Latest / Logosofia no Dia a Dia / Heroísmo Íntimo: A Luta Contra a Natureza Inferior e a Elevação Consciente
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tava aqui pensando na importância de ter consciência do que a gente tá fazendo nessa jornada, que eu digo que não seja somente o estudo de cada um dos temas, né, que a gente se depara nos livros de Logosofia. Por que que a gente tá aqui? Por que que a gente tá se propondo a descobrir algo que a gente não tenha descoberto ainda, né? Por que que a gente tá nessa quest, né, nessa, realmente assim, é praticamente uma jornada em busca de algo que cada um de nós ainda não tem. E eu penso que é muito importante, eu tenho certeza é muito importante a gente não esquecer da grande jornada toda, enquanto a gente vai descobrindo essas maravilhas que cada trechinho da jornada oferece. Bom, porque não é uma questão de chegar lá. A gente acabou acreditando que sempre qualquer jornada aqui na terra, né, qualquer viagem, qualquer exploração, é sempre uma questão de chegar lá em algum lugar e descobrir algo. Por exemplo, hoje em dia a gente já, obviamente, descobriu a parte toda terrestre muito bem na terra. Estamos descobrindo algumas coisas olhando para o profundo, mas a gente está voltado também, por exemplo, a descobrir as coisas no sistema solar. Então daqui a alguns anos vai ter sondas chegando nos satélites de Júpiter, nos satélites de Saturno. De novo, né? Já passamos por eles, já observamos eles, mas agora vão ter missões que vão pousar nesses satélites, especialmente os que têm oceanos de água, né, embaixo do gelo, para poder explorar e ver se há também as condições e se essas condições desenvolveram a vida como a gente conhece do ponto de vista bacteriano, bacteriológico, né? Enfim, então assim, a gente… só que a sensação é que assim: puxa, quando a gente chegar lá, então tiver lá e pousar e aí os instrumentos verificarem, não sei o quê, tal. Então, o problema é que as jornadas que a gente se acostumou a aprender e a realizar na vida, são jornadas essas, né, que são fora de nós mesmos, são jornadas que o resultado está lá na frente, quando a jornada, assim, culminar, né, terminar. Mas olha que interessante, do ponto de vista da vida consciente e dessa vida plena que a gente intui que pode viver, né, que pode… sim, a capacidade de ampliação da vida é quase infinita, e é mesmo. A gente tende a achar que um dia a gente vai chegar em algum lugar que aí a vida vai mudar. Mas eu… por isso que eu não posso esquecer isso nunca, eu me recordo disso sempre. A cada tema, a cada investigação que a gente faz, a cada reflexão que surge por conta do pensamento logosófico, há uma oportunidade única de se mudar a forma como se vive, se experimenta a vida naquele ponto. E isso configura uma das características mais incríveis dessa jornada de evolução consciente, que não é exatamente essa… assim, a jornada, o resultado, vamos dizer assim, o tesouro, né, ele está ao longo da jornada, não está no final. Então, é muito diferente do que a gente se acostumou. A gente se acostumou a tudo do ponto de vista fora de nós mesmos é no final. Quando acabar a faculdade aí vai ter o diploma e vai poder não sei o quê. Quando não sei o quê. Quando eu chegar lá, quando eu for, quando eu tiver tal coisa, quando eu tiver vivendo tal experiência e aí sim, quando eu tiver, né, do jeito que eu quero, sei lá. Tem 1.000 coisas. E por que que eu estou me referindo a essa reflexão sobre a jornada? Porque quando a gente passa por um tema desses, em que a Logosofia apresenta uma realidade sobre nós mesmos, que eu mesmo, é pouco… tenho consciência ainda, eu fico com a sensação de que assim, é para entender o que eu posso ser diferente hoje. E como é que isso pode transformar já a minha experiência de viver todo dia essas jornadas terrenas aí que a gente repete diariamente. Essa luz