Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Busca Infrutífera: Por Que Você Está Atirando Para Todos os Lados Sem Acertar
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? A gente tá entrando no capítulo 2 desse livro sensacional, né? Esse Mecanismo da Vida Consciente. Recordar que o livro tá postado aqui em cima em PDF, né? Alguns centímetros acima na sua tela aí. Eu tava lembrando agora de um jogo que eu gostava muito de jogar quando era adolescente, muito. A gente chamava de detetive, mas não aquele jogo de detetive de tabuleiro, que é legal, mas não é esse. É um que a gente fazia com cartas de baralho, não sei se você conhece, já jogou, já brincou disso. É um que se distribui uma carta para cada um, que as cartas dizem quem é, cada um recebe uma carta, um dos participantes ao redor de uma mesa, numa sala, o que seja, vai ser o detetive, aí tem o outro que é o assassino e os outros não são nada, são figurantes, só que você só sabe quando você pega a sua carta, ninguém sabe, né? E aí e, é o jogo em que o quem recebe a carta aqui, o assassino, ele tem que fazer um discretamente piscar, né? Pro para os outros jogadores para tirar eles do jogo, como se tivesse, né? Ativado neles. E o detetive tem que descobrir quem é o assassino, enquanto o assassino vai tirando os outros do jogo. Só que como ninguém sabe quem é o quê, tá sempre no risco, né? De é piscar para quem ostenta assim, não piscar para a pessoa errada, que é o detetive, por exemplo, tal. Eu estava lembrando desse jogo, porque primeiro ele é muito engraçado e segundo que para mim piscar com um olho só é, eu não consigo fazer isso discretamente, né? Eu não é uma coisa que eu faço assim fácil, então para mim era sempre mais difícil. Mas especialmente porque eu acho que a sensação que eu tinha durante o jogo é uma sensação que ela volta e-mail, eu sinto ela no dia a dia da vida, sabe? Que é assim, a gente às vezes, a sensação, primeiro a sensação de gente às vezes tá meio perdido sem saber para onde eu vou, né? Então assim, a sensação de que putz, e aí? Eu não sei quais são eu não sei não, eu sei, mas eu eu me perco um pouco nas nas coisas simples da vida. E, não sei para onde colocar meus esforços, sabe? Não sei para onde, aonde focar meus esforços, ou pior, foco os meus esforços ao longo da vida em coisas diferentes, que mantém minha mente sempre atenta e focada, ou pelo menos dedicada a um objetivo. Só que é mais ou menos como no jogo, assim, é meio assim, bom, para onde eu para onde eu vou, né? Para onde eu jogo meus esforços, para onde eu foco minha energia. E a vida apresenta um monte de coisa, um monte de opção para a gente. Isso é bom por um lado, né? Mas por outro lado, pensa na pensa no problema que isso causa. A gente passa a vida se foca, se deixar, se permitir, a gente passa a vida escolhendo a cada momento um foco, né? Um caminho, uma direção entre as várias que que tem a disposição, só que a gente geralmente bota toda a energia, ou quase toda a energia da vida naquele objetivo durante o tempo que aquele objetivo nos nos entretém ou demora para dar o resultado que a gente quer. Veja, eu tô dizendo o seguinte, não não há mal nenhum em, obviamente, em colocar esforço em todas as coisas que a gente precisa realizar na vida terrena. Não é esse o ponto. O ponto é que a gente faz isso meio cego, meio sem sem saber ou sem ter consciência do porquê ou do que estaria acima de todas essas escolhas de esforço, de dedicação, né, de vida, porque assim, quando a gente coloca tempo em alguma coisa na vida, a gente coloca tempo para fazer uma faculdade, depois coloca tempo para fazer um curso, outro curso, fazer um hobby, ou fazer esporte, enfim. Coloca um tempo para aprender um algo sempre um pouco mais sobre aquele trabalho que cada um de nós realiza, não importa o quê. O tempo é vida, né? Ou seja, a gente tá sempre escolhendo aonde a gente coloca a vida, o tempo. O tempo é vida. Nossa vida é o tempo que se desenrola, né, nesse tecido que vai se desenrolando do dia