fato que, pela própria inconsciência que eu ainda não consegui eliminar da vida completamente, eu ainda uso a mente de forma passiva a maior parte do dia. E o que que significa usar a mente de forma passiva? Significa estar só recebendo os, assim, a mente tá recebendo os inputs, né, os dados de entrada da vida diária, processando de forma simples, processando já na própria forma, na própria engrenagem comum da mente, apenas, né, no primeiro nível assim da mente, e devolvendo o resultado. Ou que na programação se chama de output, né, os resultados da programação, da análise, da computação que a mente faz. Mas tudo isso, de novo, no nível um, sei lá, no nível comum, no nível básico. O problema é que, assim, a gente passa a vida, se deixar, né, e se não prestar atenção nisso, a gente passa a vida vivendo a vida com a mente nesse nível básico, nesse nível um, vai, como podemos chamar assim, que é esse nível que eu considero passivo. Aí você fala assim: mas qual o problema disso? É, eu vou te dizer qual o problema direto. Não é uma coisa neutra, não é assim: ah, não tem problema. Tem um problema seríssimo. Aliás, esse é o problema da minha vida. E ainda é uma parte do problema da minha vida, embora tenha sido o grande problema da minha vida. E, na minha observação, eu não tô sozinho, não. Tem muita gente com o mesmo problema. Que a vida, quando ela é passada, vivida, utilizando a mente nesse nível, é praticamente impossível compreender a vida e as experiências que a gente passa. Não é à toa que nós, como humanidade, a gente tá passando o período mais difícil, tá pior, não tá melhor. Em que a angústia, a ansiedade generalizada de todo mundo tá maior do que nunca. E tudo bem, não tô dizendo que você tá vivendo isso, passando por isso. Mas eu passei por isso de uma forma muito intensa. E, de vez em quando, eu voltei a esses estados. E ainda volto, de vez em quando, ainda. E eu vejo muita gente que não consegue sair desse estado. E não é gente que é burra, gente que não tem capacidade, gente que não tem instrução, gente que não tem educação, não, não. Eu tô falando de gente como eu, gente que tem capacidade normal como eu, como você. Que tem capacidade, que tem educação, que tem realização na vida. Não tô falando de gente que é incapaz. Por quê? Porque o problema é que a capacidade dessa mente, nesse nível básico, nesse nível 1, ela não faz nada mais do que apenas repetir uma rotina de processamento das coisas que se vive e entregar o resultado disso no mesmo nível. Mas é um nível básico, é um nível — eu não vou dizer que é pobre, mas é um nível pobre de capacidade mental. Por quê? Porque não há uma conexão, não há um movimento da mente. Ou seja, ela não funciona em busca ou em conexão com a capacidade. Ela não trabalha na camada da causa da vida humana e dos fatos e das experiências. Essa capacidade básica da mente, esse nível 1, trabalha apenas no nível da vida externa, não analisando a conexão de cada fato da vida, cada experiência, cada circunstância que se apresenta com o mundo interno de cada um de nós, com a própria mente, com o que existe em nossa mente. Essa conferência que a gente está passando agora — "As Maravilhas do Mundo Atômico" — a Logosofia descreve o movimento, a atividade dos pensamentos dentro da mente. E essa atividade, essa realidade dos pensamentos dentro da mente, é uma realidade que, se a mente não estiver sendo utilizada no dia a dia nesse nível de capacidade de olhar para dentro de si mesmo e observar esses movimentos internos, observar esse mundo interno que a Logosofia descobre, tira a coberta, a Logosofia revela — está velado, está escondido — para mim esteve escondido a minha vida toda até que a Logosofia revelou, descobriu para mim, tirou a coberta para mim dessa realidade. Se a mente não opera nesse nível, é como se esse nível não existisse para a gente. E aí toda essa atividade mental dos pensamentos na mente passa a ser uma atividade em que a gente não participa. Esse é o grande desastre da vida. E para mim, na minha compreensão, daí vem o grande sofrimento humano, que é não entender porque a gente vive o que vive, cada um de nós. Porque a gente passa pelas experiências de uma forma que cada um de nós é diferente e que cria essas dificuldades, essa ansiedade, essa angústia, porque a gente não entende os porquês da vida. Essa compreensão, a explicação dos porquês, o conhecimento que permite entender os porquês da vida estão no conhecimento de si mesmo. São o conhecimento de si mesmo. Eu sei que parece meio, assim, é difícil de falar sobre isso, porque como não é uma coisa que a gente pega com as mãos, não é tangível do ponto de vista material — porque é metafísica essa realidade — há a sensação de que isso é difícil. Mas é difícil de entender isso assim, de colocar na... de realmente, como é que a gente pega isso para o entendimento? Por isso que é preciso praticar essa... É preciso viver nesse mundo mental de uma forma como a gente não viveu antes. Esse é o convite que a Logosofia faz sempre para a gente: de que é preciso começar a viver a vida todo dia, não só entendendo que existe uma vida mental dentro de si mesmo, mas especialmente conhecendo a vida mental de cada um de nós. Conhecendo que pensamentos operam, vivem, passam, funcionam em nossa mente. Conhecendo as capacidades das faculdades que precisam ser desenvolvidas na mente de cada um de nós para que elas possam dar à mente esse salto, que é a capacidade criadora da mente humana. E nisso dá para entender por que a gente se assemelha tanto a Deus, que não é na forma física nem nada, senão nessa capacidade criadora que, obviamente, na proporção que é dada ao ser humano, cada um de nós tem. Aí você fala assim: Ronny, mas capacidade de criar o quê? Esse é o ponto. Não é criar ideias, negócios, nada disso. Isso também, mas isso é uma consequência comum, rasa. A capacidade de criar na própria mente, ou seja, na própria vida, características, pensamentos, capacidades que a gente nem sabia que tinha para finalmente começar a compreender e viver a vida de outra forma. Essa é a grande revelação que a Logosofia faz. Desse órgão que a gente passou a vida usando basicamente de forma passiva, que tem a capacidade maravilhosa de entregar para cada um de nós as rédeas da vida e da existência nas próprias mãos. O convite que a Logosofia nos faz — e que eu estou mergulhando nesse convite cada vez, aceitando ele cada vez com mais alegria — é ir compreendendo que eu posso ser finalmente o escultor de uma vida que vai deixando de ser uma vida arrastada pelos fatos e circunstâncias para uma vida que eu vou construindo, esculpindo à luz de uma imagem cada vez mais consciente, mais clara do que é essa experiência que a gente vem viver na Terra. E finalmente deixar de vivê-la no automático, no passivo e no comum. Eu tenho pensado muito sobre tudo isso, todo dia. E eu vou seguir trazendo aqui o que eu puder, o que eu seja capaz de compreender para que a gente nunca mais esqueça que é preciso dedicar-se a essa capacidade, a essa realidade da vida mental de cada um de nós. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.