que a Logosofia joga agora sobre essa realidade da mística na sua concepção obviamente logosófica, eu estou achando tão incrível… eu estou com… assim, esses dias que eu estou revendo esse tema e estudando esse tema, eu estou com a sensação tão boa de estar assim redescobrindo algo sobre mim mesmo que eu tinha esquecido. Isso é um problema, sabe? A gente vai e eventualmente a gente vai sentindo, percebendo coisas, mas em geral a gente vai sendo atropelado por tanto pensamento que ainda vive na mente, né, esses todos afetos às coisas da vida fora de nós mesmos, mas que são necessidades que a gente atende — às vezes a gente atende com muita atenção, né — que a gente vai esquecendo o que é essencial. E é muito triste viver a vida esquecendo o que é essencial, né? Ou antes de esquecer, a gente nem sabe, a gente ignora. Eu passei muitos anos da minha vida ignorando o que era o essencial, né? Lógico que não é uma coisa que é essencial, não é isso. Mas assim, tudo o que agora, quando a Logosofia joga uma luz para dentro de mim mesmo e eu percebo algo que tava ali, né, acontecendo mas ignorado pela minha consciência, a minha inteligência, a minha percepção… Eu procuro agora olhar para isso e falar assim: "Puxa, se eu passar a viver meus dias recordando disso, observando quando isso ocorre em mim, isso tem a possibilidade de me dar sabores durante o dia, né? Me dar… é… sabor é um ótimo nome, aliás, é uma ótima característica, né, analogia. É como se realmente a gente pudesse degustar dentro de nós durante os dias normais da vida essa sensação sublime, como se a vida fosse um banquete de um restaurante três estrelas Michelin assim todo dia." Ou seja, eu fico com a comprovação sempre, logicamente na medida da minha capacidade, mas eu vou comprovando a cada dia: quando a gente mergulha nesses temas, que perceber essas realidades dentro de nós mesmos é nos darmos a possibilidade de desfrutar de uma vida que a gente não desfrutava ao mesmo tempo da vida da qual a gente já desfruta. Ou seja, a capacidade que o conhecimento transcendente tem de ampliar a possibilidade de viver a vida cada vez de forma mais intensa, ampla, mais consciente, é uma capacidade que a gente precisa entender que deve ser buscada a cada novo conhecimento ou a cada novo tema que a gente aborda. Porque essa realidade desse aspecto sensível e da importância que a sensibilidade tem na vida… Poxa, eu nunca, em outro lugar, em nenhum lugar que eu li, pesquisei, eu nunca vi uma — não só a explicação, mas uma referência tão basilar, assim, tão forte — sobre a importância, a elevação, a hierarquia que essa capacidade sensível do ser humano deve ter na vida. Você já pensou sobre isso? A gente tá tão… tá bem, talvez você não, vai, mas eu tô tão ainda puxado pela vida externa, sabe? Com os problemas da vida externa, com os desafios todos para resolver, tantos de dia a dia — tem problemas tem que resolver no dia e por conta de outros que não se resolvem, no dia seguinte tem outros problemas para resolver, às vezes os mesmos. E assim, em várias escalas, há problemas que vão consumindo a energia e a vitalidade mental, ou vai consumindo a vida mental todo dia, e às vezes passa a vida toda ou, né, décadas ou que seja, em que a gente vai só vivendo para fora. Como se a gente tivesse que todo dia só trabalhar para entregar o resultado de algo que é fora de nós mesmos. E aí vem um conhecimento como esse e me faz perceber que essa característica, essa engrenagem sensível espiritual que eu tenho como ser humano e que simplesmente se manifesta praticamente por atração, né, por inspiração… toda vez que eu vivo, presencie, observo ou me conecto a algo ou algum fato, algum feito, alguma conduta, alguma observação em que eleva as miras da vida, o que inspira a vida, o que… Eu acho que inspirar é uma palavra também maravilhosa, porque é isso, né? Mais