que começa até o dia que acaba. Então, para nós tempo é vida. E o ponto é aonde cada um de nós tem colocado a vida. Especialmente, não é nem aonde tem colocado a vida, né? É como é que a gente faz tudo que a gente tem que fazer aqui no dia a dia, mas ao mesmo tempo, enquanto a gente eh tivesse uma visão clara de que ou uma visão cada vez mais consciente de que tudo isso que a gente coloca a vida aqui na Terra faz sentido quando há uma visão, vamos dizer assim, uma compreensão quando há uma uma posição em que a gente observa tudo isso de consciência e com domínio maior sobre todas essas circunstâncias e coisas que a gente faz na vida terrena em relação a razão maior de fazer tudo isso. Por quê? Porque a gente não veio aqui para a Terra claro, não faz nem sentido que a gente veio aqui para a Terra para resolver os problemas, né? Para resolver coisas terrenas, faz sentido isso? Não, né? Para mim, essa foi uma das grandes perguntas que eu me fazia na adolescência, quando eu fui comecei a entender o que que ia ser a vida adulta, é assim, espera aí, a gente nasce e vem aqui para a Terra de novo e de novo que cada um de nós tem uma herança, né? Tem uma característica própria que é a herança de si mesmo, né? Então, a gente vem aqui certamente muitas vezes e a gente volta para poder resolver os problemas. Tipo assim, hã? Qual a lógica disso? A gente volta só para viver desafios, obstáculos e suplantá-los, legal, mas a troco de quê? Então, eu me eu ficava agoniado com essa com essa questão, porque assim, espera aí, a vida é isso, né? A vida se resume a se dedicar dedicar todo esse tempo ou dedicar a vida a conquistar as coisas terrenas, resolver os problemas terrenos, com, né? Cumprir as necessidades todas e a vida se acaba nisso? Aí você fala: "Não, porque eu falava para mim mesmo, não, imagina, você vai desfrutar da vida". Eh, o que que é desfrutar da vida? Quais são os frutos que a gente tá se referindo, então? Se a gente vai desfrutar, né? Tá se referindo a que frutos, Ronny? E eu lembro que na época eu tava me referindo, eu eu tinha mais a referência de que os frutos eram, por exemplo, uma condição econômica folgada, pudesse aproveitar, entre aspas, a vida nas viagens, na, né, no conforto, enfim, meio que fazendo o que quisesse quando quisesse, sem limitações, limitações físicas, né? Sem limitações dessa nessa perspectiva terrena. Então, olha só, eu tinha essa visão extremamente limitada na adolescência. Quando eu fui me tornando um jovem adulto, minha visão era muito limitada. E a visão de desfrutar da vida era essa, era esse eram esses os frutos. Aí você fala: "Ah, Ronny, mas você era incipiente, né, ingênuo, porque tem um valor dos sentimentos, tem o valor da fazer o bem, tem o valor de ajudar as pessoas". Tem, claro que sim. E alguns desse eu tinha uma imagem de que era uma coisa boa para fazer na vida, mas não é sobre isso, né? Porque isso é o quase o óbvio que a gente deveria estar fazendo, né? Que é dentre essas várias tarefas que muitas vezes esse meio, né, só cumprindo, atirando para todos os lados ou para os lados que a gente acha que tem que atirar cada um dos nossos esforços, a gente obviamente deveria estar fazendo tudo isso com o altruísmo né? Com os valores morais elevados do ponto de vista de se preocupar com o próximo, de ajudar quem precisa. Isso é basicamente o o mínimo, né? Mas não é sobre isso. Talvez por isso até que o livro já começa, né? O capítulo 2 já é sobre a busca do saber, foi uma busca infrutífera que o ser humano vem realizando porque não encontrou a essência disso. E e esse capítulo 2 apresenta o quê? Que a logosofia abre novas possibilidades para as atividades da inteligência e da vida espiritual para cada um de nós. Lembrando sempre que quando a logosofia trata ou se refere à vida espiritual, não se refere a nada que não seja extremamente natural na vida. Ou seja, não tem nada de fenômeno quanto à vida espiritual, nada, zero. Por quê? Porque é exatamente a parte da vida, da existência, que a gente ignora. É o que nós somos já, é a parte que se constitui cada um de nós que não é física material e sim espiritual. Mas isso é já é, não é que a logosofia tá inventando uma coisa. A logosofia está na verdade se referindo a essa realidade que já é a realidade do ser humano, embora eu tenha demorado vários anos para entender que era parte da minha constituição também uma parte espiritual. Que eu não era só osso, carne, né? E e osso, carne e cérebro. Que a própria existência da mente humana responde à existência dessa realidade espiritual em cada um de nós, porque a mente é um órgão metafísico, né? Um órgão físico, né? O cérebro é um órgão físico, a mente é um órgão metafísico, né? O neurônio é físico, o pensamento não é físico, né? O pensamento é metafísico. Então, esse capítulo 2 começa, assim, acho que fazendo cada um de nós, isso é muito bom, esse movimento, você fala assim: "Escuta, o que cada um de nós tá buscando? Por que que tá buscando? Que que é essa busca a verdade que a gente fala ou eu pelo menos me refiro muito a ela, né? Por que por que e onde que a gente busca a verdade ou buscou até hoje? Mas especialmente, é, o o que que é que a logosofia de fato apresenta e abre impossibilidade de realização para cada um de nós? Por quê? Porque no mínimo é a hora da gente parar de perseguir e tentar acertar né, como eu falei no jogo lá, tentar acertar as coisas terrenas ou tentar acertar tentar encontrar nas coisas terrenas aquilo que não existe fora de si mesmo. Ainda que tudo que a gente faz aqui no dia a dia tem uma propriedade escondida incrível que é de, e eu acho que é para isso que a gente vive aqui, né? Que é de mostrar, de apresentar para cada um de nós algo sobre si mesmo que se a gente não viver aquela experiência, aquela situação, aquele fato, aquela circunstância a gente talvez não percebesse nunca ou ia demorar muito para entender, perceber aquilo sobre si mesmo. Então, quando eu li esse capítulo 2 e eu tô tentando, né, fazer reflexões ditadas sobre isso que tá sendo apresentado nesse capítulo, quer dizer, quais são as possibilidades que esse conhecimento abre para as atividades da inteligência e as atividades da minha realidade espiritual, da minha vida consciente, do ponto de vista espiritual, né? Por quê? Porque eu quero é isso. O que eu busco na verdade é isso, né? Quando eu falo assim: "Ah, eu busco a verdade e vou seguir buscando sempre". O que eu busco é a capacidade de perceber a verdade que a gente deveria tá percebendo, que é o quê? É o conhecimento. É desvendar esses mistérios sobre a própria existência, a própria realidade, o porquê de tudo. Não só entender da onde a gente veio, para onde a gente vai, né? Mas entender o o quê? O que que é para descobrir nessa vida aqui? O que que é para a gente viver de fato? Porque aí as opções da vida vão ter outras significado. Como é que cada um de nós tá fazendo as opções da vida terrena hoje? Em cima do quê? Com base em quê? Com base no cada um de nós veio buscar aqui na Terra ou com base naquilo que a gente absorveu na da cultura corrente enquanto a gente crescia? Ou seja, a gente tá realizando o que a gente veio de fato realizar ou deveria ter vindo realizar ou a gente tá vivendo a vida apenas respondendo a conceitos que a cultura corrente nos, vamos dizer assim, nos apresentou e a gente aceitou na mente como uma verdade. Essa é uma ótima pergunta que eu penso que a gente precisa se fazer para poder se colocar melhor na frente essas possibilidades que um conhecimento transcendente como esse que a logosofia oferece está abrindo. Porque só vai esse conhecimento só vai abrir as possibilidades ou vai abrir possibilidades que estejam relacionadas à aquilo que cada um de nós está buscando. Porque vai abrir a possibilidade de a gente alcançar o que a gente tá buscando, mas é preciso compreender ou ter clareza sobre o que cada um de nós tá buscando. Tenho certeza que a leitura do capítulo 2 vai te dar razão a muitas reflexões. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.