do que tudo, inspira a cada um de nós a algo muito mais elevado. Essas manifestações íntimas de aprovação, de admiração, de êxtase, né, frente a uma realidade, a uma verdade ou uma parte da verdade que a gente consegue identificar da criação, do universo, do pensamento criador… Puxa, aqui dá muito mais valor a isso do que eu dava. E essa é uma reflexão útil em que pega um conhecimento como esse e tá procurando entender como é que isso muda a vida já no dia de hoje, no dia de amanhã e nos dias seguintes. O que eu vivo quando nessa imersão que eu faço no conhecimento logosófico e as sensações que eu vou sentindo ao ir prescrutando o meu próprio mundo interno em conexão com essa verdade que o conhecimento logosófico vai detalhando, vai expondo, né, vai revelando… poxa, começar a observar essa realidade dentro de nós mesmos, começar a perceber com mais consciência essa exaltação do próprio sentir, da própria sensibilidade frente a todo esse belo. Porque é tão lindo, assim como é lindo olhar aqui as árvores que estão aqui na frente da janela, os pássaros cantando — hoje estão até um pouquinho mais quietinhos — mas é igualmente lindo, ou se não mais, quando a gente consegue prescrutar uma porção de verdade que a gente ignorou durante toda uma vida. E a expressão de satisfação, de inspiração, né, ou de felicidade que surge… entender que isso é uma expressão sensível espiritual, ou seja, é a própria manifestação da parte mais elevada que existe em nós. E a gente entender que isso não é só mais uma ocorrência qualquer na vida, né, no dia, que a gente precisa ir reconhecendo a si mesmo como esse ser, com essa capacidade sensível, espiritual, de como ver-se frente a tudo que é belo, a tudo que é heroico, a tudo que é… por exemplo, manifestações, né, como os próprios ensinamentos desse capítulo falam: abnegação, atos de abnegação, esses atos de quase heroísmo ou heroísmo mesmo. E não heroísmo fictício, né? Mas heroísmo no enfrentamento das lutas. Isso é uma realidade que, assim, eu observo muito. Eu olho para algumas pessoas e vejo atos de heroísmo, assim como eu vejo em mim já, né, e já vi em mim. Porque é heróico ou é heroica a luta contra a natureza inferior que ainda quer imperar dentro de cada um de nós. E essa luta por desprender-se das amarras, né, das correntes que nos mantêm atados à terra ainda do ponto de vista psicológico, sensível, é uma luta heroica, e essa luta heroica inspira, é tão linda de ver em si e nos demais. E tudo isso que surge com essa observação, assim, a gente tem que observar a vida de outra forma mesmo, né? A gente tem que observar a própria vida e a vida dos demais de uma outra forma, com outras lentes que não as mesmas que a gente sempre observou a vida toda, em especial para poder perceber em cada um de nós essa capacidade, que é uma capacidade muito mais divina do que terrena, né? Terrena é a capacidade da razão, talvez, né, que é da lógica, né? Mas a capacidade sensível, e essa capacidade de tocar o fundo da sensibilidade humana conforme a gente, né, vive ou presencie ou admira aquilo que inspira tanto, é algo que a gente precisa valorizar muito mais, porque esse é… muito mais… tá muito mais próximo, né? Quando a gente tá observando e vivendo assim, a gente tá muito mais próximo, eu entendo, desse verdadeiro ser que nós somos na essência, do que quando a gente tá vivendo as coisas do mundo corrente como se fosse somente mais uma, mais um dia, mais uma jornada diária aí que se repete. Eu penso que tem que tributar mesmo um tempo, sabe, para refletir sobre tudo isso. Obviamente, reflexões que eu faço só e que surgem em mim por conta desse conhecimento, né, dessa explicação incrível e linda, inspiradora sobre a mística humana. Eu espero de coração que você esteja aproveitando para fazer reflexões muito úteis para você, da sua vida. Fique bem e até o próximo podcast.